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segunda-feira, 4 de março de 2013

Eduardo Nery (1936) - artista multifacetado, inovador na pintura abstrata

O artista plástico Eduardo Nery, que em 2012 foi condecorado pelo Presidente da República como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pela sua obra, faleceu este sábado em Lisboa, disse à Lusa uma amiga da família. Tinha 76 anos.
Nascido em 1936, formado em pintura pela Escola de Belas-Artes de Lisboa, foi um dos artistas mais activos da sua geração, aquela que, na década de 60, conseguiu pela primeira vez estabelecer um paralelismo com a arte internacional sua contemporânea. Interessou-se pela Pop, praticando colagens e fotomontagens inesperadas, e logo a seguir pela arte Op de Vasarely, de que é considerado o único representante em Portugal. Este movimento, que incidiu sobre o trabalho da cor e os efeitos do movimento na percepção visual, adaptou-se com sucesso aos muitos trabalhos de Nery em arte pública, tanto através do painel de azulejos como dos pavimentos de calçada “à portuguesa”, que também realizou.
Do Centro de Saúde de Angra do Heroísmo, nos Açores, à abstracção dos painéis que ladeiam a Avenida Calouste Gulbenkian ou o Viaduto da Infante Santo, em Lisboa, a sua obra plástica é familiar ao quotidiano de muitos portugueses. Nela avulta o trabalho desenvolvido para a estação do metropolitano do Campo Grande, onde se apropriou da tradicional figura de convite do azulejo do século XVIII, desconstruindo-a em gradações de azul e amarelo. Simultaneamente, no viaduto fronteiro, retomou o processo de colagem preferido nos seus começos de carreira para criar um jogo de figuras inusitadas que decoram os pilares em altura.
Nery, que se destacou também na tapeçaria, na gravura, na pintura mural e no vitral, realizou dezenas de exposições no país e no estrangeiro, da Alemanha ao Egipto, passando pelo Brasil e os EUA, ficará decerto como um dos criadores plásticos portugueses mais destacados no âmbito dos projectos de arte pública.
http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-o-artista-plastico-eduardo-nery-1586370#/0

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"Um chá para Alice"

O chapeleiro louco, o gato de Cheshire, a rainha de copas, personagens de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, foram retratados por 21 ilustradores internacionais que integram uma exposição patente até fevereiro na Fundação Calouste Gulbenkian,  em Lisboa.

Partindo do clássico de Lewis Carroll, a exposição “Um Chá para Alice” reúne as ilustrações originais de algumas das mais aclamadas versões contemporâneas deste conto intemporal, numa sugestiva diversidade de estilos, abordagens, sensibilidades, escolas e técnicas de ilustração.Este programa tem por pretexto o facto de se cumprirem 150 anos desde que Charles Dogson - matemático e escritor britânico que assinou com o pseudónimo Lewis Carroll - contou uma história de aventuras, num piquenique, em 1862, a uma menina de dez anos chamada Alice Liddell.

Três anos depois, em 1865, Lewis Carroll publicou "As aventuras de Alice no País das Maravilhas" e, mais tarde, uma sequela - "Alice do outro lado do espelho" -, que se tornaram clássicos da literatura e foram reinterpretados e adaptados dezenas de vezes até à atualidade.

"Um chá para Alice" apresenta uma centena de obras de ilustradores contemporâneos de vários países, como por exemplo, Anthony Browne e Helen Oxenbury e John Vernon Lord  (Reino Unido), Chiara Carrer e Lisa Nanni (Itália) Lisbeth Zwerger (Áustria) Alain Gauthier, Lucie Laroche, Nicole Claveloux e Rebecca Dautremer (França), Dusan Kallay (Eslováquia), Anne Herbauts (Bélgica), Iban Barrenetxea (Espanha), Joanna Concejo (Polónia), Klaus Ensikat (Alemanha), Narges Mohammadi (Irão), Maggie Taylor (EUA), Nelson Cruz (Brasil), Suzy Lee (Coreia do Sul), Vladimir Clavijo (Rússia) e Teresa Lima (Portugal).

