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terça-feira, 2 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Museu Júlio Pomar inaugura com 100 obras em exposição





O Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, vai ser hoje inaugurado com uma primeira exposição de 100 obras do acervo, percorrendo várias fases da obra do artista, que estará presente na sessão oficial.
O novo espaço cultural de Lisboa será inaugurado oficialmente pelas 11:30 com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, a vereadora da cultura da autarquia, Catarina Vaz Pinto, e da diretora da entidade, Sara Antónia Matos.
Entre as 14:00 e as 20:00, o atelier-museu vai ter entrada livre para o público, e às 19:00 uma visita guiada à exposição inaugural conduzida pela comissaria da exposição, Sara Antónia Matos e por Júlio Pomar.
O atelier está inserido no conjunto de equipamentos culturais do município e foi criado para conservar e divulgar a obra do artista plástico português que completou em janeiro 87 anos.
O imóvel, um antigo armazém do século XVII, próximo da Igreja de Nossa Senhora de Jesus, às Mercês, tinha sido adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa em 2000 com o objetivo de o recuperar para ali instalar o atelier.
O projeto de recuperação do edifício, da autoria do arquiteto Álvaro Siza Vieira, tinha sido adjudicado em 2006 e as obras arrancaram, mas sofreram sucessivas paragens.

domingo, 7 de abril de 2013

Almada Negreiros nasceu há 120 anos





 
 
 
 
 "As pessoas que mais admiro são aquelas que nunca acabam"

Almada Negreiros, que nasce a 7 de Abril de 1893 e morre a 15 de Junho de 1970, no mesmo quarto onde morrera Fernando Pessoa.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mestre Nadir Afonso

 
No dia 5 de Novembro pelas 15 horas a Universidade do Porto conferiu o Doutoramento Honoris Causa a Mestre  Nadir Afonso, figura maior da arte portuguesa contemporânea.

Eis o sei  "sítio",  a visitar:
http://espacillimite.blogs.sapo.pt/

E mais uma sugestão, aqui bem perto:
 

sábado, 29 de setembro de 2012

Joana Vasconcelos inspira-se no jubileu da rainha para exposição em Londres Ler mais: http://expresso.sapo.pt/joana-vasconcelos-inspira-se-no-jubileu-da-rainha-para-exposicao-em-londres=f756705#ixzz27yiiO2BB

A artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos vai inaugurar, no dia 10 de outubro, em Londres, uma exposição com novas peças cuja base de inspiração é o jubileu da rainha Isabel II.
"Valkyrie Crown", uma clara alusão à coroa real, dominará a galeria Haunch of Venison atá 17 de Novembro.
Trata-se do mais recente trabalho da série "Valquírias", que Joana Vasconcelos iniciou em 2004.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Cruzeiro Seixas condecorado pela SPA com a Medalha de Honra

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) vai atribuir hoje a Medalha de Honra ao pintor e poeta Cruzeiro Seixas, de 91 anos, cuja obra se destacou no movimento surrealista português. Na sessão será feita uma apresentação sobre a vida e a obra de Artur Cruzeiro Seixas pelo historiador de arte Rui Mário Gonçalves. Nascido na Amadora, em 1920, no final dos anos de 1940, Cruzeiro Seixas participou nas actividades dos surrealistas António Maria Lisboa, Mário Cesariny, Mário-Henrique Leiria, Pedro Oom, Fernando José Francisco, Risques Pereira, Fernando Alves dos Santos, Carlos Eurico da Costa, Carlos Calvet e António Paulo Tomaz. Foi um dos fundadores do grupo "Os Surrealistas", com Mário Cesariny, falecido em 2006, e Fernando José Francisco, falecido no início de 2009. (fonte: DN - )


domingo, 10 de junho de 2012

Artista plástica Maria Keil morreu aos 97 anos

http://www.publico.pt/Cultura/artista-plastica-maria-keil-morreu-aos-97-anos-1549729


Maria Keil, fotografada em 2007 Maria Keil, fotografada em 2007 (Nuno Ferreira Santos)
A artista plástica Maria Keil, 97 anos, autora de vários painéis de azulejos das primeiras estações do metropolitano da capital, morreu neste domingo em Lisboa.

