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terça-feira, 28 de junho de 2011

As bibliotecas escolares são essenciais

No novo contexto informacional em que vivemos, resultado do desenvolvimento das tecnologias e da Internet, em particular, é fundamental que a escola seja capaz de preparar jovens que, para além de um leque de conhecimentos, alguns axiais como a língua materna e a matemática, dominem um conjunto de competências complexas no que à informação diz respeito. Para responder a essa exigência, as bibliotecas escolares são um bem educativo e cultural essencial.

As formas clássicas de produção, conservação e circulação do saber, intimamente ligadas ao livro e ao impresso, estão a alterar-se profundamente. Crianças e jovens são cada vez mais marcados pelo acesso e uso precoce duma grande parafernália tecnológica - telemóveis, consolas de jogos, mp3, computadores, ipads... -, uma grande apetência por conteúdos audiovisuais e, sobretudo, pela Internet. No final da escola aguarda-os um mercado de trabalho caracterizado pela mudança, flexibilidade, necessidade constante de adaptação e de trabalhadores cada vez mais qualificados. Vão mudar de emprego várias vezes e vão ter de continuar a aprender ao longo da vida.

Quando todo o conhecimento de que necessitamos parece encontrar-se na Web, à distância e velocidade de um clique, as actividades de pesquisa e tratamento de informação tornaram-se mais complexas do que podíamos imaginar. E a geração que apelidamos de "nativos digitais" ou "geração google", apesar da destreza tecnológica, revela grandes fragilidades na procura e uso de conteúdos informativos relevantes e fiáveis, assim como na capacidade de os transformar em conhecimento. Quem é que hoje, no papel de professor ou de pai, não experienciou a frequência com que crianças e jovens se limitam a "googlar" um tema, aplicando a seguir o método do "copiar e colar" para produzirem o trabalho que lhes foi pedido?

Todo este cenário exige que a escola promova o ensino e aprendizagem de diferentes literacias, nomeadamente a literacia de informação, aqui entendida como o conjunto de competências que capacitam para o acesso, uso e aplicação eficaz da informação, em diferentes suportes, formatos e contextos. É este desafio recente, assim como o da leitura, nos tradicionais e nos novos ambientes, que torna as bibliotecas escolares tão necessárias. Vejamos.

Por mais que a tecnologia nos inunde, a leitura continua a ser uma aprendizagem primordial, condição de todas as outras. Aprende-se a ler, lendo, o livro continua a ser o suporte de eleição para essa aprendizagem, e a leitura, analógica ou digital, o instrumento de compreensão global. Nem todas as famílias têm condições para proporcionar livros e um ambiente leitor às suas crianças e jovens. As bibliotecas escolares são, pois, um ponto de acesso ao livro, a outros suportes e a actividades que estimulam o interesse e competências de leitura ao longo da escolaridade.

As bibliotecas escolares são igualmente um espaço de inclusão digital. Alguns programas do Ministério da Educação, o próprio embaratecimento da tecnologia, facilitaram a posse de computador pessoal. Em relação à Internet, considerando os dados do projecto Eukids Online, verificamos que só 78% das crianças e dos jovens portugueses entre 9 e 16 anos acedem à Internet. E cerca de um terço através das bibliotecas, tanto escolares como públicas.

Mas a inclusão digital não se resume ao acesso, pelo contrário, transfere-se cada vez mais, mesmo nos países mais desenvolvidos, para o problema do uso. Entendidas como espaços de aprendizagem, as bibliotecas escolares desempenham um papel fundamental na promoção de um uso seguro, criterioso, crítico e eficaz da informação. Em todos os agrupamentos de escolas e escolas secundárias têm sido o lugar por excelência onde estas questões são especificamente colocadas e trabalhadas com os professores bibliotecários, com todos os docentes já sensibilizados para o tema e, em especial, com os alunos. O Programa Rede de Bibliotecas Escolares tem sido decisivo no desenvolvimento destes espaços na escola.

por MARGARIDA TOSCANO, PROFESSORA E MEMBRO DO GABINETE DA REDE DE BIBLIOTECAS ECOLARES
Artigo Parcial em http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1890187&seccao=Convidados&page=-1

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

The most beautiful libraries - (bibliotecas fantásticas)

