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terça-feira, 28 de maio de 2013

Escritor Mia Couto ganha Prémio Camões

(actualizado às )

Prémio, que tem o valor de 100 mil euros, foi anunciado ao princípio da noite desta segunda-feira no Rio de Janeiro.
O vencedor do prémio literário mais importante da criação literária da língua portuguesa é o escritor moçambicano autor de livros como Raiz de Orvalho, Terra Sonâmbula e A Confissão da Leoa . É o segundo autor de Moçambique a ser distinguido, depois de José Craveirinha em 1991.
O júri justificou a distinção de Mia Couto tendo em conta a “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”, segundo disse à agência Lusa José Carlos Vasconcelos, um dos jurados.
A obra de Mia Couto, “inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade”, acrescentou Vasconcelos. Além disso, conseguiu “passar do local para o global”, numa produção que já conta 30 livros, que tem extravasado as suas fronteiras nacionais e tem “tido um grande reconhecimento da crítica”. Os seus livros estão, de resto, traduzidos em duas dezenas de línguas.
Do júri, que se reuniu durante a tarde desta segunda-feira no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro e da Biblioteca Nacional, fizeram também parte, do lado de Portugal, a professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro galardoado com o Prémio Camões, em 1989), os brasileiros Alcir Pécora, crítico e professor da Universidade de Campinas, e Alberto da Costa e Silva, embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor e professor universitário moçambicano João Paulo Borges Coelho e o escritor angolano José Eduardo Agualusa.
Também em declaração à Lusa, Mia Couto disse-se "surpreendido e muito feliz" por ter sido distinguido com o 25º. Prémio Camões, num dia que, revelou, não lhe estava a correr de feição. “Recebi a notícia há meia hora, num telefonema que me fizeram do Brasil. Logo hoje, que é um daqueles dias em que a gente pensa: vou jantar, vou deitar-me e quero me apagar do mundo. De repente, apareceu esta chamada telefónica e, obviamente, fiquei muito feliz”, comentou o escritor, sem adiantar as razões.
O editor português de Mia Couto, Zeferino Coelho (Caminho), ficou também “contentíssimo” quando soube da distinção. “Já há muitos anos esperava que lhe dessem o Prémio Camões, finalmente veio”, disse ao PÚBLICO, lembrando que passam agora 30 anos sobre a edição do primeiro livro de Mia Couto em Moçambique, Raiz de Orvalho.
O escritor não virá à Feira do Livro de Lisboa, actualmente a decorrer no Parque Eduardo VII, porque esteve na Feira do Livro de Bogotá, depois foi para o Canadá e só recentemente voltou a Maputo. Zeferino Coelho espera que o autor regresse a Portugal na rentrée, em Setembro ou Outubro.
Nascido em 1955, na Beira, no seio de uma família de emigrantes portugueses, Mia Couto começou por estudar Medicina na Universidade de Lourenço Marques (actual Maputo). Integrou, na sua juventude, o movimento pela independência de Moçambique do colonialismo português. A seguir à independência, na sequência do 25 de Abril de 1974, interrompe os estudos e vira-se para o jornalismo, trabalhando em publicações como A Tribuna, Tempo e Notícias, e também a Agência de Informação de Moçambique (AIM), de que foi director.
Em meados da década de 1980, regressa à universidade para se formar em Biologia. Nessa altura, tinha já publicado, em 1983, o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho.
"O livro surgiu em 1983, numa altura em que a revolução de Moçambique estava em plena pujança e todos nós tínhamos, de uma forma ou de outra, aderido à causa da independência. E a escrita era muito dominada por essa urgência política de mudar o mundo, de criar um homem e uma sociedade nova, tornou-se uma escrita muito panfletária”, comentou Mia Couto em entrevista ao PÚBLICO (20/11/1999), aquando da reedição daquele título pela Caminho.
Em 1986 edita o seu primeiro livro de crónicas, Vozes Anoitecidas, que lhe valeu o prémio da Associação de Escritores Moçambicanos. Mas é com o romance, e nomeadamente com o seu título de estreia neste género, Terra Sonâmbula (1992), que Mia Couto manifesta os primeiros sinais de “desobediência” ao padrão da língua portuguesa, criando fórmulas vocabulares inspiradas da língua oral que irão marcar a sua escrita e impor o seu estilo muito próprio.
“Só quando quis contar histórias é que se me colocou este desafio de deixar entrar a vida e a maneira como o português era remoldado em Moçambique para lhes dar maior força poética. A oralidade não é aquela coisa que se resolve mandando por aí umas brigadas a recolher histórias tradicionais, é muito mais que isso”, disse, na citada entrevista. E acrescentou: “Temos sempre a ideia de que a língua é a grande dama, tem que se falar e escrever bem. A criação poética nasce do erro, da desobediência.”
Foi nesse registo que se sucederam romances, sempre na Caminho, como A Varanda do Frangipani (1996), Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (2002 – que o realizador José Carlos Oliveira haveria de adaptar ao grande ecrã), O Outro Pé da Sereia (2006), Jesusalém (2009), ou A Confissão da Leoa (2012). A propósito dos seus últimos livros, o escritor confessou algum cansaço por a sua obra ser muitas vezes confundida com a de um jogo de linguagem, por causa da quantidade de palavras e expressões “novas” que neles aparecem.
Paralelamente aos romances, Mia Couto continuou a escrever e a editar crónicas e poesia – “Eu sou da poesia”, justificou, numa referência às suas origens literárias.
Na sua carreira, foi também acumulando distinções, como os prémios Vergílio Ferreira (1999, pelo conjunto da obra), Mário António/Fundação Gulbenkian (2001), União Latina de Literaturas Românicas (2007) ou Eduardo Lourenço (2012).
Nas anteriores 24 edições do Prémio Camões, Portugal e Brasil foram distinguidos dez vezes cada, a última das quais, respectivamente, nas figuras de Manuel António Pina (2011) e de Dalton Trevisan (2012). Angola teve, até ao momento, dois escritores citados: Pepetela, em 1997, e José Luandino Vieira, que, em 2006, recusou o prémio. De Moçambique fora já premiado José Craveirinha (1991) e de Cabo Verde Arménio Vieira (2009).
Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, e actualmente com o valor monetário de cem mil euros, este é o principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa e consagra anualmente um autor que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum. Com Isabel Coutinho

