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quinta-feira, 4 de julho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
DIA(S) DO(S) LIVRO(S)
Hoje é o Dia do Livro. Do Livro de papel, com capa, com autor declarado, com páginas numeradas, com princípio e fim. O Livro como o conhecemos, nas nossas casas, nas nossas escolas, nas nossas mãos. Não é possível ignorá-lo. Mesmo que nunca tivéssemos lido um Livro ele teria chegado até nós. Ele contem o pensamento do autor posto em letras e palavras arrumadinhas. Palavras e letras que dele saem para o leitor, para os leitores, que as tomam, as adoptam, as transformam, as recriam, as amam ou detestam. E as passam a outros, pela voz, pela conversa, pelo acto, pela vida. Este Livro que hoje se celebra poderá deixar de se construir, sair de cena, ficar nos museus, nas caves, nas lembranças. Mas o outro, o Livro que existe em cada ser humano, não para de ser escrito, de ser inventado, acrescentado, reconstruído, noutras vozes, noutros lugares reais ou virtuais, noutros tempos em que talvez já nem se chame Livro. O Livro há de ser sempre um lugar onde o homem se pensa, se excede, se oferece, vive.
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FESTEJANDO MAIS UM DIA MUNDIAL DO LIVRO
acrescento que gosto de lembrar-me de mim própria, desde que me consigo lembrar por memórias - não por fotografias - de crescer e viver eu, dois adultos e alguns milhares de amigos. Por força dos acasos da vida habituei-me, pois, a conviver com gente de todas as cores, de todas as estirpes, de todas as idades, de todas as culturas, de todos os credos, essa gente toda que vive por dentro dos livros, que salta e fala e ri e chora e vive e morre e invade a vida de uma pessoa desde que se lembra. Os meus primeiros contactos com o mundo foram, desde sempre, através das histórias e das poesias que os livros contêm. Não vou dizer que os livros são os meus melhores amigos porque não sei se são. Esse corpo do meu corpo que se chama - livro - é mesmo corpo. Faz parte de mim e faz parte daqueles que eu amo. É ser mais do que amigo. É ser, na verdade, célula intrínseca sem a qual eu seria inviável como ser humano.
Nat...uralmente e sem esforço que uma pessoa, um dia, escreve as suas próprias histórias. É natural. Passa a ser genético. Foi o que me aconteceu mal aprendi a escrever e aprendi muito cedo, em casa. Aos cinco anos nasceu a minha primeira história e até hoje, nunca mais parei de as escrever.
Um bom dia mundial do livro para todos. Façamos com que esse objecto continue a existir de um modo palpável e amável. Alimentemos o seu percurso enquanto pudermos. O seu fim está perto. Um dia que não será longínquo - breve na eternidade dos tempos - será mais um objecto classificado numa redoma transparente dos museus.
CRISTINA CARVALHO - 23 de Abril 2013 - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
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Nat...uralmente e sem esforço que uma pessoa, um dia, escreve as suas próprias histórias. É natural. Passa a ser genético. Foi o que me aconteceu mal aprendi a escrever e aprendi muito cedo, em casa. Aos cinco anos nasceu a minha primeira história e até hoje, nunca mais parei de as escrever.
Um bom dia mundial do livro para todos. Façamos com que esse objecto continue a existir de um modo palpável e amável. Alimentemos o seu percurso enquanto pudermos. O seu fim está perto. Um dia que não será longínquo - breve na eternidade dos tempos - será mais um objecto classificado numa redoma transparente dos museus.
CRISTINA CARVALHO - 23 de Abril 2013 - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
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SUBTIS MARAVILHAS DOS LIVROS
Os livros hão-de ter vida própria, parece-me, pois só este amável mistério explicará o facto de no caos das minhas estantes sempre se organizarem espontaneamente pequenos comités de racionalidade acidental. Por exemplo, o indiano Siddhartha, de Hermann Hess, foi juntar-se a O Feitiço da Índia, de Miguel Real, e ao parcialmente indiano O Colecionador de Mundos, de Ilija Trojanow. A pequena pilha amontoou-se, porém, sobre Na Patagónia, de Bruce Chatwin, desmoronando, pensei, a bela coincidência que ali se engendrara.
Tinha acabado de constatar esta aparente incongruência quando abri Joseph Anton do também indiano Salman Rushdie, aí constatando que, no dia em que foi sentenciado à morte pelo imã (14 de Fevereiro de 1989), o escritor dos Versículos Satânicos ainda participou, antes de passar à clandestinidade, no funeral de... Bruce Chatwin — assim confirmando de um modo bizarro a rebuscada lição de Siddhartha segundo a qual todas as coisas estão unidas mesmo quando parecem opor-se e contradizer-se.