O título não condiz com a tradução, mas o conteúdo transporta-nos para Bibliotecas fantásticas. Ainda não tivemos o privilégio de visitar algumas delas, mas esperamos que o tempo nos dê a oportunidade de o fazer.Propomos hoje uma viagem no tempo e realçamos o contributo português e brasileiro na divulgação do conhecimento: Coimbra (Biblioteca Joanina), O Convento de Mafra e o Real Gabinete de Leitura no Rio de Janeiro (esta, provavelmente uma das mais bonitas bibliotecas do Mundo).
Para saborear devagar...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

LIVROS, LIVROS, BIBLIOTECA

Toda a gente sabe que os livros devoram espaço sem qualquer piedade. E não existe defesa possível. Qualquer que seja o espaço que se lhes dê, nunca chega. Ocupam primeiro as paredes, e depois continuam a espalhar-se por onde conseguirem. Apenas o texto fica poupado. Chegam sempre uns novos, enquanto o dono não tem coração para se livrar de nenhum dos velhos. E assim devagar, sem dar nas vistas, volumes de livres empurram tudo à sua frente. Como glaciares.

Zoran Zivkovic, "A Biblioteca", ed. Cavalo de Ferro, 2010, p. 29


Sinopse
Livro vencedor do prestigiado World Fantasy Award, A Biblioteca reune seis histórias fantásticas ligadas à bibliofilia, fazendo-nos pensar em Jorge Luis Borges e na sua biblioteca infinita, mas também no universo de Kafka ou de Umberto Eco. No conto de abertura, um escritor descobre um site onde todos os seus livros, inclusive os que ainda não escreveu, se podem consultar; num outro, uma comum biblioteca transforma-se durante a noite num arquivo de almas; noutro, ainda, o Diabo decide estabelecer os níveis da literacia infernal... (IN http://www.wook.pt/ficha/a-biblioteca/a/id/9620195)

Uma leitura com humor, deliciosa, cativante, estes seis contos que se interligam em torno de diferentes tipos de bibliotecas: particulares, virtuais, nocturnas, minimais, infernais, requintadas...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Já pensaste no fascínio que as ligações entre as coisas podem ter?

A arquitectura é um “lugar” a partir do qual se lê a realidade e se reflecte sobre a criação e o seu papel nas actividades humanas.

CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO

CASA DA MÚSICA

CASA DAS HISTÓRIAS – PAULA REGO

CASA DE SERRALVES

FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

BIBLIOTECA DE SANTA MARIA DA FEIRA

BIBLIOTECA DE OEIRAS


Foi com base em imagens destes espaços que preparámos um cantinho ma nossa Biblioteca!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Biblioteca de Babel… a utopia da sua criação

Eu, co-dinamizador deste blogue, frequento nestes momentos uma acção de formação sobre "Biblioteca Escolar, Literacias e Currículo". Numa sessão de reflexão abordou-se um artigo de Carlos Fiolhais, "O Futuro dos Livros e das Bibliotecas" que pode ser lido em
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/o-futuro-dos-livros-e-das-bibliotecas.html

Com o meu grupo de trabalho, engendrei um texto e quero partilhá-lo convosco. Leiam os dois textos e comentem também...

A Biblioteca de Babel, como foi dito no documento de reflexão, é tecnologicamente possível. Se a compararmos com uma estrutura semelhante à ONU, nas suas idiossincrasias, aperceber-nos-emos que a transposição do modelo transportaria consigo as virtudes, poucas, e os defeitos, muitos da ONU. Assim, o modelo de Babel é possível mas exige tolerância e respeito quer na construção do acervo que no acesso à informação disponibilizada. Como seria gerir as diferentes culturas e religiões, as diferentes formas de governo e suas ideologias e os reflexos que transportam para as políticas editoriais?

Dir-se-ia que um tal repositório só beneficiaria os mais desenvolvidos, os mais literatos, os mais tecnológicos, enfim ... os de sempre! Mas, e então? Os avanços da ciência e da tecnologia não acabam por estender-se a toda a humanidade? E aqui as bibliotecas continuarão a ter um papel fulcral na democratização e acessibilidade ao digital. A sua construção, se for expressão de uma vontade universal, possível, abriria uma fonte inesgotável de conhecimento, ao alcance de toda a Humanidade. Porém, dado o diferente estado de desenvolvimento dos povos, a fruição desse conhecimento seria desigual. Estaríamos então perante um aspecto que se nos afigura pertinente: a transposição das questões relativas às bibliotecas físicas para as bibliotecas digitais não será transpor velhos problemas para novos formatos? Referimo-nos a questões como direitos autorais, copyright, depósito legal e propriedade digital.

