quinta-feira, 16 de abril de 2009

CRIAR CARTAZES ON LINE

Sugestões a não perder em


http://bibliotequices.blogspot.com/2009/04/criar-cartazes-online.html


LER É SABOREAR
A frase é do livro Inkheart (Coração de Tinta) de Cornelia Funke, o poster foi criado (em segundos) no site http://wigflip.com/automotivator onde também pode criar os seus cartazes motivacionais. Claro que os pode criar num programa de desenho mas muitas vezes faltam-lhe ideias gráficas ou não possui esses conhecimentos técnicos... ou apenas está com pressa!
Teste algumas das ferramentas do site
www. wigflip.com(interessantes são também os post-it e as etiquetas)Alternativa - Site BigHugeLabs:
Motivator:
http://www.bighugelabs.com/flickr/motivator.php
Magazine Cover -
http://bighugelabs.com/flickr/magazine.php
Mosaic Maker -
http://bighugelabs.com/flickr/mosaic.php
Warholizer -
http://bighugelabs.com/flickr/warholizer.php
Jigsaw -
http://bighugelabs.com/flickr/jigsaw.php
Movie poster -
http://bighugelabs.com/flickr/poster.phpPara coisas mais evoluídas e interactivas... Glogster - http://www.glogster.com/

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Biblioteca Digital Mundial (World Digital Library)

A UNESCO e um conjunto de 32 instituições associadas vão lançar a 21 de Abril a Biblioteca Digital Mundial .
A plataforma incluirá material cultural único, oriundo de bibliotecas e arquivos de todo o mundo.
Facultando o acesso gratuito a mapas, livros, partituras, gravações, filmes e fotografias, a página estará disponível em várias línguas: chinês, árabe, francês, inglês, russa e português.
A Biblioteca Digital Mundial foi desenvolvida por uma equipa da Biblioteca do Congresso, com a assistência técnica da Biblioteca de Alexandria (Egipto).


http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=18&id_news=381668

terça-feira, 14 de abril de 2009

Soeiro Pereira Gomes, autor de 'Esteiros', nasceu há cem anos

Homenagem em Baião, Alhandra e Vila Franca. Reedição de 'Os Contos Vermelhos'. Homenagem em Baião, Alhandra e Vila Franca. Reedição de 'Os Contos Vermelhos'.

A aldeia é conhecida pelas bengalas artesanais que, nos dias de hoje, muitos estudantes exibem alegremente na Queima das Fitas. Chama-se Gestaçô, concelho de Baião, e foi aí, faz hoje cem anos, que nasceu Soeiro Pereira Gomes. Homem da palavra insubmissa, dedicou o seu primeiro romance - Esteiros - "aos filhos dos homens que nunca foram meninos". O escritor e dirigente comunista é al- vo de diversas homenagens: em Baião, Alhandra e Vila Franca de Xira.
O livro Os Contos Vermelhos, obra que narra episódios da vida e da luta na clandestinidade, tem uma reedição para assinalar o centenário do nascimento do autor. Na próxima quinta-feira, o jornal Avante! terá a companhia desse livro com conta histórias de homens comuns e de medos, que também Soeiro viveu quando entrou na clandestinidade. O medo, como escreveu Manuel Gusmão, "de ser preso, medo de falar, medo de ter medo, medo da tortura e sofrimento, medo de perder a vida e os afectos que a tecem".
Na terra onde nasceu, as comemorações do 25 de Abril , este ano, são dedicadas ao autor de Esteiros. A Câmara de Baião, em parceria com os CTT, lança um selo comemorativo do centenário do escritor e "homem de uma profunda sensibilidade social". O presidente da autarquia, o socialista José Luís Carneiro, refere que um representante do PCP recordará o contributo de Soeiro para a resistência antifascista. A vida e a obra do romancista será abordada noutra intervenção, durante a sessão solene da Assembleia Municipal comemorativa da revolução de Abril.
Em Gestaçô, aldeia onde nasceu Soeiro, existe um monumento evocativo do escritor. E todos os anos, recorda José Luís Carneiro, em Abril, "sempre que o PS está à frente da autarquia", o autor comunista é homenageado com a deposição de uma coroa de flores.
Os tributos estendem-se a outras geografias que o homem da palavra e activista político percorreu na sua curta vida. No dia 19, a homenagem acontece em Alhandra - onde viveu, trabalhou e sonhou uma sociedade livre, nos anos 30 do século passado -, no museu local (Casa Sousa Martins); em Vila Franca de Xira, o Museu do Neo-Realismo dedica-lhe uma exposição, patente ao público entre Novembro e Fevereiro de 2010.
Filho de uma família de pequenos agricultores - irmão da escritora infanto-juvenil Alice Pereira Gomes e do matemático Alfredo Pereira Gomes -, Soeiro Pereira Gomes aprendeu a ler com o pai no jornal O Primeiro de Janeiro, ainda antes de entrar na escola primária. Em Coimbra, mais tarde, tira o curso de regente agrícola.
Aquele que viria a ser um dos principais nomes do neorealismo português embarca para Angola e regressa, um ano depois, desiludido com a experiência. Em 1931 casa com Manuela Câncio Reis: fixa residência em Alhandra, trabalhando nos escritórios da fábrica Cimento-Tejo. Nove anos depois, adere ao PCP e ingressa na célula da empresa.
Álvaro Cunhal, que ilustrou Esteiros ("pediu-me que ilustrasse e assim fiz, certo porém de que os modestos desenhos não eram dignos do valor da obra literária"), destacava o papel que Soeiro Pereira Gomes teve na reorganização do partido nos anos 40. "Militante na fábrica e nas lutas operárias, tinha ainda outros aspectos de extraordinário valor: no movimento associativo, na realização de obras sociais, no desporto, na relação estreita, solidária com as populações".
Quando a ditadura salazarista tentava silenciar os crimes do holocausto nazi, com a proibição de se ouvir as emissões da BBC em língua portuguesa em locais públicos, Soeiro abria a janela da sala, na sua casa, onde tinha a telefonia, para que muitos populares pudessem ouvir, discretamente, as informações de Londres.
Em 1941 publica Esteiros, a obra mais conhecida e mais comovente do autor. Uma história de trabalho infantil, de extrema miséria. "Pequena obra- -prima", considerou Cunhal. Este romance, ainda segundo o líder histórico do PCP, também ele autor de várias obras literárias, "traduz (não em ternos de análise política, mas com igual força de expressão e convencimento) o humanismo dos ideais e da luta dos comunistas".
No mês de Maio de 1944, acossado pela PIDE, entra na clandestinidade, e escreve o romance Engrenagem. É eleito para o Comité Central dois anos depois. A doença, no entanto, tolhe-lhe o caminhada: morre em 1949, com 40 anos de idade.
(FRANCISCO MANGA,
In http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1200792&seccao=Livros
«Soeiro Pereira Gomes - 100 anos de um clássico» é o título da exposição patente na Biblioteca Nacional, em Lisboa, até 23 de Abril.
Entrada livre.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Promoção da Leitura

Vejam o interessantíssimo conjunto de "slogans" produzidos pelos alunos do 12º ano, turmas G e H, da disciplina de Oficina de Multimédia B, e que a Biblioteca da Escola Secundária Camilo Castelo Branco (Famalicão) utiliza para promover a leitura:



http://www.youtube.com/watch?v=yLpuM3OcXGo&eurl=http%3A%2F%2Fnobicodaandorinha.blogspot.com%2F2009%2F03%2Fpromocao-da-leitura-na-escola-pelos.html&feature=player_embedded

domingo, 12 de abril de 2009

PÁSCOA FELIZ !

- Italiano: BUONA PASQUA
- Francês: JOYEUSES PÂQUES
- Inglês: HAPPY EASTER
- Alemão: SCHÖNE OSTERN
- Grego: KALO PASKA
- Chinês: FOUAI HWO GIE QUAI LE


Para saber mais sobre a Páscoa:

http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/brincar/programas/tema48.htm

terça-feira, 7 de abril de 2009

Vale a pena espreitar!

Puzzles, sudokus, jogos divertidos - lazer e aprendizagem , é o que proporciona este "site" divertido:

http://www.les-puzzles-de-claudius.com/

quarta-feira, 1 de abril de 2009

2 de Abril, Dia Internacional do Livro Infantil 2009: mensagem dia internacional

Este evento , a comemoração do International Children's Book Day (ICBD) foi estabelecido pela UNESCO, desde 1967, a 2 Abril, por ocasião do aniversário de Hans Christian Andersen . Objectivos: inspirar o amor pela leitura e chamar a atenção para os livros para crianças.

A mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People).
Eu sou o mundo, e o mundo sou eu,
porque através do meu livro
posso ser quem quiser.
Palavras e imagens, versos e prosa,
levam-me a lugares vizinhos e distantes.

Na terra dos Sultões e do ouro,
mil histórias se revelam,
contam os seus segredos a Sherazade.

A cada palavra em cada página,
viajo no tempo e no espaço.
E nas asas da fantasia
o meu espírito atravessa terra e mar.

Quanto mais leio, mais compreendo
que, com o meu livro,
estarei sempre
na melhor das companhias.


sábado, 28 de março de 2009

LER


Merece visitas frequentes, o blogue da revista LER .



http://ler.blogs.sapo.pt/

terça-feira, 24 de março de 2009

Concurso Nacional de Leitura

Estamos contentes e orgulhosos, claro!
A Margarida Figueiredo, do 8º B, está de parabéns: é a vencedora da fase distrital do CNL !
As provas decorreram ontem na Biblioteca Municipal de Anadia que primou pela organização.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Biblioteca Digital Camões

A funcionar desde o dia 6 de Janeiro, a Biblioteca Digital Camões disponibiliza um manancial considerável de ensaios e clássicos da literatura.


cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes.html - 42k -

segunda-feira, 16 de março de 2009

Semana da Leitura

Iniciámos hoje o nosso programa.

A abrir a Semana da Leitura, um encontro com o escritor Manuel Jorge Marmelo (nascido no Porto em 1971, jornalista do "Público", um autor fecundo da novíssima geração). Pretexto: a leitura do romance "As Sereias do Mindelo" escolhido pela aluna Inês Azevedo, no âmbito do seu PIL (Projecto Individual de Leitura). Foi uma aula aberta de Literatura Portuguesa: após a apresentação do convidado e do livro, os alunos da turma anfitriã (10ºI) puseram questões ao autor e leram excertos de vários textos de MJM. Falou-se de escrita e de leitura, de música e de paixões, de experiências e de sonhos, de acasos e de viagens, do mundo e de várias formas de o apre(e)nder... enfim, de tudo aquilo que cabe na vida e na literatura, porque tudo tem a ver com tudo. As coisas que vêm nos livros estão todas entretecidas. Cruzam-se como fios de uma teia de aranha invisível." , diz M., a personagem errante de "Aonde o Vento Me levar".
Assim também aprendemos que "Todos devíamos poder ser cidadãos de todo o mundo - ou, pelo menos, filhos de todos os sítios de que gostamos, dos países dos nossos afectos." Isso nos permitirá afirmar como o narrador /escritor/ viajante de "As Sereias do Mindelo": " Sei cada vez menos quantas pátrias tenho."

