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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Livros portugueses de divulgação de ciência



Sobre este tema, lemos no De Rerum Natura uma crónica de António Piedade (http://dererummundi.blogspot.com/2011/12/os-livros-portugueses-de-divulgacao-de.html):

O ano de 2011 foi generoso em livros de autores portugueses dedicados à divulgação de ciência. Digo até mais: 2011 deu à estampa alguns volumes que vão ficar (já estão) na galeria dos melhores livros de sempre de divulgação de ciência em língua portuguesa.


Nessa lista de livros de 2011 destacam-se dois que adquirimos para a nossa BE; foram publicados no último trimestre pela Gradiva: “Darwin aos Tiros e outras Histórias de Ciências”, de Carlos Fiolhais e David Marçal e “Casamentos e Outros Desencontros”, de Jorge Buescu. Se o primeiro nos revela histórias da ciência insuspeitas e muito divertidas, o segundo apresenta de uma forma que equilibrada o rigor matemático e a transmissão do seu entendimento por todos, num tom muito humorado e subtil característico de Jorge Buescu. A divulgação da matemática contemporânea, que é substância de inúmeros aspectos do nosso quotidiano, ficou mais rica e mais acessível a todos.

terça-feira, 28 de junho de 2011

As bibliotecas escolares são essenciais

No novo contexto informacional em que vivemos, resultado do desenvolvimento das tecnologias e da Internet, em particular, é fundamental que a escola seja capaz de preparar jovens que, para além de um leque de conhecimentos, alguns axiais como a língua materna e a matemática, dominem um conjunto de competências complexas no que à informação diz respeito. Para responder a essa exigência, as bibliotecas escolares são um bem educativo e cultural essencial.

As formas clássicas de produção, conservação e circulação do saber, intimamente ligadas ao livro e ao impresso, estão a alterar-se profundamente. Crianças e jovens são cada vez mais marcados pelo acesso e uso precoce duma grande parafernália tecnológica - telemóveis, consolas de jogos, mp3, computadores, ipads... -, uma grande apetência por conteúdos audiovisuais e, sobretudo, pela Internet. No final da escola aguarda-os um mercado de trabalho caracterizado pela mudança, flexibilidade, necessidade constante de adaptação e de trabalhadores cada vez mais qualificados. Vão mudar de emprego várias vezes e vão ter de continuar a aprender ao longo da vida.

Quando todo o conhecimento de que necessitamos parece encontrar-se na Web, à distância e velocidade de um clique, as actividades de pesquisa e tratamento de informação tornaram-se mais complexas do que podíamos imaginar. E a geração que apelidamos de "nativos digitais" ou "geração google", apesar da destreza tecnológica, revela grandes fragilidades na procura e uso de conteúdos informativos relevantes e fiáveis, assim como na capacidade de os transformar em conhecimento. Quem é que hoje, no papel de professor ou de pai, não experienciou a frequência com que crianças e jovens se limitam a "googlar" um tema, aplicando a seguir o método do "copiar e colar" para produzirem o trabalho que lhes foi pedido?

Todo este cenário exige que a escola promova o ensino e aprendizagem de diferentes literacias, nomeadamente a literacia de informação, aqui entendida como o conjunto de competências que capacitam para o acesso, uso e aplicação eficaz da informação, em diferentes suportes, formatos e contextos. É este desafio recente, assim como o da leitura, nos tradicionais e nos novos ambientes, que torna as bibliotecas escolares tão necessárias. Vejamos.

Por mais que a tecnologia nos inunde, a leitura continua a ser uma aprendizagem primordial, condição de todas as outras. Aprende-se a ler, lendo, o livro continua a ser o suporte de eleição para essa aprendizagem, e a leitura, analógica ou digital, o instrumento de compreensão global. Nem todas as famílias têm condições para proporcionar livros e um ambiente leitor às suas crianças e jovens. As bibliotecas escolares são, pois, um ponto de acesso ao livro, a outros suportes e a actividades que estimulam o interesse e competências de leitura ao longo da escolaridade.

As bibliotecas escolares são igualmente um espaço de inclusão digital. Alguns programas do Ministério da Educação, o próprio embaratecimento da tecnologia, facilitaram a posse de computador pessoal. Em relação à Internet, considerando os dados do projecto Eukids Online, verificamos que só 78% das crianças e dos jovens portugueses entre 9 e 16 anos acedem à Internet. E cerca de um terço através das bibliotecas, tanto escolares como públicas.

