sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO, SEMPRE!

"Inventa a eternidade na simples comoção de olhar uma estrela.
Basta que a olhes pela primeira vez, depois de a teres olhado inúmeras vezes. E, então, não precisarás de nenhum Deus que te ponha a mão no ombro e diga estou aqui. Uma estrela espera-te desde toda a eternidade.
Procura-a. E vê se não a perdes durante a vida inteira.
A tua estrela pode não estar no céu. Põe-na lá." - Vergílio Ferreira - in Pensar


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Livros portugueses de divulgação de ciência



Sobre este tema, lemos no De Rerum Natura uma crónica de António Piedade (http://dererummundi.blogspot.com/2011/12/os-livros-portugueses-de-divulgacao-de.html):

O ano de 2011 foi generoso em livros de autores portugueses dedicados à divulgação de ciência. Digo até mais: 2011 deu à estampa alguns volumes que vão ficar (já estão) na galeria dos melhores livros de sempre de divulgação de ciência em língua portuguesa.


Nessa lista de livros de 2011 destacam-se dois que adquirimos para a nossa BE; foram publicados no último trimestre pela Gradiva: “Darwin aos Tiros e outras Histórias de Ciências”, de Carlos Fiolhais e David Marçal e “Casamentos e Outros Desencontros”, de Jorge Buescu. Se o primeiro nos revela histórias da ciência insuspeitas e muito divertidas, o segundo apresenta de uma forma que equilibrada o rigor matemático e a transmissão do seu entendimento por todos, num tom muito humorado e subtil característico de Jorge Buescu. A divulgação da matemática contemporânea, que é substância de inúmeros aspectos do nosso quotidiano, ficou mais rica e mais acessível a todos.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ALVES REDOL


O centenário do nascimento do escritor Alves Redol (Vila Franca de Xira, 29/dez/1911- Lisboa, 29/nov/1969) , um dos mais importantes nomes do Neorrealismo português, é hoje assinalado na terra natal do escritor com uma sessão evocativa, pelas 18:30, no Museu do Neo-Realismo.

A efeméride tem vindo a ser celebrada ao longo do ano pelo museu com exposições, exibição de filmes e leituras encenadas, e irá prolongar-se até janeiro de 2012 com a atribuição de um prémio com o nome do autor e com a realização de um congresso internacional em Lisboa.

Hoje, dia em que se completam cem anos do nascimento, o Ateneu Artístico Vilafranquense organiza uma arruada pela cidade até ao local onde de encontra a estátua de Alves Redol, com a atuação da Banda do Ateneu. (Diário Digital / Lusa)

Alguns títulos da sua extensa obra:

Gaibéus (1939); Avieiros (1942); Fanga (1943); Porto Manso (1946); Ciclo Port-Wine: Horizonte Cerrado (1949), Os Homens e as Sombras (1951), Vindima de Sangue (1953); Olhos de Água (1954); A Barca dos Sete Lemes (1958); Uma Fenda na Muralha (1959); Cavalo Espantado (1960); Barranco de Cegos (1961); O Muro Branco (1966); Os Reinegros (1972); Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos (1962); Histórias Afluentes (1963)

Estudos: Glória: Uma Aldeia do Ribatejo (1938); A França: Da Resistência à Renascença (1949); Cancioneiro do Ribatejo (1950); Ribatejo (Em Portugal Maravilhoso) (1952); Romanceiro Geral do Povo Português (1964).

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Comunidade monástica ecuménica Taizé leva “love parade” cristã a Berlim, com 30 mil jovens para derrubar outros muros

O Muro de Berlim caiu em 1989, permitindo a reunificação alemã, mas permanecem outros muros por deitar abaixo. A partir desta quarta-feira, 30 mil jovens invadem a capital alemã numa espécie de “love parade” de jovens cristãos. A ideia é ajudar a derrubar muros de outro género, convocados pela comunidade de monges de Taizé (França), que reúne católicos e protestantes.
“Há muros não apenas entre povos e continentes, mas também muito perto de nós e até dentro do coração humano”, escreve o prior de Taizé, o irmão Aloïs, na carta Rumo a uma nova solidariedade que, até dia 1 de Janeiro, será debatida pelos participantes do encontro. “Pensemos nos preconceitos entre povos diferentes. Pensemos nos imigrantes, tão perto e todavia frequentemente tão distantes. Entre religiões permanece uma ignorância recíproca e os próprios cristãos estão separados em múltiplas confissões”, acrescenta o texto, disponível no site oficial da comunidade.

