quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

De branco, para acolhermos quem entra na nossa BE

 
PRELÚDIO DE NATAL
Tudo principiava
pela cúmplice neblina
que vinha perfumada
de lenha e tangerinas
Só depois se rasgava
a primeira cortina
E dispersa e dourada
no palco das vitrinas
a festa começava
entre odor a resina
e gosto a noz-moscada
e vozes femininas
A cidade ficava
sob a luz vespertina
pelas montras cercada
de paisagens alpinas.
    
                                          (David Mourão-Ferreira)


Natal na nossa BE

 
As velhas gavetas da velha escola compõem uma árvore de Natal... todos os dias nascem estórias no espanto de quem admira as dezenas de objetos com que lhe enfeitámos os sonhos. 



 

Que marcas vivem nos livros, esses objetos habitados?

Que marcas nos deixam eles?

 

Sulcos vincados,

Subtis grãos de areia,

Dobras nas histórias dos dias que passam…

 

Caminhos na busca do conhecimento e da sabedoria.

 

M.A.P.S./D.M.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Joaquim Benite - o teatro português fica muito mais pobre

"Um grande lutador. Um Um grande lutador. Um homem que construiu um grupo, um edifício, e um organismo, e soube lidar com as forças vivas de uma maneira quase inédita"

Nuno Carinhas - Director artístico do TNSJ

Oscar Niemeyer (1907- 2012)

Oscar Niemeyer, el poema en la curva 

 http://www.youtube.com/watch?v=SUDVKuHMovk&feature=share 

 "A vida é chorar e rir. Aproveitar os momentos de tranquilidade e brincar um pouco. Depois os outros, é aguentar. A vida é um sopro, não é?“

Oscar Niemeyer

 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Eugénio de Andrade


Um dia, a Inês Lourenço quis apresentar-me ao Eugénio de Andrade e oferecer-lhe um livro meu. Éramos amigos, ela adorava-o, ele já tinha a sua fundação e marcava muito a vida das pessoas da poesia no Porto. Eu sabia que ele tinha um trato muito antipático. Frequentava as leituras e demais eventos da fundação e sempre me impressionava o modo trombudo como assisti...
a. A sala rodeada de retratos seus, as pessoas todas observando-o na expectativa de saber se dos seus dedos algum pássaro nascia.
Foi uma surpresa que a Inês Lourenço tivesse um livro meu na carteira. Foi uma surpresa que o tirasse da carteira no momento em que dizia ao poeta que queria muito apresentar-lhe um amigo, um jovem que considerava promissor. No mesmo instante, o Eugénio de Andrade tirou-lhe o livro da mão e, ainda mais trombudo, furioso como trovões, disse que estava farto de jovens e que não leria mais nada de ninguém. Disse que, se deixássemos ali aquela merda, aquela merda iria imediatamente para o lixo.A Inês queria encontrar um buraco para se meter. A mim, deu-me um certo ataque de riso. Não achei aquilo nada pessoal, mas fiquei nervoso, sem jeito. Era apenas uma indisposição, sim. Mas, na verdade, nada que não lhe fosse coerente.Hoje, percebo que gosto mais do Eugénio de Andrade do que gostava então. Mesmo antes do episódio antipático. Envelhecer é querer simplificar, tornar cada coisa mais límpida, elementar. Ganhar idade faz com que o Eugénio de Andrade deixe de ser apenas solar e passe a ser a pureza possível. Claro que ele devia angustiar por aspirar à pureza, distante dela como devia estar, como estamos todos. Mas a sua aspiração é o que conta e, no final, assim o identifica.Ler Eugénio de Andrade é passar a alma por água limpa. A sua poesia tem uma propriedade de higienização que nos permite a transcendência em vida, sem mais esquisitice que não o deslumbre.A Assírio & Alvim está a publicar, agora em grande e perfeição, a integral da poesia do Eugénio de Andrade. A cada volume, relemos os clássicos de sempre. Lapidares, como nascidos directamente da natureza do tempo. Como se o tempo fosse pronunciando o que lhe parece, maduro. Um tempo que se pensa, sábio. Alguns dos seus poemas não parecem trabalho de ninguém, são a respiração natural das coisas. A assombrosa manifestação do que demorou a eternidade para ter voz.Sempre vi o Eugénio de Andrade como um poeta ideal para os começos. Receitei os seus livros a todos os jovens, tão irónico parece isso agora, porque estive convencido de que não há melhor para seduzir para a leitura e a escrita. Hoje, percebo que os seus textos são sobretudo para quem quer chegar ao limite das palavras. Ali, onde elas acabam de ser palavras e passam a mexer nos nossos ossos com dedos.