MJM tem um "site" e um blogue:
http://planeta.ip.pt/~ip202503/geral.html
http://teatro-anatomico.blogspot.com

quarta-feira, 11 de março de 2009

Crise e Bibliotecas

LIBRARIES WILL GET YOU THROUGH TIMES OF NO MONEY BETTER THAN MONEY WILL GET YOU THROUGH TIMES OF NO LIBRARIES

Nestes tempos de crise, aqui está uma mensagem pertinente constante de um pequeno cartaz - da Biblioteca Pública de Whitefish (Montana, EUA) - que, sendo sobre bibliotecas em geral, interessa a todos os adolescentes: os que o são, os que já foram e os que hão-de ser. Traduzido:

“As bibliotecas ajudam-te a passar as épocas sem dinheiro melhor que o dinheiro te ajuda a passar as épocas sem bibliotecas.”

In

http://www.adrian&pandora.blogspot.com

terça-feira, 10 de março de 2009

Semana da Leitura na nossa escola - 16-19 de Março

«A investigação tem demonstrado a possibilidade de a leitura ampliar as capacidades do cérebro, criando diferentes perspectivas de interpretação da realidade e novas competências no manejo das emoções, contribuindo para a melhor compreensão da complexidade do mundo. Especialistas defendem que o que importa é que a criança leia, sobretudo textos que a mobilizem e não se afigurem desconexos em termos de espaço e tempo, o que poderá levar ao abandono do livro. Por isso, o interesse de uma criança ou de um adolescente por qualquer tema deverá ser incentivado, porque estará a contribuir para o ganho de hábitos de leitura, que só se poderão consolidar nas idades jovens.
Costuma dizer-se que se pode ler um livro a uma criança desde muito cedo, na prática deve seguir-se o conselho de segurar a criança ao colo e com a mão disponível ler-lhe um episódio qualquer que o faça sonhar: não importa, a princípio, se é ou não um texto de muito valor literário».


Daniel Sampaio

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Cinema, esse LEITOR



"O cinema também filma livros"

Todos sabemos que existem muitos filmes cujos argumentos são adaptados de livros, alguns mais conhecidos do que outros, mas na maior parte das vezes não temos noção da quantidade e diversidade de filmes adaptados de obras literárias.
A ver pela quantidade de bibliotecas que apresentam listas de livros adaptados ao cinema, como forma de sugestões de leitura, vemos que este é um verdadeiro sucesso para a promoção da leitura.

As Bibliotecas Públicas de Hedberg, Edmonton e de Mid-Continent elaboraram uma lista de "livros cinematográficos" e atingiram o interessante número de 1.250 títulos!

Esta ideia de livos adaptados ao cinema é também uma boa sugestão para um Grupo de Leitores. Em 2007, o grupo que dinamizo na Biblioteca Municipal de Oeiras fez uma selecção com base neste critério e foi muito interessante para alimentar a conversa e criar o debate.

Aproveitando as ainda recentes atribuições dos Óscares, deixo aqui um link para um lista dos livros que criaram os filmes nomeados/galardoados com a estatueta dourada - The books behind the oscars nominations.

Sabia que "O estranho caso de Benjamin Buton" é baseado num conto de F. Scott Fitzgerald?



Bruno Duarte Eiras, IN http://entreestantes.blogspot.com/

As mulheres na Ciência

Todos estamos cientes da sub-representação da mulher na ciência, predominantemente quando nos referimos a cargos de liderança. Um exemplo elucidativo é o facto de apenas dez por cento dos cientistas contemplados com o prémio Nobel desde a sua criação em 1901 serem do sexo feminino. No entanto, isso torna-se um paradoxo, quando nos apercebemos que o nível de escolaridade da mulher está a aumentar comparativamente ao do homem em todo o mundo. Um número crescente de estudantes do sexo feminino entra nas universidades em áreas tão díspares como as humanidades, a medicina ou até mesmo as engenharias, sendo estes últimos cursos maioritariamente masculinos há pouco mais de dez anos.

*8 de Março de 2009
Raquel Soares - Subdirectora do Ciência Hoje
Professora de Bioquímica, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto


Mas como se explica este paradoxo? A principal causa é a pressão que a sociedade exerce na mulher. A ciência é uma actividade apaixonante, que combina a curiosidade característica do Homem com o interesse em descobrir novos caminhos que possam ajudar a humanidade a ultrapassar os problemas quotidianos, sejam eles de índole científica ou tecnológica. No entanto, esta actividade requer um grande esforço por parte dos profissionais. Para além das muitas horas passadas no laboratório, a ciência requer muito tempo de leitura, de reflexão e de discussão.

A somar a estas tarefas diárias, frequentemente os cientistas têm que se ausentar dos seus locais de trabalho para participarem em congressos e reuniões, ou realizarem estágios noutras instituições que são essenciais para a actualização dos conhecimentos e para o sucesso das suas carreiras. O esforço da mulher, particularmente quando tem uma actividade tão cativante como a ciência, é ainda bastante superior ao do homem hoje em dia. A sociedade nas últimas décadas tem vindo a alterar-se, fazendo com que homens e mulheres partilhem as tarefas domésticas. Cada vez mais os homens são capazes de cuidar dos filhos e da organização do lar.

Porém, a mulher continua a ter a seu cargo a gestão destas tarefas familiares. Por isso, torna-se difícil (e por vezes quase incompatível) conciliar a actividade profissional numa área tão absorvente como a ciência, com a vida familiar e social dinâmica da actualidade. Por outro lado, sendo a ciência tão fascinante, facilmente nos embrenhamos no trabalho dias a fio, ficando as restantes actividades do dia-a-dia para segundo plano.


O que seria da ciência sem as mulheres? De um modo geral, a mulher apresenta várias qualidades fundamentais para o desenvolvimento de uma carreira científica bem sucedida. Entre estas destacam-se a imaginação, o espírito criativo, a perseverança, o empenho e o entusiasmo. Estas qualidades tornam a mulher um importante impulsionador da ciência.

Neste dia internacional da mulher, é importante realçar a garra que caracteriza as mulheres do século XXI, envolvendo-se sem receio em variadíssimas áreas da sociedade às quais durante muito tempo não tinham acesso. A ciência, pelo seu carácter absorvente, é um dos exemplos paradigmáticos.


Mas a contribuição da mulher em áreas da ciência como a matemática, a astronomia, a química, a medicina, a agricultura ou a biologia, é já de longa data. Há quatro mil anos uma sacerdotisa na Babilónia dedicou-se ao estudo das estrelas, constituindo uma referência importante para os astrónomos e matemáticos que a sucederam.

O conhecido “banho-Maria” que todos nós usamos diariamente no laboratório, e que contribuiu para o desenvolvimento de muitas áreas da ciência e da indústria, é atribuído a uma química, Maria la Hebrea, que viveu no século I em Alexandria. Já no século XX, o papel das mulheres na ciência tornou-se cada vez mais conhecido. Marie Curie é sem dúvida o caso mais marcante que culminou com a atribuição de dois prémios Nobel (da física em 1903 juntamente com o seu marido, e da química em 1911, pela descoberta de dois elementos químicos).


É verdade que a prevalência de mulheres na ciência tem aumentado significativamente nas últimas décadas. Contudo, ainda há um longo caminho a percorrer até atingirmos a igualdade em número de homens e mulheres na ciência. Será que um dia veremos a versão feminina do estereótipo do cientista de bata branca, com os óculos na ponta do nariz e o cabelo desgrenhado? Esperemos que não! Primeiro porque não é saudável, e em segundo lugar porque o papel da mulher (tal como a do homem) na sociedade não se limita à sua profissão.

A educação dos filhos, por exemplo, é imprescindível e salutar quer para os filhos quer para as mães. Talvez no meio esteja a virtude! Tentemos manter uma vida saudável, tornando compatível uma carreira científica de sucesso com a estabilidade de uma vida familiar que todos desejamos. Não é fácil, mas não é de todo impossível! Evocando Darwin, neste ano em que se comemora o bicentenário do seu nascimento, podemos dizer que a diversidade (neste caso de actividades) é essencial para a evolução.


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=30039

domingo, 8 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A 8 de março de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica; reivindicavam a redução de um horário de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio; cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".
Desde então, o movimento a favor da emancipação da mulher tomou forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.
Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.

terça-feira, 3 de março de 2009

Aveiro2009 – Recordando Efemérides

Foi lançado no sábado passado "o mais recente livro de Mons. João Gonçalves Gaspar – Aveiro2009 – Recordando Efemérides –, no Museu da Cidade. Apresentou a obra Delfim Bismark Ferreira. Teceu naturais e justos elogios ao autor, que já publicou mais de 30 títulos, a maioria dos quais à volta de Aveiro e sua região, mas também sobre vultos da história local.
Mons. João Gaspar pensou este trabalho há uns três meses. Pegando na ideia, buscou na história e na memória o que de relevante aconteceu em cada mês, de muitos anos “redondos”. Começou, obviamente, pela data mais antiga – 12 de Junho de 922 – que se refere provavelmente a Aveiro. Diz assim: “D. Ordonho II, rei da Galiza e de Leão, assinou uma importante doação em favor do Mosteiro de Crestuma, onde se menciona o PORTU DE ALIOVIRIO; se este topónimo corresponder a uma anotação alterada de ‘Alavário’, temos aqui a primeira referência histórica a Aveiro.”
Fiquemos então com esta data que assinala o primeiro “baptismo” de Aveiro. Mas o livro tem muitas outras curiosidades que nos levam a visitas bem guiadas, através dos séculos e até quase aos nossos dias, pela vida da terra aveirense e das suas gentes.
Esta obra, com edição de excelente papel e profusamente ilustrada, insere-se perfeitamente nas celebrações dos 250 anos da elevação de Aveiro a cidade. Com capa de Hugo Rios, a partir de desenho de Sara Bandarra, e composição de José Luís Santos, este livro é um regalo para os olhos e para o espírito de quem sente o património histórico como parte integrante do seu próprio ser.
Mons. João Gaspar, provavelmente o mais prolífero historiador aveirense, não se poupa e esforços para nos ofertar, com alguma frequência, lampejos da sua sensibilidade e do seu labor, carregados de aveirismo, onde o eixense, que ele é também, mergulhou há muito, com assinalada paixão.
Deste trabalho haverei de falar e de escrever algumas vezes, ao sabor das efemérides que o autor tão bem soube registar em letra de forma, com belas e oportunas fotografias."



http://www.pela-positiva.blogspot.com/

segunda-feira, 2 de março de 2009

LAGOA HENRIQUES (1923-2009)

Morreu no passado dia 21 Mestre Lagoa Henriques, o autor de um dos monumentos mais fotografados de Lisboa - a estátua de Fernando Pessoa na esplanada da Brasileira do Chiado.
A conciliação da técnica com a ética, a estética e a poética terá sido sempre a maior preocupação deste escultor e professor que ensinava a olhar para as coisas.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Álvaro Siza Vieira

O arquitecto português recebeu em Londres a medalha de ouro do Real Instituto dos Arquitectos Britânicos, juntando-se a Niemeyer, Le Corbusier, Gehry ou Lloyd-Wright.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Arquitecto Nuno Brandão Costa distinguido com o Prémio Secil Arquitectura 2008

A obra vencedora do Prémio Secil Arquitectura 2008, o Edifício Administrativo e Show-Room «Móveis Viriato», em Terronhas, Recarei, Paredes, Porto, partiu de um «projecto muito bem delineado pelo cliente desde o primeiro momento», assinalou o autor.
O edifício é descrito pelo arquitecto como dotado de «características pouco comuns», o que resultou num projecto «muito invulgar».
«Pode parecer um contra-senso mas o que dá liberdade a um arquitecto é existir uma planificação inteligente da parte do cliente desde o arranque», observou.