É a primeira vez que Taizé vai a Berlim para um destes encontros do que a comunidade designa como “peregrinação de confiança através da terra” – e que passou por Lisboa em 2004. A Alemanha é um dos países mais representados nos encontros em Taizé: “Ter um encontro europeu na capital do país tornava-se cada vez importante. Ainda por cima sendo Berlim a cidade simbólica que é, com marcas históricas de separação, divisão e reconciliação”, diz ao PÚBLICO o irmão David, responsável pelos contactos com os media e o único português da comunidade.

Há, no entanto, uma pré-história deste encontro: desde 1961, quando o Muro de Berlim foi construído, os irmãos de Taizé multiplicaram as visitas à parte Leste, sob o domínio comunista. E em 1986, o fundador da comunidade, o irmão Roger Schutz, visitou a cidade para um encontro de jovens, com uma oração simultânea numa igreja católica e outra protestante. Foi necessário garantir às autoridades que não haveria jovens ocidentais a rezar no meio dos seis mil berlinenses de Leste. “Pessoas que viveram esse encontro há 25 anos, jovens nessa altura, foram apoios fundamentais na preparação do encontro que agora começa”, diz o irmão David.

Os 30 mil participantes (entre os quais 400 portugueses) serão acolhidos, por estes dias, em famílias da cidade e arredores. “Muitas famílias que habitualmente não vão às igrejas sentiram-se interpeladas pela iniciativa e vão acolher jovens durante o encontro, dando uma imagem de hospitalidade, mas também de abertura a uma iniciativa religiosa e, quem sabe, a uma busca espiritual”, acrescenta o monge português. Ontem mesmo, muitas famílias sem prática religiosa continuavam a inscrever-se para acolher jovens, contava o irmão David.

Orações, debates e manifestações artísticas

Durante os dias do encontro, os participantes terão tempos de oração nas 150 paróquias protestantes e católicas da cidade de manhã; ao início e ao final da tarde concentram-se nos pavilhões do parque de exposições de Berlim. As orações das 18h serão transmitidas em directo através do site.

O programa completa-se com debates sobre questões sociais, económicas e políticas, manifestações artísticas e religiosas. Nele se incluem uma reflexão bíblica partilhada por uma rabina judia e um monge de Taizé com membros da comunidade judaica; uma visita a uma mesquita e um debate com muçulmanos; um encontro com refugiados e um outro com deputados do Bundestag, o Parlamento federal, sobre a participação dos cidadãos na política – na carta do irmão Aloïs lê-se que é preciso “escutar os jovens que expressam a sua indignação” perante a pobreza e a injustiça, tentando “compreender as suas motivações essenciais”.

Várias personalidades – entre as quais o Papa Bento XVI, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, e a chanceler alemã, Angela Merkel – enviaram mensagens aos participantes, também disponíveis no site de Taizé. O Papa escreve que, “perante a pobreza e as injustiças, numerosos jovens deixam-se ganhar pela revolta, pelo desespero ou mesmo pela violência”, mas eles precisam “da paz” que se encontra na fé.

IN http://www.publico.pt/Mundo/

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Repositório Institucional da Universidade de Aveiro Produção intelectual de livre acesso

http://uaonline.ua.pt/detail.asp?c=22729
Acaba de ser disponibilizado o Repositório Institucional da Universidade de Aveiro (RIA), um sistema de informação que armazena, preserva divulga e dá acesso à produção intelectual da Universidade de Aveiro em formato digital, através da web e de forma gratuita, em regime de acesso livre.

O RIA conta já com um conjunto de depositantes registados de várias comunidades da UA e com mais de 4200 documentos diversos, entre artigos científicos, dissertações de mestrado, teses de doutoramento, livros e capítulos de livros, working papers, recensões (livro/ artigo), comunicações em conferências e relatórios (científicos e técnicos).

Este sistema de informação tem como principais objetivos promover o conhecimento e o aumento do impacto da investigação produzida na UA, reforçando a sua visibilidade, partilhar o conhecimento científico e técnico, contribuindo para a geração de novos conhecimentos e ajudar a preservar a memória intelectual desta instituição universitária.

A estrutura do RIA reflete a lógica organizacional da UA, de forma a permitir um melhor conhecimento da produção científica por áreas, unidades de investigação e departamentos, resultando numa gestão de informação mais eficiente. O Repositório está organizado em coleções, que correspondem à tipologia dos documentos que aí podem ser depositados, adotada pelo Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP).

O auto arquivo e depósito de documentos no RIA

Pretende-se que o RIA se constitua no seio da rede de informação de toda a Universidade como um sistema de informação que inclua os documentos de carácter científico. Por essa razão, para que os documentos possam ser arquivados, deverão ser produzidos por membros da UA, em autoria ou coautoria, refletir o resultado de atividades de investigação ou ensino, estar em formato digital, não serem efémeros e terem sido previamente publicados.