P.S. Uma admirável demonstração de maturidade perante a armadilha do ressentimento. E tem razão - não era pessoal:).
 
 valter hugo mãe - IN "Pública", 2/dez./2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

SARAMAGO - Uma História de 90 anos - concurso

No ano em que se celebra o 90º ano do nascimento do escritor José Saramago, o Plano Nacional de Leitura, em conjunto com a Rede de Bibliotecas Escolares, a Editora Leya-Caminho e a Fundação José Saramago, associam-se para assinalar o percurso pessoal e literário deste autor, de forma abrangente e com especial destaque para o público escolar.
Neste sentido, é lançado o Concurso SARAMAGO – UMA HISTÓRIA DE 90 ANOS’ (de 16 de novembro/2012 a 11 de março/2013) dirigido aos alunos do ensino secundário e aos docentes dos diferentes níveis de educação/ensino, com o objetivo de estimular a criação e divulgação de trabalhos/textos, em suporte digital, e procurando incentivar a revelação de novos talentos.
A iniciativa apela à participação ativa de alunos e professores, através da produção de textos originais com inspiração na obra de Saramago [ver Regulamento na página dos Concursos PNL], utilizando as tecnologias como suporte de apresentação (formato digital).
Todas as escolas da rede pública (sede de agrupamentos e escolas não agrupadas) e escolas privadas têm disponível, no Sistema de Informação do PNL, dois formulários para inscrição no concurso:
SARAMAGO - Uma História de 90 Anos (Alunos)
SARAMAGO - Uma História de 90 Anos (Docentes)
Apelamos à divulgação desta iniciativa junto de todos os docentes e alunos do 12º Ano, nas escolas em que este nível de ensino funcione.
Para mais informações ou esclarecimentos enviar por Correio eletrónico para o PNL.

"Rómulo de Carvalho/António Gedeão, o Príncipe Perfeito"

 
 
Dele já havia uma autobiografia publicada em 2010 pela Fundação Gulbenkian - Memórias.

A filha do professor de ciências e poeta, Cristina Carvalho, escreveu agora uma biografia da personagem ímpar da cultura portuguesa do século XX - um retrato "familiar" de um autor cuja memória continua a ser inspiradora.

Cristina Carvalho, também ela escritora, é autora de "O GATO DE UPPSALA", "LUSCO-FUSCO", "A CASA DAS AURORAS", "NOCTURNO: O ROMANCE DE CHOPIN", "ANA DE LONDRES", "ATÉ JÁ NÃO É ADEUS", entre outras obras.

COMO A INTERNET MUDOU AS NOSSAS VIDAS

 

O jornal Público tem um novo site. Para assinalar esta mudança, publicou, nos últimos dias, entrevistas com cinco especialistas para fazer um balanço do seu impacto e tentar perspectivar tendências sobre a Internet. A Internet tem vindo a mudar radicalmente as nossas vidas: o nosso trabalho, o nosso lazer, a nossa forma de comunicar, o nosso quotidiano.
Eis  os entrevistados:

"Começamos a série com Clay Shirky, que escreveu Eles Vêm aí: o Poder de Organizar sem Organizações (de 2008, em Portugal editado pela Actual Editora) e Cognitive Surplus: Creativity and Generosity in a Connected Age (2010). É professor na New York University (NYU) e analisa a forma como a Internet se transformou num meio de conversa e de organização de grupos.

