quinta-feira, 19 de julho de 2012

Exemplos admiráveis

Porque se aproxima a abertura dos Jogos 2012, já no dia 27, nada como recordar um dos maiores talentos mundiais de ginástica: neste dia, no ano de 1976, Nadia Comaneci, com 14 anos, atingiu pela primeira vez na História, a pontuação máxima (10), na competição olímpica.
Um exemplo de dedicação!


http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10150952110797475&set=a.393485087474.173954.265289297474&type=1&theater

 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

NELSON MANDELA DAY

 
NELSON MANDELA, representante máximo da liberdade e da defesa dos direitos humanos, completa 94 anos!
 Referência maior na luta contra o regime da segregação racial vivido na África do Sul,
Nelson Mandela, que se retirou da vida política em 2004, foi libertado em 1990 após 27 anos de prisão.
Foi o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999. Fez a sua última aparição pública em 2010, no Mundial de Futebol organizado pelo seu país.
O Mandela Day é reconhecido desde 2009 pela ONU como um apelo mundial de consagração de 67 minutos do nosso tempo a ajudar alguém como homenagem aos valores defendidos por Mandela (estes 67 minutos correspondem aos 67 anos que Mandela consagrou ao combate político).

terça-feira, 17 de julho de 2012

LITERATURA À MESA, DEPOIS DO JANTAR

http://dererummundi.blogspot.pt/


 A mesa em que nos reuníamos às refeições, com duas abas que se abriam, mal chegava para tanta gente, tantos braços mexer e bocas a comer e só algumas a falar, tanto banco e tanta cadeira a gemer. Ao todo éramos nove, pai, mãe, seis filhos e a tia Cecília, irmã da minha mãe, viúva e sem filhos, a viver connosco.

– Come, Lourdes! Está calado, Mário! Tem juízo, Chico, não irrites a tua irmã! Essas batatas são para comer até ao fim! Não ficam aí no prato! Não se come uma azeitona de uma só vez! Não se trata assim uma coisa que leva um ano a criar! À mesa não se fala! Tu, aí, põe-te direito na cadeira, e chega-te para a frente. – Era assim todos os dias, duas vezes ao dia.


Durante uma certa fase do nosso viver comum, depois do jantar e ainda à mesa, o pai lia-nos um capítulo de um livro que sabia escolher na nossa pequena biblioteca ou na da Sociedade Harmonia Eborense. Esta meia hora de leitura foi, durante muito tempo, o nosso folhetim radiofónico ou a nossa telenovela. Ouvimos, assim, diariamente e com a maior atenção, essas leituras que o pai fazia na perfeição, valorizando o texto com inflexões de voz e gestos a condizer.


Foi deste modo, que “lemos”, através dos seus olhos e da sua palavra, entre outras volumosas obras, “A Toutinegra do Moinho”, de Émile Richebourg, “A Execução dos Távoras”, de César da Silva, a “Guerra e Paz”, de Leon Tolstoi, e a “Revolução Francesa”, em três grandes volumes, cujo autor não fixei.


No final tinha lugar um ritual cumprido por todos os filhos que, após pedirem licença para se levantar, saíam do seu lugar e davam uma volta à mesa a desejar a cada um dos ainda sentados o tradicional «bom proveito», seguido de um beijo em cada face. 
Este ritual, que punha fim a um tempo de compostura controlada, marcava também o retomar da liberdade, das brincadeiras e das brigas, em crianças, e das discussões acaloradas ou das saídas à pressa dos rapazes, com destino ao seus próprios interesses, quando mais crescidos. As meninas ficavam em casa a estudar ou a ajudar a mãe e a tia. 


– Bom proveito, meu paizinho. – Era assim que dizíamos, com o pai ainda sentado, sempre mais pausado no final da refeição, para ele, também, uma oportunidade de repouso. À mãe e à tia, o mesmo acto de boas maneiras era dito já na cozinha ou a meio caminho, no levantar da mesa. Nessa mesa festejámos em conjunto não sei quantas, mas muitas, consoadas.

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Era a «mesa dos sessenta pés», como dizia o pai. Dezoito das pessoas que a ela se sentavam, mais trinta e seis dos nove bancos e cadeiras e, ainda, mais os seus próprios seis pés. Tudo somado, dava os ditos sessenta pés. Desses tempos ficou-me a mesa. Depois de tantos anos e de muitas voltas, veio parar às minhas mãos. Está hoje em casa de um dos meus filhos que a mandou consolidar e restaurar um dos pés, meio comido pelo caruncho, na convicção, quero imaginar, de que voltará um dia a ser mesa de muitos pés.



