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quinta-feira, 13 de junho de 2013

13 de junho, data de efemérides

13 de Junho, 1888 - nasceu o poeta Fernando Pessoa

13 de Junho, 1908 - nasceu a pintora Maria Helena Vieira da Silva 
 
13 de Junho, 1984 - morreu o músico António Variações 
13 de Junho, 1997 - morreu o poeta Al Berto
13 de Junho, 2005 - morreu o poeta Eugénio de Andrade  
 

 

Fernado Pessoa nas marchas de Lisboa

Inês Pedrosa e o músico italiano Mariano Deidda encarnam Ofélia e Fernando Pessoa nas tradicionais Marchas de Lisboa. A Casa Fernando Pessoa fez-se representar na tradicional festa da cidade, no dia de Santo António, com uma marcha composta por 100 crianças caracterizadas, abrindo o evento. 
 
 

Fernado Pessoa faria hoje 125 anos

Fernando Pessoa & Ofélia Queiroz - Correspondência amorosa completa:  obra lançada hoje

https://www.facebook.com/umfernandopessoa
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Aquilino Ribeiro (1885-1963), um anarquista no Panteão Nacional


 
aquilino_ribeiro
Este ano assinalam-se os 50 anos da morte de Aquilino Ribeiro, um dos grandes escritores portugueses. Para além de uma escrita notável, empenhado nos aspectos sociais e sensível ao sofrimento dos mais pobres e dos explorados, Aquilino Ribeiro teve uma militância anarquista conhecida na sua juventude, permanecendo sempre muito ligado aos princípios libertários.
Segundo os seus biógrafos, e nunca escondido por ele próprio (nomeadamente nos seus livros mais autobiográficos como “Um Escritor Confessa-se”), foi um homem de acção, esteve preso e foi perseguido, enquanto anarquista, e segundo alguns historiadores, poderá ter estado mesmo ligado ao regicídio de D. Carlos. Os métodos de acção directa não lhe eram estranhos.
A partir de 1902 frequentou o Seminário de Beja, de onde foi expulso em 1904, “depois de ter dado uma réplica cortante a uma acusação do Padre Manuel Ançã, um dos dois irmãos que ao tempo dirigiam a instituição” (1)
Três anos depois, em 1907, com 22 anos de idade, “o rebentamento de caixotes de explosivos guardados na sua casa leva à morte de dois correligionários e a que seja encarcerado na esquadra do Caminho Novo, de onde se evade em situações rocambolescas, como se pode ler no volume de memórias antes mencionado”.(1)
Evade-se da prisão a 12 de Janeiro de 1908 e durante a clandestinidade em Lisboa mantém os contactos com os regicidas, refugiado, na Rua Nova do Almada, em frente da Boa Hora.
Homem de acção, depois de estar algum tempo na clandestinidade, foge para Paris, de onde regressa em 1914.
Participa na revolta de 7 de Fevereiro de 1927, em Lisboa. Exila-se em Paris. No fim do ano regressa a Portugal, clandestinamente, participando na revolta de Pinhel. Encarcerado no presídio de Fontelo (Viseu), evade-se e volta a Paris. Em Lisboa é julgado à revelia em Tribunal Militar, e condenado.
Regressa posteriormente a Portugal, onde morre a 27 de Maio de 1963, quando se comemoravam os 50 anos da sua actividade literária . Na ocasião estavam-lhe a ser feitas homenagens em várias cidades do país. Nessa mesma hora, a Censura comunicava aos jornais não ser mais permitido falar das homenagens que lhe estavam a ser prestadas.
Em 2007, por entre muitos protestos dos sectores mais reaccionários da sociedade portuguesa, a Assembleia da República decidiu homenagear a sua memória e conceder aos seus restos mortais as honras de Panteão Nacional (2). Na frieza da Igreja de Santa Engrácia, se os mortos falassem, Aquilino Ribeiro talvez só pudesse ter uma conversa decente com o velho Guerra Junqueiro, cujos ossos também ali repousam.
lobos uivamNos seus livros a luta pela liberdade é sempre uma constante e uma das suas obras primas “Quando os Lobos Uivam”, que esteve proibido durante o fascismo, é um verdadeiro hino à insubmissão e, por todo ele, perpassa um halo libertário de apelo à revolta e à transformação social.
Aquilino Ribeiro foi um vulto grande do pensamento social, anarquista militante em várias fases da sua vida, para além de um enorme escritor e intelectual, como o foram aliás grandes vultos da sociedade portuguesa do século passado, muito influenciados pelas ideias libertárias até ao fim das suas vidas: os escritores e jornalistas Ferreira de Castro (1898 – 1974) e Jaime Brasil (1896 – 1966); o filósofo Leonardo Coimbra (1883-1936) ou o cientista Aurélio Quintanilha (1892 – 1987), entre muitos outros.
Assinatura de_Aquilino_Ribeiro
 


sexta-feira, 24 de maio de 2013

DIA (S) DE ESCOLA

Esta biblioteca é um passo renovado de uma outra, a inicial, que fez recentemente 150 anos. É verdade: 1863-2013.
É isso que hoje, 24/06, 10h 15min , no salão polivalente da Escola Secundária José Estêvão, comemoraremos com simplicidade e emoção.
Estaremos de portas abertas para mostrarmos alguns tesouros da nossa memória e da nossa história.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