O prémio, atribuído de dois em dois anos, é uma referência na área da arquitectura e distingue obras que incorporam o material principal da actividade da Secil – o cimento – e que, ao mesmo tempo, “constituam peças significativas no enriquecimento da arquitectura portuguesa”, na expressão da empresa.

No texto em que justifica a sua escolha, o júri, presidido pelo arquitecto Duarte Nuno Simões, salienta que o edifício de Nuno Brandão Costa, “inserindo-se numa paisagem industrial e menos qualificada, [demonstra] a capacidade da arquitectura transformar a envolvente”. O júri refere também o importante facto de se tratar de um "show-room" de móveis, um “programa comercial nem sempre entregue a arquitectos”.

Nuno Brandão Costa formou-se na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, cidade onde nasceu em 1970, e estagiou no atelier dos arquitectos suíços Herzog & de Meuron. Tem vários projectos construídos, sobretudo no Norte do país.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

biblioteca online - Findingdulcinea.com

Findingdulcinea.com: uma biblioteca online que tem quase toda a informação necessária

O website findingdulcinea é uma autêntica biblioteca online. O findingdulcinea tem 3 secções principais: web guides, beyond the headlines e netcetera. A informação está arrumada pelos dias do ano. É possível ter acesso a artigos sobre quase tudo o que aconteceu num determinado dia do ano. Todos os dias, há muita informação nova. O realce é dado a acontecimentos, figuras histórias, escritores, políticos, cientistas e artistas. Para além de textos informativos, o findingdulcinea fornece links para aprofundar os assuntos. Veja, por exemplo, o que a secção netcetera fornece hoje , dia 23 de Fevereiro. E veja também a secção beyond the headlines. É possível também fazer pesquisas temáticas. Por exemplo, sobre o tema educação é possível ler hoje, dia 23/2/, inúmeros artigos. O website findingdulcinea é um recurso absolutamente essencial para todos os professores e todos os alunos do 3º CEB, ensino secundário e superior. Absolutamente imperdível. E gratuito.: uma que tem quase toda a informação necessária

O website findingdulcinea é uma autêntica biblioteca online. O findingdulcinea tem 3 secções principais: web guides, beyond the headlines e netcetera. A informação está arrumada pelos dias do ano. É possível ter acesso a artigos sobre quase tudo o que aconteceu num determinado dia do ano. Todos os dias, há muita informação nova. O realce é dado a acontecimentos, figuras histórias, escritores, políticos, cientistas e artistas. Para além de textos informativos, o findingdulcinea fornece links para aprofundar os assuntos. Veja, por exemplo, o que a secção netcetera fornece hoje , dia 23 de Fevereiro. E veja também a secção beyond the headlines. É possível também fazer pesquisas temáticas. Por exemplo, sobre o tema educação é possível ler hoje, dia 23/2/, inúmeros artigos. O website findingdulcinea é um recurso absolutamente essencial para todos os professores e todos os alunos do 3º CEB, ensino secundário e superior. Absolutamente imperdível. E gratuito.


IN http://www.profblog.org/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

PRÉMIO LITERÁRIO JOSÉ ESTÊVÃO 2009

Consulta o Regulamento, se és aluno do 3º ciclo do Ensino Básico ou do Ensino Secundário de qualquer uma das escolas da cidade de Aveiro! Os trabalhos concorrentes podem ser entregues até ao dia 30 de Abril. O tema é livre e deve ser abordado em prosa (conto).

Há 100 anos, pubicação do Manifesto do Futurismo


"Afirmamos que o esplendor do mundo foi enriquecido com uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida, com a sua carroceria adornada de grandes tubos semelhantes a serpentes de bafo explosivo... um automóvel rugidor que parece correr sobre metralha é mais belo do que a Vitória de Samotrácia." Foi exactamente há cem anos (20 de Fevereiro de 1909) que o jornal francês Le Figaro publicou estas palavras do escritor italiano Filippo Tommaso Marinetti. Compõem o quarto artigo do seu célebre Manifesto do Futurismo, que Fernando Pessoa evocará, via Álvaro de Campos, no poema em que afirma que o Binómio de Newton é mais belo do que a Vénus de Milo.
Mas, para lá desta passagem, motivada pelo desejo de levar a ensonada Itália a acompanhar o fervilhante progresso técnico das grandes metrópoles europeias do tempo, o manifesto incluía artigos bastante mais controversos: o nono, por exemplo, glorificava expressamente a guerra - "única higiene do mundo" - e promovia o "desprezo pela mulher". O seguinte apelava à "destruição dos museus, bibliotecas e academias". Não admira que Marinetti se tenha aproximado dos fascistas, como muitos dos primeiros adeptos do movimento.
Se, na pintura, o futurismo propriamente dito produziu obras de grande relevância, é mais duvidoso que o tenha feito na literatura. Não teve também, como figura de referência, um escritor de genuíno talento, como o surrealismo iria ter com Breton. No entanto, é com o futurismo que se inicia essa sucessão de movimentos de vanguarda que irão procurar fazer tábua rasa da arte do passado. Nesse sentido, é verdadeiramente com este manifesto que nasce a arte do século XX.


L.M.Q. IN P2 - 20.02.2009

http://jornal.publico.clix.pt/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Recortes do "Correntes D´Escritas"

O maior encontro literário do país comemorou os seus dez anos de existência; levou à Póvoa do Varzim cerca de 120 escritores de expressão ibérica e teve o auditório sempre cheio durante quatro dias.

Eis uns apontamentos do muito que se disse sobre a literatura:

"Sinto-me tão desamparado perante a grande literatura como perante uma cantata de Bach. É por isso que ela me seduz, me destrói e me consola." - Eduardo Lourenço

"Como nem Deus nem o Diabo me ajudam, e não tenho muitas ideias, só posso recordar. Mas ao escrever, não sei se vou recordando ou inventando." - Héctor Faciolince

"Para mim, o escritor é o emigrante que vê a banana e come a casca (...) É aquele que se deixa deslumbrar em busca de novos sentidos." - Moacyr Scliar

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

António Aleixo

Nasceu no dia de hoje, em 1899. Para o homenagear, afixámos quadras suas pela escola fora...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Portuguesa distinguida em Inglaterra

Em resultado de uma votação on-line efectuada pelo público inglês, SOFIA ESCOBAR foi eleita como melhor Actriz de Teatro Musical, pelo seu papel de Maria em "West Side Story".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

33ª Edição do Prémio Nacional de Literatura Juvenil FERREIRA DE CASTRO


A Associação do Prémio Nacional de literatura Juvenil Ferreira de Castro, com sede em Oliveira de Azeméis, no âmbito das suas actividades leva a efeito mais uma edição do Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (33ª Edição). Neste evento, os jovens são desafiados a mostrar a sua qualidade literária, promovendo-se a literacia e a valorização do desenvolvimento pessoal e social dos jovens. Esta iniciativa conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, apoio do Instituto Camões, Direcção Regional da Cultura do Norte, Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e Caixa Geral de Depósitos.
O regulamento do concurso encontra-se disponível na página electrónica da Associação: http://www.apnljfc.pt/pt/pt.htm.
Quaisquer esclarecimentos poderão ser encaminhados para o endereço electrónico: apnljfc@prof2000.pt.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Parabéns, Darwin!

Da profusão de eventos comemorativos dos 200 anos de Charles Darwin, salientamos dois:

- a exposição "A Evolução de Darwin", que hoje é inaugurada na Fundação Gulbenkian, com diversas e interessantímas atracções (até 24 de Maio);
- o livro de José Jorge Letria "Henriqueta, a Tartaruga de Darwin". Pela voz desta centenária tartaruga das Galápagos, de 175 anos e 150 quilos, são-nos relatados alguns episódios da vida do naturalista britânico e a dificuldade de ele ver aceites as suas ideias sobre o processo de selecção natural
.


Aconselhamos ainda uma visita às notícias de hoje nos sites

http://www.cienciaviva.pt/home/

http://www.cienciahoje.pt/

- Ainda há vagas para a viagem às Ilhas Galápagos
- Darwin e a sua herança em debate em Roma
- O Dia D, de Darwin
- Da Teoria da Evolução à luta pela sobrevivência
- Açorianos querem corrigir «erro de Darwin»

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Poeta GASTÃO CRUZ vence prémio literário Casino da Póvoa

Entre 11 e 14 de Fevereiro a Póvoa de Varzim assiste ao Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, que em 2009 comemora dez anos.

http://www.cm-pvarzim.pt/go/correntesdescritas/


Para além de uma exposição fotográfica, o Correntes d’Escritas conta com edições especiais relativas aos dez anos do evento, neste caso com o lançamento de dois livros de fotografia. A tudo isto juntam-se ainda iniciativas paralelas, compostas por sessões de poesia, cinema, teatro e também por uma Feira do Livro.
São mais de 120 os escritores confirmados para esta edição, os protagonistas de toda esta Festa da Literatura que permitem ao público aceder ao mundo mágico que as suas palavras escondem não só nos livros, mas também nas mesas de debate em que participam, nas sessões de poesia que imortalizam, ou nos novos livros que apresentam ao longo de todo o evento. São também eles que fazem a “ponte” entre a Literatura e as Escolas: no passado com encontros com alunos; este ano com a realização de mesas de debate em todas as escolas básicas 2/3 e secundárias do concelho, cujos temas vão ser também recuperados de edições anteriores.
Para além de uma exposição fotográfica, o Correntes d’Escritas conta com edições especiais relativas aos dez anos do evento, neste caso com o lançamento de dois livros de fotografia. A tudo isto juntam-se ainda iniciativas paralelas, compostas por sessões de poesia, cinema, teatro e também por uma Feira do Livro.
Correntes d’Escritas é uma organização da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Conta com o patrocínio do Casino da Póvoa, da Norprint, do Novotel Vermar, de Henrique Cayatte Design e do Turismo de Portugal. Tem ainda o apoio da BM Car, Instituto Cervantes, Porto Editora e Papelaria Locus. Casa da América Latina, Varazim Teatro e Cineclube Octopus são os parceiros da organização.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dia Europeu da Internet Segura