Galopim de Carvalho

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ouro, Prata, Bronze e Menção Honrosa para a Matemática Portuguesa no Pódio Olímpico



Miguel Santos volta a repetir o ouro conseguido em 2011.

O melhor resultado de sempre da matemática portuguesa em Olimpíadas Internacionais de Matemática (OIM): Uma medalha de Ouro, uma de Prata, duas de Bronze e uma Menção Honrosa.

A mais jovem equipa de sempre de matemáticos lusos que representou Portugal nas
53ª Olimpíadas Internacionais de Matemática (decorreram na Argentina, Mar da Prata, entre 8 e 15 do corrente mês), acaba de atingir um novo recorde numa prestação de excelência, a melhor de sempre:
Miguel Santos - medalha de OURO 
Miguel Moreira - medalha de PRATA 
João Nuno Lourenço - medalha de BRONZE 
Luís Duarte - medalha de BRONZE 
Francisco Andrade - Menção Honrosa

As 53ª OIM reuniram 550 participantes provenientes de uma centena de países.


MUITOS PARABÉNS A ESTA EQUIPA E À JOANA TELES 

Recorde-se a constituição da equipa portuguesa: Francisco Tuna de Andrade (9º ano - Escola Secundária do Padrão da Légua, Matosinhos), João Nuno Pereira Lourenço (12º ano - Escola Secundária Filipa de Vilhena, Porto), Miguel Moreira (10º ano - Escola Secundária Rainha D. Amélia, Lisboa) e Nuno Miguel Arala Santos (9º ano - Colégio Nossa Senhora de Lourdes, Porto), Miguel Martins dos Santos (11º ano - Escola Secundária de Alcanena) e Luís Pedro Lopes Duarte (11º ano - Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico de Alcains).


A equipa lusa foi seleccionada a partir de um grupo de 24 medalhados das categorias A (8º e 9º anos) e B (do 10º ao 12º ano) das XXX e das XXIX Olimpíadas Portuguesas de Matemática.


A participação nas 53ª OIM foi organizada pela Sociedade Portuguesa de Matemática, e a seleção e preparação dos alunos esteve a cargo do Projecto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Biólogo português vence prémio de Ambiente da Thomson Reuters