Maria Keil definia-se como uma “mulher de várias artes”, mas notabilizou-se na azulejaria, o que lhe valeu em Maio o prémio especial SOS Azulejo Obra e Vida. Natural de Silves, era viúva do arquitecto Francisco Keil do Amaral.

Afirmava-se como “uma artista”: pintora, desenhadora, ilustradora, decoradora de interiores, designer gráfica e de mobiliário, ceramista, cenógrafa e figurinista, autora de cartões para tapeçaria “e, sobretudo, de composições azulejares”.

Em 2009, em declarações à agência Lusa, afirmou: “Trabalho com muito gosto, na realidade faço o que se faz há milhares de anos, uma técnica conhecida, o quadrado de 14X14 cm e com tintas de água”, disse, entre risos. “É um material pobre, talvez por isso não seja tão apreciado”, acrescentou.

Maia Keil a partir da década de 1950 e ao longo da seguinte dedicou-se especialmente ao azulejo, tendo realizado gratuitamente a decoração azulejar de todas as estações do Metropolitano de Lisboa inaugurado em finais de 1959.

Contou que o marido, responsável pela rede do metropolitano de Lisboa, “chegou a casa preocupado com falta de dinheiro para acabar o projecto” quando ela lhe sugeriu os azulejos.

“É uma arte barata, mas vistosa, e muito adequada aos espaços públicos. Por ordem do [Presidente do Conselho] Oliveira Salazar, os azulejos não podiam ser figurativos, daí ter optado pelo abstracto”, contou.

Em 2009 voltou a trabalhar no metropolitano, desta feita com o arquitecto Tiago Henriques, na extensão da estação de S. Sebastião da Pedreira, para a qual fizera os primeiros painéis, em 1959.

Também nesse ano, foi distinguida com o Grande Prémio Aquisição pela Academia Nacional de Belas Artes. Na ocasião, o presidente da Academia, António Valdemar afirmou: “Maria Keil tem um lugar muito representativo no panorama português do século XX da pintura, do desenho, da cerâmica, da ilustração e ‘design’ do livro e até da filatelia”

Maria Keil estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde frequentou as aulas do pintor Veloso Salgado. Iniciou a actividade aos 20 anos, dedicando-se sobretudo ao retrato, naturezas-mortas e também à decoração.

Em 1937, executou um motivo decorativo na “Salle IV - Outremer” do Pavilhão de Portugal, na Exposition Internationale de Paris e dois anos mais tarde, realizou a primeira exposição individual de pintura e desenho na Galeria Larbom, em Lisboa.

Em 1940 foi uma das artistas da Exposição do Mundo Português, e ao longo dessa década realizou vários projectos de decoração mural, mobiliário, cenários e figurinos para o Grupo de Bailados Verde Gaio, e cartões para tapeçarias, designadamente as de Portalegre.

Uma outra actividade paralela que manteve foi a de ilustradora para publicidade.

Em 1941 foi distinguida com o Prémio de revelação Souza-Cardoso pelo seu “Auto-Retrato”. Em 1970 esteve presente na exposição “Maioliche Portoghesi”, em Florença (Itália).

Na década seguinte com bolseira da Fundação Gulbenkian, concretizou um projecto de estudo sobre as tendências da ilustração para crianças.

Como autora e ilustradora publicou cinco livros: “O Pau-de-Fileira”, “Os presentes”, “As três maçãs”, para crianças, e “Árvores de Domingo” e “Anjos do mal”, para adultos. Ilustrou numerosas obras, nomeadamente livros para crianças, de autores como Matilde Rosa Araújo ou Aquilino Ribeiro de quem dizia “gostar particularmente”.