João Villaret: centenário do nascimento

 


João Henrique Pereira Villaret nasceu em Lisboa, a 10 de Maio de 1913.
A vocação para a arte de dizer e de representar manifesta-se nele desde tenra idade, mas não sem enfrentar algumas contrariedades. A primeira desilusão surge quando a directora do Anglo-Portuguese College, Miss Price, decide não o integrar na récita do colégio por manifesta "falta de jeito para representar". O sentimento que o pequeno João nutria por Miss Price era recíproco, considerando-a "uma chata". Mas admirava, com veneração, outra professora, de seu nome Amália, que sentia por ele a mesma admiração. Chamava-lhe, com muita ternura, "Frei João sem cuidados". E talvez por essa empatia, essa mútua compreensão, Villaret lia de tal maneira "Os Lusíadas" que a docente ficava rendida e nem se atrevia a sugerir qualquer alteração. Pelo precoce entendimento que tinha da poesia, e por se considerar a sua leitura tão exemplar, o jovem, quando frequentava o 3.º ano no Liceu Passos Manuel, era enviado para as salas do 7.º ano (actual 11.º ano de escolaridade) a ensinar os colegas como se devia ler o nosso grande épico. Quando se matriculou na Secção Teatral do Conservatório Nacional de Lisboa, em 1928, aos quinze anos de idade, ninguém previa que decorridos apenas três anos, na noite de 16 de Outubro de 1931, Villaret se estrearia profissionalmente no Teatro Nacional D. Maria II, integrado na Companhia de Amélia Rey Colaço/Robles Monteiro, na reposição da peça "Leonor Teles", de Marcelino Mesquita. Assim se iniciava a gloriosa carreira do actor que, no entanto, não se confinaria ao drama e à alta comédia (Gil Vicente, Shakespeare, Molière, Almeida Garrett, Bernard Shaw, Eugene O'Neill, etc.). João Villaret também nutria um especial apreço pelo teatro de revista, onde se vem a estrear em 1941, suscitando o escândalo daqueles que consideravam o género uma arte menor. Em 1947, para a revista "'Tá Bem ou Não 'Tá?", Aníbal Nazaré, António Porto e Nelson de Barros escrevem-lhe o "Fado Falado", verdadeira peça de antologia da história da música e do teatro popular portugueses. Um recitativo sobre uma melodia de fado onde a letra, que jogava habilmente com a mitologia do género, era não cantada mas verdadeiramente "representada" por Villaret, que assim juntou ao cânone da música portuguesa mais um clássico. Outros êxitos vieram depois, como "Esta Vida é um Corridinho" (1952), "Procissão" (1955), "Rosa Araújo" e "Santo António", os dois últimos criados na revista "Não Faças Ondas!" (1956).
Na sétima arte, participou nos seguintes filmes: "Bocage" (1936), de José Leitão de Barros, onde encarnou o rei D. João VI; "O Pai Tirano" (1941), de António Lopes Ribeiro; "O Violino do João" (1944), de Braz Alves; "Inês de Castro" (1945), de José Leitão de Barros, onde encarnou o papel de bobo; "Camões" (1946), também de Leitão de Barros, onde desempenhou o papel de D. João III; "Três Espelhos" (1947), co-produção luso-espanhola realizada por Ladisdao Vadja; "Frei Luís de Sousa" (1950), de António Lopes Ribeiro, onde encarnou a figura do aio Telmo Pais, talvez o seu desempenho mais sublime no cinema; e "O Primo Basílio" (1959), igualmente de António Lopes Ribeiro.
Com uma sensibilidade invulgar e dotado de uma notável intensidade expressiva aliada a um inexcedível poder de comunicação, reabilitou a difícil arte de recitar poesia, prendendo a atenção do expectador, quer em sessões ao vivo (uma que realizou no Teatro de São Luiz seria editada em disco), quer através da televisão. «Não digo versos; procuro reproduzir o momento de angústia, de alegria, de revolta que o poeta sentiu ao escrever o seu poema. Recitando, encontro a plena libertação, pois dou-me esse infinito gosto de interpretar aquilo que amo e que me tocou profundamente.» E Miguel Torga referiu-se-lhe nestes termos: «Nunca é demais agradecer a Villaret o que ele tem feito pela poesia. Os poetas devem-lhe uma espécie de requintada edição oral de alguns dos seus melhores versos; o público, esse resgata-se a ouvi-lo da preguiça que o afastava tragicamente dum convívio que nenhum oiro da terra pode suprir.»
O falecimento prematuro de João Villaret, no auge da glória, vítima de doença cancerosa, a 21 de Janeiro de 1961, causou imensa consternação no país, de tal forma que, durante muitos anos, os lisboetas assinalavam o dia da sua morte com um recital de poesia no Cinema São Jorge, onde a sua voz se ouvia num palco vazio iluminado apenas por um foco de luz. Em sua homenagem, Raul Solnado deu o seu nome ao teatro que abriu, em 1965, na Avenida Fontes Pereira de Melo (às Picoas).
Não sendo muita extensa, a discografia que nos legou constitui um precioso testemunho da sua inigualável arte de dar voz às palavras. Aqui se apresentam dois magníficos espécimes: o poema "Tabacaria", de Fernando Pessoa/Álvaro de Campos, e a cantiga "Santo António" (letra de Fernando Santos e música de João Nobre):
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