Biólogo português vence prémio de Ambiente da Thomson Reuters

Biólogo português vence prémio de Ambiente da Thomson Reuters

O biólogo português Diogo Veríssimo venceu o prémio da IUCN – Thomson Reuters Environmental Media Awards, cujo objectivo é honrar o jornalismo excepcional de ambiente. “Receber este prémio vai ajudar a promover a minha missão de melhorar o alcance e esforços de angariação de fundos para a conservação de biodiversidade. Estou muito grato a todos que me apoiaram, votaram e partilharam o meu texto”, explicou Diogo Veríssimo.
O prémio convidava todos os intressados a exporem a sua visão da sustentabilidade. Diogo Veríssimo, que está a terminar um doutoramento na área da conservação e marketing social, irá agora participar no próximo World Conservation Congress, que se realiza na Coreia do Sul. Este é o principal congresso de conservação na natureza do mundo e decorre apenas de quatro em quatro anos.
A Thomson Reuters recebeu 162 artigos de 48 países, num total de 24.274 votos registados. O biólogo português, que foi apoiado pelo Green Savers, recebeu 5.352 votos.
Recorde o artigo de Diogo.
O “verde” da crise: tornando um revés numa oportunidade (por Diogo Veríssimo)
“A CRISE económica traz dificuldades mas também cria oportunidades. Quer tenha de gerir uma empresa multinacional ou um orçamento familiar, há duas formas de balançar as contas: ou aumenta as receitas ou diminui as despesas. É neste contexto que a crise económica que atravessamos pode ser o incentivo que precisamos para combater aquele que, é porventura, o maior inimigo do desenvolvimento sustentável: o desperdício
A crise económica que presentemente atinge sobretudo a Europa e a América do Norte tem tido implicações desastrosas. Contudo, o corrente quadro económico apresenta, ao mesmo tempo e talvez mais do que nunca, um grande estímulo à eficiência, essa grande amiga da sustentabilidade. E é este impulso para ser mais eficiente que nos pode levar a finalmente lidar com o gigantesco desperdício que impera no estilo de vida da maioria de nós.
Se acha que isto do desperdício não é uma coisa assim tão importante, então continue a ler. Tomemos como exemplo duas das mais básicas necessidades humanas: comida e água. No ano passado 1,3 mil milhões de comida, o equivalente a 25 mil vezes o peso do Titanic e cerca de um terço da produção mundial, foi desperdiçado. Isto dá em média cerca de 200 kg por pessoa. Quanto à água, cerca de um terço da água potável que extraímos é desperdiçada devido a fugas nas canalizações, torneiras a pingar, etc. Um única torneira a pingar pode desperdiçar mais de 20 litros de água por dia. Nos Estados Unidos, as famílias desperdiçam cerca de 1 trilião de litros por ano, o suficiente para encher 40 mil piscinas olímpicas.
Este desperdício colossal, para além de pouco ético, tem um custo também ele colossal. Voltando aos Estados Unidos, o país para o qual há mais dados, €32 mil milhões (R$80,7 mil milhões) são gastos todos os anos em comida que nunca chegará a ser consumida. Isto é 40 vezes mais do que os lucros conseguidos pelo Facebook no mesmo período. A isto temos de juntar mais €600 milhões (R$1,5 mil milhões) por ano para que esta comida desperdiçada seja transportada e mantida em aterros sanitários ou incinerada. Em relação à água, os números são igualmente assustadores. Nos Estados Unidos as famílias gastam cerca de 10 mil milhões (R$25,2 mil milhões) por ano em água que nunca será usada. Isto é 26 vezes o lucro anual da companhia de material desportivo Nike.
Estes números podem inicialmente parecer avassaladores, mas não devem. A enorme quantidade de desperdício produzido pela sociedade em que vivemos é igualada por uma enorme oportunidade, e dado o contexto económico uma necessidade, para ser mais eficiente. Está nas nossas mãos fazer o nosso estilo de vida mais economicamente e ambientalmente sustentável. A diferença está em pequenos detalhes como ter a criatividade de organizar uma refeição com as sobras dos dias anteriores em vez de deitar tudo para lixo ou fechar a torneira enquanto escovamos os dentes poupando litros e litros de água. Podemos e devemos fazer desta crise uma oportunidade para a sustentabilidade ambiental”.

http://greensavers.sapo.pt/2012/07/02/biologo-portugues-vence-premio-de-ambiente-da-thomson-reuters/

domingo, 1 de julho de 2012

NO DIA MUNDIAL DAS BIBLIOTECAS

NO DIA MUNDIAL DAS BIBLIOTECAS

Robert Musil, "O Homem sem Qualidades"
«[…]— Nesse sentido arranjei um cartão de sócio da nossa ilustríssima biblioteca imperial e, guiado por um bibliotecário que se colocou amavelmente à minha disposição, mal soube quem eu era, penetrei nas linhas inimigas. Percorremos as fileiras desse colossal armazém e, posso afirmar-te sinceramente, não me senti de modo algum impressionado: aquelas prateleiras de livros não metem mais medo do que uma parada de guarnição. No entanto, passado um momento, comecei a fazer cálculos mentais e cheguei a um resultado bastante estranho. Imagina tu que eu dissera de mim para mim, antes de entrar, que, se me pusesse a ler um livro por dia, o que era sem dúvida muito cansativo, acabaria mesmo assim por os ler todos, mais tarde ou mais cedo, e poderia aspirar, depois, a uma certa posição na vida intelectual, mesmo que saltasse um ou outro de vez em quando. Mas tu imagina o que me disse o bibliotecário ao ver que o nosso passeio se prolongava e quando lhe perguntei quantos volumes continha exactamente aquela absurda biblioteca! «Três milhões e meio», respondeu ele! […] Vou dizer-te, meu caro, aquilo que eu já calculava: aquele homem passa a vida entre esses milhões de livros, conhece-os a todos, sabe o lugar exacto de cada um: devia portanto poder ajudar-me. […] «Ah!» Comecei eu. «Diga-me lá o senhor como é que consegue, no meio de tantos livros, encontrar sempre aquele de que precisa?» […] «Meu general! Quer saber como é que eu consigo conhecer cada um destes livros? Nada me impede de lho confessar: é porque nunca li nenhum!»
Maria Almira  Soares, no facebook

sábado, 30 de junho de 2012

Escritora Dulce Maria Cardoso condecorada em França



A edição dos livros “Campo de Sangue” (2002), “Os Meus Sentimentos” (2005) e “Até Nós” (2008), já traduzidos em França e noutras línguas, valeu à escritora Dulce Maria Cardoso (n. 1964) a condecoração francesa de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras.