Fez desenhos para as colectâneas sobre Bernardim Ribeiro, Castro Alves, Olavo Bilac e Tomás António Gonzaga, integradas na colecção “As mais belas poesias da língua portuguesa”.

É também autora de ilustrações para revistas, entre as quais Panorama, Seara Nova, Vértice, Ver e crer e Eva.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

MUSEU ARTE NOVA - AVEIRO

LINHA D’ÁGUA - TAPEÇARIAS DE PORTALEGRE E ARTE CONTEMPORANEA

De 29 de Março a 01 de Junho 2012
Museu da Cidade de AveiroTerça-feira › Sexta-feira 09h30 › 12h30 14h00 › 18h00
Sábado e Domingo 14h00 > 18h00Preço: 1€ visitas de estudo: 0,50€
Exposição de tapeçarias de artistas como Almada Negreiros, Vieira da Silva, Carlos Botelho, Júlio Pomar, entre outros, promovida pela Manufatura de Tapeçarias de Portalegre. O tema escolhido “Linha - D’Agua” prende-se com a íntima ligação da cidade de Aveiro ao elemento água. Integrada na exposição encontra-se a obra “Aveiro", sob cartão de João Tavares, pertença da Associação Comercial de Aveiro.


DICIONÁRIO ARTE NOVA
De 03 de Março a 31 de Agosto 2012
Museu Arte NovaTerça-feira › Sexta-feira 09h30 › 12h30 14h00 › 18h00
Sábado e Domingo 14h00 > 18h00Preço: 1€ visitas de estudo: 0,50€
No Museu Arte Nova de Aveiro, mais do que repor o ambiente ornamental de uma habitação Arte Nova (como outras casas-museu), pretende-se levar o visitante a reflectir sobre os pressupostos da revolução estética que a Arte Nova proporcionou, aí encontrando uma oportunidade para melhor compreender os reflexos deste movimento na actualidade. A exposição temporária patente no último piso resulta da edição da publicação “Dicionário Arte Nova”, um instrumento de pesquisa para os amantes e curiosos da temática Arte Nova.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Fernando Lanhas, pai da arte abstracta em Portugal

O pintor e arquitecto Fernando Lanhas, uma das maiores referências das Artes Plásticas portuguesas, morreu este domingo, aos 88 anos.


Morreu o pintor Fernando Lanhas, pai da arte abstracta em Portugal

(...)

Contemporâneo de Pomar, Resende e de Nadir Afonso, Fernando Resende da Silva Lanhas é considerado o pai do abstraccionismo geométrico em Portugal.

Com uma obra extraordinária na área das Artes Plásticas, o arquitecto portuense tem ao longo da sua vida abraçado, estudado e desenvolvido matérias que vão desde a Arquitectura à poesia, da Arqueologia à Astronomia, da Etnografia à Geologia.

Fernando Lanhas completou a licenciatura de Arquitectura da escola Superior de Belas Artes da Universidade do Porto, época em que despertou o seu interesse pela pintura.

Nos últimos anos, apesar de já sofrer de alguns problemas de saúde, Lanhas continuou a pintar e a escrever diariamente.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=2285477

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Como é que sentimos a beleza?

Uma história, uma obra de arte, o design de um objeto - como é que sentimos que uma coisa é bela?Porque é que isso nos interessa tanto?
O designer Richard Seymour explora a nossa resposta e as nossas reações à beleza e o poder surpreendente dos objetos que a exibem.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YiXd_9DFCOQ

http://www.ted.com

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Júlio Resende (23/outubro/1917-21/setembro/2011)

Um Grande Mestre das artes plásticas, a merecer a nossa homenagem


a visão do lugar
"A acumulação de pastas e blocos de desenhos, registos de vivências (quantas!) despertaram em mim o imperativo de uma reflexão desapaixonada quanto ao destino a dar a tais registos.