O processo de auto arquivo e depósito de documentos (em formato digital) é realizado pelos próprios docentes e investigadores. O depositante deverá ser um utilizador registado ao qual foram previamente atribuídas permissões de depósito, numa ou em várias comunidades da UA.

Alguns documentos são exclusivamente depositados pela equipa dos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia (SBIDM). Nesta modalidade de arquivo incluem-se todas as teses de doutoramento e as dissertações de mestrado defendidas na UA, que obrigatoriamente são entregues na Biblioteca.

Acesso livre e direitos de autor

No contexto da produção científica, o criador intelectual da obra detém todos os direitos sobre a mesma, no entanto, os direitos podem ser cedidos a terceiros, como é o caso da publicação em revistas científicas. As condições inerentes à transmissão dos direitos do autor para terceiros variam consoante a política praticada pela editora da publicação. Na maioria dos casos, as editoras permitem o depósito dos documentos em repositórios institucionais, sendo variável a especificação relativamente à versão que permitem depositar.

Os documentos depositados no RIA podem estar disponíveis via web, em acesso livre, ou sujeitos a um embargo, ou seja, uma restrição de acesso por tempo determinado, que pode ir de seis meses, a um ou dois anos. É ainda possível o depósito em acesso restrito, situação que se deverá aplicar nos casos em que as editoras tenham políticas mais restritivas.

Disponível no endereço: http://ria.ua.pt/, o Repositório é fruto do trabalho conjunto de um grupo de técnicos dos SBIDM e dos Serviços de Tecnologias da Informação e Comunicação (STIC), coordenado pelo Pró-reitor, Prof. Osvaldo Rocha Pacheco, que exploraram e adaptaram às necessidades institucionais o software DSpace, uma aplicação open source para a criação e gestão de repositórios institucionais.

O texto integra a edição nº 16 Linhas – Revista da Universidade de Aveiro.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Nasa dedica imagem do dia à Península Ibérica - Diferentes áreas metropolitanas de Portugal e Espanha são visíveis

Uma imagem da Península Ibérica, captada durante a noite pela Estação Espacial Internacional (ISS), no início do mês corrente, foi hoje colocada online pela NASA na categoria de «Imagem do dia». Diferentes áreas metropolitanas de Portugal e Espanha são visíveis e marcadas por zonas iluminadas, sendo estas relativamente grandes e brilhantes, tais como Madrid ou Lisboa.

A agência norte-americana partilha na sua página oficial que pretende partilhar com o público, imagens, historias e descobertas sobre o clima e meio ambiente, baseadas em investigações. Para além de Portugal e Espanha, a agência ainda põe em evidência o estreito de Gibraltar, França e o norte de África.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52338&op=all

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Como fazer uma árvore de natal reutilizando folhas de papel

http://www.youtube.com/watch?v=V72W2LA6bNI&feature=player_embedded

VIA:
http://bibliotequices.blogspot.com/2011/12/arvore-de-natal-em-papel.htmlia

Árvore de natal em papel

Será pela crise económica ou pela pouca utilização dos livros de referência nas bibliotecas mas o certo é que as árvores de natal em papel começam a ser uma moda. Livros empilhados, livros abertos, mais altas ou mais pequenas, são uma imagem cada vez mais comum em bibliotecas, num exercício de criatividade e de trabalho de equipa.

Em 2009 na biblioteca de Gleeson (São Francisco, EUA)


Nos Estados Unidos até já existe um livro de referência para os desafios entre bibliotecas, sendo este ano de 2011 muito bem representado pelas imagens disponíveis

Read more: http://bibliotequices.blogspot.com/2011/12/arvore-de-natal-em-papel.html#ixzz1iJC4t93p

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sobreiro, Árvore Nacional de Portugal


O Sobreiro é considerado Árvore Nacional de Portugal - por unanimidade do parlamento, foi aprovado hoje o projeto de resolução.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Václav Havel (Praga, 5 de outubro de 1936 — Praga, 18 de dezembro de 2011






Escritor, intelectual, dramaturgo, foi o último presidente da Checoslováquia e o primeiro presidente da República checa . Firme defensor da resistência não-violenta, exemplo de cidadania, passou cinco anos preso pelas suas convicções, tornando-se um ícone da Revolução de Veludo no seu país, em 1989.

sábado, 17 de dezembro de 2011

José Luís Peixoto e o seu "ABRAÇO"

19 de Dezembro - 18h30 - Livraria Bertrand (Fórum Aveiro)

Cesária Évora (Mindelo, 27 de agosto de 1941- 17 de dezembro de2011)

Para ouvir, em jeito de homenagem:

http://letras.terra.com.br/cesaria-evora/343743/

Uma das vozes grandes da lusofonia, conhecida como «a diva dos pés descalços», foi a cantora de maior reconhecimento internacional de toda história da música popular caboverdiana. Apesar de ser sucedida em diversos outros géneros musicais, Cesária Évora foi também apelidada "rainha da morna".