O Ministério da Cultura francês justifica a distinção — a entregar em Lisboa, em data ainda a designar — pelo papel que a obra da escritora tem na “irradiação da cultura em França e no mundo”.


Criada em 1957, a condecoração da Ordem das Artes e das Letras corresponde a uma das mais altas distinções honoríficas da República Francesa e homenageia personalidades que se destacaram pela sua contribuição na difusão da cultura em França.

Entre os portugueses que já receberam esta condecoração estão os escritores Lídia Jorge e António Lobo Antunes, a fadista Mariza, o comendador Joe Berardo, o ensaísta Eduardo Lourenço, o editor Manuel Alberto Valente, o coreógrafo e bailarino Rui Horta, a actriz Leonor Silveira, o jornalista Carlos Pinto Coelho e o encenador Joaquim Benite.

Dulce Maria Cardoso, que em 2009 recebeu o Prémio Europeu de Literatura pelo romance “Os Meus Sentimentos”, é autora do livro de contos “Até Nós” e do romance “O Chão dos Pardais” publicado em Portugal em 2009. Em 2011 publicou “O retorno”, sobre a experiência dos retornados, da descolonização de Angola (de onde saiu na infância, via Ponte Aérea), do fim do Império e das suas consequências no Portugal contemporâneo. O romance foi considerado pela crítica como o melhor do ano e venceu ainda o prémio especial da crítica nos Prémios LER/Booktailors 2011.

A escritora nasceu em Trás-os-Montes em 1964, passou a infância em Angola e vive agora em Lisboa. Formou-se na Faculdade de Direito de Lisboa e o seu primeiro romance “Campo de Sangue” recebeu o Grande Prémio Acontece de Romance.


http://publico.pt/Cultura/franca-condecora-a-escritora-dulce-maria-cardoso-1552419

terça-feira, 12 de junho de 2012

Londres 2012 - Vida no campo invade cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos

http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1550025

Vacas, patos, cavalos, todos juntos num prado, ao som de "Underworld", e está criado o cenário para a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Danny Boyle, o director artístico, inspirou-se em "Frankenstein" mas chamou-lhe “Isles of Wonder”, numa alusão à "Tempestade" de Shakespeare.
Quando a 27 de Julho, pelas 21h, tocar o maior sino da Europa a assinalar a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, a atmosfera será invadida pelos ares do campo, pois o Estádio Olímpico da capital britânica vai ser transformado num prado, onde não vão faltar animais e outras surpresas.

A ideia para este cenário rural partiu do cineasta Danny Boyle, o director artístico do maior evento desportivo do ano, que encontrou no campo um ambiente comum aos quatro países que compõem o Reino Unido. “[A Grã-Bretanha rural] é real e reúne as quatro nações. É algo que se espalha por todas as nossas terras, mas também desapareceu, tal como uma memória de infância”, afirmou.

Além das 70 ovelhas, 12 cavalos, dez galinhas, nove gansos, três vacas, três cães pastores e duas cabras, também está planeado um jogo de críquete para a cerimónia de abertura, que deverá demorar três horas. “É um verdadeiro prado com relva e animais reais e é realmente algo de que nos orgulhamos”, referiu o cineasta que venceu um Óscar pela realização de “Quem quer ser bilionário”. No recinto, as famílias vão poder organizar piqueniques, fazer desporto e os agricultores cultivar o solo. Os atletas olímpicos vão desfilar à volta do prado, composto por pequenos campos separados por um rio e algumas sebes.

Os ritmos electrónicos de "Underworld" servirão de banda sonora ao evento e, nas duas extremidades do estádio, haverá áreas especialmente criadas para “moches”, onde, tal como nos concertos rock, o público dança de forma violenta. Um dos lados deverá evocar o espírito do festival de "pop" de Glastonbury, que se realiza numa leitaria do Sudoeste de Inglaterra e o outro deverá reflectir a última noite dos "Proms", uma celebração anual de música clássica.
Apesar de Boyle ter afirmado à revista Vogue que se inspirou em algumas ideias do romance “Frankenstein” de Mary Shelley, foi à peça “Tempestade”, de Shakespeare, que a cerimónia foi buscar o nome: “Isles of Wonder”, sendo que a cena de abertura se vai chamar “Green and Pleasant”.