Mas a inclusão digital não se resume ao acesso, pelo contrário, transfere-se cada vez mais, mesmo nos países mais desenvolvidos, para o problema do uso. Entendidas como espaços de aprendizagem, as bibliotecas escolares desempenham um papel fundamental na promoção de um uso seguro, criterioso, crítico e eficaz da informação. Em todos os agrupamentos de escolas e escolas secundárias têm sido o lugar por excelência onde estas questões são especificamente colocadas e trabalhadas com os professores bibliotecários, com todos os docentes já sensibilizados para o tema e, em especial, com os alunos. O Programa Rede de Bibliotecas Escolares tem sido decisivo no desenvolvimento destes espaços na escola.

por MARGARIDA TOSCANO, PROFESSORA E MEMBRO DO GABINETE DA REDE DE BIBLIOTECAS ECOLARES
Artigo Parcial em http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1890187&seccao=Convidados&page=-1

sexta-feira, 27 de maio de 2011

ACORDO ORTOGRÁFICO – Guia rápido para a aplicação da nova ortografia

Encontra-se disponível para consulta o Guia Rápido para a Aplicação da Nova Ortografia, uma edição dos Ministérios da Educação e da Cultura e da autoria do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC).
Sendo a língua portuguesa um elemento essencial do património cultural português, a sua protecção e valorização, bem como a sua defesa e promoção, são tarefas fundamentais do Estado.
O presente Guia tem como objetivo apresentar e contextualizar, de forma sucinta e acessível, as mudanças provocadas na ortografia usada em Portugal pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em 1990, e que se encontra em vigor, em Portugal, desde 13 de maio de 2009. A sua aplicação no sistema educativo português será efectuada a partir do ano lectivo de 2011/2012.
Fonte: DGIDC
http://www.dgidc.min-edu.pt/index.php?s=noticias¬icia=74

quinta-feira, 26 de maio de 2011

AVEIRO, FEIRA DO LIVRO E DA MÚSICA 2011

No Rossio, de 26 de Maio a 5 de Junho

Horário:
2ª a 5ª feira – 17:00h às 23:00h
6ª feira – 17:00h às 24:00h
Sábado – 10:00h às 24:00h
Domingo – 10:00h às 23:00h
Dia 1 de Junho – das 10:00h às 23:00h

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Competências de Aprendizagem (EUA)

Investigadores americanos publicam livro em que afirmam que, no final da universidade, os alunos não melhoraram as suas competências de aprendizagem.
No mínimo, preocupante.
Ver artigo aqui: http://chronicle.com/article/New-Book-Lays-Failure/125983/

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Já pensaste no fascínio que as ligações entre as coisas podem ter?

A arquitectura é um “lugar” a partir do qual se lê a realidade e se reflecte sobre a criação e o seu papel nas actividades humanas.

CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO

CASA DA MÚSICA

CASA DAS HISTÓRIAS – PAULA REGO

CASA DE SERRALVES

FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

BIBLIOTECA DE SANTA MARIA DA FEIRA

BIBLIOTECA DE OEIRAS


Foi com base em imagens destes espaços que preparámos um cantinho ma nossa Biblioteca!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

FEIRA DO LIVRO DE AVEIRO

Já abriu, no Rossio.
Hoje, ao final da tarde, as Bibliotecas Escolares do concelho estarão presentes mostrando algumas actividades de promoção da leitura e das literacias.
Nós, ESJE, vamos acompanhar o Lucas e a sua "História da Bolacha Maria". Passem por lá!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Literacia e desenvolvimento

"The High Cost of Low Educational Performance - THE LONG-RUN ECONOMIC IMPACT
OF IMPROVING PISA OUTCOMES"
http://www.oecd.org/dataoecd/11/28/44417824.pdf

Eis um estudo da OCDE que reforça os resultados do estudo nacional «A Dimensão Económica da literacia»

Algumas ideias a reter:
- A qualidade da educação é mais decisiva do que a duração do período da escolaridade.
- A qualidade da educação impulsiona a economia, não o contrário.
- A melhoria da qualidade da educação no nosso país teria um grande impacto na economia: feitas as contas, por exemplo, se Portugal tivesse um nível de educação semelhante ao da Finlândia, o impacto no PIB seria superior a ... 1000% (sim, isso mesmo, mais de mil por cento!)!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Geração copy/paste