Hoje, dia 10 de Fevereiro, é o Dia Europeu da Internet Segura.
A nossa biblioteca fez um guião do utilizador onde podes ver as regras básicas a seguir relativamente ao uso da Internet, incluindo normas para os trabalhos escolares.
Sobre o assunto, consulta o sítio

www.seguranet.min-edu.pt

Neste dia serão feitas duas transmissões via Internet (Vídeo difusões), a partir das instalações da Equipa RTE-PTE, (Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, do Ministério da Educação) para todas as escolas e espaços Ciência Viva, sobre a temática da Segurança na Internet.
Terão lugar, uma de manhã, às 10h, e outra às 15h da tarde. Cada sessão durará cerca de 30 minutos. http://videodifusao.crie.min-edu

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Centenário de Carmen Miranda (1909-1955)

Faria hoje 100 anos, a portuguesa nascida em Marco de Canavezes que se transformou num ícone mundial da música brasileira, estrela de Hollywood.
Cantora e actriz,trabalhou na rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão, entre as décadas de 1930 e 1950. O seu acervo está preservado no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro.
Dona de um estilo inconfundível, Carmen Miranda foi também "embaixadora da língua portuguesa" .



http://carmen.miranda.nom.br/

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

2009, o ano de Darwin

Há precisamente 150 anos, "A Origem das Espécies" abalou a ciência, a política e a teologia; com a sua teoria da evolução, Charles Darwin alterou de vez a nossa concepção do homem e do mundo.
Vários eventos nacionais e internacionais assinalam o seu nascimento, em Inglaterra, há dois séculos, no dia 12 de Fevereiro...
Esteja atento ao calendário!


A propósito, sugerimos a leitura do dossiê "Darwin está vivo!" na revista SUPER INTERESSANTE deste mês. Também a "National Geographic" de Fevereiro nos diz "O que Darwin não sabia".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

No passado 29 de Janeiro de 1945, 1ª edição do jornal "A BOLA" custava 1 escudo




A II Guerra Mundial estava perto do fim e três homens tiveram uma ideia à mesa de uma café de Lisboa: fundar um jornal desportivo. Ribeiro dos Reis (tenente-coronel), Vicente Melo (empresário) e Cândido de Oliveira (antigo empregado dos Correios) criaram o jornal A Bola, cuja primeira edição saiu para as bancas a 29 de Janeiro de 1945, há exactamente 64 anos. Custava um escudo e foi mais um legado deixado ao país por Cândido de Oliveira, o mais conhecido dos três fundadores. Seleccionador nacional de futebol em várias ocasiões (1926-29, 1935-45 e 1952), Cândido de Oliveira lançou-se definitivamente no jornalismo quando regressou do Tarrafal, onde esteve preso por ter sido agente secreto ao serviço dos britânicos. O agente Pax, sobre quem o advogado José António Barreiros reuniu documentação, já tinha sido jornalista em outros títulos como o Vitória, Football, Gazeta Desportiva e Sports, mas o seu nome fica ligado ao jornal A Bola. Este jornal desportivo começou com duas edições semanais (às segundas e sextas e depois às segundas e quintas). Ao longo dos anos, foi aumentando a sua presença nas bancas: passou a trissemanário em 1950 (saindo também aos sábados) e em Março 1989 optou por uma quarta edição semanal, publicada ao domingo. O formato actual, de publicação diária, foi assumido em Fevereiro de 1995, altura em que trocou o formato broadsheet pelo tablóide.


H.D.S. - P2, 29/1/09

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A História passou por aqui......

Na galeria do edifício sede da Assembleia Municipal (antiga Capitania de Aveiro):
exposição “Dos artefactos à escrita”.

Comissários: Eng.º Paulo Morgado e Dra. Sónia Filipe.

No Museu da Cidade :
exposição “BI Aveiro (959 – 2009)”.
Comissárias: Professora Doutora Maria Helena da Cruz Coelho e Professora Doutora Maria José Azevedo Santos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Há 1050 anos: primeira referência escrita a AVEIRO

"No documento de doação testamentária efectuada pela condessa Mumadona Dias ao mosteiro de Guimarães, em 26 de Janeiro de 959, consta a referência a "Suis terras in Alauario et Salinas", sendo esta a mais antiga forma que se conhece do topónimo Aveiro.
No século XIII, Aveiro foi elevada à categoria de vila, desenvolvendo-se a povoação à volta da igreja principal, consagrada a S. Miguel e situada onde é, hoje, a Praça da República, vindo esse templo a ser demolido em 1835.
Mais tarde, D. João I, a conselho de seu filho, Infante D. Pedro, que, na altura, era donatário de Aveiro, mandou rodeá-la de muralhas que, já no século XIX, foram demolidas, sendo parte das pedras utilizada na construçào dos molhes da barra nova.
Em 1434, D. Duarte concedeu à vila privilégio de realizar uma feira franca anual que chegou aos nossos dias e é conhecida por Feira de Março.
Em 1472, a filha de Afonso V, Infanta D. Joana, entrou no Convento de Jesus, onde viria a falecer, em 12 de Maio de 1490, efeméride recordada actualmente, no feriado municipal. A estada da filha do Rei teve importantes repercussões para Aveiro, chamando a atenção para a vila e favorecendo o seu desenvolvimento.
O primeiro foral conhecido de Aveiro é manuelino e data de 4 de Agosto de 1515, constando do Livro de Leituras Novas de Forais da Estremadura.
A magnífica situação geográfica propiciou, desde muito cedo, a fixação da população, sendo a salinagem, as pescas e o comércio marítimo factores determinantes de desenvolvimento.
Em finais do século XVI, princípios do XVII, a instabilidade da vital comunicação entre a Ria e o mar levou ao fecho do canal, impedindo a utilização do porto e criando condições de insalubridade, provocadas pela estagnação das águas da laguna, causas estas que provocaram uma grande diminuição do número de habitantes - muitos dos quais emigraram, criando póvoas piscatórias ao longo da costa portuguesa - e, consequentemente, estiveram na base de uma grande crise económica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase de recessão que se construiu, em plena dominação filípina, um dos mais notáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.
Em 1759, D. José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de ter condenado, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, em 1547, por D. João III.
Em 1774, a pedido de D. José, o papa Clemente XIV instituiu uma nova diocese, com sede em Aveiro.
No século XIX, destaca-se a activa participação de aveirenses nas Lutas Liberais e a personalidade de José Estêvão Coelho de Magalhães, parlamentar que desempenhou um papel determinante no que respeita à fixação da actual barra e no desenvolvimento dos transportes, muito especialmente, a passagem da linha de caminho de ferro Lisboa-Porto, obras estas de capital importância para o desenvolvimento da cidade, permitindo-lhe ocupar, hoje em dia lugar de topo no contexto económico nacional."

BIBLIOGRAFIA: DIAS, Diamantino, Revista AVEIRO, Câmara Municipal de Aveiro, pp. 8, 2ª Edição, Julho de 1997.

IN http://www.divasecontrabaixos.blogspot.com

Outra forma de ver a arte

Aprecie, por exemplo, um Velázquez ou um Rembrandt, num local único e especial, como o Museo do Prado.

O Google Earth disponibiliza imagens em ultra-alta resolução de obras-primas expostas no Museu do Prado, vá lá,
http://www.google.pt/intl/pt/landing/prado/

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Congresso internacional de promoção da leitura começa hoje em Lisboa

Leiam tudo o que puderem e Os meus livros em criança ocupam duas páginas (4 e 5) do P2 de hoje

http://jornal.publico.clix.pt/

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Edgar Allan Poe, bicentenário

Nasceu em 19 de Janeiro de 1809, em Boston, aquele que é ainda hoje considerado o grande mestre do fantástico. Já lhe chamaram gótico; autor de imensos artigos jornalísticos, contos e poemas, foi precursor da literatura de ficção científica e fantástica e do romance policial, sendo-lhe atribuído o advento do conto moderno na tradição norte-americana e inovações estilísticas como a deslocação da voz literária para o narrador. Fascinado pelo poema, Fernando Pessoa traduziu-lhe The Raven, O Corvo. Edgar Allan Poe e a sua vida cheia de bizarrias vão ser objecto de um filme com argumento e realização de Sylvester Stallone

domingo, 18 de janeiro de 2009

Nunca é demais lembrá-lo, apesar de ter morrido há exactamente 25 anos

Poeta Castrado, Não!

Serei tudo o que disserem

por inveja ou negação:

cabeçudo dromedário

fogueira de exibição

teorema corolário

poema de mão em mão

lãzudo publicitário

malabarista cabrão.

Serei tudo o que disserem:

Poeta castrado não!

Os que entendem como eu

as linhas com que me escrevo

reconhecem o que é meu

em tudo quanto lhes devo:

ternura como já disse

sempre que faço um poema;

saudade que se partisse

me alagaria de pena;

e também uma alegria

uma coragem serena

em renegada poesia

quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu

a força que tem um verso

reconhecem o que é seu

quando lhes mostro o reverso:

De fome já não se fala

- é tão vulgar que nos cansa -

mas que dizer de uma bala

num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história

- a morte é branda e letal -

mas que dizer da memória

de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser

o poema dia a dia?

- um bisturi a crescer

nas coxas de uma judia;

um filho que vai nascer

parido por asfixia?!

- Ah não me venham dizer

que é fonética a poesia !

Serei tudo o que disserem

por temor ou negação:

Demagogo mau profeta

falso médico ladrão

prostituta proxeneta

espoleta televisão.

Serei tudo o que disserem:

Poeta castrado, não!



in SANTOS, Ary dos. - "Resumo". Lisboa, 1973.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Popeye celebra 80 anos - "eu sou o que sou"

Popeye é um marinheiro baixo e zarolho, que a banda desenhada transformou numa estrela


Há exactamente 80 anos, Elzie Crisler Segar desenhava pela primeira vez, numa vinheta, um marinheiro que, apesar de baixo, careca e pouco inteligente, viria a tornar-se famoso sob o nome de Popeye ("zarolho", daí a pala preta que ostenta).