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nuno Júdice: Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana

O poeta português Nuno Júdice foi hoje galardoado com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana, que reconhece o conjunto de uma obra de um autor vivo, cujo valor literário constitui uma contribuição relevante ao património cultural Ibero-Americano.
Nuno Júdice, de 64 anos, é autor de 30 livros de poesia, entre os quais A Matéria do Poema e Guia dos Conceitos Básicos, editado em 2010. O autor, que começou a publicar poesia em 1972 – A Noção do Poema e O Pavão Sonoro –, tem escrito também obras de ensaio, teatro e ficção. A Dom Quixote publicou, no passado mês de Fevereiro, a novela A Implosão. Além do universo hispânico, Nuno Júdice tem obras traduzidas em Itália, Inglaterra e França.
Nasceu na Mexilhoeira Grande, Algarve, formou-se em Filologia Românica pela Universidade Clássica de Lisboa e é professor associado da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1989. Entre 1997 e 2004 desempenhou as funções de conselheiro cultural e director do Instituto Camões em Paris. Tem publicado estudos sobre teoria da literatura e literatura portuguesa.Tem livros traduzidos em várias línguas, destacando-se Espanha, onde tem uma antologia na colecção Visor de poesia, e França, onde está publicado na colecção Poésie/Gallimard. Dirigiu até 1999 a revista Tabacaria, da Casa Fernando Pessoa. Em 2009, assumiu a direcção da revista Colóquio/Letras da Fundação Calouste Gulbenkian.
O escritor  já foi galardoado com vários prémios literários, nomeadamente o Prémio Pen Clube, em 1985, o Prémio Dom Dinis, em 1990, o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, em 1995, e o Prémio Fernando Namora, em 2004.
O Prémio, atribuído anualmente, e que em 2003 distinguiu Sophia de Mello Breyner Andresen, é concedido pelo Património Nacional e pela Universidade de Salamanca, sendo considerado o mais prestigiado deste género no universo Ibero-americano.


https://www.facebook.com/nunojudice

"O ar está cheio de palavras; e
até as que se perdem contra o fundo
de muros, as que caem no outono
como as folhas das árvores, as
que se afogam no pântano das indecisões,
deixam no ar o seu eco."

