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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Gonçalo Ribeiro Telles vence prémio de arquitetura paisagística

'Nobel' da arquitetura paisagista para Gonçalo Ribeiro Telles

Gonçalo Ribeiro Telles venceu o prémio atribuído pela Federação Internacional dos arquitetos paisagistas. O galardão vai ser entregue na Nova Zelândia. 

O Prémio IFLA Sir Geoffrey Jellicoe foi criado em 2004, e o primeiro galardoado, no ano seguinte, foi o arquiteto Peter Walker, dos Estados Unidos, seguindo-se, em 2009, Bernard Lassus, de França. Em 2011 foi distinguida Cornelia Hahn Oberlander, do Canadá, e, em 2012, Mihaly Mocsenyi, da Hungria.
Este galardão, considerado o 'Nobel' da arquitetura paisagista, que tem paralelo no Prémio Pritzker de arquitetura.

A obra de Ribeiro Telles "moldou" de forma significativa a cidade de Lisboa e toda a área metropolitana. Aos 90 anos o arquiteto paisagista, também professor catedrático e político, assina projetos que vão dos jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, ao Parque de Monsanto ou ao Jardim da Amália, no Parque Eduardo VII.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer (1907- 2012)

Oscar Niemeyer, el poema en la curva 

 http://www.youtube.com/watch?v=SUDVKuHMovk&feature=share 

 "A vida é chorar e rir. Aproveitar os momentos de tranquilidade e brincar um pouco. Depois os outros, é aguentar. A vida é um sopro, não é?“

Oscar Niemeyer

 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

Já abriu o Museu Arte Nova, em Aveiro.



O espaço museológico encontra-se instalado na Casa Major Pessoa, um exemplar de arquitetura inspirada naquele corrente artística do início do sex XIX, propriedade municipal.

A sessão de inauguração integrou uma visita guiada com autarcas, técnicos que estiveram envolvidos nas obras de recuperação do edifício e o designer Francisco Providência, responsável pela conceção do mobiliário do espaço.


O Museu Arte Nova de Aveiro, que tem sede na habitação familiar atribuída a Silva Rocha e/ou Ernesto Korrodi e desenhada para o comerciante Major Pessoa, é o centro interpretativo da extensa rede de motivos Arte Nova disseminados por toda a cidade de Aveiro.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Arquitectos ´honoris causa´pela Universidade de Aveir


Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura e Alcino Soutinho, "figuras ímpares e protagonistas na construção da identidade da Universidade", serão esta tarde homenageados pela Universidade de Aveiro, sendo distinguidos com o doutoramento ´honoris causa´, numa cerimónia que celebra o 38.º aniversário da instituição e que conta com as presenças do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e do ministro da Educação, Nuno Crato.
"Com esta distinção, a UA pretende homenagear as impressões digitais que cada um destes arquitetos deixou um pouco por todo o mundo e, em especial, no Campus Universitário de Santiago, o único local onde se podem ver obras de dois Prémios Pritzker praticamente lado a lado.
" (Souto Moura, em 2011, e Siza Vieira, em 1992).
As obras dos três arquitetos - Biblioteca e Depósito de Água (Siza Vieira), o departamento de Geociências (Souto Moura) e o departamento de Química e de Engenharia de Cerâmica e do Vidro (Alcino Soutinho) - e os demais edifícios do campus da UA constituem «um museu aberto" de arte e arquitetura contemporâneas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Prémio Pritzker 2011

Discurso do Arquitecto Souto Moura ao receber o Prémio Pritzker (2011)


Exmo. Sr. Presidente dos EUA, Presidente do Júri, elementos do Júri, meus Amigos, minhas Senhoras e meus Senhores,

Só quando recebi o convite dizendo “Eduardo Souto de Moura of Portugal” é que acreditei que tinha ganho o Pritzker 2011. Não posso esconder que fiquei feliz, por mim, pela minha família, colaboradores, amigos e clientes. Em nome de todos, os meus sinceros agradecimentos.