Na vinheta, o devorador de espinafres mais conhecido do Mundo, em resposta à pergunta "é um marinheiro?", disparava esta curiosa resposta: "penso que sou um cowboy", mais tarde substituída pela carismática "eu sou o que sou". Mas as curiosidades não se ficavam por aqui, já que, ao contrário de quase todos os outros heróis dos quadradinhos, a sua estreia deu-se numa série avulsa, "The thimble theatre" (teatro em miniatura), uma tira diária de Imprensa, inicialmente publicada na vertical, que Segar assinava desde 19 de Dezembro de 1919. Nela, de forma teatral, quase sempre em tiras autoconclusivas, foi apontando alguns dos podres da sua América, baseando-se no quotidiano da família Oyl, em que predominavam o colérico Castor, a sua irmã Olive (Olívia Palito) e o seu noivo, Ham Gravy.

A partir de 1925, a série ganhou uma prancha dominical colorida, na qual Segar pode explanar o seu sentido de espectáculo e desenvolver narrativas longas, que combinavam cenários rurais e marítimos, a sede de aventura, a superstição, a magia e o medo do desconhecido.

É na sequência de uma delas que Popeye surge, conquistando, de imediato, os leitores - chegou a ser mais popular do que Mickey Mouse -, apesar da sua falta de atributos físicos, graças às tiradas inesperadas, à força sobre-humana (de início, sem qualquer relação com os espinafres, a sua imagem de marca nos desenhos animados), à resistência a murros, facadas e tiros e, ao mesmo tempo, ao seu carácter contraditório tão humano, igualmente capaz de se dedicar inteiramente a um bebé (Swee'pea, introduzido em 1933) como a acreditar que pode resolver tudo com os punhos (o que levou alguns a considerá-lo uma má influência para as crianças).

A sua popularidade levou Segar a alterar o título da sua criação para "The thimble theatre starring Popeye", logo em 1931. O sonhador e devorador de hambúrgueres, Wimpy; o pai, Poopedeck Pappy; o estranho animal Eugene the Jeep, a malévola Sea Hag (Bruxa do Mar), o brutamontes Brutus e tantos outros foram-se juntando numa notável galeria, que Segar animou, em narrativas cada vez mais surreais, até à sua morte, vítima de leucemia, em 1938. A série prosseguiu com diversos autores, com destaque para Bud Sagendorf, que lhe conferiu um carácter mais humorístico e próximo da versão animada e a assinou entre 1958 e 1994.

Muito antes, logo em 1933, os estúdios Max Fleischer juntavam Popeye e Betty Boop no breve tempo de um desenho animado, para, em seguida, desenvolverem uma série com o marinheiro, que, até hoje, já protagonizou mais de 750 animações, na qual foi cimentada a sua actual imagem de marca: a força dependente dos espinafres (que levou Cristal City, no Texas, a maior produtora deste vegetal, a erigir-lhe uma estátua em 1937, agradecendo-lhe o aumento de 33 % no seu consumo nos EUA), a paixão pela anoréxica Olive (cuja silhueta inspirou um perfume de Moschino), a sua rivalidade com Brutus e a sua afirmação como marinheiro ("I'm Popeye, the sailor man", cantava a música), tantas vezes negada na BD.

Nos anos 60, foi a estrela de uma série televisiva e, em 1980, chegou ao grande ecrã, numa película dirigida por Robert Altman, que teve como (único) mérito revelar Robin Williams, como Popeye, contracenando com Shelley "Olive" Duvall.

Desde o passado dia 1, Popeye passou ao domínio público na Europa, ou seja, qualquer um poderá utilizá-lo nos suportes que desejar, sem necessitar de qualquer autorização ou de pagar direitos. Isto acontece porque a lei europeia considera que os direitos de autor vencem 70 anos após a morte do criador. Nos EUA, é diferente, já que são considerados 95 anos após a data da criação, ou seja, a imagem de Popeye está protegida até 2024.

F. CLETO E PINA, Jornal de Notícias, 17/12/2009)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Literatura: Biblioteca Nacional adquire manuscritos autógrafos de Eça de Queirós

2009-01-15 17:09:40 - "Visão", Últimas notícias



Lisboa, 15 Jan (Lusa) - A Biblioteca Nacional (BNP) adquiriu vários manuscritos do escritor Eça de Queirós e cartas dirigidas ao jornalista e editor livreiro Henrique Marques, foi hoje anunciado.

Do autor de "Os Maias" a BNP adquiriu um fragmento autógrafo de "O Primo João de Brito", versão primitiva da obra "O Primo Basílio", e um outro de "A Relíquia".

Estas aquisições foram financiadas pela Associação dos Amigos da Biblioteca Nacional de Portugal, que conta com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) como um dos seus principais associados, segundo nota da instituição.

De outro âmbito, a BNP adquiriu também "quase cinco centenas de cartas dirigidas a Henrique Marques", jornalista, editor livreiro, tradutor e camilianista.

O director da BNP disse à Lusa que Henrique Marques foi uma "figura relevante do Portugal literário na transição do século XIX para o século XX".

O jornalista colaborou em revistas como Ribaltas e Gambiarras, Nova Alvorada, Branco e Negro e na revista de ex-libris portugueses do Conde de Castro e Sola.

Como editor, salienta-se a sua actividade na Empreza de História de Portugal, que editou "Os Lusíadas" com prefácio de Sousa Viterbo, e na edição das obras completas de Almeida Garrett, Feliciano de Castilho e Rebelo da Silva.

"As cartas adquiridas versam o jornalismo, a crítica, o ensaio, o teatro e a actividade editorial, escritas, entre outros por Cristóvão Aires, Alfredo de Mesquita, Carvalho Monteiro, Joaquim Ferreira Moutinho, Maximiano Lemos, Mendes dos Remédios, Silva Graça, Júlio Brandão e Jorge de Faria, alguns dos quais já representados nos espólios da BNP", disse à Lusa fonte da instituição.

NL. (Liteartura: Biblioteca nacional adquire manuscritos autógrafos de Eça de Queirós
2009-01-15 17:09:40
Lisboa, 15 Jan (Lusa) - A Biblioteca Nacional (BNP) adquiriu vários manuscritos do escritor Eça de Queirós e cartas dirigidas ao jornalista e editor livreiro Henrique Marques, foi hoje anunciado.

Do autor de "Os Maias" a BNP adquiriu um fragmento autógrafo de "O Primo João de Brito", versão primitiva da obra "O Primo Basílio", e um outro de "A Relíquia".

Estas aquisições foram financiadas pela Associação dos Amigos da Biblioteca Nacional de Portugal, que conta com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) como um dos seus principais associados, segundo nota da instituição.

De outro âmbito, a BNP adquiriu também "quase cinco centenas de cartas dirigidas a Henrique Marques", jornalista, editor livreiro, tradutor e camilianista.

O director da BNP disse à Lusa que Henrique Marques foi uma "figura relevante do Portugal literário na transição do século XIX para o século XX".

O jornalista colaborou em revistas como Ribaltas e Gambiarras, Nova Alvorada, Branco e Negro e na revista de ex-libris portugueses do Conde de Castro e Sola.

Como editor, salienta-se a sua actividade na Empreza de História de Portugal, que editou "Os Lusíadas" com prefácio de Sousa Viterbo, e na edição das obras completas de Almeida Garrett, Feliciano de Castilho e Rebelo da Silva.

"As cartas adquiridas versam o jornalismo, a crítica, o ensaio, o teatro e a actividade editorial, escritas, entre outros por Cristóvão Aires, Alfredo de Mesquita, Carvalho Monteiro, Joaquim Ferreira Moutinho, Maximiano Lemos, Mendes dos Remédios, Silva Graça, Júlio Brandão e Jorge de Faria, alguns dos quais já representados nos espólios da BNP", disse à Lusa fonte da instituição.

NL. Liteartura: Biblioteca nacional adquire manuscritos autógrafos de Eça de Queirós
2009-01-15 17:09:40
Lisboa, 15 Jan (Lusa) - A Biblioteca Nacional (BNP) adquiriu vários manuscritos do escritor Eça de Queirós e cartas dirigidas ao jornalista e editor livreiro Henrique Marques, foi hoje anunciado.

Do autor de "Os Maias" a BNP adquiriu um fragmento autógrafo de "O Primo João de Brito", versão primitiva da obra "O Primo Basílio", e um outro de "A Relíquia".

Estas aquisições foram financiadas pela Associação dos Amigos da Biblioteca Nacional de Portugal, que conta com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) como um dos seus principais associados, segundo nota da instituição.

De outro âmbito, a BNP adquiriu também "quase cinco centenas de cartas dirigidas a Henrique Marques", jornalista, editor livreiro, tradutor e camilianista.

O director da BNP disse à Lusa que Henrique Marques foi uma "figura relevante do Portugal literário na transição do século XIX para o século XX".

O jornalista colaborou em revistas como Ribaltas e Gambiarras, Nova Alvorada, Branco e Negro e na revista de ex-libris portugueses do Conde de Castro e Sola.

Como editor, salienta-se a sua actividade na Empreza de História de Portugal, que editou "Os Lusíadas" com prefácio de Sousa Viterbo, e na edição das obras completas de Almeida Garrett, Feliciano de Castilho e Rebelo da Silva.

"As cartas adquiridas versam o jornalismo, a crítica, o ensaio, o teatro e a actividade editorial, escritas, entre outros por Cristóvão Aires, Alfredo de Mesquita, Carvalho Monteiro, Joaquim Ferreira Moutinho, Maximiano Lemos, Mendes dos Remédios, Silva Graça, Júlio Brandão e Jorge de Faria, alguns dos quais já representados nos espólios da BNP", disse à Lusa fonte da instituição.

NL.

http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200901159208501

30 anos de Xutos e Pontapés

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

S. Gonçalinho - temos festa em Aveiro!

Começam hoje as festas do padroeiro do bairro beira-mar; ganhando força no sábado, dia de S. Gonçalo, terminarão apenas na segunda-feira. Serão cinco dias de cumprimento de uma tradição com mais de 200 anos.
Quantas toneladas de cavacas vão voar do alto da torre da capela?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Concurso Nacional de Leitura

Já apurámos , a nível de escola, os concorrentes que nos vão representar na fase distrital. São eles:
- do 3º ciclo do ensino básico, Ana Plácido Henriques de Oliveira (8º B), Margarida Figueiredo (8º B) e Fabiana Marques Ribeiro (8º A);
- do ensino secundário, Teresa Queirós Amaral (12º C), Sofia Isabel Almeida C. M. do Vale (12º A) e Renata Coutinho de A. Cambra (12º K).
Estão de parabéns estas seis alunas e todos aqueles que realizaram as provas no passado dia 17 de Dezembro. Não houve empates, mas algumas pontuações obtidas foram muito próximas, como se pode verificar pelas pautas afixadas. Claro que auguramos bons resultados nas próximas etapas!
O Júri e a Coordenação da B. E. agradecem aos participantes e aos professores que, de algum modo, se envolveram nesta iniciativa que nos foi proposta pelo P.N.L..

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Receita de ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Livros

Um livro (creio) é algo com um princípio e um fim (mesmo se não for um romance em sentido restrito), é um espaço onde o leitor deve entrar, passear, até mesmo perder-se, mas a um certo ponto encontrar uma saída, ou talvez várias saídas.