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Prémio "Pessoa" 2011 para Eduardo Lourenço - " o Nobel da Rua dos Douradores"

Ensaísta, professor universitário, filósofo. Eduardo Lourenço é um dos autores portugueses mais consagrados e um intelectual com maior projeção internacional.

É o 25.º premiado com o Prémio Pessoa, uma iniciativa do Expresso em colaboração com a Caixa Geral de Depósitos.

Eduardo Lourenço de Faria, 88 anos e uma vasta obra publicada, foi a escolha do júri deste ano. A reedição, pela Fundação Caloustre Gulbenkian, da sua obra completa - num total de 38 volumes - foi o motivo mais imediato para a atribuição do prémio.

Um trabalho 'ciclópico', como afirmaram os responsáveis científicos da Fundação Calouste Gulbenkian que este ano iniciaram a publicação da obra. De facto, são 38 volumes de ensaios político-filosóficos escritos entre os anos de 1945 e 2010, de um autor que apesar da sua enorme projecção internacional permanece "pouco lido em Portugal", justifica a Gulbenkian.



Prémio "Pessoa" 2011 para Eduardo Lorenço - "O Nobel da Rua dos Douradores"

Eduardo Lourenço eleito Prémio Pessoa (fotogaleria e vídeo) http://aeiou.expresso.pt/o-nobel-da-rua-dos-douradores=f694739

Ensaísta, professor universitário, filósofo. Eduardo Lourenço é um dos autores portugueses mais consagrados e um intelectual com maior projeção internacional.
É o 25.º premiado com o Prémio Pessoa, uma iniciativa do Expresso em colaboração com a Caixa Geral de Depósitos.
A reedição, pela Fundação Caloustre Gulbenkian, da sua obra completa - num total de 38 volumes - foi o motivo mais imediato para a atribuição do prémio.

Um trabalho 'ciclópico', como afirmaram os responsáveis científicos da Fundação Calouste Gulbenkian que este ano iniciaram a publicação da obra. De facto, são 38 volumes de ensaios político-filosóficos escritos entre os anos de 1945 e 2010, de um autor que apesar da sua enorme projecção internacional permanece "pouco lido em Portugal", justifica a Gulbenkian.

Eduardo Lourenço nasceu numa pequena aldeia da Beira Alta, em 1923. Cedo radicado em França, permaneceu sempre fortemente ligado a Portugal.

"Fico furioso", afirmou recentemente em entrevista, quando questionado sobre o facto de poder ser considerado exilado. Ainda este ano, na sua aldeia, foi homenageado como figura ímpar da cultura nacional.

O Prémio Pessoa tem, este ano, o valor de 60 mil euros.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Arquitectos ´honoris causa´pela Universidade de Aveir


Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura e Alcino Soutinho, "figuras ímpares e protagonistas na construção da identidade da Universidade", serão esta tarde homenageados pela Universidade de Aveiro, sendo distinguidos com o doutoramento ´honoris causa´, numa cerimónia que celebra o 38.º aniversário da instituição e que conta com as presenças do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e do ministro da Educação, Nuno Crato.
"Com esta distinção, a UA pretende homenagear as impressões digitais que cada um destes arquitetos deixou um pouco por todo o mundo e, em especial, no Campus Universitário de Santiago, o único local onde se podem ver obras de dois Prémios Pritzker praticamente lado a lado.
" (Souto Moura, em 2011, e Siza Vieira, em 1992).
As obras dos três arquitetos - Biblioteca e Depósito de Água (Siza Vieira), o departamento de Geociências (Souto Moura) e o departamento de Química e de Engenharia de Cerâmica e do Vidro (Alcino Soutinho) - e os demais edifícios do campus da UA constituem «um museu aberto" de arte e arquitetura contemporâneas.

domingo, 11 de dezembro de 2011

LUIZ RANCISCO REBELLO (1924-2011)

Advogado, dramaturgo e crítico teatral, Luiz Francisco Rebello publicou também títulos nas áreas do ensaio e da história do teatro.

Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República, lamentou, esta sexta-feira, a morte do dramaturgo Luiz Francisco Rebello, referindo que a cultura nacional perdeu «um dos seus mais empenhados promotores».

«Com a sua morte, a cultura portuguesa e em particular as artes do palco perderam um dos seus mais empenhados promotores», refere Cavaco Silva na mensagem de condolências que enviou à família de Luiz Francisco Rebello e foi entretanto divulgada na página oficial da Presidência da República.

