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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Portugal tem o melhor filme de turismo do mundo Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugal-tem-o-melhor-filme-de-turismo-do-mundo=f755416#ixzz27yhgWnyQ


"A Beleza da Simplicidade", filme promocional de Portugal, recebeu medalha de ouro no festival da Sérvia, depois de ser premiado em Cannes e Nova Iorque.


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quarta-feira, 21 de março de 2012

TONINO GUERRA (16 de Março de 1920 - 21 de Março de 2012)

CANTO NONO

Terá chovido durante cem dias e a água infiltrada
pelas raízes das ervas
chegou à biblioteca banhando as palavras santas
guardadas no convento.

Quando tornou o bom tempo,
Sajat-Novà o frade mais jovem
levou os livros todos por uma escada até ao telhado
e abriu-os ao sol para que o ar quente
enxugasse o papel molhado.

Um mês de boa estação passou
e o frade de joelhos no claustro
esperava dos livros um sinal de vida.
Uma manhã finalmente as páginas começaram
a ondular ligeiras no sopro do vento
parecia que tinha chegado um enxame aos telhados
e ele chorava porque os livros falavam.

in O Mel Assírio e Alvim, 2004 (tradução de Mário Rui de Oliveira)

sábado, 5 de novembro de 2011

TINTIM E A CIÊNCIA



Carlos Fiolhais, IN jornal "SOL", 4/outubro/2011

Agora, que Tintim saiu das páginas da banda desenhada para entrar, em três dimensões, no grande ecrã, através da câmara do realizador norte-americano Steven Spielberg, é oportuno lembrar que são muitas e variadas as conexões entre o famoso personagem criado pelo desenhador belga Hergé (pseudónimo de Georges Remi) e o mundo da ciência.

O álbum "A Estrela Misteriosa", que foi publicado em 1942, na Bélgica ocupada pela Alemanha nazi, trata da queda na Terra de um meteorito, no qual tinha sido detectado um elemento químico novo. Para o estudar é constituída uma Comissão Internacional de Sábios, que apenas inclui cientistas alemães e de países neutros, como era o caso de Portugal e da Suécia. A expedição, que viaja sob a bandeira de um Fundo Europeu de Pesquisas Científicas, muitos anos antes de haver instituições científicas pan-europeias, inclui um investigador português, o Prof. Pedro João dos Santos, que Hergé designa por “célebre físico da Universidade de Coimbra”. Como o autor de Tintim não raro se inspirava em factos e personagens reais, é curioso referir que na época ensinava em Coimbra o Prof. João de Almeida Santos (1906-1975), que mais tarde seria Director do Laboratório de Física. O rosto de outro membro da expedição, o sueco Erik Björgenskjöld, “autor de notáveis trabalhos sobre as protuberâncias solares”, parece inspirado no do Prof. Auguste Piccard (1884-1982), um notável cientista suíço que trabalhou em Bruxelas e que, conforme o próprio Hergé admitiu, foi o modelo para a criação do Prof. Girassol, personagem que só surgiu em "O Tesouro de Rackham o Terrível", sequela de "O Segredo de Licorne", o livro que deu o título ao filme de Spielberg. O argumento deste filme baseia-se precisamente no conjunto dessas duas obras, respectivamente de 1943 e de 1944, portanto imediatamente subsequentes à "Estrela Misteriosa" (Spielberg também usa O Caranguejo das Tenazes de Ouro). O Prof. Piccard protagonizou descidas submarinas a grande profundidade, a bordo de um batiscafo de sua autoria, e também ascensões à estratosfera, a bordo de balões especiais, pelo que foi, no seu tempo, um dos homens que mais fundo desceu e que mais alto subiu. Um batiscafo em forma de tubarão, pilotado por Tintim, aparece premonitoriamente n’ "O Tesouro de Rackham o Terrível".