A mesa está posta; há inclusivamente um serviço de porcelana comemorativo produzido pela Vista Alegre. 

A fotogaleria pode ser vista em
http://www.gulbenkian.pt/index.php?object=483&article_id=4010langId=1

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

domingo, 19 de junho de 2011

Uma Torre de Babel feita de livros *




Em Maio, a artista Marta Minujin (http://www.marta-minujin.com/exhibitions19.html) criou em Buenos Aires uma espantosa obra efémera: uma Torre de Babel de estrutura helicoidal, com uma altura equivalente a sete andares, coberta com 30 mil livros nas mais diversas línguas e dialectos, formando no seu todo uma grande «biblioteca multilinguística».

* IN http://bibliotecariodebabel.com/

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ÀS ARTES, CIDADÃOS!




“Às Artes, Cidadãos!” incide sobre algumas das intersecções que a arte e a política manifestam na actualidade, abordando questões tais como a democracia, o activismo, a cidadania, a memória, a imigração, as ideologias, a revolução, a utopia, a iconoclastia, a crise, a sexualidade, o ambiente ou a globalização, entre outras.

A exposição apresenta obras produzidas por artistas nascidos a partir de 1961, ano da construção do Muro de Berlim, símbolo da divisão ideológica que marca a segunda metade do século XX, cuja sombra continua presente no pensamento político e cultural em inícios do século XXI.

Simultaneamente, apresenta-se também a exposição “Nas Margens da Arte”, na qual se reúnem obras de arte constituídas por revistas, livros, obras gráficas e outros materiais publicados que tornam visível a utopia e a intervenção sobre a realidade através da referência a contextos e a temas políticos, da autoria de numerosos artistas.

“Às Artes, Cidadãos!” é uma exposição que integra a celebração do centenário da República Portuguesa, fundada na sequência da revolução de 5 de Outubro de 1910.
A mostra inaugurada no dia 21 de Novembro de 2010, estará patente no Museu de Serralves até 13 Março de 2011.
http://www.serralves.pt/actividades/detalhes.php?id=1758

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ART PROJECT DO GOOGLE

Com recurso à tecnologia "street view",
com resolução gigapixel, este é um projeto que nos permite visitar 17 museus e ver obras ao detalhe.

Diz-nos a Exame Informática:

http://aeiou.exameinformatica.pt/-google-disponibiliza-17-pinturas-com-resolucao-gigapixel=f1008515


Durante a visita virtual às 385 salas que fazem parte dos 17 museus que colaboraram com o projeto, como o Museum of Modern Art de Nova Iorque ou o Tate Britain de Londres, os utilizadores podem visualizar mais de mil obras em alta resolução de 486 artistas. A Google utilizou a tecnologia do Street View para registar imagens de 360º que permitem uma visita fluída pelo interior das salas de cada museu.

Os utilizadores vão poder aceder, também, a um conjunto alargado de informação que inclui detalhes sobre as obras, trabalhos ou vídeos relacionados com as obras em questão.

Cada um dos 17 museus envolvidos no projeto selecionou uma obra para ser mostrada em súper resolução. Cada imagem contém 14 mil milhões de píxeis, o que permite a visualização dos pormenores mais ínfimos.

Dentro do conjunto das obras selecionadas encontram-se o Nascimento de Vénus de Sandro Botticelli ou O quarto de Vincent van Gogh.

É ainda permitido a cada utilizador criar a sua própria coleção de arte, com perspetivas específicas de qualquer uma das mil obras disponíveis no Art Project. A publicação de comentários das obras e a partilha das coleções pessoais vai ser, também, disponibilizada

sábado, 4 de dezembro de 2010

Parabéns, Nadir Afonso!