A distância do tempo e do espaço permitiu-me julgar a consistência de um material face a uma trajectória que me recaía por obscuras leis- E nada teve de "doloroso" da minha parte a destruição de grande quantidade desses desenhos; seria disso testemunha a velha mufla de aquecimento do atelier, se ela falasse....

A consciência mais aliciada levou-me a verificar que as hesitações de percurso uma vez eliminadas, tornavam mais claro o referido trajecto que, iniciado nos anos 30 cobriam 60 anos nos quais a dominante expressionista respondia necessariamente à minha, natureza de homem.
Confesso que na minha mente era consistente o desejo de manter o conjunto íntegro, e isso me bastava. Não entenderam assim o grupo de amigos com quem convivo normalmente, acordando que aquele material poderia constituir um exemplo, entre tantos outros, quiçá mais válidos, haveria de encontrar o modo e o espaço para a sua divulgação. Daí, o surgir o "Lugar do Desenho", daí surgir a Fundação com aquela carga de instituição que sempre esteve arredada dos meus propósitos. Porém se o "Lugar do Desenho" corresponder aos propósitos por que sempre me bati, então tudo bem! Que o Desenho seja entendido no seu mais amplo sentido. Não apenas restrito às Artes-Plásticas mas a todas atitudes criativas do Homem. Não é monopólio de qualquer época nem de qualquer sociedade.

O Desenho é expressão de um consciente que o particulariza"


http://lugardodesenho.org/

Biografia
1917 Nasceu no Porto a 23 de Outubro

1930/1936 Pratica ilustrações e banda desenhada para jornais e publicações infantis.
Aprendizagem do desenho e da pintura na Academia Silva Porto.

1937 Frequenta a Escola de Belas-Artes do Porto e é discípulo de Dórdio Gomes.

1943 Participa na organização do "Grupo dos Independentes".
Primeira exposição individual no Salão Silva Porto.

1944 Exerce docência no ensino secundário.

1945 Conclui o Curso na Escola de Belas-Artes com a pintura "Os Fantoches".
Visita o Museu do Prado.
Tem em Madrid um encontro com Vasquez Diaz.
Obtém os prémios da Academia Nacional e "Armando de Bastos".

1946 Bolsa de estudo no estrangeiro do "Instituto Para a Alta Cultura".
Primeira exposição em Lisboa.

1947/1948 Estuda as técnicas de afresco e gravura na Escola de Belas-Artes de Paris.
Discípulo de Duco de La Haix.
Na Academia Grande Chaumière recebe lições de Othon Friesz.
Copia os Mestres no Museu do Louvre.
Visita os museus da Bélgica, Holanda, Inglaterra e Itália.

1949/1950 Professor na pequena escola de cerâmica em Viana do Alentejo.
Contactos com o escritor Virgílio Ferreira e com os artistas Júlio e Charrua.
Em Lisboa conhece Almada Negreiros e E. Viana.
Primeira viagem à Noruega onde é hospede de Oddvard Straume.
Permanência em Orstavik.

1951 Em Portugal fixa-se no Porto mantendo actividade docente no ensino secundário.
A gente do mar passa a constituir tema dominante da pintura.
Prémio Especial na Bienal de S. Paulo.

1952 Prémio na 7ª Exposição Contemporânea dos Artistas do Norte.
Permanece um mês na Noruega.
Executa o afresco da Escola Gomes Teixeira, Porto.
Investiga o desenho infantil.

1953 Cria as "Missões Internacionais de Arte", a primeira das quais ocorreu em Trás-os-Montes.

1954 Lecciona na Escola Secundária da Póvoa de Varzim.

1955 Promove a 2ª "Missão Internacional de Arte", na Póvoa de Varzim.

1956 Integra a equipa com o Arq. João Andersen para o projecto "Mar Novo" para Sagres que obtém o Primeiro Prémio em concurso internacional.
Prémio "Artistas de Hoje", Lisboa.
Conclui o curso de Ciências Pedagógicas na Universidade de Coimbra.