Já o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, salientou o pioneirismo de Luiz Francisco Rebello, na defesa dos direitos de autor. «Como vulto da cultura, foi pioneiro na defesa dos direitos de autor, deixando uma herança neste domínio que protege e enobrece diversas gerações que têm a produção cultural como ofício», afirma Francisco José Viegas, num comunicado enviado à Agência Lusa.

sábado, 10 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma oliveira carregada de poemas "para alimentarmos o mundo e sermos invencíveis"

Na véspera do 13.º Aniversário da entrega do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago e no dia em que a Fundação Saramago celebra a vida e a obra de Tomas Tranströmer, a oliveira que acolheu as cinzas do autor de Memorial do Convento acordou coberta por poemas do autor sueco e exemplares do Discurso de Estocolmo (proferido em Dezembro de 1998), em português, espanhol e inglês, «para que sejam lidos, levados e partilhados».

IN - http://bibliotecariodebabel.com/
- 10/dez/2011
VER MAIS EM
http://www.josesaramago.org/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"O teatro e as serras"

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=u0XJoCCEQvs

Grande Reportagem SIC sobre a encenação da peça "À manhã", de José Luís Peixoto, em Trás-os-Montes pelo Grupo de Teatro Filandorro; uma reportagem de Sofia Arêde e João Gomes (imagem), com edição de imagem de Ricardo Tenreiro.

Um trabalho que nos dá um retrato do encontro entre os actores e a população, entre a ficção e a realidade, um retrato do interior envelhecido e isolado de Portugal.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Os mais inteligentes deitam-se tarde?

As "corujas" são mais criativas e as "cotovias" mais organizadas. Entre cérebros "artísticos" e "pragmáticos" era essa a diferença imposta pelos ritmos de actividade. Mas agora um estudo veio quebrar este equilíbrio com uma conclusão, no mínimo, controversa: as pessoas que se deitam tarde têm tendência para ser mais inteligentes do que as outras.

Dizer, à luz das fábulas que nos habituámos a ouvir desde pequeninos, que as corujas são mais inteligentes do que as cotovias não é coisa que nos cause estranheza. Mas quando usamos estes equivalentes da fauna para caracterizar as pessoas consoante os seus padrões de sono e picos de actividade, então a coisa fia mais fino. Só que é exactamente o que defendem investigadores da London School of Economics and Political Science: os que se deitam mais tarde, as "corujas", são, tendencialmente, mais inteligentes do que os que acordam cedo, as "cotovias". A relação directa entre o QI (quociente de inteligência) e as horas a que somos mais produtivos intelectualmente é ainda olhada com alguma reserva por muitos especialistas. A neurologista Teresa Paiva, professora da Faculdade de Medicina de Lisboa, não conhece em pormenor as conclusões do trabalho da equipa liderada por Satoshi Kanazawa, mas, para já, deixa reticências quando instada a comentá-las. Teresa Paiva, reconhecida especialista do sono, destaca que há outras conclusões nesta área que estão bem sedimentadas: "Que afecta a personalidade, sim, está demonstrado. As pessoas mais activas de manhã tendem a ser mais organizadas, os noctívagos têm uma inteligência mais imaginativa. E também não ficam dúvidas de que as horas de sono influenciam o QI, porque um cérebro cansado tem pior desempenho." Mas o estudo da London School of Economics (LSE) não se debruçou sobre a quantidade ou a qualidade do sono, antes sobre as horas a que as pessoas se sentem mais activas a nível intelectual. Aparentemente, e a crer nas suas conclusões, os que se levantam e deitam cedo são menos inteligentes do que aqueles que prolongam a sua actividade pela noite. Satoshi Kanazawa fala mesmo de uma evolução da espécie: citado pelo jornal Winnipeg Free Press, ele lembra que os humanos ancestrais eram diurnos e que uma mudança progressiva para hábitos mais nocturnos configura uma "preferência evolucionária" para seres mais inteligentes, "com um nível mais elevado de complexidade cognitiva".

"Cotovias" inteligentes

Ou seja, a humanidade tenderia a ser cada vez mais nocturna, porque vai ficando mais inteligente e é esse o ritmo natural dos mais dotados intelectualmente. Mas esta conclusão é de longo prazo, até porque já foi demonstrado, nomeadamente em trabalhos realizados na Universidade de Bolonha, que as pessoas tendem a ser mentalmente mais "preguiçosas" de manhã entre os 17 e os 21 anos e que depois esse padrão se altera com a idade. O que encaixa bem na ideia de que os madrugadores são mais responsáveis. É claro que todas as regras terão excepções e a conclusão de que os mais noctívagos são intelectualmente superiores ainda nem sequer ganhou foros de regra. Teresa Paiva lembra, por exemplo, que Benjamin Franklin (um génio polivalente que se destacou em áreas do conhecimento tão diversas como a política, a ciência ou a literatura) era uma "cotovia". "Conheço cotovias muito inteligentes", insiste, embora pessoalmente, e por ser "noctívaga", as conclusões da LSE lhe possam soar simpáticas... Quem também se define como "mais coruja" é Prates Miguel, advogado e presidente da Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta. Mas também ele, e apesar de se ver assim colocado do lado dos mais inteligentes, mostra algumas reservas em aceitar as conclusões do estudo da LSE: "É ousado fazer uma afirmação dessa natureza, até porque há questões físicas que influenciam os padrões de sono e actividade..." Lamentavelmente, a importância da sesta não foi contemplada nestes estudos. Serão os praticantes da sesta mais inteligentes do que os outros? Resposta diplomática à provocação: "Não, nada disso!"