No dia seguinte, falamos com o guru Jeff Jarvis, autor de O Que Faria o Google? (Gestão Plus, 2010), Public Parts: How Sharing in the Digital Age Improves the Way We Work and Live (2011), director do Tow-Knight Center for Entrepreneurial Journalism na CUNY (City University of New York) e consultor de várias empresas de media - ele é um dos defensores da ideia de tornar público aquilo que muitos consideram que deve ser privado.

Depois, é a vez de Ethan Zuckerman, colaborador de vários projectos, como o MIT Center for Future Civic Media, e investigador do Berkman Center for Internet and Society da Universidade de Harvard, e fundador do projecto Global Voices – um site que é uma comunidade de bloggers de todo o mundo e que se afirmou como uma fonte de informação alternativa.

A seguir, entrevistamos o bielorrusso Evgueny Morozov, que está neste momento a terminar um livro, com o título provisório Silicon Democracy, depois de defender que a Internet ajuda os regimes autoritários em The Net Delusion: The Dark Side of Internet (2011).

Finalmente, publicamos a entrevista com Nicholas Carr, cujo livro The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains foi finalista dos prémios Pulitzer de não-ficção. Carr tem-se dedicado a estudar os efeitos perversos da Internet no nosso cérebro, analisando a forma como tem tornado o nosso pensamento mais distractivo, errático e rápido. É ainda autor do artigo Is Google making us stupid?, amplamente debatido (pode ler-se na edição online da revista The Atlantic), e dos livros de The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google (2008) e de Does IT Matter? (2004)."


Data de publicação das entrevistas no Público on-line:http://www.publico.pt/http://www.publico.pt/
Dia 22, 5ª feira: Clay Shirky - “A Internet não é uma esfera separada da vida”
 
 
Dia 23, 6ª feira: Jeff Jarvis - “Gostaria de convencer as pessoas a escolherem a exposição pública”
 
Dia 26, 2ª feira: Ethan Zuckerman - “A Internet pode ajudar a democracia por ser descentralizada”
Dia 27, 3ª feira: Evgueny Morozov - “Teremos muito mais censura personalizada”
 
Dia 28, 4a feira: Nicholas Carr - “A Internet mudou a nossa percepção do tempo”
 

A nossa Biblioteca vestiu-se de festa - dezembro traz consigo o Natal





segunda-feira, 26 de novembro de 2012

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

RoboBraille: converter textos em MP3 e Braille

Recebeu o WISE Awards Honor World’s Best Initiatives in Innovative Education 2012

«O RoboBraille é um conversor gratuito de textos para formato digital em audio MP3 e braille. O serviço é operado e mantido pelo Centro Dinamarquês para a Deficiência Visual, Crianças e Juventude (Synscenter Refsnæs), proprietário do serviço.  O RoboBraille está disponível gratuitamente para todos os utilizadores que o utilizem para fins não comerciais. A utilização é simples, basta enviar um documento (ex. HTML, Word, TXT ou RTF) por e-mail e em poucos minutos os documentos são devolvidos em formato Braille ou em ficheiro áudio com voz sintetizada. Um dos pontos positivos é que não é necessária a instalação de tecnologia adicional no computador dos utilizadores, basta qualquer computador que esteja ligado à Internet e uma conta de e-mail. » 
 FONTE
Mais informação em
http://youtu.be/o4DHDbVArz8

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Stellarium, um recurso fantástico


«Stellarium is a free open source planetarium for your computer. It shows a realistic sky in 3D, just like what you see with the naked eye, binoculars or a telescope. It is being used in planetarium projectors. Just set your coordinates and go.»