A cerimónia, marcada para 27 de Julho, deverá prolongar-se até à meia-noite e custará cerca de 34 milhões de euros. Danny Boyle preocupou-se em afastar-se do elevado orçamento dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e aproximar-se do espírito de humanidade dos de Sidney, que, no ano 2000, receberam o título de jogos do Povo. Estima-se uma audiência televisiva de mais de mil milhões de pessoas.

domingo, 10 de junho de 2012

Artista plástica Maria Keil morreu aos 97 anos

http://www.publico.pt/Cultura/artista-plastica-maria-keil-morreu-aos-97-anos-1549729


Maria Keil, fotografada em 2007 Maria Keil, fotografada em 2007 (Nuno Ferreira Santos)
A artista plástica Maria Keil, 97 anos, autora de vários painéis de azulejos das primeiras estações do metropolitano da capital, morreu neste domingo em Lisboa.

Maria Keil definia-se como uma “mulher de várias artes”, mas notabilizou-se na azulejaria, o que lhe valeu em Maio o prémio especial SOS Azulejo Obra e Vida. Natural de Silves, era viúva do arquitecto Francisco Keil do Amaral.

Afirmava-se como “uma artista”: pintora, desenhadora, ilustradora, decoradora de interiores, designer gráfica e de mobiliário, ceramista, cenógrafa e figurinista, autora de cartões para tapeçaria “e, sobretudo, de composições azulejares”.

Em 2009, em declarações à agência Lusa, afirmou: “Trabalho com muito gosto, na realidade faço o que se faz há milhares de anos, uma técnica conhecida, o quadrado de 14X14 cm e com tintas de água”, disse, entre risos. “É um material pobre, talvez por isso não seja tão apreciado”, acrescentou.

Maia Keil a partir da década de 1950 e ao longo da seguinte dedicou-se especialmente ao azulejo, tendo realizado gratuitamente a decoração azulejar de todas as estações do Metropolitano de Lisboa inaugurado em finais de 1959.

Contou que o marido, responsável pela rede do metropolitano de Lisboa, “chegou a casa preocupado com falta de dinheiro para acabar o projecto” quando ela lhe sugeriu os azulejos.

“É uma arte barata, mas vistosa, e muito adequada aos espaços públicos. Por ordem do [Presidente do Conselho] Oliveira Salazar, os azulejos não podiam ser figurativos, daí ter optado pelo abstracto”, contou.

Em 2009 voltou a trabalhar no metropolitano, desta feita com o arquitecto Tiago Henriques, na extensão da estação de S. Sebastião da Pedreira, para a qual fizera os primeiros painéis, em 1959.

Também nesse ano, foi distinguida com o Grande Prémio Aquisição pela Academia Nacional de Belas Artes. Na ocasião, o presidente da Academia, António Valdemar afirmou: “Maria Keil tem um lugar muito representativo no panorama português do século XX da pintura, do desenho, da cerâmica, da ilustração e ‘design’ do livro e até da filatelia”

Maria Keil estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde frequentou as aulas do pintor Veloso Salgado. Iniciou a actividade aos 20 anos, dedicando-se sobretudo ao retrato, naturezas-mortas e também à decoração.

Em 1937, executou um motivo decorativo na “Salle IV - Outremer” do Pavilhão de Portugal, na Exposition Internationale de Paris e dois anos mais tarde, realizou a primeira exposição individual de pintura e desenho na Galeria Larbom, em Lisboa.

Em 1940 foi uma das artistas da Exposição do Mundo Português, e ao longo dessa década realizou vários projectos de decoração mural, mobiliário, cenários e figurinos para o Grupo de Bailados Verde Gaio, e cartões para tapeçarias, designadamente as de Portalegre.

Uma outra actividade paralela que manteve foi a de ilustradora para publicidade.

Em 1941 foi distinguida com o Prémio de revelação Souza-Cardoso pelo seu “Auto-Retrato”. Em 1970 esteve presente na exposição “Maioliche Portoghesi”, em Florença (Itália).

Na década seguinte com bolseira da Fundação Gulbenkian, concretizou um projecto de estudo sobre as tendências da ilustração para crianças.

Como autora e ilustradora publicou cinco livros: “O Pau-de-Fileira”, “Os presentes”, “As três maçãs”, para crianças, e “Árvores de Domingo” e “Anjos do mal”, para adultos. Ilustrou numerosas obras, nomeadamente livros para crianças, de autores como Matilde Rosa Araújo ou Aquilino Ribeiro de quem dizia “gostar particularmente”.

Fez desenhos para as colectâneas sobre Bernardim Ribeiro, Castro Alves, Olavo Bilac e Tomás António Gonzaga, integradas na colecção “As mais belas poesias da língua portuguesa”.