Italo Calvino

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Livros

vale a pena encontrar livros quando são as pessoas quem os trazem,
pessoas aladas, borboletas carregadas de hístórias, de línguas e de sol.


Jorge Reis-Sá

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Está de parabéns, o centenário Manoel de Oliveira

53 filmes realizados (entre curtas e longas metragens), mais de 100 prémios recebidos, 100 anos e ainda a trabalhar! Manoel de Oliveira é, sem dúvida, um dos maiores cineastas do mundo, "o último dos primitivos", "um visionário",...

Merece, por isso, todas as homenagens que lhe possamos prestar. A nossa biblioteca já lhe dedicou em Novembro uma exposição temática.

Hoje, sugerimos, como leitura, o dossiê oliveiriano especial do JL nº 996 (pp. 6-22)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

António Alçada Baptista (1927- 7/12/2008).

Viajante, ensaísta, memorialista ("Peregrinação Interior"), editor (na Moraes), ficcionista ("O Riso de Deus") – o António Alçada era sobretudo um conversador e um sedutor. Ele seduzia as pessoas com quem se cruzava ao longo da vida, e seduzia os seus leitores com aquele tom suave, como é a inocência da sua obra. Estabeleceu uma ponte entre os dois regimes, em 1974 (as suas "Conversas com Marcelo Caetano" foram uma última tentativa de ler o regime e "O Tempo e o Modo" uma forma de o mudar). Tinha uma inteligência muito intuitiva, o que o levava a pensar com leveza sobre coisas profundas. E chegava antes dos outros a conclusões que poucos hoje lhe atribuem. Isso fazia dele um homem generoso de quem era difícil não gostar. Muita gente lhe deve muita coisa.

Francisco José Viegas em http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt



Alçada Baptista: in memoriam

Muitos já não se lembram, outros nunca souberam, mas António Alçada Baptista foi no seu tempo um dos colunistas de maior sucesso na imprensa portuguesa. As suas crónicas, em jornais como o "Diário Popular", eram lidas e citadas com imenso interesse. Havia nele uma genuína abertura às mais diversas áreas do saber e desprendia-se um toque cosmopolita dos seus escritos, suavemente confessionais, que lhe permitia estabelecer profundos elos de cumplicidade com as mais diversas camadas de leitores. Alçada, um beirão da Covilhã transplantado para Lisboa, gostava de estabelecer pontes - entre pessoas, entre ideologias, entre crenças, entre continentes. Tendo por base a fé cristã, o personalismo de Mounier, os valores da lusofonia e sobretudo o culto da amizade.

Habituei-me desde muito novo a conviver com a prosa ágil de Alçada e a admirar-lhe o talento de pintor de quadros humanos em letra de imprensa. Gostava também de um certo tom humilde da sua escrita, longe das certezas categóricas dos pregoeiros de ilusões. Era um homem que gostava de reflectir sobre a política, a cultura, o quotidiano. Não se importava de exprimir dúvidas e inquietações num país onde demasiada gente cultiva o espírito de trincheira. E era sobretudo um homem de cultura, num sentido muito lato, que não se limitava a perscrutrar o mundo, mas se envolvia nele e procurava torná-lo um pouco melhor. Por isso fundou uma revista como "O Tempo e o Modo" e uma editora fulcral como foi a Moraes. Aí saíram os seus livros mais importantes: "Conversas com Marcello Caetano" (muito incompreendido à época), "O Tempo nas Palavras" e sobretudo a fulgurante "Peregrinação Interior", em dois volumes, um dos melhores roteiros intelectuais que a sua geração legou à posteridade.

Mais tarde viria a cultivar a ficção - faceta literária que nele nunca me interessou - e o texto memorialista, mostrando-se exímio na arte de contar histórias com personagens de carne e osso. Logo ele, que parecia conhecer toda a gente e não ter um só inimigo.

Vi-o pela última vez há cerca de dois anos, já muito alquebrado, à porta de sua casa, na zona de São Bento. Lembro-me de ter pensado, logo aí, que ficaria para sempre adiado o projecto de lhe fazer uma longa entrevista em que discorresse sobre o tempo em que viveu e o lugar que lhe coube em sorte. Ficou-me de lição: estes projectos nunca devem ser adiados. Alçada Baptista acaba de morrer, aos 81 anos. Em jeito de homenagem, vou regressar às páginas da "Pegerinação Interior", essa obra hoje tão esquecida que me ajudou a incutir o gosto de pensar.


Pedro Correia em http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

"O Rafa e as férias de Verão" na ESJE


Quinta-feira, 4 de Dezembro

15horas

Sala de Audiovisuais


Apresentação do livro da Prof.Drª Fátima Pombo pela DRª Isabel Roste e dos alunos das turmas G e H do 11º ano. A autora estará presente e haverá sessão de autógrafos.


Sobre a obra publicamos um comentário inserido do Blogue da obra, http://oslivrosdorafa.blogspot.com/ e que diz o seguinte:

"No n.º 69 deste mês de Novembro, a revista "Os Meus Livros", com o título “A adolescência vista pelo próprio”, Maria João Pina de Morais, crítica da secção infantil “primeiras letras”, apresenta assim o livro de Fátima Pombo:“Vale a pena ler este livro porque o Rafa interpreta bem a vida; ou seja, perante os pais divorciados e a tentarem reconstruir a vida afectiva, as duas irmãs mais novas e uma avó com Alzheimer, o Rafa não desarma.O livro está escrito em jeito de diário e, quer as paradigmáticas “borbulhas” e respectiva pomada, quer as emocionantes idas à praia com a Pilar, são momentos em que temos muito a aprender.Apesar de às vezes não parecer, a verdade é que as cabeças dos adolescentes pensam coisas giras!”Acresce a este comentário a indicação da editora – a Trinta Por Uma Linha – e a recomendação da idade – 13 anos. "

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Boas leituras...



Gonçalo M. Tavares premiado em Itália



O escritor recebeu em 21 de Novembro, em Itália, o Prémio Internacional Trieste 2008, com o livro “1″, originalmente publicado na Relógio D’Água.
É a décima primeira edição do Premio Internazionale Trieste - Poesia. O Prémio é composto por uma parte monetária, no valor de mil e quinhentos euros, e por uma obra de arte. Nos anos anteriores ganharam este prémio autores como Justo Jorge Padròn (Espanha), Alvaro Mutis (Colombia), Tahar Ben Jelloun (Marrocos/ França) e Omar Lara (Chile).
Gonçalo M. Tavares também assinou um contrato, para «sete ou oito livros», com a editora francesa Viviane Hamy. A editora Viviane Hamy, que publicou o romance «Jerusalém» e «O Senhor Valery», parece ter uma especial queda para as letras portuguesas ou relacionadas com lisboa, tendo editado «O incêndio do Chiado», de François Vallejo, passado na capital portuguesa.
Lisboa, aliás, será o cenário de algumas dessas obras, revelou Gonçalo M. Tavares à Lusa.
«Lisboa é uma cidade extraordinária. Tenho um projecto de fazer uma ficção inspirada em Lisboa», disse o escritor sobre o próximo trabalho que, possivelmente, incluirá também as cidades de Estocolmo, Helsínquia, Nova Iorque e Buenos Aires.
Gonçalo M. Tavares, apontado pela crítica francesa como «a revelação portuguesa», exprimiu o desejo de falar sobre as suas obras recentemente traduzidas para francês, «Jerusalém» e «O Senhor Valéry», para dar «a conhecer diferentes mundos e linhas de escrita diferentes».
Comentando as críticas positivas que a comunicação social especializada e generalista francesa lhe têm dedicado, Gonçalo M. Tavares considerou ser «agradável perceber que 'Jerusalém' tem impacto em França. Aprecio a qualidade da recepção e como esta acontece em diferentes espaços. Julgo que há um interesse cada vez maior pela Literatura Lortuguesa em França», concluiu o autor.
A mesma opinião parece ter a escritora Lídia Jorge que, juntamente com Gonçalo M. Tavares, representou a Literatura Portuguesa na iniciativa «Les Belles Étrangères», participando de um debate no Teatro de Châtelet, em Paris, para falar da sua produção literária, da literatura portuguesa e da relação entre as literaturas europeias.
À margem do encontro, Lídia Jorge declarou à Lusa: «Hoje os leitores europeus reconhecem que o imaginário português é um contributo para a Europa, abre uma porta do imaginário com África», (fonte
http://diariodigital.sapo.pt/)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Português Exacto

Aloja -se em http://www.portuguesexacto.pt/ e é o nome do site que a Porto Editora acaba de lançar; «pretende esclarecer todas as dúvidas relacionadas com o Português, incluindo as mudanças introduzidas pelo Acordo Ortográfico».

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ler com a Ciência e a Tecnologia

A BE acolhe durante esta semana uma exposição do Clube de Ciências C2 - ESJE, a par de um programa que se espalha por diversos outros espaços, recheado de "Ciência em Poesia", "Ciência em Acção", "Ciência em Comunicação", Ciência em Investigação" e "Ciência em Exposição".
Quem disse que ciência e poesia não podem "casar"? Quem disse que não é possível construir pontes de esparguete? Como se constroem e lançam microfoguetes? Que papel pode ter o Second Life na Educação Virtual Tridimensional?
Há mais questões ! Aqui fica o convite...
Ver mais em

http//www.clubeciencias.esje.edu.pt

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Aveiro: apelo ao espírito científico

Durante cinco dias, o campus universitário de Aveiro transforma-se num mega laboratório científico, com mais de 250 actividades para todas as idades. Trata-se da nona Semana Aberta da Ciência e da Tecnologia que terá 500 sessões com variadíssimas actividades e que espera 12000 visitantes provenientes de todo o país


ver mais em http://www.diarioaveiro.pt/
e em www.ua.pt/semanaberta

domingo, 23 de novembro de 2008

O Centenário "VOUGUINHA"

O futuro do popular “Vouguinha” vai dominar hoje os discursos que vão fazer-se ouvir nas comemorações do Centenário de uma linha que já conheceu melhores dias

Viagens gratuitas nos comboios da Linha do Vouga marcam o início das comemorações do centenário da inauguração desta linha, que começam este domingo com a recriação da viagem inaugural e o descerramento de uma placa comemorativa na estação de Espinho, numa iniciativa conjunta de várias instituições ferroviárias e das sete autarquias servidas por aquela infra-estrutura.

Durante todo o dia, a população pode viajar gratuitamente nos comboios da Linha do Vouga, em qualquer percurso entre Espinho e Aveiro (via Sernada).

Após o descerramento daquela placa, às 9 horas, e de uma projecção de fotografias de Aurélio Paz dos Reis, que recriam a chegada de D. Manuel II a Espinho em 1908, para a inauguração da Linha do Vouga, um comboio especial parte da estação às 9.26 horas com destino a Oliveira de Azeméis.