Aprendi a desenhar na Escola Italiana do Porto, cidade onde nasci, e no liceu decidi ser arquitecto. Não é que tivesse alguma paixão especial pela disciplina, mas na crise agnóstica dos 15 anos, duvidei se Deus devia ter descansado ao 7º dia. É que, pensando bem, ficou por fazer uma geografia como a de Delfos, a Acrópole para receber o Parténon ou secar um pântano no Illinois, onde a Farnsworth pudesse ficar.


Em 1975 depois da Revolução dos Cravos, comecei a trabalhar com o Arqº Siza Vieira. Não só pela arquitectura, mas sobretudo pela pessoa em si, foi uma experiência excepcional que ainda hoje continuo a fazer com o mesmo prazer. Saí do seu escritório nos anos 80, para ser arquitecto. Foi difícil começar, mas usar a sua “linguagem” parecia-me uma traição e mesmo que o quisesse, não o conseguia fazer, por pudor.


Depois da Revolução, e restabelecida a Democracia, abriu-se a oportunidade de redesenhar um país, onde faltavam escolas, hospitais, outros equipamentos, e sobretudo meio milhão de casas. Não era certamente o Pós-Modernismo, na altura em voga, que nos poderia resolver a questão. Construir meio milhão de casas, com frontões e colunas seria uma perda de energia, pois a ditadura já o tinha ensaiado. O Pós-Modernismo chegou a Portugal, sem quase termos passado pelo Movimento Moderno. É essa a ironia do nosso destino: “antes de o ser já o éramos”.


Do que precisávamos era de uma linguagem clara, simples e pragmática para reconstruir um país, uma cultura, e ninguém melhor que o proibido Movimento Moderno poderia responder a esse desafio. Não era só um problema ideológico, mas sobretudo de coerência entre material, sistema construtivo e linguagem. Se “arquitectura é a vontade de uma época traduzida num espaço”, Mies van der Rohe abriu-nos as portas na redefinição da disciplina tão massacrada até aí, pela linguística, semiótica, sociologia e outras ciências afins. O importante é que a arquitectura fosse “construção”, assim com urgência, nos pedia o país.


Com 10 séculos de História, Portugal encontra-se hoje numa grande crise social e económica, como já aconteceu em vários períodos anteriores. Hoje, como ontem, a solução para a arquitectura portuguesa é emigrar. Como dizia Paul Claudel: “Le Portugal est un pays en voyage, de temps en temps il touche l’Europe”. Resta-nos a “mudança”, como quer dizer a palavra “crise” em grego. Resta-nos decifrar o significado dos dois caracteres chineses que compõem a palavra “crise”: o primeiro significa “perigo”, o segundo “oportunidade”. Em África e noutras economias emergentes não nos faltarão oportunidades, o futuro é já aí. “Trabalhar na transmutação, na transformação, na metamorfose é obra própria nossa.” (1)

Muito obrigado.

Eduardo Souto de Moura
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(1) Herberto Helder, “O Corpo. O Luxo, A Obra”

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Já pensaste no fascínio que as ligações entre as coisas podem ter?

A arquitectura é um “lugar” a partir do qual se lê a realidade e se reflecte sobre a criação e o seu papel nas actividades humanas.

CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO

CASA DA MÚSICA

CASA DAS HISTÓRIAS – PAULA REGO

CASA DE SERRALVES

FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

BIBLIOTECA DE SANTA MARIA DA FEIRA

BIBLIOTECA DE OEIRAS


Foi com base em imagens destes espaços que preparámos um cantinho ma nossa Biblioteca!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Porto e as obras do arquitecto José Marques da Silva (1869-1947)


O arquitecto dos edifícios-monumento

Por Sérgio C. Andrade, 18 de Outubro
http://jornal.publico.clix.pt/noticia/18-10-2009/o-arquitecto-dos-edificiosmonumento-18018663.htm


Teve tanta importância na configuração urbana do Porto no início do séc. XX como Nasoni no séc. XVIII. Viagem à arquitectura do autor da Estação de S. Bento, guiada por André Tavares