HOJE É O DIA DA EUROPA

SABE, PORVENTURA, O QUE É A EUROPA?

Para desassossego bastava-lhe o seu. Ainda na última assembleia da Associação da Agricultura, o biltre do Zé Botto tivera a desfaçatez de largar uma girândola a favor da industrialização do País, citando exemplos de pequenas nações, cujo peso, dizia ele, se fazia sentir na economia da Europa. Levava o recado estudado por certo grupo financeiro que propagandeava os milagres da sociedade anónima, à sombra da qual enchia as burras, pois muitas delas só tinham realmente realizado uns dois por cento do capital consentido pelo governo e impresso na papelada timbrada com que manejavam créditos bancários. Cortara-lhe o fôlego num aparte: «— Sabe, porventura, o que é a Europa, senhor José Botto?» e o malandrim, embatucado, mas a guizalhar cinismo, respondera-lhe que «mais ou menos atrás do sol-posto».

Alves Redol, "Barranco de Cegos"

segunda-feira, 29 de abril de 2013

DIA MUNDIAL DA DANÇA

"Dansam as árvores puras sacudidas» (Sophia M. B. Amdresen, "Dia do Mar")

No Dia Mundial da Dança, recordemos as palavras de Sophia de Mello Breyner Andresen ("Diário de Notícias", 24-11-94.):
  «a única palavra portuguesa cuja ortografia precisa de ser mudada é dança, que se deve escrever com ‘s’, como era antes, porque o ‘ç’ é uma letra sentada, uma letra pesada. Escrevo com ‘s’, mas há sempre o desastre de os tipógrafos ou as pessoas que me passam os textos à máquina acharem que é um erro e emendarem para ‘ç’...»

terça-feira, 23 de abril de 2013

Os livros devoram-se...

Fábrica de Escrita

DIA(S) DO(S) LIVRO(S)

Hoje é o Dia do Livro. Do Livro de papel, com capa, com autor declarado, com páginas numeradas, com princípio e fim. O Livro como o conhecemos, nas nossas casas, nas nossas escolas, nas nossas mãos. Não é possível ignorá-lo. Mesmo que nunca tivéssemos lido um Livro ele teria chegado até nós. Ele contem o pensamento do autor posto em letras e palavras arrumadinhas. Palavras e letras que dele saem para o leitor, para os leitores, que as tomam, as adoptam, as transformam, as recriam, as amam ou detestam. E as passam a outros, pela voz, pela conversa, pelo acto, pela vida. Este Livro que hoje se celebra poderá deixar de se construir, sair de cena, ficar nos museus, nas caves, nas lembranças. Mas o outro, o Livro que existe em cada ser humano, não para de ser escrito, de ser inventado, acrescentado, reconstruído, noutras vozes, noutros lugares reais ou virtuais, noutros tempos em que talvez já nem se chame Livro. O Livro há de ser sempre um lugar onde o homem se pensa, se excede, se oferece, vive.