No entanto, até à chegada a Oliveira de Azeméis, prevista para as 14.32 horas, o comboio leva os participantes a Santa Maria da Feira (10.01 horas) e a S. João da Madeira (11.56 horas), locais onde se realizam diversas actividades integradas nas comemorações.

Em Santa Maria da Feira, é descerrada uma segunda placa comemorativa na estação, realiza-se uma missa promovida pelos ferroviários, na Igreja Matriz, e diversas actividades de entretenimento.

Às 11.43 horas, já com a presença da Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, parte de Santa Maria da Feira o comboio, com chegada às 12 horas a S. João da Madeira, sendo na estação desta cidade descerrada uma terceira placa comemorativa e visitadas as obras de requalificação do Centro Coordenador de Transportes, inaugurado o túnel rodoviário sob a linha do Vale do Vouga, assinados o Protocolo “Comboios Frequentes” entre a CP, a REFER e a Câmara Municipal de S. João da Madeira e a Consignação pela REFER da empreitada para a “Automatização de 52 Passagens de Nível na Linha do Vouga”, seguindo-se um almoço comemorativo neste local.

Neste primeiro dia de comemorações, o comboio especial parte em direcção a Oliveira de Azeméis, onde, às 14.35 horas, é descerrada uma última placa comemorativa, na estação.

Segue-se um percurso a pé até à Galeria Tomás Costa, na Praça da Cidade, palco da inauguração da Exposição do Centenário da Linha do Vale do Vouga (15.15 horas), mostra que percorrerá os sete concelhos servidos pelo caminho-de-ferro.

Estas comemorações são uma iniciativa da CP, REFER, Fundação do Museu Nacional Ferroviário e das Câmaras Municipais da área de influência da Linha do Vale do Vouga – Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Espinho, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e S. João da Madeira.

In "Diário de Aveiro"

domingo, 9 de novembro de 2008

Antes de começares a ler...

«Arranja a posição mais cómoda: sentado, estendido, enroscado, deitado. Deitado de costas, de lado, de barriga. Na poltrona, no sofá, na cadeira de baloiço, na cadeira de praia, no pufe. Numa cama de rede, se tiveres alguma cama de rede. Em cima da cama, naturalmente, ou dentro da cama. Até podes pôr-te de cabeça para baixo, em posição de yoga. Com o livro virado ao contrário, bem entendido.
(...)
Bem, afinal de que estás à espera? Estende as pernas, estica também os pés numa almofada, em duas almofadas, nos braços do sofá, nas orelhas da poltrona, na mesinha de chá, na secretária, no piano, no mapa-mundo. Descalça primeiro os sapatos. Mas só se quiseres ficar de pés soerguidos, porque senão torna a calçá-los. E agora não fiques para aí de sapatos numa mão e livro na outra.
Regula a luz de modo a não te cansar a vista. Fá-lo já, porque assim que estiveres mergulhado na leitura, nem penses em mexer-te. Arranja-te de maneira que a página não fique na sombra, um emaranhado de letras negras sobre um fundo cinzento, uniformes como uma ninhada de ratos; mas tem cuidado para que não lhe bata de chapa uma luz demasiado forte e que não se reflicta no branco cru do papel roendo as sombras dos caracteres como num meio-dia do Sul. Tenta prever agora tudo o que puder evitar-te o interromper a leitura. Os cigarros ao alcance da mão, se fumares, e o cinzeiro. Que mais é que falta? Tens de ir fazer chichi? Bem, tu é que sabes.»


Italo Calvino, "Se Numa Noite de Inverno Um Viajante"

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Leitura(s) com a Matemática

Parecem ninhos as mãos que se recolhem nos bolsos à medida que o Outono avança.
Parecem dedos hirtos os ramos unidos das árvores nuas que assomam em direcção ao céu.
Diversa é a paisagem cá dentro da escola: na Oficina de Matemática, "uma ideia liga-se a outras com três dedos de uma mão sendo o quarto dedo a liberdade de criar e o quinto a emoção de o fazer".
Como quem procura o calor de um ninho onde é possível aquecer o coração!

[citação retirada do expositor da Oficina de Matemática que se encontra no corredor central do 1º andar]

M. A.

A Biblioteca Escolar tem em exposição uma homenagem simbólica a Manoel de Oliveira, 99 anos, o mais "velho" cineasta em actividade. De momento realiza o filme "Singularidades de uma rapariga loira", sobre o conto homónimo de Eça de Queirós.
Quase a fazer 100 anos (12 de Dezembro), M.O. mantém uma invejável actividade, tendo afirmado que a sua melhor realização ainda está para vir...
Assim esperamos.
(PS. Para os mais curiosos, a BE possui o citado conto...Venha ler a história de Macário e a sua noiva)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Novo sítio sobre Literatura


Como estímulo à curiosidade dos nossos leitores, apresenta-se um novo site sobre Literatura onde encontrarão alguns nomes conhecidos...


Para ler/ver devagar...
http://www.PNETliteratura.pt

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Poeta Fernando Guimarães vence Prémio Ruy Belo

O Prémio Literário Ruy Belo 2008, galardão da Câmara Municipal de Sintra, foi atribuído ao poeta Fernando Guimarães, com o livro "Na Voz de um Nome". O livro de Fernando Guimarães foi distinguido entre 47 títulos concorrentes na categoria de obra poética publicada no biénio 2006/2007.
Fernando Guimarães nasceu no Porto em 1928; além de poeta, destaca-se no campo da literatura igualmente como ensaísta e tradutor. Esta não é a primeira vez que Fernando Guimarães é galardoado; já lhe foram atribuídas importantes distinções nacionais , como o Prémio D. Dinis (1985), da Fundação Casa de Mateus, o Prémio do Pen Clube (1988) e o Prémio da Fundação Luís Miguel Nava (2003).
A sua bibliografia inclui, na poesia, títulos como "Casa: o seu desenho" "As Mãos Inteiras", "O Anel Débil", "Tratado de Harmonia","A Analogia das Folhas; no ensaio, "Linguagem e Ideologia", "Simbolismo, Modernismo e Vanguardas" e "Os Problemas da Modernidade", entre outros.
Como tradutor, transpôs para a língua portuguesa poemas de autores como Byron, Shelley, Keats e Dylan Thomas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

LIVROS ESQUECIDOS

-Daniel, não podes contar a ninguém o que vais ver hoje. Nem ao teu amigo Tomás. A ninguém.
Um homenzinho com traços de ave de rapina e cabeleira prateada abriu-nos a porta. O seu olhar aquilino poisou sobre mim, impenetrável.
-Bom dia, Isaac. Este é o meu filho Daniel - anunciou o meu pai. - Está quase a fazer onze anos, e um dia ficará a tomar conta da loja. Já tem idade para conhecer este lugar.
O tal Isaac convidou-nos a entrar com um leve gesto de assentimento. Uma penumbra azulada cobria tudo, insinuando apenas traços de uma escadaria de mármore e uma galeria de frescos povoados de figuras de anjos e criaturas fabulosas. Seguimos o guardião através daquele corredor palaciano e chegámos a uma grande sala circular onde uma autêntica basílica de trevas jazia sob uma cúpula retalhada por feixes de luz que pendiam lá do alto. Um labirinto de corredores e estantes refletas de livros subia da base até à cúspide, desenhando uma colmeia tecida de túneis, escadarias, plataformas e pontes que deixavam adivinhar uma gigantesca biblioteca de geometria impossível. Olhei para o meu pai, boquiaberto. Ele sorriu-me, piscadando-me o olho.
-Bem-vindo ao cemitério dos Livros Esquecidos, Daniel.
(...) O meu pai ajoelhou-se ao pé de mim e, sustendo-me o olhar, falou-me com aquela voz leve das promessas e das confidências.
- Este lugar é um mistério, Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte. Há muitos anos quando o meu pai me trouxe pela primeira vez aqui, este lugar já era velho. Talvez tão velho como a própria cidade. Ninguém sabe de ciência certa desde quando existe ou quem o criou. Dir-te-ei o que o meu pai me disse a mim. Quando uma biblioteca desaparece, quando uma livraria fecha as suas portas, quando um livro se perde no esquecimento, os que conhecemos este lugar, os guardiães, asseguramo-nos de que chegue aqui. Neste lugar, os livros de que ninguém já se lembra, os livros que se perderam no tempo, vivem para sempre, esperando chegar um dia às mãos de um novo leitor, de um novo espírito. Na loja nós vendemo-los e compramo-los, mas na realidade os livros não têm dono. Cada livro que aqui vês foi o melhor amigo de alguém. Agora só nos têm a nós, Daniel. Achas que vais poder guardar este segredo?
O meu olhar perdeu-se na imensidade daquele lugar, na sua luz encantada. Fiz um sinal de assentimento e o meu pai sorriu.
- E sabes o melhor? - Perguntou.
Abanei a cabeça em silêncio.
- O costume é que a primeira vez que alguém visita este lugar tem de escolher um livro, aquele que preferir, e adoptá-lo, assegurando-se de que ele nunca desapareça, de que permaneça sempre vivo. É uma promessa muito importante - Para toda a vida - explicou o meu pai. - Hoje é a tua vez.

Carlos Ruiz Zafón - "A Sombra do Vento")

terça-feira, 28 de outubro de 2008

SOBRE A LEITURA

A leitura é um antídoto do medo. Quem saboreia o prazer da leitura nunca está sozinho. Entende a transitoriedade de tudo, e a possibilidade de mudança. Entende-se a si mesmo, e aprende a saber o que quer.


(Inês Pedrosa, "Expresso" 27/09/2008)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Plano Nacional de Leitura: 2 anos de actividade

A LEITURA ESTÁ A GANHAR CADA VEZ MAIS ESPAÇO NAS ESCOLAS

As crianças estão a ler mais e isso contribui para a melhoria dos seus resultados escolares, dizem as escolas em inquérito de avaliação do Plano Nacional de Leitura.


ler mais nas pp. 2-4 do jornal "Público" de hoje

Plano Nacional de Leitura : 2 anos de actividade

"A leitura está a ganhar cada vez mais espaço nas escolas.
As crianças estão a ler mais e isso contribui para a melhoria dos seus resultados escolares, dizem as escolas em inquérito de avaliação do Plano Nacional de Leitura."


ler mais nas pp. 2-4 do jornal "Público" de hoje

Plano Nacional de Leitura - 2 anos de actividade

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

NATUREZA

Já há 300 cabras selvagens no Gerês , mas... Só resta uma águia-real

A cabra-montês foi extinta do único parque nacional do país no final do século XIX. Mas, em 1999, uma escapada de alguns animais de um cercado galego permitiu o seu regresso em força.


Tal como aconteceu com a cabra-montês, também a águia--real está à beira da extinção no Parque Nacional da Peneda-Gerês.