Se há um arquitecto que modelou a face do Porto no início do século passado, em particular a Baixa e as zonas de expansão da cidade após o rasgar da Avenida dos Aliados, ele é José Marques da Silva (1869-1947). Associamos a sua assinatura ao desenho da Estação de S. Bento e do Teatro São João, das sedes da seguradora A Nacional e do banco Pinto Leite, nos Aliados, dos edifícios dos Armazéns Nascimento e Conde de Vizela, entre as ruas de Santa Catarina e das Carmelitas. Mas menos conhecido é que lhe coube também projectar os liceus Alexandre Herculano e Rodrigues de Freitas, o bairro operárioO Comércio do Porto, na Constituição, e a Casa de Serralves ou, menos ainda, monumentos, igrejas e jazigos de famílias nos cemitérios da Lapa e de Agramonte.

O arquitecto e professor André Tavares compara a importância da obra de Marques da Silva no Porto nesta época com a que Nicolau Nasoni fez no período barroco. "Ele foi o protagonista da transformação da cidade, ao lado de Correia da Silva (1880-?), o arquitecto do Mercado do Bolhão e dos novos Paços do Concelho), e de Oliveira Ferreira (1884-1957), autor do edifício dos Fenianos do Porto e dos Paços do Concelho de Vila Nova de Gaia, por exemplo)", diz. E acrescenta que a intervenção de Marques da Silva na cidade vai bastante além das dezenas de obras que aqui projectou, prolongando-se também na arquitectura de muitos dos seus alunos na Escola de Belas-Artes (de que foi inclusivamente director em dois períodos, entre 1913-1929).

André Tavares, autor do livro Os Fantasmas de Serralves(Dafne Editora, 2007), é o responsável pelos conteúdos do mapa que a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OA/SRN), a Fundação Marques da Silva e a Câmara Municipal do Porto acabam de lançar dedicado a José Marques da Silva, que está a ser divulgado com um programa de visitas guiadas que começou ontem (ver caixa).

O roteiro identifica 24 edifícios dentro do perímetro da cidade, mas a relevância da arquitectura de Marques da Silva não se esgota no Porto. "Seria preciso acrescentar-lhe, entre outros, os principais projectos de Guimarães - o mercado municipal (actualmente em risco de demolição), o edifício da Sociedade Martins Sarmento e a Igreja da Penha - para termos uma ideia mais completa sobre a sua obra", diz André Tavares.

José Marques da Silva nasceu no Porto e diplomou-se na Academia das Belas-Artes, ente 1882-89. Neste ano, vai para Paris frequentar a École National des Beaux-Arts, onde é aluno do mestre Victor Laloux (1850-1937) e onde, em 1896, conquista o ambicionado DPLG (um arquitecto "diplômé par le gouvernement" pode exercer profissionalmente a profissão, sem ter de passar pelo crivo das ordens profissionais).

Tradição e racionalismo

Na capital francesa, Marques da Silva absorve "uma cultura académica que alia os valores da tradição clássica com o racionalismo e esquemas de compromisso funcional mais adaptados à mecânica da vida moderna", escreve André Tavares na apresentação do mapa. Tratou-se, afinal, do aperfeiçoamento da formação que levava da escola do Porto, que bebia já da mesma tradição francófona.

No regresso à cidade natal, Marques da Silva vai logo poder aplicar o seu projecto de fim de curso na construção da Estação de S. Bento, para acolher o comboio que então acabava de chegar ao Porto. Com o tempo e o seu trabalho continuado, torna-se num dos arquitectos mais influentes, tanto junto do poder municipal como dos empresários (na altura dizia-se "capitalistas") e famílias que a ele recorrem para o projecto das suas casas e edifícios-sede.