Nuno Júdice, in " Poesia Reunida"
Dom Quixote
 


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O PORTUGUÊS QUE TRABALHOU COM O NOBEL DA QUÍMICA 2012

 
 
David Aragão ficou todo satisfeito quando abriu, ontem, a sua caixa de correio eletrónico. Tinha uma mensagem de Brian Kobilka, um dos dois norte- americanos a quem a Real Academia das Ciências sueca atribuiu há dias o Prémio Nobel da Química 2012 – o outro foi Robert Lefkowitz. “Logo na quarta- feira, quando foi anunciado o prémio, mandei- lhe um e- mail a dar- lhe os parabéns e nem estava à espera que me respondesse tão depressa, porque deve ter recebido imensas mensagens”, conta o investigador português.
(....)
Atualmente investigador no Australian Synchrotron, em Melburne, David Aragão tem uma história em comum com Brian Kobilka. O jovem português trabalhou de perto com o novo Nobel da Química durante dois anos, e em janeiro de 2011, foi um dos coautores do artigo publicado na revista Nature que o comité Nobel considerou a “cereja no topo do bolo” do trabalho realizado pelo cientista norte- americano na busca dos recetores acoplados à proteína G, como são designados estes recetores celulares, que estão na base de algumas funções básicas do organismo e cuja descodificação foi o motivo do Nobel.
(...)
Já este ano, David Aragão publicou outro artigo na Nature, na sua própria linha de trabalho, e agora, na Austrália, continua a perseguir proteínas de membranas celulares que poderão dar respostas no combate a doenças por bactérias.
 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Três capas de livro portuguesas entre as 50 melhores do mundo











 
O atelier Ferrand, Bicker & Associados (Coimbra), do designer Fernando Bicker, criou três das 50 melhores caps de livros do mundo, no âmbito do concurso 50 Books/50 Covers: Celebratingo Book Design


 

Projeto «Newton gostava de ler!» vence primeiro prémio no concurso «Ciencia en Acción»

 

Dos dois projetos da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro selecionados para a final do concurso «Ciência en Acción», o projeto «Newton gostava de ler!», desenvolvido em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares, venceu o primeiro prémio em ex aequo na modalidade «Materiais Didáticos de Ciência». O evento decorreu de 5 a 7 de outubro, na CosmoCaixa de Alcobendas, em Madrid.
A nossa ecola tem participado neste projeto que promove, nas bibliotecas das escolas de vários agrupamentos em Aveiro, Estarreja e em Sintra, um programa anual de atividades que visa aproximar literatura e ciência, partindo de um primeiro momento de leitura de uma obra ou de um excerto literários, para a exploração de fenómenos, conceitos, experiências científicas simples. O júri valorizou especialmente a combinação, numa só proposta, de ciência/leitura/experiência, envolvendo diversas temáticas e materiais simples.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Cruzeiro Seixas condecorado pela SPA com a Medalha de Honra

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) vai atribuir hoje a Medalha de Honra ao pintor e poeta Cruzeiro Seixas, de 91 anos, cuja obra se destacou no movimento surrealista português. Na sessão será feita uma apresentação sobre a vida e a obra de Artur Cruzeiro Seixas pelo historiador de arte Rui Mário Gonçalves. Nascido na Amadora, em 1920, no final dos anos de 1940, Cruzeiro Seixas participou nas actividades dos surrealistas António Maria Lisboa, Mário Cesariny, Mário-Henrique Leiria, Pedro Oom, Fernando José Francisco, Risques Pereira, Fernando Alves dos Santos, Carlos Eurico da Costa, Carlos Calvet e António Paulo Tomaz. Foi um dos fundadores do grupo "Os Surrealistas", com Mário Cesariny, falecido em 2006, e Fernando José Francisco, falecido no início de 2009. (fonte: DN - )


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ouro, Prata, Bronze e Menção Honrosa para a Matemática Portuguesa no Pódio Olímpico



Miguel Santos volta a repetir o ouro conseguido em 2011.