1957 Organiza a exposição "4 Artistas Portugueses" em Oslo e Helsínquia. 2º prémio de Pintura da Fundação
Calouste Gulbenkian, Lisboa.

1958 Executa um painel para a "Exposição de Bruxelas". Prémio "Columbano" da Câmara Municipal de Almada.
Promove a 3ª "Missão Internacional de Arte", Évora.
Convidado para a docência na Escola de Belas-Artes do Porto.
Executa vários painéis de azulejo para a estação de fronteira de Vilar Formoso.

1959 Menção Honrosa na 5ª Bienal de S. Paulo.
Cria dois painéis cerâmicos para o Hospital de S. João, Porto.
Executa oito painéis de azulejo para a pousada de Miranda do Douro.

1960 Prémio "Diogo de Macedo" no Salão de Arte Moderna do SNBA, Lisboa. Painel cerâmico para a Pousada de Bragança.

1962 Presta provas públicas para a Cadeira de Professores na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.
Mural afresco no Palácio de Justiça do Porto.

1964 Executa cinco painéis cerâmicos para obras de arquitectura.

1965 Cria cenários e figurinos para o "Auto da Índia" de Gil Vicente, encenação de Carlos Avilez para o TEP, Porto.

1966 Realiza um afresco para o Tribunal de Justiça em Anadia.

1967 Cria cenários e figurinos para "Fedra" de Racine, encenação de Carlos Avilez para o Teatro Experimental de Cascais.

1968 Ilustra "Aparição" de Virgílio Ferreira. Realiza cenário e figurinos para o bailado "Judas",
coreografia de Agueda Sena e Companhia da Fundação C. Gulbenkian, Lisboa.

1969 Prémio "Artes Gráficas" na Bienal de Artes de S. Paulo, com ilustrações do romance "Aparição". Cria cenários e figurinos para o "Auto da Alma" de Gil Vicente no TEP, Porto.
Realiza seis painéis em grés para o Palácio de Justiça de Lisboa.

1970 Orienta o visual estético do Espectáculo de Portugal na "Exposição Mundial de Osaka".
Cria cenários e figurinos para "Antígona" no Teatro Experimental de Cascais.

1971 Primeira viagem ao Brasil encontrando-se com Jorge Amado e Mário Cravo Filho.

1972 Nomeado Membro da Academia real das Ciências, Letras e Belas-Artes Belgas, Bruxelas, onde
fez uma comunicação.

1973 Ilustra a obra de Fernando Namora "Retalhos da Vida de um Médico". Nova viagem ao Brasil. recebe o grau de Oficial da Ordem de Santiago da Espada.

1974 Exerce funções de gestão na ESBAP.
Realiza cenário para o filme "Cântico Final" de Manuel Guimarães, adaptação do romance de Virgílio Ferreira.

1975/1976 Dedica-se a tempo inteiro à gestão da ESBAP.

1977 Viagem ao Nordeste Brasileiro.
Encontro com os artistas Sérgio Lemos e Francisco Brennand.

1978 Cria cenários e figurinos para o bailado "Canto de Amor e Morte" coreografia de Patrick Hurde, inspirado na obra musical de Lopes Graça para a Companhia Nacional de Bailado.
Visita às Faculdades de Belas-Artes de Espanha.

1981 Executa os vitrais para a Igreja Nª Sª da Boavista, Porto.
Viagem a Pernambuco e Baía.
Profere uma palestra na Fundação Joaquim Nabuco, Recife.

1982 Recebe as insígnias de Comendador de "Mérito Civil de Espanha" atribuídas pelo Rei de Espanha.

1984 Realiza o painel mural "Ribeira Negra".

1985 É-lhe atribuído o Prémio AICA.

1986 Executa em grés o grande mural "Ribeira Negra" no Porto.

1987 Profere a última lição na ESBAP.

1989 Exposição retrospectiva na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

1992 Viagem a S. Vicente e Stº Antão (Cabo Verde).

1993 É criado o "Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende".