A dupla de detectives Dupond e Dupont, divertidas figuras dos livros de Hergé e do filme de Spielberg, também já aparece em "A Estrela Misteriosa", ainda que de relance. Os dois não têm nada, mas mesmo nada, de sábios, embora acompanhem Tintim e o Prof. Girassol na expedição à Lua, representada nos álbuns "Rumo à Lua" e "Explorando a Lua", publicados respectivamente em 1953 e 1954. Esses livros descrevem uma viagem ao nosso satélite natural a bordo de um foguetão aparentado ao V2 germânico, muitos anos antes do voo da Apollo 11.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorn

A adaptação das aventuras de Tintin de Spielberg teve a antestreia nacional em Guimarães. Chega hoje a 117 ecrãs de todo o país.

Título original:
The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn
De:
Steven Spielberg
Com:
Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg
Género:
Animação, Comédia, Aventura
Classificação:
M/6
Outros dados:
Nova Zelândia/EUA, 2011, Cores, 102 min.
Links:
Site Oficial

Depois de, numa feira de antiguidades, encontrar uma réplica de um velho barco designado de "Licorne", o destemido Tintin (Jamie Bell) é arrastado para uma grande aventura em busca de algo inesperado. Ao investigar aquela miniatura, descobre o mapa de um tesouro muito antigo, frustrando os planos de Ivan Ivanovich Sakharine (Daniel Craig), um salteador que está convencido de que o jovem se terá aliado ao velho pirata Rackham. Com a ajuda de Milou, o seu fiel amigo de quatro patas, do capitão Haddock (Andy Serkis, o Gollum da trilogia "O Senhor dos Anéis"), um lobo-do-mar de péssimo feitio, e da dupla Dupond e Dupont (Simon Pegg e Nick Frost), dois polícias desastrados mas cheios de boas intenções, o repórter vai atravessar desertos e tempestades, na busca de um navio afundado, comandado por um antepassado de Haddock, que contém um valioso tesouro e uma terrível maldição.
Com realização de Steven Spielberg e produção de Peter Jackson e Kathleen Kennedy, o filme baseia-se na mais carismática personagem criada, em 1929, por Hergé (1907-1983), centrando a sua trama em três histórias independentes: "O Caranguejo das Tenazes de Ouro", "O Segredo do Licorne" e "O Tesouro de Rackham, o Terrível". Em versão animada, recorre às técnicas "performance capture" em 3D, que permite que os gestos e as emoções dos actores sejam reproduzidos nas suas personagens digitais. PÚBLICO

quinta-feira, 11 de março de 2010

Óscares 2010

Kathryn Bigelow foi a primeira mulher a ser galardoada com um Óscar para melhor realização cinematográfica pelo seu filme "Estado de Guerra", sobre uma brigada de minas e armadilhas americana no Iraque. Com seis nomeações (era candidato a nove prémios), "esta cineasta do físico derrotou "Avatar" e a sua digitalidade" ("Público"- P2).
Em 82 anos de Óscares esta foi a primeira vez que uma mulher arrebatou a estatueta para melhor realizador.

Uma outra boa forma de a Academia de Hollywood comemorar O Dia Da Mulher!

terça-feira, 30 de junho de 2009

«Far other worlds and other seas»

A partir de amanhã e até sábado, a Universidade do Porto vai ser a capital da Utopia europeia. Durante estes quatro dias mais de 200 investigadores oriundos de universidades de todo o mundo vão reunir-se na Reitoria da Universidade do Porto para o 10º Congresso Internacional da Sociedade Europeia de Estudos Utópicos, que terá por título «Far other worlds and other seas».

De carácter eminentemente interdisciplinar, a área dos Estudos sobre a Utopia engloba temas tão diversos como a Arquitectura, o Planeamento Urbano, Ciência, Educação, Política, Literatura, Cinema ou Ambiente. Para abordarem todas estas matérias foram convidados mais de 200 investigadores que estarão divididos por 42 painéis.