Assistir à entrega do Prémio Nobel da Paz? Concurso

No âmbito da atribuição do Prémio Nobel da Paz à Europa e aos seus 500 milhões de habitantes, por terem transformado a Europa, anteriormente um continente de guerras, num continente de paz, a União Europeia acaba de lançar um concurso para jovens de todos os países europeus.
Este concurso de desenho e escrita destina-se a alunos dos 8-24 de idade, sendo os quatro vencedores convidados para a cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz 2012, em Oslo.
O Fórum Europeu da Juventude, parceiro da UE no concurso, efetuará a pré-seleção das 16 melhores candidaturas de cada grupo etário (8-12, 13-17 e 18-24 anos) e um júri escolherá três vencedores (um por grupo etário).
As 16 candidaturas pré-selecionadas da categoria 18-24 anos serão também publicadas no Facebook para votação do público. O candidato mais votado será convidado para a cerimónia em Oslo. O vencedor será além disso convidado a assistir a um evento especialmente consagrado ao Prémio Nobel que decorrerá em Estrasburgo no dia 12 de dezembro, e a que assistirão também os 2° a 10° classificados.
Regulamento e formulário de inscrição: http://www.loveyouthfuture.eu/peace4eu
Mais informações: www.dge.mec.pt

Sabias que também ganhaste o prestigiado Prémio Nobel da Paz? Este ano o prémio foi atribuído à União Europeia e aos seus 500 milhões de habitantes, por terem transformado a Europa, anteriormente um continente de guerras, num continente de paz. O prémio será entregue em Oslo, capital da Noruega, no dia 10 de dezembro de 2012.
4 jovens europeus (estarás tu entre eles? ) vão acompanhar os líderes da UE na cerimónia de entrega do prémio. Queres tentar a tua sorte?
Tens entre 8 e 24 anos de idade? És cidadão de um dos países membros da UE, de um país aderente ou de um país candidato à adesão à UE? Diz­‑nos então: Que significa para ti a paz na Europa?
Pega no teu lápis ou caneta – ou no teu computador – e envia­‑nos, até 25 de novembro de 2012, um desenho (se tens entre 8 e 12 anos de idade) ou um pequeno texto com um máximo de 120 carateres (se tens entre 13 e 24 anos de idade).
O Fórum Europeu da Juventude, parceiro da UE no concurso, efetuará a pré-seleção das 16 melhores candidaturas de cada grupo etário (8-12, 13-17 e 18-24 anos) e um júri escolherá três vencedores (um por grupo etário).
As 16 candidaturas pré-selecionadas da categoria 18-24 anos serão também publicadas no Facebook para votação do público. O candidato mais votado será convidado para a cerimónia em Oslo. O vencedor será além disso convidado a assistir a um evento especialmente consagrado ao Prémio Nobel que decorrerá em Estrasburgo no dia 12 de dezembro, e a que assistirão também os 2° a 10° classificados.
Podes ter sorte e ser um dos quatro jovens europeus a ganhar uma viagem a Oslo e a ter a experiência inesquecível de assistir às celebrações do Prémio Nobel da Paz!
Para participar, lê o regulamento do concurso.
Fonte: CIEJD

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

10 árvores assombrosas

http://www.toptenz.net/top-10-amazing-trees.phphttp://www.toptenz.net/top-10-amazing-trees.php

LER, REFLETIR




"Tudo tem o seu lado superficial e o seu lado profundo, o visível e o invisível, a realidade imediata e a outra. E é isto assim que nos afeta, para sermos quem somos, naquilo que nos rodeia – uma flor, uma estrela, um cão. Olhar e ver."
Vergílio Ferreira, “Pensar” (1995). Bertrand Ed.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

José Saramago faria hoje 90 anos

"Vivo desassossegado, escrevo para desassossegar"...

"Para assinalar os 90 anos do nascimento do Prémio Nobel da Literatura, a Fundação José Saramago, em Lisboa, propõe uma série de eventos para hoje: a Casa dos Bicos recebe, a partir das 12h, a exposição de pintura de José Santa-Bárbara, uma representação de passagens do memorial do Convento pelos actores do grupo Éter e a abertura da exposição de retratos do escritor por nove ilustradores portugueses e espanhóis. Durante a tarde, há leituras d' O Ano da Morte de Ricardo reis pelas ruas da Baixa e, às 18h00, no São Carlos, um concerto de homenagem onde serão interpretados o Requiem de fauré e a Sinfonia Fantástica de Berlioz. A entrada é livre." in jornal Público

Mais informações sobre o "Dia do Desassossego" aqui: http://90anos.josesaramago.org/