O melhor resultado de sempre da matemática portuguesa em Olimpíadas Internacionais de Matemática (OIM): Uma medalha de Ouro, uma de Prata, duas de Bronze e uma Menção Honrosa.

A mais jovem equipa de sempre de matemáticos lusos que representou Portugal nas
53ª Olimpíadas Internacionais de Matemática (decorreram na Argentina, Mar da Prata, entre 8 e 15 do corrente mês), acaba de atingir um novo recorde numa prestação de excelência, a melhor de sempre:
Miguel Santos - medalha de OURO 
Miguel Moreira - medalha de PRATA 
João Nuno Lourenço - medalha de BRONZE 
Luís Duarte - medalha de BRONZE 
Francisco Andrade - Menção Honrosa

As 53ª OIM reuniram 550 participantes provenientes de uma centena de países.


MUITOS PARABÉNS A ESTA EQUIPA E À JOANA TELES 

Recorde-se a constituição da equipa portuguesa: Francisco Tuna de Andrade (9º ano - Escola Secundária do Padrão da Légua, Matosinhos), João Nuno Pereira Lourenço (12º ano - Escola Secundária Filipa de Vilhena, Porto), Miguel Moreira (10º ano - Escola Secundária Rainha D. Amélia, Lisboa) e Nuno Miguel Arala Santos (9º ano - Colégio Nossa Senhora de Lourdes, Porto), Miguel Martins dos Santos (11º ano - Escola Secundária de Alcanena) e Luís Pedro Lopes Duarte (11º ano - Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico de Alcains).


A equipa lusa foi seleccionada a partir de um grupo de 24 medalhados das categorias A (8º e 9º anos) e B (do 10º ao 12º ano) das XXX e das XXIX Olimpíadas Portuguesas de Matemática.


A participação nas 53ª OIM foi organizada pela Sociedade Portuguesa de Matemática, e a seleção e preparação dos alunos esteve a cargo do Projecto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Biólogo português vence prémio de Ambiente da Thomson Reuters