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=32868&op=all

O programa completo pode ser consultado na página http://web.letras.up.pt/uss2009.

domingo, 14 de junho de 2009

Os Mistérios de Lisboa or What the Tourist Should See

O filme "Os Mistérios de Lisboa or What the Tourist Should See", que o realizador José Fonseca e Costa rodou a partir de uma obra de Fernando Pessoa, foi exibido, em ante-estreia, em Lisboa no cinema São Jorge, ontem, dia do 121º aniversário do nascimento do poeta.
Escrito, adaptado e realizado por José Fonseca e Costa, o filme estrutura-se em torno de um guia que Fernando Pessoa escreveu em 1925 sobre Lisboa. Descoberto apenas em 1988 no espólio do autor, o livro destinava-se a mostrar Lisboa aos turistas que visitassem a capital e foi redigido originalmente em inglês.
Mais do que mostrar monumentos, jardins, praças e ruas de Lisboa como um postal ilustrado, José Fonseca e Costa quis, sobretudo, prestar homenagem a Fernando Pessoa, num percurso que dá a conhecer não só a cidade, mas também Portugal. (fonte: DN, Público)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

JOÃO BÉNARD DA COSTA (1935-21/5/2009)

Traços de uma vida

João Pedro Bénard da Costa nasceu a 7 de Fevereiro de 1935, em Lisboa, e cresceu entre a casa da Avenida António Augusto de Aguiar e os Verões na Arrábida – sobre os quais escreveu longamente nas crónicas do PÚBLICO.

Na Universidade começou com o curso de Direito, mas rapidamente mudou para Histórico-Filosóficas. É desse tempo que vêm algumas das suas mais fortes amizades, figuras como Pedro Tamen, Nuno Bragança, Alberto Vaz da Silva, Nuno Portas, Manuel de Lucena, Francisco Sarsfield Cabral, Paulo Rocha.

Entre 1957 e 1960, Bénard, já apaixonado por cineastas como Rosselini e Bresson, dirige o cineclube Centro Cultural de Cinema e também a Juventude Universitária Católica (1958/58). Casa-se em 1958, um ano antes de terminar a licenciatura. É depois de conhecer António Alçada Baptista que surge a ideia de criarem uma revista. O primeiro número de O Tempo e o Modo sai em 1963 com Alçada como director e Bénard como chefe de redacção e, mais tarde, Vasco Pulido Valente como subchefe.

Em 1965 Bénard faz parte do grupo de 101 católicos portugueses que assinam um manifesto contra a guerra colonial (grupo que incluía também Francisco Sousa Tavares, Sophia de Mello Breyner, Ruy Belo, Lindley Cintra). Três anos depois sai da Igreja Católica – estava-se em Maio de 1968.

No ano seguinte, é convidado para a secção de cinema no serviço de Belas Artes da Gulbenkian (onde já era investigador no Centro de Investigação Pedagógica) e organiza ciclos inesquecíveis, começando ao mesmo tempo a dar aulas de Cinema no Conservatório. No início dos anos 70 dirige o Centro Nacional de Cultura.

Em 1980, Vasco Pulido Valente, então secretário de Estado da Cultura, convida-o para o cargo de subdirector da Cinemateca Portuguesa, então dirigida por Luís de Pina. Depois da morte deste, Bénard assume a direcção, em 1991, cargo que manteve até ao fim da vida – um trabalho pelo qual foi condecorado, em Setembro passado, pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, com a medalha de mérito cultural.

Foi só quando os problemas de saúde de Bénard se agravaram, no ano passado, que o subdirector Pedro Mexia assumiu a direcção interina. Antes disso, em 2006, nas vésperas da sua licença especial para continuar na direcção depois da idade da reforma, Bénard escreveu numa crónica que corria o risco de ser “abatido no activo”. Um abaixo-assinado pela sua continuação começou imediatamente a circular na Internet e a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, acabou por lhe renovar a licença especial.