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“E do Saramago, gostas? Vocês devem estar todos orgulhosos. O único Nobel português. Deve ser quase tão amado como o Fernando Pessoa.”
“Não conheço muita coisa”, murmurei.
Na verdade não conhecia nada. O meu pai tinha comprado dois ou três livros, até me lembrava da capa com a marca do prémio na capa. Mas, tanto quanto sabia, quer o meu pai quer a minha mãe tão pouco tinham ido além da lombada. Caí na asneira de dar uma desculpa:
“Não gosto de livros com muitas vírgulas.”
“Ouve lá, tu és parvo ou fazes-te?”, cortou o Anibaleitor.
(O Anibaleitor, p.57)
 Rui Zink, no facebook

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mestre Nadir Afonso

 
No dia 5 de Novembro pelas 15 horas a Universidade do Porto conferiu o Doutoramento Honoris Causa a Mestre  Nadir Afonso, figura maior da arte portuguesa contemporânea.

Eis o sei  "sítio",  a visitar:
http://espacillimite.blogs.sapo.pt/

E mais uma sugestão, aqui bem perto:
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

NOVEMBRO: assim se vestiu a nossa BE


NOVEMBRO
A respiração de Novembro verde e fria
Incha os cedros azuis e as trepadeiras
E o vento inquieta com longínquos desastres
A folhagem cerrada das roseiras

 (Sophia de Mello Breyner Andresen)





150.º aniversário da publicação de Amor de Perdição e de Memórias do Cárcere

A Direção-Geral da Educação (DGE), associando-se às comemorações do 150.º aniversário da publicação de Amor de Perdição e de Memórias do Cárcere, de Camilo Castelo Branco, criou uma página dedicada ao escritor, alojada no sítio da DGE, em:
Solicitamos a sua ampla divulgação pela comunidade escolar, promovendo o acompanhamento quer das atualizações quer da fotonovela dos tempos modernos Amor de Perdição, a ser publicada de acordo com o seguinte calendário:
Mês/ano
nov. 2012
dez. 2012
jan. 2013
fev. 2013
mar. 2013
abr. 2013
mai. 2013
jun. 2013
Dia
9
7
4
1
1
5
3
7
30
14
11
8
8
12
10
18
15
15
19
17
25
22
26
24
31

CNL 2012/2013

Tal como nos anos anteriores, a BE, em colaboração com a Área Disciplinar de Português, vai promover na escola mais uma edição do Concurso Nacional de Leitura.

Calendarização:

Inscrição dos alunos, na BE: 30 de novembro de 2012

Prova escrita: 9 de janeiro de 2013

Obras de leitura obrigatória:

Ensino Básico:
"O mundo em que vivi" - Ilse Losa
"O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá " - Jorge Amado

Ensino Secundário:
"Amor de Perdição" - Camilo Castelo Branco
"Uma Abelha na Chuva" - Carlos de Oliveira

A BE conta com o  empenho de todos na divulgação do CNL, estímulo e convite à participação dos nossos alunos. Insistam, relembrem as datas e divulguem as obras.

TEDxYouth@Aveiro

No próximo dia 17 de novembro vai realizar-se no Teatro Aveirense mais uma sessão do TEDxYouth@Aveiro.
A nossa Escola vai participar na conceção do palco (alunos de Design dos Cursos Profissionais) , com uma comunicação (Ana Luísa Carvalho, 12.ºA) e com uma performance realizada por 4 alunas (do 8.º A e do 10.ºJ).
No dia 13 de novembro, à semelhança das outras escolas secundárias de Aveiro, a organização vem à nossa escola apresentar o evento numa pequena sessão pública, com duração de 20 minutos, a realizar no nosso Polivalente, das 10h 10m às 10h 30m.
Para mais informações consultar:

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"Um chá para Alice"

O chapeleiro louco, o gato de Cheshire, a rainha de copas, personagens de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, foram retratados por 21 ilustradores internacionais que integram uma exposição patente até fevereiro na Fundação Calouste Gulbenkian,  em Lisboa.