André Tavares assinala "o papel muito interveniente" que Marques da Silva desempenhou na discussão técnica do projecto para a Avenida dos Aliados entregue ao arquitecto e urbanista inglês Richard Barry Parker (1867-1947), ligado ao movimento Arts and Crafts, e com o qual a Câmara queria afirmar o Porto como "a" cidade de serviços da Região Norte. "É interessante ver, nessa altura, a associação da racionalidade de construção promovida pelo arquitecto inglês, desenhar a partir da ideia muito óbvia das três janelas em grandes fachadas de vidro sobre uma estrutura toda muito homogénea, como vemos na Rua do Almada, por exemplo, com a intervenção de Marques da Silva e a sua cultura francesa, o seu gosto mais decorativo, com fachadas monumentais de pedra muito trabalhadas e requintadas". Uma influência que iria fazer mais doutrina na configuração futura da Avenida dos Aliados, como depois se pôde ver com edifícios como o do jornal O Comércio do Porto, de Rogério de Azevedo.




As obras de José Marques da Silva

Estação de S. Bento, Praça de Almeida Garrett, 1896-1916

A Estação de S. Bento é a adaptação ao Porto do projecto de fim de curso que Marques da Silva desenhou na Escola de Belas-Artes de Paris, e que expôs depois na Câmara do Porto, logo que regressou. "Ele sabia que o comboio estava a chegar ao Porto e fez o seu projecto à medida das necessidades de uma estação para a cidade", diz André Tavares. No edifício, é visível a influência do mestre de Marques da Silva, Victor Laloux (autor do Quai d"Orsay, em Paris, uma estação ferroviária que é agora um museu). Mas "S. Bento é mais um edifício urbano do que apenas um salão para receber comboios e passageiros", nota Tavares, realçando a importância que a estação, pela sua monumentalidade, tem nesta zona da cidade.

Bairro O Comércio do Porto, R. Constituição/Serpa Pinto, 1899

Para quem conhece as obras mais monumentais de Marques da Silva, não deixa de ser surpreendente ver que ele também abordou o problema da habitação, e também desenhou bairros operários. Um exemplo, que ainda sobrevive mantendo a estrutura original essencial, é o conjunto de pequenas casas implantadas em três ruas na zona da Constituição, numa iniciativa do jornal O Comércio do Porto. A tipologia base é a de quatro habitações geminadas num só volume de quatro frentes, com dois pisos, e rodeado por pequenos jardins, que conseguem "o máximo aproveitamento do espaço e a máxima contenção de custos". O plano original incluiu 14 fogos, que foram construídos entre 1899 e 1904.

Teatro de São João, Praça da Batalha, 1909

É, depois de S. Bento, o outro edifício-monumento com que Marques da Silva marcou a Baixa. O arquitecto aproveitou as fundações e parte dos escombros do anterior teatro, que ardera em 1908. "Nota-se bem a ideia de usar uma "peça de arquitectura" para organizar a irregularidade urbana da Praça da Batalha. O teatro dá-lhe coerência", diz André Tavares. E chama a atenção para os elementos decorativos da fachada e para a solução das portas e das janelas do primeiro piso, com amplos arcos em vidro a emoldurar as janelas instaladas dentro deles. No interior, segue o desenho clássico do teatro à italiana, com a organização dos espaços - os átrios, as escadas e o salão nobre - à francesa, seguindo o modelo da Ópera de Paris.

Casa-atelier, Praça do Marquês de Pombal, 1909

Construída num terreno ao lado da casa do seu sogro José Lopes Martins, a casa de Marques da Silva mistura criteriosamente as funções de residência e de atelier, tendo o cuidado de, ao mesmo tempo, as separar e fazer comunicar. A fachada para o Marquês mostra "o entusiasmo decorativo", bebido na estética do românico, com que o arquitecto sempre pontuava as obras. A sala de estar denota o mesmo cuidado decorativo, tanto na projecção da sua bow window como nas formas do fogão de sala ou na escada. O arquitecto fez também intervenções importantes na casa do sogro. Actualmente, ambas as propriedades pertencem à Fundação Instituto Marques da Silva, estando a ser objecto de restauro.