É também autora de ilustrações para revistas, entre as quais Panorama, Seara Nova, Vértice, Ver e crer e Eva.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia da nossa Escola

"Viagem ao século XIX, a era de Dickens revisitada" - eis o tema deste ano. 
Vejam o programa no "site" da ESJE. 
De manhã, a  BE vai dinamizar duas sessões do projeto "Newton Gostava de Ler"; de tarde, vai ter "Livros à Mesa" [que surpresa é esta?]... Às 16h, estaremos na sessão solene a entregar os prémios do CNL (fase de escola). Numa instalação que já preparámos, homenageamos o nosso patrono, ele próprio, um ilustre português oitocentista
Vamos estar em festa; apareçam, a partir das 13.30!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Camões, Saramago e Lobo Antunes entraram na Biblioteca de Xangai, a maior do mundo

O poema épico “Os Lusíadas”, de Camões, entrou esta semana numa das maiores bibliotecas do mundo, acompanhado pelos romances “A viagem do Elefante”, de José Saramago, e “O Esplendor de Portugal”, de António Lobo Antunes, contou nesta sexta-feira fonte diplomática.

Ler mais em
 http://www.publico.pt/Cultura/camoes-saramago-e-lobo-antunes-entraram-na-biblioteca-de-xangai-a-maior-do-mundo-1545606

sábado, 5 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Maria Filomena Mónica na nossa escola

No dia 4 de Maio, às 15 horas, Maria Filomena Mónica discute o seu ensaio “A morte”, com alunos e professores da escola secundária José Estevão, em Aveiro. Há quem defenda a tese de que a moda dos vampiros é o compromisso possível entre a c...rescente secularização da sociedade e a vontade de conservar a ideia da vida eterna, que é reconfortante. Por outras palavras, os filmes, séries e livros de vampiros, bem como o restante universo gótico, são sobretudo histórias de morte contadas como se fôssemos crianças. O ensaio de Filomena Mónica é também um produto do tempo que vivemos, mas a julgar pelo tom literalmente desassombrado com que a autora discute de que modo a sociedade deve encarar a morte, desta vez é provável que os adolescentes da secundária José Estevão sejam tratados como adultos.

http://youtu.be/XWyPWnR6hBY

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de abril

um sítio a consultar:

http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=HomePage
"Viagem ao século XIX, a era de Dickens revisitada" - eis o tema deste ano. 
Vejam o programa no "site" da ESJE.
Vamos estar em festa; apareçam, a partir das 13.30!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Centro Português de Fotografia assinala o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

Comemora-se hoje, dia 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. Desde 15 de novembro de 1995 que, por iniciativa da Conferência Geral da UNESCO, se celebra em todo o mundo o prazer da leitura. A UNESCO distinguiu o dia 23 de abril para comemorar o livro por se tratar de um dia simbólico para a literatura mundial. Foi a 23 de abril que, em 1616, faleceu Miguel de Cervantes. Neste mesmo dia, também faleceu William Shakespeare.
PARA ASSINALAR ESTE DIA, O CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA (CPF) APRESENTA AOS UTILIZADORES DOIS DESAFIOS INTERESSANTES
1º DESAFIO: Está vocacionado para que os utilizadores enviem uma frase ou um pensamento da sua autoria sobre a temática Fotografia (tendo em especial ênfase a questão do Direito de Autor), e o envio para o endereço eletrónico do Centro Português de Fotografia: mail@cpf.dgarq.gov.pt Prémio: Oferta de um livro (a designar pelo CPF), para a melhor frase ou pensamento da sua autoria sobre Fotografia, para respostas rececionadas durante o dia 23 de abril de 2012, a partir das 09h00m.
2º Desafio: Passa pelo utilizador responder a uma questão com três (3) opções de escolha e o envio da respetiva resposta para o endereço eletrónico do Centro Português de Fotografia: mail@cpf.dgarq.gov.pt Prémio: Oferta de um livro (a designar pelo CPF), para a primeira resposta correta, rececionada durante o dia 23 de abril de 2012, a partir das 09h00m.
A Unidade Informativa do Centro Português de Fotografia possui quantos documentos bibliográficos? a) Entre 7500 e 10985 documentos bibliográficos? b) Entre 10985 e 12900 documentos bibliográficos? c) Entre12900 e 14856 documentos bibliográficos? Está disponível também uma seleção de publicações em exposição no piso 2, na Unidade Informativa/BPMF do Centro Português de Fotografia.
O CPF deseja Boa Sorte!