É provável, de resto, que nunca venha a ser capaz de explicar de modo conveniente isto de os livros serem capazes de gerar subtis maravilhas. Em todo o caso, pude presenciar uma no sábado à noite, quando uma senhora de 84 anos quis tirar uma fotografa comigo no final de uma sessão na FNAC do Gaiashopping, e depois que lhe autografasse um exemplar de Aonde o Vento Me Levar. Dadas as circunstâncias, o caso não teria nada de especial. Eu tinha estado a falar daquele romance e várias pessoas quiseram, no final da sessão, que lhes autografasse os livros. Mas a senhora de 84 anos, segundo depois me explicou a mulher que a acompanhava, é analfabeta e nem sequer iria ser capaz de ler o livro que acabara de comprar. Alguma coisa do que ouvira a tinha, ainda assim, feito comprar o Aonde o Vento Me Levar, enchendo-me de perplexidade.
Agrada-me pensar, por isso, que a esta hora alguém estará a ler em voz alta o livro que eu escrevi, e que a senhora anda com M. viajando por África sem lá ter ido; e que aquela ficção destrambelhada termine por ocupar o lugar que lhe é devido na enorme biblioteca que há-de ser a memória de uma mulher de 84 anos.
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DIA MUNDIAL DO LIVRO: Os livros somos nós. Sem eles a vida deixava de fazer sentido. Com eles, como principais aliados, construímos vidas mais fortes, mais confiantes, mais fraternas. Por eles, aprendemos. Com eles, somos mais atentos e mais conhecedores. Sem eles, somos a pobreza espiritual dos vencidos. São a nossa memória, a nossa emoção, o testemunho daquilo que fomos e daquilo que somos. Na verdade, verdadinha, os livros somos nós!
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Que marcas vivem nos
livros, esses objetos habitados?
Que marcas nos deixam
eles?
Sulcos vincados,
Subtis grãos de areia,
Dobras nas histórias dos dias que passam…
Caminhos na busca do conhecimento e da sabedoria.
M.A.P.S./D.M.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
CNL 2012/2013
Tal como nos anos anteriores, a BE, em colaboração com a Área Disciplinar de Português, vai promover na escola mais uma edição do Concurso Nacional de Leitura.
Calendarização:
Inscrição dos alunos, na BE: 30 de novembro de 2012
Prova escrita: 9 de janeiro de 2013
Obras de leitura obrigatória:
Ensino Básico:
"O mundo em que vivi" - Ilse Losa
"O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá " - Jorge Amado
Ensino Secundário:
"Amor de Perdição" - Camilo Castelo Branco
"Uma Abelha na Chuva" - Carlos de Oliveira
A BE conta com o empenho de todos na divulgação do CNL, estímulo e convite à participação dos nossos alunos. Insistam, relembrem as datas e divulguem as obras.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
SILÊNCIO
Sugestão de Maria do Roasário Fardilha em
http://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn#!/groups/180007792088369/
"Um dos requisitos fundamentais [para a leitura] é, também, o silêncio. À medida que a civilização urbana e industrial foi prevalecendo, o nível de ruído conheceu um aumento exponencial, estando hoje muito próximo da loucura. Para os privilegiados da idade clássica da leitura, o silêncio era ainda um bem acessível, cujo preço, entretanto, nunca mais parou de subir. Montaigne tinha a preocupação de mandar afastar da sua biblioteca-refúgio inclusivamente os familiares mais próximos. (...) O silêncio passou a ser um luxo. Só os mais afortunados podem ter esperança de conseguir escapar à invasão da gigantesca parafernália tecnológica. (...) O tempo acelerou espantosamente, como Hegel e Kierkegaard foram dos primeiros a fazer notar. Os vários momentos de tempo livre de que depende qualquer leitura séria, silenciosa e responsável tornaram-se apanágio quase exclusivo dos universitários e dos investigadores. Vamos matando o tempo, em vez ...
de nos sentirmos à vontade dentro dos seus limites.
(...)
No entanto, há execuções mais lentas e menos aparatosas. A censura é tão velha e omnipresente como a escrita.
(...)
A revolução electrónica (...). Qual será o efeito disso na leitura, na função dos livros tal como os conhecemos e amamos? (...) não há garantia nenhuma de que o número de livros impressos nos formatos tradicionais venha a diminuir. Parece até que o contrário é que está a acontecer. Na realidade, há uma quantidade incrível de novos títulos (...) - o que constitui talvez a maior ameaça a pesar sobre o livro..."
in GEORGES STEINER, O Silêncio dos Livros, Gradiva, 2007
(...)
No entanto, há execuções mais lentas e menos aparatosas. A censura é tão velha e omnipresente como a escrita.
(...)
A revolução electrónica (...). Qual será o efeito disso na leitura, na função dos livros tal como os conhecemos e amamos? (...) não há garantia nenhuma de que o número de livros impressos nos formatos tradicionais venha a diminuir. Parece até que o contrário é que está a acontecer. Na realidade, há uma quantidade incrível de novos títulos (...) - o que constitui talvez a maior ameaça a pesar sobre o livro..."
in GEORGES STEINER, O Silêncio dos Livros, Gradiva, 2007
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sábado, 15 de setembro de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
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