Escola Alexandre Herculano, Avenida de Camilo, 1914-1931

Tanto esta escola como a Rodrigues de Freitas (1918-1932) são obras com que Marques da Silva se envolveu no plano de expansão da cidade e de gestão do crescimento urbano. Qualquer delas tem uma relação estreita com o lugar: a Avenida Camilo, no caso da Alexandre Herculano; a Praça Pedro Nunes, na segunda. Trata-se de dois liceus da República, que respondem ao ideário de instrução do povo, e, arquitectonicamente, seguem "a lógica funcional pragmática" que estava em voga na Europa, diz André Tavares. São edifícios com grande amplitude espacial na disposição ortogonal dos diferentes volumes funcionais. E estão ambos marcados por uma decoração reduzida ao elementar, mas muito eficaz.

Seguros A Nacional, Avenida dos Aliados, 1919

A Avenida dos Aliados, aberta na segunda década do século após a demolição da antiga câmara, é demarcada a sul por dois edifícios monumentais encimados por duas torres-escultura. São ambos de Marques da Silva, que assim deixou também a sua assinatura na "sala de visitas" da cidade. O do lado esquerdo é a sede de uma seguradora, e é marcado por uma pujante docoração Beaux-Arts. São dois edifícios que aproveitam as virtualidades da nova tecnologia construtiva do betão armado que permitia apostar nesta filigrana decorativa. O interior também é muito cuidado, e este contém ainda um hall-galeria comercial (cafetaria, barbearia...) que fazia o espaço urbano entrar pelo edifício dentro. É "a arquitectura como obra total", diz André Tavares.

Jazigo de José Lopes Martins, Cemitério da Lapa, 1921

A arquitectura religiosa e funerária foi também cultivada por Marques da Silva, que desenhou as igrejas de S. Torcato e da Penha, em Guimarães. Paralelamente, sempre se interessou pela arquitectura funerária. Em Paris visitou certamente os cemitérios, e em particular o de Père Lachaise, de onde, diz o especialista na sua obra, António Cardoso, trouxe a inspiração "para capelas de inumação ostentatória e gosto românico". Uma dessas capelas é a estrutura central do jazigo que fez para o seu sogro, na Lapa, e que se completa com uma sepultura do outro lado do passeio, criando um território onde cabem ainda dois bancos de pedra. "É trazer a lógica urbana da cidade dos vivos para a cidade dos mortos", diz Tavares.

Casa de Serralves, Rua de Serralves, 1925-1943

É uma das últimas obras a que Marques da Silva tem o nome ligado, já que só no início dos anos 40 é que foi terminada a Casa de Serralves, para a qual o arquitecto fizera, a pedido do proprietário, o Conde de Vizela, um primeiro projecto de ampliação da velha moradia da família. Sabe-se agora que Serralves resultou da contribuição de múltiplos arquitectos e decoradores franceses, de Jacques Émile Ruhlmann a Charles Siclis, Jacques Gréber e Alfred Porteneuve. Mas Marques da Silva, que era uma espécie de "arquitecto de família", acompanhou a obra até ao fim, sendo, de algum modo, o responsável pela síntese coerente com ar de "modernismo temperado", diz André Tavares.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

BYPASS


A BYPASS é uma publicação hiperdisciplinar anual, editada por Álvaro Seiça Neves e Gaëlle Silva Marques, que convida vários autores, de diversas áreas e nacionalidades, a apresentarem um trabalho escrito/visual sobre o tema proposto para cada número. O tema do número inaugural é ARQUITECTURA e é dado a conhecer hoje na Casa Fernando Pessoa .


Só por curiosidade e com orgulho: Álvaro Seiça Neves foi aluno na nossa escola!

terça-feira, 30 de junho de 2009

«Far other worlds and other seas»

A partir de amanhã e até sábado, a Universidade do Porto vai ser a capital da Utopia europeia. Durante estes quatro dias mais de 200 investigadores oriundos de universidades de todo o mundo vão reunir-se na Reitoria da Universidade do Porto para o 10º Congresso Internacional da Sociedade Europeia de Estudos Utópicos, que terá por título «Far other worlds and other seas».

De carácter eminentemente interdisciplinar, a área dos Estudos sobre a Utopia engloba temas tão diversos como a Arquitectura, o Planeamento Urbano, Ciência, Educação, Política, Literatura, Cinema ou Ambiente. Para abordarem todas estas matérias foram convidados mais de 200 investigadores que estarão divididos por 42 painéis.