Biólogo português vence prémio de Ambiente da Thomson Reuters

Biólogo português vence prémio de Ambiente da Thomson Reuters

O biólogo português Diogo Veríssimo venceu o prémio da IUCN – Thomson Reuters Environmental Media Awards, cujo objectivo é honrar o jornalismo excepcional de ambiente. “Receber este prémio vai ajudar a promover a minha missão de melhorar o alcance e esforços de angariação de fundos para a conservação de biodiversidade. Estou muito grato a todos que me apoiaram, votaram e partilharam o meu texto”, explicou Diogo Veríssimo.
O prémio convidava todos os intressados a exporem a sua visão da sustentabilidade. Diogo Veríssimo, que está a terminar um doutoramento na área da conservação e marketing social, irá agora participar no próximo World Conservation Congress, que se realiza na Coreia do Sul. Este é o principal congresso de conservação na natureza do mundo e decorre apenas de quatro em quatro anos.
A Thomson Reuters recebeu 162 artigos de 48 países, num total de 24.274 votos registados. O biólogo português, que foi apoiado pelo Green Savers, recebeu 5.352 votos.
Recorde o artigo de Diogo.
O “verde” da crise: tornando um revés numa oportunidade (por Diogo Veríssimo)
“A CRISE económica traz dificuldades mas também cria oportunidades. Quer tenha de gerir uma empresa multinacional ou um orçamento familiar, há duas formas de balançar as contas: ou aumenta as receitas ou diminui as despesas. É neste contexto que a crise económica que atravessamos pode ser o incentivo que precisamos para combater aquele que, é porventura, o maior inimigo do desenvolvimento sustentável: o desperdício
A crise económica que presentemente atinge sobretudo a Europa e a América do Norte tem tido implicações desastrosas. Contudo, o corrente quadro económico apresenta, ao mesmo tempo e talvez mais do que nunca, um grande estímulo à eficiência, essa grande amiga da sustentabilidade. E é este impulso para ser mais eficiente que nos pode levar a finalmente lidar com o gigantesco desperdício que impera no estilo de vida da maioria de nós.
Se acha que isto do desperdício não é uma coisa assim tão importante, então continue a ler. Tomemos como exemplo duas das mais básicas necessidades humanas: comida e água. No ano passado 1,3 mil milhões de comida, o equivalente a 25 mil vezes o peso do Titanic e cerca de um terço da produção mundial, foi desperdiçado. Isto dá em média cerca de 200 kg por pessoa. Quanto à água, cerca de um terço da água potável que extraímos é desperdiçada devido a fugas nas canalizações, torneiras a pingar, etc. Um única torneira a pingar pode desperdiçar mais de 20 litros de água por dia. Nos Estados Unidos, as famílias desperdiçam cerca de 1 trilião de litros por ano, o suficiente para encher 40 mil piscinas olímpicas.
Este desperdício colossal, para além de pouco ético, tem um custo também ele colossal. Voltando aos Estados Unidos, o país para o qual há mais dados, €32 mil milhões (R$80,7 mil milhões) são gastos todos os anos em comida que nunca chegará a ser consumida. Isto é 40 vezes mais do que os lucros conseguidos pelo Facebook no mesmo período. A isto temos de juntar mais €600 milhões (R$1,5 mil milhões) por ano para que esta comida desperdiçada seja transportada e mantida em aterros sanitários ou incinerada. Em relação à água, os números são igualmente assustadores. Nos Estados Unidos as famílias gastam cerca de 10 mil milhões (R$25,2 mil milhões) por ano em água que nunca será usada. Isto é 26 vezes o lucro anual da companhia de material desportivo Nike.
Estes números podem inicialmente parecer avassaladores, mas não devem. A enorme quantidade de desperdício produzido pela sociedade em que vivemos é igualada por uma enorme oportunidade, e dado o contexto económico uma necessidade, para ser mais eficiente. Está nas nossas mãos fazer o nosso estilo de vida mais economicamente e ambientalmente sustentável. A diferença está em pequenos detalhes como ter a criatividade de organizar uma refeição com as sobras dos dias anteriores em vez de deitar tudo para lixo ou fechar a torneira enquanto escovamos os dentes poupando litros e litros de água. Podemos e devemos fazer desta crise uma oportunidade para a sustentabilidade ambiental”.

http://greensavers.sapo.pt/2012/07/02/biologo-portugues-vence-premio-de-ambiente-da-thomson-reuters/

sábado, 30 de junho de 2012

Escritora Dulce Maria Cardoso condecorada em França



A edição dos livros “Campo de Sangue” (2002), “Os Meus Sentimentos” (2005) e “Até Nós” (2008), já traduzidos em França e noutras línguas, valeu à escritora Dulce Maria Cardoso (n. 1964) a condecoração francesa de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras.

O Ministério da Cultura francês justifica a distinção — a entregar em Lisboa, em data ainda a designar — pelo papel que a obra da escritora tem na “irradiação da cultura em França e no mundo”.


Criada em 1957, a condecoração da Ordem das Artes e das Letras corresponde a uma das mais altas distinções honoríficas da República Francesa e homenageia personalidades que se destacaram pela sua contribuição na difusão da cultura em França.

Entre os portugueses que já receberam esta condecoração estão os escritores Lídia Jorge e António Lobo Antunes, a fadista Mariza, o comendador Joe Berardo, o ensaísta Eduardo Lourenço, o editor Manuel Alberto Valente, o coreógrafo e bailarino Rui Horta, a actriz Leonor Silveira, o jornalista Carlos Pinto Coelho e o encenador Joaquim Benite.

Dulce Maria Cardoso, que em 2009 recebeu o Prémio Europeu de Literatura pelo romance “Os Meus Sentimentos”, é autora do livro de contos “Até Nós” e do romance “O Chão dos Pardais” publicado em Portugal em 2009. Em 2011 publicou “O retorno”, sobre a experiência dos retornados, da descolonização de Angola (de onde saiu na infância, via Ponte Aérea), do fim do Império e das suas consequências no Portugal contemporâneo. O romance foi considerado pela crítica como o melhor do ano e venceu ainda o prémio especial da crítica nos Prémios LER/Booktailors 2011.