Em 1990 foi galardoado com a Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente Mário Soares. Em 1997, Jorge Sampaio, nomeou-o presidente da Comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades. E em 2001 foi galardoado com o Prémio Pessoa.

Bénard da Costa escreveu vários livros, entre os quais Muito lá de casa e Filmes da Minha Vida/Os Meus Filmes da Vida. As crónicas no PÚBLICO mereceram-lhe o Prémio João Carreira Bom.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381942&idCanal=14

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vasco Granja (1925-4/5/2009) - Foi o primeiro a usar o termo "banda desenhada"


Vasco Granja, divulgador de banda desenhada e do cinema de animação em Portugal, morreu esta madrugada em Cascais. Tinha 83 anos.

Autodidacta e com múltiplos interesses culturais ao longo da sua vida, Vasco Granja nasceu em Campo de Ourique (Lisboa) a 10 de Julho de 1925. Começou a trabalhar, ainda muito novo, nos antigos Grandes Armazéns do Chiado, e depois ao balcão da Tabacaria Travassos, na baixa lisboeta, que consideraria, anos mais tarde, a sua universidade. O seu interesse pelo cinema surge na adolescência e aos 16 anos chegaria a ser admitido como segundo assistente de fotografia no filme “A Noiva do Brasli”, de Santos Neves.

No início da década de 50 envolve-se no movimento cineclubista, tendo desempenhado funções directivas no Cine-Clube Imagem. Granja foi preso pela primeira vez pela polícia política do Estado Novo em Novembro de 1954, quando militava clandestinamente no PCP. Esteve preso sem julgamento seis meses e quando foi libertado voltou às suas actividades cineclubísticas e à divulgação cultural na imprensa. Datam de 1958 os seus primeiros artigos sobre o cinema de animação, nomeadamente na sequência da descoberta dos filmes experimentais do canadiano Norman McLaren.

No início da década de 60 arranja trabalho na Livraria Bertrand, onde se manteve até à reforma.
É preso de novo em 1963, julgado e condenado a 18 meses de prisão. Quando foi libertado, em 1965, Vasco Granja retoma a sua actividade cultural, com artigos nos “media” sobre cinema e literatura.
O seu nome é habitualmente associado à divulgação da banda desenhada em Portugal. O termo “banda desenhada” é, aliás, utilizado pela primeira vez por Granja num artigo publicado pelo “Diário Popular” em 19 de Novembro de 1966.

Integra a equipa fundadora da revista francesa de crítica e ensaio de banda desenhada “Phénix”, nos anos 60 e participa regularmente no Salone Internazionale dei Comics, em Lucca (Itália), o mais importante encontro do género nos anos 70.

Em Portugal, a sua actividade de divulgação da banda desenhada intensifica-se a partir do aparecimento da edição portuguesa da revista “Tintin”, em Junho de 1968, onde escrevia e traduzia artigo, além de ter a responsabilidade da secção de cartas aos leitores. Foi director da segunda série da revista “Spirou” (edição portuguesa) e coordenador da edição de banda desenhada da Bertrand. Animou o “Quadrinhos”, um dos primeiros fanzines surgidos em Portugal, em 1972. Esteve ligado à fundação da primeira livraria especializada de BD em Lisboa, O Mundo da Banda Desenhada, em 1978.

Em 1974 e 1975 integra o júri do Salão Internacional de BD de Angoulême. Depois de 25 de Abril de 1974, Vasco Granja mantém um programa regular sobre cinema de animação na RTP, que teve mais de 1000 emissões e divulgou sistematicamente as grandes escolas internacionais do género. Estava reformado desde 1990.