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=32868&op=all

O programa completo pode ser consultado na página http://web.letras.up.pt/uss2009.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Álvaro Siza Vieira

O arquitecto português recebeu em Londres a medalha de ouro do Real Instituto dos Arquitectos Britânicos, juntando-se a Niemeyer, Le Corbusier, Gehry ou Lloyd-Wright.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Arquitecto Nuno Brandão Costa distinguido com o Prémio Secil Arquitectura 2008

A obra vencedora do Prémio Secil Arquitectura 2008, o Edifício Administrativo e Show-Room «Móveis Viriato», em Terronhas, Recarei, Paredes, Porto, partiu de um «projecto muito bem delineado pelo cliente desde o primeiro momento», assinalou o autor.
O edifício é descrito pelo arquitecto como dotado de «características pouco comuns», o que resultou num projecto «muito invulgar».
«Pode parecer um contra-senso mas o que dá liberdade a um arquitecto é existir uma planificação inteligente da parte do cliente desde o arranque», observou.


O prémio, atribuído de dois em dois anos, é uma referência na área da arquitectura e distingue obras que incorporam o material principal da actividade da Secil – o cimento – e que, ao mesmo tempo, “constituam peças significativas no enriquecimento da arquitectura portuguesa”, na expressão da empresa.

No texto em que justifica a sua escolha, o júri, presidido pelo arquitecto Duarte Nuno Simões, salienta que o edifício de Nuno Brandão Costa, “inserindo-se numa paisagem industrial e menos qualificada, [demonstra] a capacidade da arquitectura transformar a envolvente”. O júri refere também o importante facto de se tratar de um "show-room" de móveis, um “programa comercial nem sempre entregue a arquitectos”.

Nuno Brandão Costa formou-se na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, cidade onde nasceu em 1970, e estagiou no atelier dos arquitectos suíços Herzog & de Meuron. Tem vários projectos construídos, sobretudo no Norte do país.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Design e Arquitectura

Turim está cheia de design e arquitectura.

Turim é, em 2008, a primeira Capital Mundial do Design, escolhida pelo International Council of Industrial Design em 2005. O P2 esteve em Turim e aponta as mostras essenciais, à mistura com a arquitectura.

(...)
À margem do design

Mole Antonelliana, o museu do cinema no topo de Turim

Já que se está em Turim, não se perca o Museu Nacional de Cinema, na antiga Mole Antonelliana. Foi ali que foram entregues os prémios Young? Creative? Chevrolet, entre os quais foram distinguidos estudantes portugueses - Ricardo Trindade e Rafael Gonçalves com o 2º lugar em artes visuais e Paulo Duarte com o terceiro lugar em fotografia. É como estar numa cena de A Biblía, rumo ao topo da Torre de Babel, ou no Gugenheim de Nova Iorque, mas numa espiral de uma sinagoga que nunca o foi. Desenhado por Alessandro Antonelli em 1863, já foi o edifício mais alto da Europa e hoje é um dos museus mais altos do mundo. A colecção está espalhada ao longo das paredes. É em espiral que se visita o museu, mas é na mais pura vertical que se apanha o elevador transparente que vai da cave até meio da torre metálica (que ascende até aos 167 metros) para ver um outro filme: o da panorâmica imbatível sobre a cidade de Turim. A imagem da Mole Antonelliana é tão icónica quanto a da memória cinematográfica que alberga e até foi desenhada por Hayao Miyazaki no filme The Crimson Pig. Lá dentro está o Alien de Ridley Scott, mais de 300 mil posters e cartazes de época do cinema italiano e mundial, entre os quais dois originais raros do Cinématographe Lumière que anunciam o nascimento do cinema. Do espólio também constam adereços e elementos de cenário (mais de 1500) de O Gigante a Casanova, passando por O Império Contra-Ataca, além de fotografias e dos primeiros aparelhos que fizeram a história do cinema. J.A.C.

In P2 - 17.09.2008, Por Joana Amaral Cardoso

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