Licínia Quitério IN https://www.facebook.com/licinia.quiterio?hc_location=stream

FESTEJANDO MAIS UM DIA MUNDIAL DO LIVRO

 acrescento que gosto de lembrar-me de mim própria, desde que me consigo lembrar por memórias - não por fotografias - de crescer e viver eu, dois adultos e alguns milhares de amigos. Por força dos acasos da vida habituei-me, pois, a conviver com gente de todas as cores, de todas as estirpes, de todas as idades, de todas as culturas, de todos os credos, essa gente toda que vive por dentro dos livros, que salta e fala e ri e chora e vive e morre e invade a vida de uma pessoa desde que se lembra. Os meus primeiros contactos com o mundo foram, desde sempre, através das histórias e das poesias que os livros contêm. Não vou dizer que os livros são os meus melhores amigos porque não sei se são. Esse corpo do meu corpo que se chama - livro - é mesmo corpo. Faz parte de mim e faz parte daqueles que eu amo. É ser mais do que amigo. É ser, na verdade, célula intrínseca sem a qual eu seria inviável como ser humano.
Nat...
uralmente e sem esforço que uma pessoa, um dia, escreve as suas próprias histórias. É natural. Passa a ser genético. Foi o que me aconteceu mal aprendi a escrever e aprendi muito cedo, em casa. Aos cinco anos nasceu a minha primeira história e até hoje, nunca mais parei de as escrever.

Um bom dia mundial do livro para todos. Façamos com que esse objecto continue a existir de um modo palpável e amável. Alimentemos o seu percurso enquanto pudermos. O seu fim está perto. Um dia que não será longínquo - breve na eternidade dos tempos - será mais um objecto classificado numa redoma transparente dos museus.

CRISTINA CARVALHO - 23 de Abril 2013 - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
https://www.facebook.com/cristina.carvalho.5815?hc_location=stream
DIA MUNDIAL DO LIVRO: Os livros somos nós. Sem eles a vida deixava de fazer sentido. Com eles, como principais aliados, construímos vidas mais fortes, mais confiantes, mais fraternas. Por eles, aprendemos. Com eles, somos mais atentos e mais conhecedores. Sem eles, somos a pobreza espiritual dos vencidos. São a nossa memória, a nossa emoção, o testemunho daquilo que fomos e daquilo que somos. Na verdade, verdadinha, os livros somos nós!

HÁ MUITAS FORMAS DE SE COMEMORAR O DIA MUNDIAL DO LIVRO E DO DIREITO DE AUTOR...

 
ESPECIAL DIA MUNDIAL DO LIVRO - ONDE ESTÁ O MARMELO

Cada um celebra como pode. Eu vou ler e escrever. E também vou andar pela cidade do Porto com um exemplar de "Aonde o Vento Me Levar" debaixo do braço. Encontre o escritor e receba o livro.

23 de abril: DIA MUNDIAL DO LIVRO E DO DIREITO DE AUTOR

Nesta semana comemoramos "O dia mundial do Livro e do Direito de Autor"

segunda-feira, 22 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

Almada Negreiros nasceu há 120 anos





 
 
 
 
 "As pessoas que mais admiro são aquelas que nunca acabam"

Almada Negreiros, que nasce a 7 de Abril de 1893 e morre a 15 de Junho de 1970, no mesmo quarto onde morrera Fernando Pessoa.

quinta-feira, 21 de março de 2013

DIA MUNDIAL DA POESIA

"Então, todos compreenderam que a memória da árvore nunca mais se perderia, nunca mais deixaria de os proteger, porque os poemas passam de geração em geração e são fiéis ao seu povo."

 (Sophia de Mello Breyner Andresen, "A Árvore")
Foto


DIA MUNDIAL da ÁRVORE

Hoje, dia 21 de Março celebra-se o Dia da Árvore e da Floresta. Decidimos por isso partilhar convosco alguns conselhos destes magníficos seres vivos.
 

sexta-feira, 8 de março de 2013

O CHEIRO DAS MULHERES

"Cheiras a chão e terras e águas e pós e a ervas e humidades duma noite do deserto. Cheiras a mundo. Cheiras a nada. E, no entanto, conheço-te à distância, desde que nasceste com os teus diferentes cheiros – os primeiros, quando nasceste, o cheiro das babas íntimas da intimidade mais profunda, daquela intimidade que ninguém, mais ninguém alcança, ou seja, o cheiro íntimo das mulheres que te fizeram nascer e ainda o cheiro do teu crescimento, das tuas primitivas e incendiárias vidas, ah! cheiros dos cheiros em que tudo explode e cheira a explosões e cheiras ainda a tudo, mesmo a tudo enquanto vais percorrendo a vida e eu, sempre atrás de ti, do teu rasto, do teu cheiro até te reconhecer, finalmente, numa cama de pó e cinzas sem qualquer vestígio do que um dia foste, do cheiro da vida que um dia tiveste."

CRISTINA CARVALHO em "LUSCO-FUSCO, breviário dos mundos elementares" publicado por Sextante/Porto Editora. Livro incluído no PNL.
Livro também disponível em E-book
http://www.facebook.com/cristina.carvalho.5815
 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Lembrar Miriam Makeba

Zenzile Miriam Makeba (Joanesburgo, 4 de março de 1932 — Castel Volturno, 10 de novembro de 2008) foi uma cantora sul-africana também conhecida como "Mama África" e grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid na sua terra natal.