04.05.2009 - 16h04 - Carlos Pessoa - Público on line

entrevista a (re)ler/ver: "Uma vida cheia de animação" ; em:

http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=119

quinta-feira, 30 de abril de 2009

INDIE LISBOA - "A Volta ao Mundo em Filmes"

É um dos maiores festivais de cinema do país; começou no dia 23 de Abril e prolonga-se até 3 de Maio e apresenta 250 filmes de 51 países.
O JL nº 1006, de 23 de Abril, dedica ao Indie Lisboa um dossiê especial, destacando os 10 filmes e as 6 curtas metragens portuguesas a não perder.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Cinema, esse LEITOR



"O cinema também filma livros"

Todos sabemos que existem muitos filmes cujos argumentos são adaptados de livros, alguns mais conhecidos do que outros, mas na maior parte das vezes não temos noção da quantidade e diversidade de filmes adaptados de obras literárias.
A ver pela quantidade de bibliotecas que apresentam listas de livros adaptados ao cinema, como forma de sugestões de leitura, vemos que este é um verdadeiro sucesso para a promoção da leitura.

As Bibliotecas Públicas de Hedberg, Edmonton e de Mid-Continent elaboraram uma lista de "livros cinematográficos" e atingiram o interessante número de 1.250 títulos!

Esta ideia de livos adaptados ao cinema é também uma boa sugestão para um Grupo de Leitores. Em 2007, o grupo que dinamizo na Biblioteca Municipal de Oeiras fez uma selecção com base neste critério e foi muito interessante para alimentar a conversa e criar o debate.

Aproveitando as ainda recentes atribuições dos Óscares, deixo aqui um link para um lista dos livros que criaram os filmes nomeados/galardoados com a estatueta dourada - The books behind the oscars nominations.

Sabia que "O estranho caso de Benjamin Buton" é baseado num conto de F. Scott Fitzgerald?



Bruno Duarte Eiras, IN http://entreestantes.blogspot.com/

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Está de parabéns, o centenário Manoel de Oliveira

53 filmes realizados (entre curtas e longas metragens), mais de 100 prémios recebidos, 100 anos e ainda a trabalhar! Manoel de Oliveira é, sem dúvida, um dos maiores cineastas do mundo, "o último dos primitivos", "um visionário",...

Merece, por isso, todas as homenagens que lhe possamos prestar. A nossa biblioteca já lhe dedicou em Novembro uma exposição temática.

Hoje, sugerimos, como leitura, o dossiê oliveiriano especial do JL nº 996 (pp. 6-22)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008


A Biblioteca Escolar tem em exposição uma homenagem simbólica a Manoel de Oliveira, 99 anos, o mais "velho" cineasta em actividade. De momento realiza o filme "Singularidades de uma rapariga loira", sobre o conto homónimo de Eça de Queirós.
Quase a fazer 100 anos (12 de Dezembro), M.O. mantém uma invejável actividade, tendo afirmado que a sua melhor realização ainda está para vir...
Assim esperamos.
(PS. Para os mais curiosos, a BE possui o citado conto...Venha ler a história de Macário e a sua noiva)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

50 anos de CINEMATECA

A Cinemateca Portuguesa cumpre hoje 50 anos de actividade, a mostrar filmes portugueses e estrangeiros que, de outra forma, dificilmente passariam em salas de cinema. Considerada o "templo" do cinema em no nosso país, a Cinemateca guarda no seu Arquivo Nacional de Imagens em Movimento (ANIM) mais de 30.000 filmes; durante muito tempo, foi praticamente a única editora a criar bibliografia cinematográfica em Portugal; e tem uma Biblioteca com um vasto espólio de livros e iconografia.


Para saber mais, ler J.L. nº 991 ("Jornal de Letras, Artes e Ideias"), de 24 de Setembro a 7 de Outubro, pp 8-10

terça-feira, 8 de julho de 2008

MANOEL DE OLIVEIRA, o mais velho cineasta do Mundo ainda no activo, completa 100 anos em Dezembro

"Aniki-bébé / Aniki-bóbó / Passarinho Tótó / Berimbau, Cavaquinho / Salomão, Sacristão / Tu és Polícia, Tu és Ladrão".