A escritora nasceu em Trás-os-Montes em 1964, passou a infância em Angola e vive agora em Lisboa. Formou-se na Faculdade de Direito de Lisboa e o seu primeiro romance “Campo de Sangue” recebeu o Grande Prémio Acontece de Romance.


http://publico.pt/Cultura/franca-condecora-a-escritora-dulce-maria-cardoso-1552419

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Prémio Fundação Inês de Castro para Gonçalo M. Tavares


Depois de ter sido distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e com o Prémio Fernando Namora, o romance "Uma Viagem à Índia" , de Gonçalo M. Tavares, acaba de ganhar o Prémio Fundação Inês de Castro.
Do júri fizeram parte José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia. Fernando Echevarría, de 82 anos, recebe um Tributo de Consagração pelo conjunto da obra literária.
A entrega do prémio será feita a 4 de Fevereiro na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Prémio "Pessoa" 2011 para Eduardo Lourenço - " o Nobel da Rua dos Douradores"

Ensaísta, professor universitário, filósofo. Eduardo Lourenço é um dos autores portugueses mais consagrados e um intelectual com maior projeção internacional.

É o 25.º premiado com o Prémio Pessoa, uma iniciativa do Expresso em colaboração com a Caixa Geral de Depósitos.

Eduardo Lourenço de Faria, 88 anos e uma vasta obra publicada, foi a escolha do júri deste ano. A reedição, pela Fundação Caloustre Gulbenkian, da sua obra completa - num total de 38 volumes - foi o motivo mais imediato para a atribuição do prémio.

Um trabalho 'ciclópico', como afirmaram os responsáveis científicos da Fundação Calouste Gulbenkian que este ano iniciaram a publicação da obra. De facto, são 38 volumes de ensaios político-filosóficos escritos entre os anos de 1945 e 2010, de um autor que apesar da sua enorme projecção internacional permanece "pouco lido em Portugal", justifica a Gulbenkian.



Prémio "Pessoa" 2011 para Eduardo Lorenço - "O Nobel da Rua dos Douradores"

Eduardo Lourenço eleito Prémio Pessoa (fotogaleria e vídeo) http://aeiou.expresso.pt/o-nobel-da-rua-dos-douradores=f694739

Ensaísta, professor universitário, filósofo. Eduardo Lourenço é um dos autores portugueses mais consagrados e um intelectual com maior projeção internacional.
É o 25.º premiado com o Prémio Pessoa, uma iniciativa do Expresso em colaboração com a Caixa Geral de Depósitos.
A reedição, pela Fundação Caloustre Gulbenkian, da sua obra completa - num total de 38 volumes - foi o motivo mais imediato para a atribuição do prémio.

Um trabalho 'ciclópico', como afirmaram os responsáveis científicos da Fundação Calouste Gulbenkian que este ano iniciaram a publicação da obra. De facto, são 38 volumes de ensaios político-filosóficos escritos entre os anos de 1945 e 2010, de um autor que apesar da sua enorme projecção internacional permanece "pouco lido em Portugal", justifica a Gulbenkian.

Eduardo Lourenço nasceu numa pequena aldeia da Beira Alta, em 1923. Cedo radicado em França, permaneceu sempre fortemente ligado a Portugal.

"Fico furioso", afirmou recentemente em entrevista, quando questionado sobre o facto de poder ser considerado exilado. Ainda este ano, na sua aldeia, foi homenageado como figura ímpar da cultura nacional.

O Prémio Pessoa tem, este ano, o valor de 60 mil euros.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Arquitectos ´honoris causa´pela Universidade de Aveir


Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura e Alcino Soutinho, "figuras ímpares e protagonistas na construção da identidade da Universidade", serão esta tarde homenageados pela Universidade de Aveiro, sendo distinguidos com o doutoramento ´honoris causa´, numa cerimónia que celebra o 38.º aniversário da instituição e que conta com as presenças do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e do ministro da Educação, Nuno Crato.
"Com esta distinção, a UA pretende homenagear as impressões digitais que cada um destes arquitetos deixou um pouco por todo o mundo e, em especial, no Campus Universitário de Santiago, o único local onde se podem ver obras de dois Prémios Pritzker praticamente lado a lado.
" (Souto Moura, em 2011, e Siza Vieira, em 1992).
As obras dos três arquitetos - Biblioteca e Depósito de Água (Siza Vieira), o departamento de Geociências (Souto Moura) e o departamento de Química e de Engenharia de Cerâmica e do Vidro (Alcino Soutinho) - e os demais edifícios do campus da UA constituem «um museu aberto" de arte e arquitetura contemporâneas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma oliveira carregada de poemas "para alimentarmos o mundo e sermos invencíveis"