O sono de beleza

"A sesta é um sono depois do almoço, só faz sentido a essa hora. É um complemento, não substitui o sono perdido. E não é para todos: há pessoas cujo biorritmo é incompatível com o acto de dormir a meio do dia, não se dão bem", explica este advogado de comunicação fácil e assumido "dorminhoco". "Chego a dormir 12 horas à noite, mais uma sesta de hora e meia..." E quem dorme bem tem "mais agilidade mental contra o cansaço". Se dizer que as pessoas que se deitam e acordam mais tarde têm tendência para ser mais inteligentes do que as madrugadoras pode provocar reacções mais vivas, já as conclusões de outro estudo recente parecem vir apenas comprovar o que já todos sabíamos empiricamente. O Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia, decidiu dar base científica à noção do "sono de beleza". Voluntários foram fotografados duas vezes, com o mesmo enquadramento, o mesmo fundo e a mesma expressão - a primeira em condições normais e a segunda após 31 horas sem dormir. Depois, pediu-se a voluntários não treinados que escolhessem, entre os dois retratos, o mais agradável. Como seria de esperar, a foto inicial foi a escolhida. No seu artigo, publicado no British Medical Journal, os investigadores constatam que "as pessoas que não dormiram são vistas como menos atraentes, menos saudáveis e mais cansadas". Por isso, para quem quiser equilibrar o brilhantismo intelectual com a beleza física, a receita será deitar-se tarde, mas dormir as horas suficientes. Parece uma regra à prova de bala, embora deixe de fora dois factores decisivos. Primeiro: os ritmos de sono são fortemente influenciados por factores genéticos. Segundo: "Somos governados pelos que se levantam cedo", garante Teresa Paiva.

http://academico.rum.pt/index.php/internacional/999-os-mais-inteligentes-deitam-se-tarde

(jornal oficial da associação académica da universidade do Minho)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Rio Mondego e vida selvagem - um documentário sobre o Rio Mondego.

http://player.vimeo.com/video/31170389?autoplay=1

Vejam em écran cheio. É muito interessante e lindo!

(Trabalho Daniel Pinheiro no âmbito de umMestrado no Reino Unido).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Como é que sentimos a beleza?

Uma história, uma obra de arte, o design de um objeto - como é que sentimos que uma coisa é bela?Porque é que isso nos interessa tanto?
O designer Richard Seymour explora a nossa resposta e as nossas reações à beleza e o poder surpreendente dos objetos que a exibem.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YiXd_9DFCOQ

http://www.ted.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Os melhores livros de ciência 201, segundo Carlos Fiolhais

LinkArtigo no n.º 1 da revista "Século XXI. Ter Opinião"
Via http://dererummundi.blogspot.com/

Se houvesse um prémio para o melhor livro português de ciência de 2011 dava-o a Jorge Calado, Jorge Calado, professor de Química do Instituto Superior Técnico, autor de Haja Luz. Uma História da Química Através de Tudo, publicado pela IST-Press . Trata-se de uma extraordinária história cultural da química, ricamente ilustrada, escrita por um homem das duas culturas, que alia um enciclopédico saber científico com a paixão pelas artes (é especialista em ópera e em fotografia). Não podia ser mais oportuno: este ano, por determinação das Nações Unidas, celebra-se em todo o mundo o Ano Mundial da Química. Se houver, como deve haver, edição em inglês de Haja Luz, ela irá correr o mundo, iluminando muitos mais espíritos. Por falar em química e em luz, foi preciso esperar desde 1861 até ao Ano da Química para haver uma edição em Portugal de um dos maiores livros de divulgação científica de sempre, A História Química de uma Vela, do inglês Michael Faraday, que reúne algumas das suas lições populares na Royal Institution de Londres. A tradução, dos químicos Sérgio Rodrigues e Maria Isabel Prata, foi publicada pela Imprensa da Universidade de Coimbra.