Partindo do clássico de Lewis Carroll, a exposição “Um Chá para Alice” reúne as ilustrações originais de algumas das mais aclamadas versões contemporâneas deste conto intemporal, numa sugestiva diversidade de estilos, abordagens, sensibilidades, escolas e técnicas de ilustração.Este programa tem por pretexto o facto de se cumprirem 150 anos desde que Charles Dogson - matemático e escritor britânico que assinou com o pseudónimo Lewis Carroll - contou uma história de aventuras, num piquenique, em 1862, a uma menina de dez anos chamada Alice Liddell.

Três anos depois, em 1865, Lewis Carroll publicou "As aventuras de Alice no País das Maravilhas" e, mais tarde, uma sequela - "Alice do outro lado do espelho" -, que se tornaram clássicos da literatura e foram reinterpretados e adaptados dezenas de vezes até à atualidade.

"Um chá para Alice" apresenta uma centena de obras de ilustradores contemporâneos de vários países, como por exemplo, Anthony Browne e Helen Oxenbury e John Vernon Lord  (Reino Unido), Chiara Carrer e Lisa Nanni (Itália) Lisbeth Zwerger (Áustria) Alain Gauthier, Lucie Laroche, Nicole Claveloux e Rebecca Dautremer (França), Dusan Kallay (Eslováquia), Anne Herbauts (Bélgica), Iban Barrenetxea (Espanha), Joanna Concejo (Polónia), Klaus Ensikat (Alemanha), Narges Mohammadi (Irão), Maggie Taylor (EUA), Nelson Cruz (Brasil), Suzy Lee (Coreia do Sul), Vladimir Clavijo (Rússia) e Teresa Lima (Portugal).

A mesa está posta; há inclusivamente um serviço de porcelana comemorativo produzido pela Vista Alegre. 

A fotogaleria pode ser vista em
http://www.gulbenkian.pt/index.php?object=483&article_id=4010langId=1

Centenário do Museu de Aveiro



A AMUSA – Associação dos Amigos do Museu de Aveiro e o Museu de Aveiro promoveram no  dia 28 de outubro uma palestra sobre Santa Joana e a sua presença e memória secular no Mosteiro e em Aveiro; foi orador o vigário geral da Diocese, Monsenhor João Gaspar.
Seguiu-se um concerto na Igreja de Jesus, pelo Coro da Sé Catedral da cidade.
Esta iniciativa insere-se nas comemorações dos 100 anos do Museu de Aveiro, que se prolongam até dia 6 de junho de 2013.
Para dia 8 de dezembro, às 15H00, está agendada uma palestra, por Isabel Sousa Pereira, acerca dos 100 anos do Museu de Aveiro. Haverá ainda cinco pequenas palestras, pelos conservadores do museu, acerca das coleções de que são responsáveis.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

OUTONO


Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.


Miguel Torga, Diário X

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SILÊNCIO


Sugestão de Maria do Roasário Fardilha em
 http://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn#!/groups/180007792088369/

"Um dos requisitos fundamentais [para a leitura] é, também, o silêncio. À medida que a civilização urbana e industrial foi prevalecendo, o nível de ruído conheceu um aumento exponencial, estando hoje muito próximo da loucura. Para os privilegiados da idade clássica da leitura, o silêncio era ainda um bem acessível, cujo preço, entretanto, nunca mais parou de subir. Montaigne tinha a preocupação de mandar afastar da sua biblioteca-refúgio inclusivamente os familiares mais próximos. (...) O silêncio passou a ser um luxo. Só os mais afortunados podem ter esperança de conseguir escapar à invasão da gigantesca parafernália tecnológica. (...) O tempo acelerou espantosamente, como Hegel e Kierkegaard foram dos primeiros a fazer notar. Os vários momentos de tempo livre de que depende qualquer leitura séria, silenciosa e responsável tornaram-se apanágio quase exclusivo dos universitários e dos investigadores. Vamos matando o tempo, em vez ...

de nos sentirmos à vontade dentro dos seus limites.
(...)
No entanto, há execuções mais lentas e menos aparatosas. A censura é tão velha e omnipresente como a escrita.
(...)
A revolução electrónica (...). Qual será o efeito disso na leitura, na função dos livros tal como os conhecemos e amamos? (...) não há garantia nenhuma de que o número de livros impressos nos formatos tradicionais venha a diminuir. Parece até que o contrário é que está a acontecer. Na realidade, há uma quantidade incrível de novos títulos (...) - o que constitui talvez a maior ameaça a pesar sobre o livro..."