Arquitecto, nome maior da pintura portuguesa contemporânea, faz hoje 90 anos.
O seu percurso cruzou-se com F. Léger, Portinari, Le Corbusier, Oscar Niemeyer ...

Uma singela homenagem? Conhecê-lo, visitando o seu sítio:
http://www.nadirafonso.pt/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Primitivos Portugueses (1450-1550) - O século de Nuno Gonçalves



EXPOSIÇÃO
Museu Nacional de Arte Antiga

11 de Novembro 2010 a 27 de Fevereiro 2011
18 de Novembro 2010 a 27 de Fevereiro 2011

Exposição com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Informações em:
http://mnaa.imc-ip.pt

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Graça Morais

Exposição na Casa Fernando Pessoa - de 29 de Setembro a 31 de Dezembro.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Lauro Corado, um aveirense em Aveiro

Exposição no edifício da Capitania - acervo municipal de Lauro António

Até 12 de Setembro.
De 3ªa 6ª: 14h00-18h00; ao Sábado: 15h00-19h00 / 21h00-23h30; ao Domingo: 15h00-19h00
Entrada livre

quarta-feira, 8 de julho de 2009

“De Amadeo a Paula Rego, 50 Anos de Arte Portuguesa (1910-1960)”

Exposição no MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA – MUSEU DO CHIADO, até 31.10.2009


Esta exposição traça um percurso pelas práticas artísticas da primeira metade do século XX, em Portugal, e apresenta a sua lenta e complexa modernização num contexto cultural e politicamente adverso. Quando as distâncias entre os países europeus iniciaram o seu processo de colapso e a circulação da informação se constituiu como parte triunfante do novo mundo, a arte moderna portuguesa desenvolveu-se por episódios singulares e amplas descontinuidades. A reacção a este contexto foi a emigração de alguns dos mais relevantes artistas para Paris: primeiro Amadeo de Souza-Cardoso, situação interrompida pela Grande Guerra e sua morte prematura; posteriormente o caso maior e definitivo de Maria Helena Vieira da Silva, a quem Salazar viria a retirar a própria nacionalidade.

As dinâmicas das vanguardas sobre o incipiente contexto moderno permitiram construir um conjunto significativo de experiências, quer no início do século, quer na transição da década de 40 para 50s, com a terceira geração modernista. Também pela primeira vez se apresentam os desenvolvimentos da prática fotográfica desenvolvidos neste período. Quase sempre marginalizados pela História da Arte surgem agora como uma participação plena e em diálogo com as outras práticas artísticas. É para esta época e reconfiguração da modernidade então operada, que esta exposição presta especial atenção. Foram de facto os Abstraccionistas, os Neo-realistas e os Surrealistas que produziram essa modernidade prometida por Amadeo de Souza-Cardoso, passada como testemunho por Almada Negreiros e que estes artistas deram corpo e conflitualidade. No seu limite Joaquim Rodrigo e Paula Rego abriram outros caminhos para novas ficções.


Pedro Lapa, Director do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado


http://www.mnac-museudochiado.imc-ip.pt/

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Júlio Pomar distinguido com Prémio da Latinidade 2009

Com 83 anos, Mestre Pomar é o mais recente vencedor deste Prémio da União Latina, que visa " a consagração da sua obra como grande artista plástico, a nível nacional e internacional".

Júlio Pomar, 83 anos, natural de Lisboa, estudou nas Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e do Porto, realizando a primeira exposição individual nesta cidade, em 1947. Nos anos 1960 foi viver para Paris, dedicando-se à pintura, desenho, cerâmica e gravura.

Fundada em 1954, a União Latina é composta por 37 Estados de língua oficial ou nacional românica e tem como objectivo promover a reflexão sobre os valores culturais e linguísticos do conjunto da comunidade latina e a consciência da identidade cultural comum destes povos.