Outro grande livro de ciência de 2011 é O Estatuto da Matemática em Portugal nos Séculos XVI e XVII, da autoria de Bernardo Mota, publicado pela Fundação Gulbenkian. Trata-se da sua tese de doutoramento em história da ciência, orientada por Henrique Leitão e Arnaldo do Espírito Santo, que foi distinguida em 2009 pela Academia Internacional de História das Ciências com o prémio Jovem Historiador para a melhor tese na área em causa em todo o mundo Abordando tanto o tempo de Pedro Nunes como o tempo subsequente dos jesuítas em Lisboa, Coimbra e Évora, discute a questão, que já vem da Antiguidade grega, do lugar da matemática no quadro das ciências.

Em 2011 assinalaram-se os 400 anos do nascimento do médico português João Rodrigues de Castelo Branco, mais conhecido por Amato Lusitano, “estrangeirado” em Itália devido à perseguição aos judeus. Em Dezembro de 2010 saiu dos prelos da Ordem dos Médicos uma edição moderna, em dois volumes, das Centúrias de Curas Medicinais, a sua obra maior (traduzida do latim por Firmino Crespo a partir da edição de Bordéus de 1620). Na mesma data e com segunda edição já em 2011 saiu na Gradiva uma biografia notável do nosso único Nobel na área das ciências: Egas Moniz. Uma biografia, do neurogirurgião João Lobo Antunes. E, em 2011, foi reeditado na Temas e Debates, revisto e com novo prefácio, O Erro de Descartes, de António Damásio, neurologista a trabalhar nos Estados Unidos (o original, que teve enorme êxito, tinha saído na Europa-América em 1994).

No oferta de divulgação da ciência são ainda de destacar o segundo livro de João Magueijo, físico do Imperial College, em Londres, O Grande Inquisidor, sobre a misteriosa vida do físico nuclear italiano Ettore Majorana, e a nova obra de Jorge Buescu, matemático da Universidade de Lisboa, Casamentos e Outros Desencontros, expondo de modo escorreito problemas matemáticos, os dois na colecção Ciência Aberta da Gradiva, quase a atingir as duas centenas de volumes.

domingo, 27 de novembro de 2011

Fado reconhecido como Património Imaterial da Humanidade

O fado, o fado que une todos os portugueses, o fado que não tem tradução, o fado que encanta os turistas, o fado que nos leva por todo o mundo, o fado que é fado, agora é também Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão foi hoje tomada durante o VI Comité Intergovernamental da UNESCO (Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura), cuja missão é ajudar a
proteger o património e as tradições que tornam cada país diferente e único no mundo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Como celebrar o Dia da Filosofia?

Uma boa sugestão é, por exemplo, visitar a exposição de trabalhos dos alunos patente na nossa escola; ou ler algum texto de introdução à Filosofia e debater ideias reafirmando o valor desta disciplina.

Sugestão: o texto de Domingos Faria no Público (P3), de 14/11/2011 emhttp://p3.publico.pt/actualidade/educacao/1404/como-celebrar-o-dia-da-filosofia

A UNESCO indicou em 2002 a celebração internacional do Dia da Filosofia na terceira quinta-feira do mês de Novembro. Neste ano de 2011 será celebrado no próximo dia 17 de Novembro. Com este dia a UNESCO pretende promover a importância da reflexão filosófica e destacar o valor da filosofia para as nossas vidas quotidianas.

A filosofia é uma actividade crítica. Ao caracterizar-se a filosofia como crítica não se está a dizer que ela é uma actividade de “bota-abaixo”. Pelo contrário, significa que se procura em filosofia examinar se as ideias que os sujeitos cognitivos veiculam são plausíveis ou não. Com a crítica a filosofia destrói dogmas cristalizados, mostra ignorância onde se supunha um saber indisputável, nada aceita sem uma cuidadosa análise, e obriga constantemente a repensar ideias para as sustentarmos com melhores razões ou argumentos.

Esta actividade encetou-se fundamentalmente com Sócrates, na Grécia Antiga, ao estimular cada cidadão a examinar cuidadosamente as suas crenças em diálogo crítico com os outros, de modo a haver uma maior aproximação da verdade. É também isto que a filosofia nos convida a fazer hoje: a examinar e a discutir criticamente as nossas crenças.

A filosofia critica nomeadamente as crenças mais básicas que o ser humano possui e que dirigem a sua vida. Porém, pode-se levantar aqui uma objecção: a ciência também investiga criticamente crenças básicas, então qual é a relevância da filosofia? É preciso atender a uma diferença peculiar: a ciência trata daqueles problemas que podem ser analisados empiricamente, enquanto que a filosofia trata daqueles outros problemas que não podem ser analisados empiricamente e para os quais não existem métodos formais de prova.