1994/1995 Realiza painéis cerâmicos para a estação do Metropolitano de Lisboa, "Sete Rios".

1996 Viagem a Goa

1997 Viagem a Santiago e Fogo (Cabo-Verde).
Recebe a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Realiza a decoração de azulejos da estação do Metropolitano de Lisboa, "Sete Rios".

1999 Viagem à Ilha de Moçambique.

2000 Viagem a Recife, Brasil.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Prémio Pritzker 2011

Discurso do Arquitecto Souto Moura ao receber o Prémio Pritzker (2011)


Exmo. Sr. Presidente dos EUA, Presidente do Júri, elementos do Júri, meus Amigos, minhas Senhoras e meus Senhores,

Só quando recebi o convite dizendo “Eduardo Souto de Moura of Portugal” é que acreditei que tinha ganho o Pritzker 2011. Não posso esconder que fiquei feliz, por mim, pela minha família, colaboradores, amigos e clientes. Em nome de todos, os meus sinceros agradecimentos.

Aprendi a desenhar na Escola Italiana do Porto, cidade onde nasci, e no liceu decidi ser arquitecto. Não é que tivesse alguma paixão especial pela disciplina, mas na crise agnóstica dos 15 anos, duvidei se Deus devia ter descansado ao 7º dia. É que, pensando bem, ficou por fazer uma geografia como a de Delfos, a Acrópole para receber o Parténon ou secar um pântano no Illinois, onde a Farnsworth pudesse ficar.


Em 1975 depois da Revolução dos Cravos, comecei a trabalhar com o Arqº Siza Vieira. Não só pela arquitectura, mas sobretudo pela pessoa em si, foi uma experiência excepcional que ainda hoje continuo a fazer com o mesmo prazer. Saí do seu escritório nos anos 80, para ser arquitecto. Foi difícil começar, mas usar a sua “linguagem” parecia-me uma traição e mesmo que o quisesse, não o conseguia fazer, por pudor.


Depois da Revolução, e restabelecida a Democracia, abriu-se a oportunidade de redesenhar um país, onde faltavam escolas, hospitais, outros equipamentos, e sobretudo meio milhão de casas. Não era certamente o Pós-Modernismo, na altura em voga, que nos poderia resolver a questão. Construir meio milhão de casas, com frontões e colunas seria uma perda de energia, pois a ditadura já o tinha ensaiado. O Pós-Modernismo chegou a Portugal, sem quase termos passado pelo Movimento Moderno. É essa a ironia do nosso destino: “antes de o ser já o éramos”.


Do que precisávamos era de uma linguagem clara, simples e pragmática para reconstruir um país, uma cultura, e ninguém melhor que o proibido Movimento Moderno poderia responder a esse desafio. Não era só um problema ideológico, mas sobretudo de coerência entre material, sistema construtivo e linguagem. Se “arquitectura é a vontade de uma época traduzida num espaço”, Mies van der Rohe abriu-nos as portas na redefinição da disciplina tão massacrada até aí, pela linguística, semiótica, sociologia e outras ciências afins. O importante é que a arquitectura fosse “construção”, assim com urgência, nos pedia o país.


Com 10 séculos de História, Portugal encontra-se hoje numa grande crise social e económica, como já aconteceu em vários períodos anteriores. Hoje, como ontem, a solução para a arquitectura portuguesa é emigrar. Como dizia Paul Claudel: “Le Portugal est un pays en voyage, de temps en temps il touche l’Europe”. Resta-nos a “mudança”, como quer dizer a palavra “crise” em grego. Resta-nos decifrar o significado dos dois caracteres chineses que compõem a palavra “crise”: o primeiro significa “perigo”, o segundo “oportunidade”. Em África e noutras economias emergentes não nos faltarão oportunidades, o futuro é já aí. “Trabalhar na transmutação, na transformação, na metamorfose é obra própria nossa.” (1)

Muito obrigado.