A biblioteca digital traz consigo a rapidez do acesso à informação, a partilha simultânea de documentos, a eliminação de barreiras físicas, a capacidade do copiar/colar e a actualização permanente do seu acervo. Traz ainda a capacidade singular da construção do seu conhecimento poder ser realizada externamente com o contributo dos utilizadores. Parece-nos, no entanto, que nesta modernidade, outras questões aguardam por uma solução conveniente: estarão os utentes preparados para lidar com a biblioteca digital (ou, ainda a biblioteca física), superando a barreira que as literacias da comunicação, da informação e da leitura lhes colocam?

As bibliotecas híbridas parecem-nos ser uma parte da solução: a complementaridade das suas características (físicas e virtuais) permitiria satisfazer utilizadores mais heterogéneos nas competências e capacidades de interacção.

Da nossa reflexão, julgamos que a “Biblioteca de Babel” é viável: basta ser razoável e exigir o (im)possível.

José Caseiro, Fátima Carreira, Teresa Lacerda, Teresa Neves

quinta-feira, 22 de abril de 2010

"O Futuro dos Livros e das Bibliotecas"


No link do título um excelente artigo de Carlos Fiolhais.

Não percam

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tempos de Mudança

Estamos a mudar...
Entre a "biblioteca histórica" e a perspectiva da mudança - o novo espaço, o que poderemos vir a fazer ali - cresce alguma nostalgia.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

SEMANA DA LEITURA 2010 - "LER É VER": juntem-se a nós na nossa Biblioteca Escolar!

SEGUNDA-FEIRA, 01/03

9.10 h - Leituras pelo 7º B(Teatro)

10h - durante o intervalo
“Pedra Filosofal “ pelos alunos de 9º A/B/C(EMRC)

11.40h - durante o intervalo
“O Homem das Mãos Atadas” pelos alunos do 8º A (EMRC )




TERÇA-FEIRA, 02/03

9.10 h - Leituras pelo 7º C (Teatro)

15.10h - Leituras pelo actor David Costa (Teatro Aveirense)
Público-alvo: 9ºA e 9ºB

17.40h, durante o intervalo - “Monólogos Vários”
(Clube de Teatro/ EMRC – alunos do Secundário)

17.45h - Apresentação do Livro “O Ninho “, de Alexandra Reis




QUARTA-FEIRA, 03/03

9.10 h - Leituras pelo 8º A (Teatro)

9.45h - “Deixa tudo e lê” (Em simultâneo, nos diversos espaços da Escola)

16.40h - Tertúlia - Leitura Partilhada
(Comunidade Escolar)




QUINTA-FEIRA, 04/03

10.55 h - Leituras pelo 7º A (Teatro)

14.10h - durante o intervalo - “Momento Teatral”, pelo 8º B (Teatro)

15.10h - Leituras pelo actor David Costa (Teatro Aveirense)
Público-alvo: 8ºA , 8ºC e 2º CEF




SEXTA-FEIRA, 05/03

11h - Leituras pelo actor David Costa (Teatro Aveirense)
Público-alvo: 9º C e 8ºB

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Fazer da Semana da Leitura uma festa!

É certo que todas as semanas são semanas de leitura, mas a próxima tem um toque especial...
Já viram como a nossa Biblioteca se "vestiu" para a Semana da Leitura que aí vem?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O primeiro catálogo da nossa Biblioteca!


Ora vejam...
Este documento está quase a fazer 147 anos e, dentro de três anos, 150 !!!!

A continuidade das obras e a perspectiva da mudança levam-nos a descobertas interessantes. Encapado a couro, muito bem conservado e de leitura fácil, encontrámos o 1º catálogo da Biblioteca do Liceu Nacional de Aveiro.
O Liceu foi criado 1851 e inaugurado em 1860. A Biblioteca é, portanto, posterior.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Redes de bibliotecas escolares... uma ideia com 82 anos!

No acervo histórico da nossa BE, tropecei com este livrinho admirável de Lorenzo Luzuriaga: Bibliotecas Escolares, Madrid, Publicaciones de la Revista de Pedagogía, 1927.
Aí, a dado trecho, vem expresso este pensamento: " Para terminar, diremos que en el caso de que varias localidades proximas se pusieran de acuerdo podrían establecerse cambios de libros entre ellas, como si fueran secciones de una general o, si se quiere, conservando cada una su autonomia. En uno y otro caso, los libros se los prestarian unas bibliotecas a otras, como si fueram de la sección circulante de cada una, es decir, por espacio limitado de tiempo y mediante papeletas que cada una conservaria. Con este procedimiento, se tiene la oportunidad de una colaboración economica entre varias escuelas, las cuales pueden reservar una pequeña cantidad de sus presupuestos para la creación y sostenimiento de una biblioteca escolar común". (p. 15)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

HOJE É O DIA DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES EM PORTUGAL


Lembram-se do nosso post do dia 2?