Nas edições anteriores foram galardoados o cineasta Manoel de Oliveira, 2002, o ensaísta Eduardo Lourenço, 2003, o arquitecto Álvaro Siza Vieira, 2004, o político e ex-Presidente da República Portuguesa Mário Soares, 2005, a professora e investigadora de Estudos Clássicos Maria Helena da Rocha Pereira, 2006, o professor e historiador José Mattoso, em 2007, e o actor e encenador Luís Miguel Cintra em 2008.

A sessão solene de entrega do Prémio da Latinidade decorrerá dia 03 de Junho, pelas 16:00, no Instituto Camões, e será presidida pela secretária de Estado e dos Assuntos Europeus, Teresa Ribeiro, em representação do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O Prémio da Latinidade "João Neves da Fontoura" consiste numa escultura, intitulada "Diónisos", criada pela artista portuguesa Conceição Lamy Godinho.


Fonte

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/518391

terça-feira, 5 de maio de 2009

"DO RATO MICKEY A ANDY WARHOL"

Até 18 de Maio de 2009 na BIBLIOTECA do Museu de Serralves


A literatura infantil está desde há várias décadas associada à criação de inúmeros artistas plásticos. Para uns (como Andy Warhol), a imagem, o design e a forma dos livros para crianças e dos livros de banda desenhada constituem fonte de inspiração para criarem obras novas. Outros (como Dieter Roth) concebem de raiz livros cujo conceito é apelativo para os mais novos. A presente exposição inclui diversas publicações que evidenciam várias formas de manipulação ou criação de originais e livros infantis que chamam a nossa atenção para a arte contemporânea (Hergé – Tintin).


Comissário: Guy Schraenen

segunda-feira, 2 de março de 2009

LAGOA HENRIQUES (1923-2009)

Morreu no passado dia 21 Mestre Lagoa Henriques, o autor de um dos monumentos mais fotografados de Lisboa - a estátua de Fernando Pessoa na esplanada da Brasileira do Chiado.
A conciliação da técnica com a ética, a estética e a poética terá sido sempre a maior preocupação deste escultor e professor que ensinava a olhar para as coisas.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Há 100 anos, pubicação do Manifesto do Futurismo


"Afirmamos que o esplendor do mundo foi enriquecido com uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida, com a sua carroceria adornada de grandes tubos semelhantes a serpentes de bafo explosivo... um automóvel rugidor que parece correr sobre metralha é mais belo do que a Vitória de Samotrácia." Foi exactamente há cem anos (20 de Fevereiro de 1909) que o jornal francês Le Figaro publicou estas palavras do escritor italiano Filippo Tommaso Marinetti. Compõem o quarto artigo do seu célebre Manifesto do Futurismo, que Fernando Pessoa evocará, via Álvaro de Campos, no poema em que afirma que o Binómio de Newton é mais belo do que a Vénus de Milo.
Mas, para lá desta passagem, motivada pelo desejo de levar a ensonada Itália a acompanhar o fervilhante progresso técnico das grandes metrópoles europeias do tempo, o manifesto incluía artigos bastante mais controversos: o nono, por exemplo, glorificava expressamente a guerra - "única higiene do mundo" - e promovia o "desprezo pela mulher". O seguinte apelava à "destruição dos museus, bibliotecas e academias". Não admira que Marinetti se tenha aproximado dos fascistas, como muitos dos primeiros adeptos do movimento.
Se, na pintura, o futurismo propriamente dito produziu obras de grande relevância, é mais duvidoso que o tenha feito na literatura. Não teve também, como figura de referência, um escritor de genuíno talento, como o surrealismo iria ter com Breton. No entanto, é com o futurismo que se inicia essa sucessão de movimentos de vanguarda que irão procurar fazer tábua rasa da arte do passado. Nesse sentido, é verdadeiramente com este manifesto que nasce a arte do século XX.


L.M.Q. IN P2 - 20.02.2009

http://jornal.publico.clix.pt/