Eduardo Souto de Moura
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(1) Herberto Helder, “O Corpo. O Luxo, A Obra”

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ruy de Carvalho na nossa escola

O actor participou na iniciativa "perCURSOS", com José Pedro Ramos, também actor, e o guitarrista Paulo Vaz de Carvalho

Ruy de Carvalho contou várias peripécias da sua longa carreira, notando que a sua profissão «parece fácil, mas exige que se tenha formação e cultura geral, e necessita de muito trabalho.» Revelou ainda ter muita esperança nas gerações mais novas, e aconselha, aos jovens que queiram seguir a sua profissão, que «comecem a conhecer pessoas do teatro e a mostrarem valor.»

José Pedro Ramos, um jovem actor e designer, falou do seu percurso diversificado, onde já conta com várias peças de teatro, filmes e até publicidade em televisão, incentivando os presentes a «agarrar as oportunidades que aparecem sempre, mais cedo ou mais tarde.» Também demonstrou um pouco da sua arte, juntamente com o guitarrista Paulo Vaz de Carvalho, que acompanhou a declamação de um poema pelo jovem actor com um solo de guitarra. No final da palestra, seguiu-se uma concorrida sessão de perguntas colocadas pelos alunos, que mostraram, assim, o interesse pelo percurso de vida e pela carreira dos convidados.

Emanuel Madalena, In "Diário de Aveiro", 6 de Maio de 2011, pág.5
Reportagem fotográfica de Henrique Oliveira em
http://www.prof2000.pt/users/secjeste/Secje11/Pg000900.htm

terça-feira, 3 de maio de 2011

Depois de amanhã, na nossa Escola, RUY DE CARVALHO, PAULO VAZ DE CARVALHO E JOSÉ PEDRO RAMOS

Estes três convidados vão estar connosco num painel dedicado às artes do espectáculo, integrado na semana dos PerCURSOS profissionais que tem estado a decorrer no Polivalente da ESJE.

Inserindo-se no âmbito da Semana das Profissões, esta iniciativa dos Cursos Profissionais, em articulação com os SPO, tem por objectivo a sensibilização da comunidade escolar e dos nossos alunos para a diversidade de percursos de vida/profissionais.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Parabéns, Cruzeiro Seixas!

Faz hoje 90 anos; é um "homem que pinta" (a designação de pintor aborrece-o); poeta português, militante do Surrealismo, é um nome maior da história da arte portuguesa contemporânea.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Há 100 anos nascia António Pedro

Artista plástico, ceramista, escritor, dramaturgo, encenador, jornalista, crítico, surrrealista e... tudo - António Pedro Costa nasceu na cidade da Praia, a 9 de Dezembro de 1909.

Frequentou um colégio na Galiza, terra natal de seu avô paterno, fez o liceu em Coimbra, voltou a Cabo Verde antes de ir para letras e Direito na Universidade de Lisboa, após o que rumou a Paris, em 1934 onde estudou Arte e Arqueologia na Sorbonne.

De espírito subversivo e eterno viajante, juntou-se ao grupo dos surrealistas, subscrevendo o "Manifesto Dimensionista" com Duchamp, Picabia e Kandinsky e expôs ao lado de Miró, Picasso, Paul Klee e Max Ernest na "Surrealist Diversity". Em Inglaterra, a sua voz fez-se ouvir na BBC, durante aII Guerra Mundial, ao lado de Fernando Pessa.

De regresso a Lisboa na década de 40, António Pedro participou na primeira exposição surrealista com Mário Cesariny, entre outros, tendo marcado presença em muitas exposições pelo mundo fora. Colaborou em inúmeras revistas e jornais.

De 1953 a 1961, como dirigente e figurinista do TEP (Tearto Experimental do Porto), criou uma nova escola para um novo teatro em Portugal.
Morreu em Moledo do Minho no dia 17 de Agosto de 1966.