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domingo, 30 de junho de 2013

sábado, 10 de dezembro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

OS PROFESSORES

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.

O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.

O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.

Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.

Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.

Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.

Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.

José Luís Peixoto, revista Visão de 13 de Outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Paz

Três mulheres foram laureadas com o Prémio Nobel da Paz de 2011 - a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman.

Segundo o Comité norueguês do Nobel, elas foram premiadas pela "luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz". A democracia e a paz duradoura no mundo não são viáveis a não ser que as mulheres tenham os mesmos direitos, defendeu o Comité, lembrando que o Conselho de Segurança da ONU aprovou em 2000 uma resolução nessa mesma linha.

Desde 1901, apenas doze mulheres receberam o Nobel da Paz. Estas três mulheres agora premiadas seguem-se à queniana Wangari Maathai - falecida há algumas semanas; esta foi laureada em 2004, por contribuir para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cimeira da Nato, em Lisboa, 19 e 20 de Novembro


A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO), por vezes chamada Aliança Atlântica, é uma organização internacional de colaboração militar estabelecida em 1949 em suporte do Tratado do Atlântico Norte assinado em Washington a 4 de Abril de 1949. Os seus nomes oficiais são North Atlantic Treaty Organization (NATO), em inglês, e Organisation du Traité de l’Atlantique Nord (OTAN), em francês. Em Portugal utiliza-se mais frequentemente a palavra NATO (sigla em inglês) por, paradoxalmente, se parecer mais com uma palavra portuguesa. O seu secretário-geral é, desde 1 de Agosto de 2009, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen.
IN Wikipédia.


A Cimeira da NATO em Lisboa realiza-se nos dias 19 e 20 de Novembro de 2010, na FIL, Parque das Nações, em Lisboa. É uma reunião com os 27 líderes da União Europeia e membros da NATO, que terá como temas centrais de debate a proliferação das armas de destruição maciça e o terrorismo, tendo como objectivo reforçar a aliança transatlântica. Outros assuntos em debate serão a aprovação do conceito estratégico da NATO, a redefinição das relações com a Rússia e a localização geográfica das novas estruturas de comando da organização.

A par da Cimeira da Nato decorre também a Cimeira EUA-UE, um encontro que se realiza anualmente e que conta com a presença dos líderes da UE e dos EUA.

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América vai estar presente na Cimeira da NATO e na Cimeira EUA-UE, em Lisboa.

Esta é a primeira Cimeira organizada por Portugal desde a entrada em vigor do Tratado de Lisboa. São esperadas mais de 5000 pessoas, entre delegações oficiais dos países membros e parceiros da NATO, organizações internacionais e jornalistas.

O Governo concedeu tolerância de ponto no concelho de Lisboa no dia 19 de Novembro.

Programa provisório da Cimeira da Nato em Lisboa 2010

Sexta-feira, 19 de Novembro
■Reunião de Chefes de Estado e de Governo
■Conferência de imprensa
■Jantar de trabalho dos Chefes de Estado e de Governo
■Jantar de trabalho dos Ministros dos Negócios Estrangeiros
■Jantar de trabalho dos Ministros da Defesa

Sábado, 20 de Novembro
■Reunião de Chefes de Estado e de Governo
■Reunião Força Internacional de Assistência para a Segurança – ISAF
■Reunião OTAN-Rússia

Mais informações na página da Cimeira Nato Lisboa 2010.
Aqui http://www.natolisboa2010.gov.pt/pt/inicio/

domingo, 13 de dezembro de 2009

"Europa para Totós"



L'Europe pour les nuls, de Syilvie Goulard, e Gottland, do jornalista polaco Marius Szczygiel, é a obra de humor pedagógico vencedora da terceira edição do Prémio do Livro Europeu (2009).

http://pt.euronews.net/2009/12/10/bruxelas-distingue-uma-francesa-e-um-polaco-com-mais-um-premio-do-livro/

sábado, 12 de dezembro de 2009

FEIRA DOS DIREITOS HUMANOS em Aveiro

Na praça Marquês de Pombal, até domingo, promovida pela Plataforma de Aveiro dos Direitos Humanos - passem por lá!

Centenas de alunos de mais de 30 escolas do distrito reuniram-se, dia 10, para apresentar a nova Carta dos Direitos Humanos, redigidos pelos próprios,
partindo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que já perfaz 61 anos.
Os 125 novos direitos foram elaborados por alunos com idades compreendidas entre os 2 e os 20 anos, o que traduz um resultado de “vontades e interesses díspares”.
Foi também lançada Agenda dos Direitos Humanos que dedicará cada mês do ano de 2010 a uma família de direitos, com temáticas semelhantes.
Foi, ainda, inaugurada uma placa comemorativa do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que fica, para sempre, instalada nesta Praça, a par com um Totem dos Direitos Humanos ali construído, para o qual cada escola contribuiu com figuras humanas por si confeccionadas. “É uma arte efémera, que aqui ficará apenas durante alguns dias, mas que aqui deixará toda a sua simbologia”, explica Maria de Lurdes Ventura, presidente da Civitas Aveiro – Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos dos Cidadãos.

fonte:

http://www.diarioaveiro.pt/main.php?mode=public&template=frontoffice&srvacr=pages_13&id_page=7432