in GEORGES STEINER, O Silêncio dos Livros, Gradiva, 2007

Tema: SILÊNCIO

"Um dos requisitos fundamentais [para a leitura] é, também, o silêncio. À medida que a civilização urbana e industrial foi prevalecendo, o nível de ruído conheceu um aumento exponencial, estando hoje muito próximo da loucura. Para os privilegiados da idade clássica da leitura, o silêncio era ainda um bem acessível, cujo preço, entretanto, nunca mais parou de subir. Montaigne tinha a preocupação de mandar afastar da sua biblioteca-refúgio inclusivamente os familiares mais próximos. (...) O silêncio passou a ser um luxo. Só os mais afortunados podem ter esperança de conseguir escapar à invasão da gigantesca parafernália tecnológica. (...) O tempo acelerou espantosamente, como Hegel e Kierkegaard foram dos primeiros a fazer notar. Os vários momentos de tempo livre de que depende qualquer leitura séria, silenciosa e responsável tornaram-se apanágio quase exclusivo dos universitários e dos investigadores. Vamos matando o tempo, em vez de nos sentirmos à vontade dentro dos seus limites. 
(...)
No entanto, há execuções mais lentas e menos aparatosas. A censura é tão velha e omnipresente como a escrita.
(...)
A revolução electrónica (...). Qual será o efeito disso na leitura, na função dos livros tal como os conhecemos e amamos? (...) não há garantia nenhuma de que o número de livros impressos nos formatos tradicionais venha a diminuir. Parece até que o contrário é que está a acontecer. Na realidade, há uma quantidade incrível de novos títulos (...) - o que constitui talvez a maior ameaça a pesar sobre o livro..."

in GEORGES STEINER, O Silêncio dos Livros, Gradiva, 2007

400 anos a pintar o mar - exposição "As Idades do Mar"

Fundação Caloustee Gulbenkian, até 17 de janeiro

VER fotogaleria em

http://static.publico.pt/docs/cultura/400anosmar/

DIA NACIONAL DO LIVRO

Blog Livros e Afins

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

150 anos de "Amor de Perdição"

O livro foi seis vezes adaptado ao  cinema, entre elas:

 "CAMILO CASTELO BRANCO NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM  - As Paixões Juvenis e o Amor de Perdição" , de 22 a 27 de outubro
http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Ciclos/Documents/CCBnoCCB%20V22012.pdf

Centenário de Jorge Amado

É um dos escritores brasileiros mais conhecidos e lidos, nacional e internacionalmente; contribuiu para a complementação da identidade e do imaginário da Bahia, com as suas histórias ricas, cheias de personagens marcantes e com personalidades fortes, os cenários político, social e religioso do povo e com a afirmação da miscigenação que compõe o Brasil, principalmente no que se refere à relação afro-brasileira.
Jorge Amado foi um grande criador de tipos, de perfis, abordando tramas que misturam romance e comicidade. Isso, somado à sua capacidade descritiva, contribuiu bastante para que as suas produções fossem transpostas para outros meios, como o teatro, o cinema e a televisão. E foi exatamente através do cinema e da TV que algumas das suas obras chegaram ao grande público. Aliás, ele foi o escritor brasileiro mais adaptado para telenovelas: “Gabriela, Cravo e Canela”; “Dona Flor e Seus Dois Maridos”; “Tieta do Agreste”; “Capitães da Areia” e “Tenda dos Milagres”.
 
No Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, poderá visitar-se uma exposição alusiva ao escritor brasileiro.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Manuel António Pina (1943-2012), Prémio Camões 2011

Na  Biblioteca
O que não pode ser dito
guarda um silêncio
feito de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre demasiadamente tarde,

quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,

em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu  também
virada para o lado de dentro,

as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.

Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.
               Manuel António Pina, in Poesia Reunida, p. 181