Na véspera do 13.º Aniversário da entrega do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago e no dia em que a Fundação Saramago celebra a vida e a obra de Tomas Tranströmer, a oliveira que acolheu as cinzas do autor de Memorial do Convento acordou coberta por poemas do autor sueco e exemplares do Discurso de Estocolmo (proferido em Dezembro de 1998), em português, espanhol e inglês, «para que sejam lidos, levados e partilhados».

IN - http://bibliotecariodebabel.com/
- 10/dez/2011
VER MAIS EM
http://www.josesaramago.org/

domingo, 9 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Paz

Três mulheres foram laureadas com o Prémio Nobel da Paz de 2011 - a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman.

Segundo o Comité norueguês do Nobel, elas foram premiadas pela "luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz". A democracia e a paz duradoura no mundo não são viáveis a não ser que as mulheres tenham os mesmos direitos, defendeu o Comité, lembrando que o Conselho de Segurança da ONU aprovou em 2000 uma resolução nessa mesma linha.

Desde 1901, apenas doze mulheres receberam o Nobel da Paz. Estas três mulheres agora premiadas seguem-se à queniana Wangari Maathai - falecida há algumas semanas; esta foi laureada em 2004, por contribuir para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer – Nobel da Literatura 2011



Tomas Tranströmer escreve sobre a morte, a história, a memória e é conhecido pelas suas metáforas. É um poeta que tem uma produção pequena, "não é prolixo", disse no final do anúncio o secretário da Academia, o historiador Peter Englund, embora esteja traduzido em várias línguas. Em Portugal, Tranströmer tem poemas publicados em duas antologias, uma delas chama-se "Vinte e um poetas suecos" (Vega ,1987).

Tomas Tranströmer, 80 anos, psicólogo de formação, sofreu um AVC em 1990. Por isso perdeu as faculdades motoras e não consegue falar. Peter Englund disse à televisão sueca que falou com o laureado e ele se mostrou surpreendido pelo prémio. "Ele estava a escutar música", acrescentou o secretário da Academia. O Prémio Nobel da Literatura 2011 vive numa ilha e depois de ter ficado doente publicou três obras.

Desde 1973 que Tomas Tranströmer, que é o poeta sueco mais traduzido no mundo e recebeu o Prémio Literário do Conselho Nórdico em 1990, era candidato ao Nobel. Há 40 anos que um autor sueco não recebia este prémio.
http://www.publico.pt/Cultura/tomas-transtromer-e-o-premio-nobel-da-literatura--1515270


INSEGURANÇA NACIONAL

O subsecretário se inclina para frente e desenha um X
e as suas orelhas gotejantes balançam como espadas de Dâmocles.

Como uma borboleta sarapintada é invisível contra o chão
e então que o demónio se funde com o jornal aberto.

Um capacete usado por ninguém tomou o poder.
A mãe-tartaruga foge voando debaixo de água.

TOMAS TRANSTRÖMER
tradução inédita de Pedro Calouste

domingo, 25 de setembro de 2011

Homenagem a Wangari Maathai

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifgpzCNH3mXIyt8ibJU4H5wu7hfI2-o1MN6cd721qx3q6ybwZslP2rOKAuHLVgHcTKMZhb7hyphenhyphenuHiEqT7Pa7wHWIlZHPrKeg7GHdEgKoqPkZnc2WZRhVo8-TjL4_ioGUWLlnKArRUcnrgc/s1600/Wangari_Maathai_portrait_by_Martin_Rowe.jpg">
Wangari Muta Maathai (Ihithe, Distrito de Nyeri, 1 de abril de 1940 - Nairóbi, 25 de Setembro de 2011) foi uma professora e ativista política queniana.
Líder do "Green Belt Movement", foi a primeira mulher africana a receber, em 2004, o Prémio Nobel da Paz, "pelo seu contributo para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz".
http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2004/