No passado dia 30, a revista "Domingo Magazine", suplemento do "Diário do Notícias", pôs em destaque o tema da literacia da informação: http://dn.sapo.pt/revistas/nm/

No artigo "Geração Copy/Paste" são apresentadas algumas das conclusões de um estudo na área da Ciência da Informação, coordenado por Armando Malheiro, da Universidade do Porto intitulado: "A Literacia informacional no Espaço Europeu do Ensino Superior (EEES): estudo da situação das competências da informação em Portugal".

Os resultados não são total novidade para professores e profissionais das bibliotecas que lidam com os adolescentes e os acompanham nos trabalhos escolares.

Eis alguns dados que nos fazem pensar:

"Os jovens de hoje são exímios utilizadores dos computadores e da internet mas nem por isso são gente mais informada. Pelo contrário. Apesar de 99 % deles possuírem e manipularem as novas tecnologias, manifestam uma confrangedora incompetência ao nível da pesquisa, selecção, tratamento e transformação da informação que seleccionam."

"A pesquisa mostra que ao excelente apetrechamento e manuseamento tecnológico dos jovens não se alia um bom desempenho das competências e capacidade na busca e uso da informação no quadro definido pelo Espaço Europeu de Ensino Superior (EEES) e da sociedade da informação/conhecimento. "

«Ficam satisfeitos com os primeiros resultados das buscas. Manifestam uma postura acrítica das fontes e dos resultados obtidos», observa o investigador, ensaiando uma possível explicação para a situação: «Sentem-se auto-suficientes porque dominam o acesso e as condições de acesso tecnológico.» A possibilidade e facilidade de acederem como e sempre que quiserem a um manancial gigantesco de dados parece conferir aos jovens um forte sentimento de apropriação da informação, libertando-os das tarefas mais duras de aquisição do conhecimento."

"Procurámos alargar o conceito de literacia no sentido de perceber não apenas como é que as pessoas buscam informação, mas também o tipo de necessidades que as levam a procurá-la e o modo como elas se relacionam com o meio envolvente, nomeadamente, a escola e a família», sintetiza Armando Malheiro. Que atenção é dada nas universidades – e se ela foi, ou não, já prestada no secundário – ao processo de busca, selecção, uso e transformação eficiente de fontes de informação diversas é a grande questão colocada pela pesquisa. "



Como desenvolver nos estudantes a chamada competência referencial (obter, seleccionar, tratar e sintetizar informação)? O que fazer para modificar este cenário? Como podemos combater esta nova(?!) faceta da (i)literacia da informação?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

LEITURA e "BIBLIOTECAS PARA A VIDA "




"Hoje em dia, graças às novas tecnologias da informação e comunicação, nomeadamente a Internet, as ferramentas da Web 2.0 ou as facilidades dos telemóveis, a produção e publicação de informação democratizou-se e tornou-se acessível ao comum dos cidadãos. A comunicação de textos autógrafos em rede tornou-se um fenómeno do dia a dia. Quer isto dizer que, nas sociedades desenvolvidas, quase todos lêem e quase todos escrevem e são lidos, nomeadamente em mensagens rápidas e concisas. A leitura, em consequência, ao assumir aspectos de quotidianeidade por sua vez ligados ao estilo vagabundo, irrequieto e impaciente característico da informação virtual, parece assumir também uma natureza distinta daquela que tradicionalmente lhe é atribuída. Compreender os novos aspectos da leitura torna-se assim uma tarefa urgente e obrigatória para as bibliotecas que assumem como uma das suas principais funções a criação, promoção e desenvolvimento de hábitos de leitura sustentados."

Manuela Barreto Nunes, em Évora, no dia 19 de Dezembro; comunicação com o título "Da Ilíada ao twitter, ou em busca da leitura perdida: perguntas e desafios para bibliotecas preocupadas com a promoção da leitura".

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Hoje é o Dia internacional da Literacia - 2009

por declaração da UNESCO, em 1965.

"Literacia e Empowerment" é o tema para o biénio 2009-2010, no contexto da Década da Literacia proclamada pelas Nações Unidas.



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