Já repararam que desde o início do mês a nossa Biblioteca se vestiu com alguns adereços diferentes?
Aqui e ali, esperam-nos muitas surpresas - diversas em formatos, cores, tamanhos, cheiros, texturas, finalidades,... grandes, pequenas, coloridas, mais ou menos brilhantes, aos grupinhos, à unidade, à vista, meio escondidas,...
São dezenas de objectos tão díspares e inesperados quanto a nossa imaginação ditou - espalhados entre os livros, quer dizer, estrategicamente colocados nas estantes, a ilustrar as áreas do conhecimento e do saber, a reforçar visualmente a arrumação pela ordem da CDU.
Quando grande parte da escola está em obras, quem diria que no sossego da Biblioteca continuam a nascer coisas novas?

A razão?

Desde o ano passado que se comemora em Outubro o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares por decisão da IASL (Dezembro de 2007).
Este ano as comemorações estão subordinadas ao tema "School Libraries: The Big Picture"
O dia 26 de Outubro será, por excelência, o dia das Bibliotecas Escolares em Portugal.


Mais informações no sítio RBE http://www.rbe.min-edu.pt/np4/616.html

e em IASL http://www.iasl-online.org/events/islm/index.htm

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

OUTUBRO - Mês das Bibliotecas Escolares


Já repararam que desde o início do mês a nossa Biblioteca se vestiu com alguns adereços diferentes?
Aqui e ali, esperam-nos muitas surpresas - diversas em formatos, cores, tamanhos, cheiros, texturas, finalidades,... grandes, pequenas, coloridas, mais ou menos brilhantes, aos grupinhos, à unidade, à vista, meio escondidas,...
São dezenas de objectos tão díspares e inesperados quanto a nossa imaginação ditou - espalhados entre os livros, quer dizer, estrategicamente colocados nas estantes, a ilustrar as áreas do conhecimento e do saber, a reforçar visualmente a arrumação pela ordem da CDU.
Quando grande parte da escola está em obras, quem diria que no sossego da Biblioteca continuam a nascer encantos e curiosidades que se oferecem à descoberta de novas leituras?

A razão?

Desde o ano passado que se comemora em Outubro o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares por decisão da IASL (Dezembro de 2007).
Este ano as comemorações estão subordinadas ao tema "School Libraries: The Big Picture"
O dia 26 de Outubro será, por excelência, o dia das Bibliotecas Escolares em Portugal.


Mais informações no sítio RBE http://www.rbe.min-edu.pt/np4/616.html

e em IASL http://www.iasl-online.org/events/islm/index.htm

sábado, 27 de junho de 2009

Rede de Bibliotecas Escolares: tempo de balanço.


13 anos, mais de duas mil bibliotecas escolares acessíveis a cerca de um milhão de alunos, um investimento de 40 milhões de euros na qualificação, remodelação e apetrechamento de bibliotecas escolares.



Há 13 anos, poucas escolas do país tinham biblioteca: havia apenas 164 bibliotecas na Rede de Bibliotecas Escolares. Em 2009, os 2.º e 3.º ciclos estão totalmente cobertos, o secundário está acima dos 90 por cento e só o 1.º ciclo continua com um défice de bibliotecas, com cerca de 40 por cento de cobertura. Actualmente, são 900 no 1.º ciclo e 1163 nos ciclos seguintes.

sábado, 13 de junho de 2009

Digitalizada Biblioteca de Fernando Pessoa

Digitalizar integralmente a biblioteca de Fernando Pessoa? Projecto ambicioso e demorado!
1400 livros, digitalizados ao ritmo de 30 por dia, ao longo de um ano...
Vamos agora poder folhear os livros do poeta, encontrando notas que ele foi deixando nas margens.
Um contributo valioso para sabermos mais sobre Fernando Pessoa (que hoje festejaria o seu aniversário) e as "pessoas" que o habitaram. Basta ir ao site da Casa Fernando Pessoa:

http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/

Leia mais sobre o assunto:

http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/3614.html