"Aniki-Bóbó", fórmula mágica que, nas brincadeiras de crianças, permite determinar, sem discussão, quem é polícia e quem é ladrão. A caminho da escola, Carlitos, o sonhador, e Eduardo, o chefe do bando, levantam, ambos, os olhos para a pequena Teresinha que lhes faz sinal do alto da sua varanda... Quanto mais o tempo passa, mais "Aniki-Bóbó" se revela surpreendentemente moderno, pondo em questão sucessivos discursos críticos e sucessivas interpretações. Já então rotulado de "subversivo", inspirado no conto de Rodrigues de Freitas "Os meninos milionários", o filme não teve antecedentes no imaginário cinematográfico português e não teve consequentes a não ser os que - muitos, muitos anos depois - o próprio Oliveira lhes daria, como permanente perturbador das visões estabelecidas e permanente voyeur das visões proibidas.




A Casa da Música antecipou-se à data do centenário do nascimento do cineasta e programou um grande concerto; o espectáculo, dirigido pelo violoncelista e compositor Ernst Reijseger, resulta de um trabalho elaborado ao longo de vários meses, com a colaboração de cerca de 150 pessoas.



35 mm - pb - 1937 mt - 70 mn. Realização: - Manoel de Oliveira. Produção: - António Lopes Ribeiro. Obra Original: - "Meninos Milionários". Autor Original: - João Rodrigues de Freitas. Fotografia: - António Mendes.
Elenco: - Nascimento Fernandes, Fernanda Matos, Horácio Silva, António Santos, António Morais.
Primeira longa metragem ficcional de Manoel de Oliveira, com que prosseguiu a produção contínua de António Lopes Ribeiro. Fábula para adultos, interpretada por jovens. Além dos exteriores processados no Porto – bairros da Sé, Ribeira, Massarelos e Foz, ou no Monte do Seminário –, a rodagem dos interiores decorreu em Lisboa, nos estúdios da Tobis Portuguesa.Um dos precursores do neo-realismo, exemplo clássico pela dimensão poética, a consistência visual e a coerência estética, sobressai em Aniki-Bobó o testemunho amável - extracção da sociedade, sob uma matriz infantil, desvendando o Porto, pelo intenso pitoresco da zona ribeirinha. Houve dois títulos prévios: Corações Pequeninos em sinopse, Gente Miúda como projecto. Admirado já pela competência e sensibilidade, Oliveira fez ensaios prévios em 9,5 mm, e participou com 150 contos, um quinto do orçamento global. Em 1931, Lopes Ribeiro havia já proporcionado a Oliveira a sonorização de "Douro, Faina Fluvial".



http://www.instituto-camoes.pt/cvc/cinema/longas/lon011.html

sexta-feira, 18 de abril de 2008

BIBLIOFILMES

Um novo conceito de promoção do livro, da biblioteca e da leitura através das novas tecnologias.3,2,1...
O concurso de vídeos no YouTube “BiblioFilmes – Livros, Bibliotecas, Acção!” destinou-se à comunidade da Língua Portuguesa.

A Votação Popular começou!
Veja os 17 vídeos a concurso ao BiblioFilmes: Livros, Bibliotecas, Acção!.
Vote, até 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, no que acha deve ser o vencedor na categoria Votação Popular. O público é convidado a basear-se nos mesmos critérios que sugeridos ao Júri do concurso:
- Originalidade e criatividade: 20%
- Mensagem clara e cumprimento dos objectivos do concurso (mostrar como gostam de ler, de uma biblioteca e/ou de um livro): 40%
- Entretenimento do filme (Dá vontade de continuar a ver? Dá vontade de dar a conhecer aos amigos?): 20%
- Inspirador (dá vontade de visitar uma biblioteca ou ler um livro?): 20%



VOTE AQUI!