Por exemplo, se nos limitarmos a usar metodologias empíricas nunca conseguiremos responder a problemas como os seguintes: Deve a eutanásia ser legalizada? A sociedade deve estar organizada segundo uma concepção libertarista (como pretende o nosso Governo) ou segundo outras concepções como o liberalismo-igualitário ou o comunitarismo? Será que Deus existe? Estas questões dizem respeito à filosofia, pois só se podem tentar resolver tais problemas recorrendo fundamentalmente ao pensamento, à argumentação cuidadosa e à discussão crítica.

Portanto, a filosofia é essencial pelo seu valor instrumental de facultar ao ser humano um pensamento crítico, mas também pelo seu valor cognitivo intrínseco de procurar encontrar boas respostas para problemas que são fundamentais para os seres humanos e que são insusceptíveis de resolução empírica e formal.

Nada melhor do que percepcionar a filosofia em acção para se compreender melhor a natureza e a relevância desta área do conhecimento humano. Por isso, uma boa sugestão para celebrar o dia internacional da filosofia poderá ser ler algum texto de introdução à filosofia. Que este dia seja, como a UNESCO recomenda, um dia para debater ideias e para reafirmar o verdadeiro valor da filosofia. No entanto, espera-se que a filosofia não fique circunscrita apenas a um dia, mas que seja uma presença constante na vida humana.

Hoje é o DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA

“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” - John Stuart Mill, Sobre a Liberdade
Ciatção de um blogue a visitar:

duvida-metodica.blogspot.com/

O objectivo deste blogue é partilhar ideias e materiais com alunos, professores e outros eventuais interessados. Ideias e materiais úteis para o estudo e para o ensino da Filosofia no ensino secundário.

O blogue constitui também um instrumento de trabalho que os autores e os seus alunos utilizam, em casa e nas aulas, como complemento dos Manuais adoptados na escola.

Mais raramente, também poderá surgir uma ou outra opinião sobre o estado a que isto chegou.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

POESIA na nossa Biblioteca

Correspondendo à solicitação dos professores de Português, foi já a terceira turma do 8º ano que recebemos no espaço de três semanas.
O "feed back"? Muito positivo e gratificante! Trabalhar assim é sempre um prazer, porque "há dias assim", muito especiais, "dias que ficam para a história"
(lembram-se da leitura inicial de "Um livro para todos os dias"?
)
Espreitem em
http://molharapalavra.wordpress.com/2011/11/11/ida-a-biblioteca/

Só a leitura salva

http://vimeo.com/31603360

(via http://lerebooks.wordpress.com/2011/11/10/manifesto-%e2%80%93-so-a-leitura-salva/)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

GENOMA HUMANO SEQUENCIADO em Portugal

Arrancou hoje, em Cantanhede, à 11horas e 11 minutos deste dia 11 do mês 11 de 2011; são 11 os cidadãos nacionais cujo genoma vai ser sequenciado - trata-se do projeto PORGENE.

à 11ª hora do 11º dia do 11º mês


de cada ano celebra-se o armistício da primeira guerra mundial.

Este dia é feriado em vários países da Europa.
Em Portugal, e na maioria dos países da Europa continental, chama-se Dia do Armistício. No Reino Unido, é chamado de Remembrance Day ou, também, Poppy Day . Nos EUA e no Canadá é conhecido por Veteran´s Day.
O hábito de usar papoilas (poppies) em homenagem aos mortos de guerra começou com o poema "Nos Campos da Flandres /crescem papoilas entre as cruzes", do oficial médico canadiano John McCrae. A mancha vermelha desta flor simboliza o sangue derramado.

A França comemora hoje os 93 anos do fim do conflito com a inauguração do Museu da Grande Guerra, em Meaux, perto de Paris. O edifício, construído no local onde ocorreu a Batalha do Marne, uma das mais sangrentas da guerra, celebra a paz num espaço futurista.
As homenagens aos combatentes começaram no Arco do Triunfo, na capital francesa. Foi a primeira cerimónia em que não houve a participação de um “poilu” (peludo, como ficaram conhecidos os soldados que lutaram no conflito), agora que todos os combatentes franceses faleceram. Sarkozy preferiu homenagear, então, todos os soldados mortos pela França e lembrou especialmente os 24 mortos do último ano no Afeganistão.
À tarde, o presidente foi ao Museu da Grande Guerra, construído em cimento, aço e vidro e desenhado pelo arquiteto Christophe Lab. Este projeto não é apenas um museu militar como os outros do país, mas aborda as causas e consequências políticas do conflito, que fez 8 milhões de mortos, a vida pessoal dos soldados e a destruição das populações civis atingidas pelos combates.
“Vamos tocar no sentimento do visitante, levando-o para uma trincheira, por exemplo, onde ele vai ver as imagens, o frio, o confinamento, o medo, a noite”, comentou Michel Rouger, diretor do museu.
http://www.portugues.rfi.fr