Ler mais na edição do jornal Público de hoje e em


http://jornal.publico.clix.pt/

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

Afinal, este dia também é pretexto para promoção da leitura e da literacia.
Logo de manhã, fomos surpreendidos pelos alunos do 7ºC que, assinalando na escola o Dia Mundial da Alimentação, distribuíram uma receita de creme de cenouras. À hora do almoço, pudemos saborear a dita sopa, cujo texto passamos a divulgar:

CREME DE CENOURAS

5 cenouras (lavadas e descascadas)
4 batatas (lavadas e descascadas)
1 cebola (descascada)
1 dente de alho (descascado)
1 colher (de sopa de arroz ou massinhas)
1 colher ( de sobremesa de azeite)
1 colher ( chá mal cheia de sal)

Põe a panela ao lume com dois litros de água. Junta o dente de alho, as cenouras, as batatas e a cebola, cortados aos pedacinhos.
Depois de tudo cozido, tempera com sal e azeite. Tritura com a varinha mágica.
Podes variar o creme, juntando uma colher de arroz ou de massinhas.
Deixa ferver até cozer.

Bom apetite!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

JOSÉ CARDOSO PIRES

A cidade de Lisboa iniciou, este mês, uma série de iniciativas dedicadas a José Cardoso Pires, passada que está uma década sobre a sua morte. Entre as actividades a empreender destacam-se encontros de amigos do escritor, leituras de excertos das suas obras, exposições bibliográficas, de ilustrações e de cartazes de divulgação dos títulos publicados, conferências, visitas guiadas para estudantes do 2º, 3º ciclos, secundário e público em geral, lançamentos de obras dedicadas ao autor, ciclos de cinema e documentários.

Nomes (e só citando alguns) como António Lobo Antunes, Júlio Pomar, Inês Pedrosa, Rui Zink, Lauro António, José Fonseca e Costa, António Mega Ferreira, José Eduardo Agualusa, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, João Lobo Antunes e João Abel Manta e instituições como a Câmara Municipal de Lisboa, a Casa Fernando Pessoa, o Instituto de Ciência Sociais da Universidade de Lisboa, as Edições Nelson de Matos e o Centro Cultural de Belém participam (os primeiros) e apoiam (as segundas) esta justa homenagem ao escritor de Alexandra Alpha, A Balada da Praia dos Cães, Cartilha do Marialva, De Profundis: Valsa Lenta, Lavagante: encontro desabitado, O Delfim, entre outros. Mais informações nesta notícia Siconline.

(...) já agora, deixa-se uma sugestão: passear, por Lisboa, tendo como roteiro os lugares descritos em Lisboa: Livro de Bordo. Um excerto, para dar ânimo à empresa:

“A descer a Rua do Alecrim é que eu me quero pelas nove e tantas da manhã e no Outono, se possível. Deixo o Camões em bronze no meio do largo (sempre com uma pomba no ombro, nunca percebi porquê) e começo a descida. A poucos passos tenho o Eça, didáctico, a levantar o véu da fantasia a uma beldade desnuda como se alguém se deslumbrasse com semelhantes intimidades. Nem me volto, sigo em frente.Nisto, quando olho para o fundo da rua, descubro que os enormes guindastes da Lisnave da Outra Banda do rio se encontram quase do lado de cá, em cima do Cais do Sodré. Atravessaram o Tejo ou foi o Tejo que encolheu durante a noite?”


IN
http://oeiras-a-ler.blogspot.com/

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Os Deolinda - sabe quem são?

"Oscilam entre a crónica de costumes e a desmontagem de clichés. (...)
O mal deles faz-nos tão bem."

Depois do album de estreia, em Novembro de 2007, "Canção ao Lado", no próximo dia 18 culminam a tournée pelo país com um concerto na Aula Magna , em Lisboa, e lançam agora um videoclip...

A leitura que hoje propomos é sobre esta "banda bipolar", cujo trabalho é marcado pelos "contrastes, as subversões, as luzes , as sombras", e encontra-se nas pp 124-126 do último nº da revista "VISÃO" (de 9 a 15 de Outubro de 2008):

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dinis Machado (1930 - 2008)

Considerado um dos génios da Literatura Portuguesa do século XX, faleceu no passado dia 3.
Dos muitos testemunhos e das palavras de homenagem que sobre ele se publicaram, destacamos o texto de Francisco José Viegas em

http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/

Nobel da Literatura para o escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio

Para saber mais, consultar notícia de última hora em

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345433&idCanal=14

Eduardo Lourenço, "o homem que ensina Portugal a pensar"

Aos 85 anos, Eduardo Lourenço foi tema e figura central de um congresso internacional que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a 6 e 7 de Outubro.
Em destaque, estiveram o seu trabalho e as suas ideias nas áreas da Filosofia, dos Estudos Literários, da Teoria da Cultura, da História, da Teoria Política.
O autor do "Labirinto da Saudade" foi também homenageado na revista RELÂMPAGO, nº 22, lançada dia 29 de Setembro, na Casa Fernado Pessoa.
De igual modo, a última edição da revista LER apresenta uma extensa entrevista com Eduardo Lourenço, de que destacamos a seguinte reflexão acerca dos livros e da leitura:
" (...) Há sobretudo esse tempo que é transportado fisicamente pelos livros. Esse pó que fica nos livros. O pó do Tempo. Nos novos instrumentos não haverá pó. É só o que lhes falta. Esse pó quer dizer o tempo, quer dizer a própria essência da nossa vida."

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Literatura

Em Lisboa, estão duas exposições a não perder:

Weltliteratur - "Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!", na Gulbenkian

e Os Desenhos dos Escritores, no CCB

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

1 de Outubro, Dia Mundial da Música

A propósito, e porque todos os motivos são bons para celebrar este dia, aqui vai uma sugestão de uma boa biblioteca musical, onde se podem realizar buscas por ano, artista, género, sendo também possível criar a nossa própria lista pessoal:

terça-feira, 30 de setembro de 2008

PORTUGAL, UM PAÍS A ENVELHECER

Para debater o declínio populacional, desde ontem até 3 de Outubro, está a decorrer em Lisboa o III Congresso Português de Demografia.
Somos já o sétimo país mais envelhecido do mundo e nos últimos anos temos estado a aproximar-nos cada vez mais do Japão, a nação com maior percentegem de idosos. Possuímos hoje mais idosos (pessoas com 65 anos ou mais) do que jovens (menores de 15 anos). Para esta tendência contribuiu a emigração que se verificou a partir da década de 1960, mas sobretudo a diminuição da natalidade.
Prevê-se que em 2035 a imigração, solução de curto prazo, deixe de ser suficiente para assegurar o crescimento efectivo da população activa no nosso país, devendo os governos tomar medidas favoráveis ao acréscimo da natalidade, tais como licenças parentais e apoios à maternidade, incluindo incentivos financeiros.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

50 anos de CINEMATECA

A Cinemateca Portuguesa cumpre hoje 50 anos de actividade, a mostrar filmes portugueses e estrangeiros que, de outra forma, dificilmente passariam em salas de cinema. Considerada o "templo" do cinema em no nosso país, a Cinemateca guarda no seu Arquivo Nacional de Imagens em Movimento (ANIM) mais de 30.000 filmes; durante muito tempo, foi praticamente a única editora a criar bibliografia cinematográfica em Portugal; e tem uma Biblioteca com um vasto espólio de livros e iconografia.


Para saber mais, ler J.L. nº 991 ("Jornal de Letras, Artes e Ideias"), de 24 de Setembro a 7 de Outubro, pp 8-10

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

DIA MUNDIAL DO MAR

Em Portugal, celebra-se hoje, 25 de Setembro, o DIA MUNDIAL DO MAR.
O tema deste ano é "IMO: 60 anos ao serviço da navegação".

IMO significa, em Português, "Organização Marítima Internacional".

Para saber mais , consultar

http://www.emam.com.pt

http://ec.europa.eu/research/research-eu

http://imarpor.pt/dmm_2008.htm

www.fabrica.cenciaviva.ua.pt

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Concurso - 12º ano

"Del8 - APAGA COM OS OBJECTIVOS DO MILÉNIO"



Consultar Regulamento na Biblioteca Escolar ou em

http://www.del8.com/

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Em Aveiro, "VARIAÇÕES DOS TEMPOS"

Na galeria dos Paços do Concelho, o aveirense Lopes de Sousa apresenta uma exposição de pintura representativa das suas mais recentes criações artísticas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Design e Arquitectura

Turim está cheia de design e arquitectura.

Turim é, em 2008, a primeira Capital Mundial do Design, escolhida pelo International Council of Industrial Design em 2005. O P2 esteve em Turim e aponta as mostras essenciais, à mistura com a arquitectura.

(...)
À margem do design

Mole Antonelliana, o museu do cinema no topo de Turim

Já que se está em Turim, não se perca o Museu Nacional de Cinema, na antiga Mole Antonelliana. Foi ali que foram entregues os prémios Young? Creative? Chevrolet, entre os quais foram distinguidos estudantes portugueses - Ricardo Trindade e Rafael Gonçalves com o 2º lugar em artes visuais e Paulo Duarte com o terceiro lugar em fotografia. É como estar numa cena de A Biblía, rumo ao topo da Torre de Babel, ou no Gugenheim de Nova Iorque, mas numa espiral de uma sinagoga que nunca o foi. Desenhado por Alessandro Antonelli em 1863, já foi o edifício mais alto da Europa e hoje é um dos museus mais altos do mundo. A colecção está espalhada ao longo das paredes. É em espiral que se visita o museu, mas é na mais pura vertical que se apanha o elevador transparente que vai da cave até meio da torre metálica (que ascende até aos 167 metros) para ver um outro filme: o da panorâmica imbatível sobre a cidade de Turim. A imagem da Mole Antonelliana é tão icónica quanto a da memória cinematográfica que alberga e até foi desenhada por Hayao Miyazaki no filme The Crimson Pig. Lá dentro está o Alien de Ridley Scott, mais de 300 mil posters e cartazes de época do cinema italiano e mundial, entre os quais dois originais raros do Cinématographe Lumière que anunciam o nascimento do cinema. Do espólio também constam adereços e elementos de cenário (mais de 1500) de O Gigante a Casanova, passando por O Império Contra-Ataca, além de fotografias e dos primeiros aparelhos que fizeram a história do cinema. J.A.C.

In P2 - 17.09.2008, Por Joana Amaral Cardoso

Ler mais em http://jornal.publico.clix.pt/

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Recomecemos...com felicidade e votos de bom ano escolar

L I V R O S

Livros são bafos de vida
- Lições de formas de ser
Vindas da alma - à medida
De quem as queira aprender.

Por muito que eu saiba agora,
Sempre que leio outro livro
Aprendo mais, numa hora,
Do que, não lendo, consigo.

Todos os livros que li
Mais os que vou, ou não, ler
Dizem o que eu aprendi
E o que me falta saber.






Vítor Cintra
(In “ MURMÚRIOS”)