http://www.arqnet.pt/
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
União Europeia lançou portal de dados abertos
A União Europeia lançou um Portal de Dados Abertos
(http://open-data.europa.eu/open-data/pt
Este portal permite acesso a dados públicos abertos da Comissão Europeia. Também proporciona acesso a dados de outras instituições, organismos, gabinetes e agências da União, se assim for solicitado.
Os dados publicados podem ser transferidos por qualquer pessoa interessada para facilitar a sua reutilização, ligação e criação de serviços inovadores.
Além disto, este Portal de Dados promove e desenvolve a literacia sobre os dados da Europa.
Os editores de dados, os responsáveis pelo desenvolvimento de aplicações e o público geral podem também usar novas funcionalidades permitidas pelas tecnologias semânticas.
Ainda em versão beta, o portal disponibiliza atualmente 5 811 conjuntos de dados, na sua maioria (5634 ) publicações da Eurostat, a secção de estatística da União Europeia.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
RoboBraille: converter textos em MP3 e Braille
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
VOLTA À BIBLIOTECA com os alunos do 7º ano
Hoje, as cinco turmas do 7º ano saem da sala de aula e vêm "dar uma volta" à BE, isto é, vêm visitar-nos e conhecer-nos, pretexto para respondermos a estas e outras perguntas; porque este é um lugar com muitas histórias partilhadas, umas já feitas e outras por fazer - coletivamente.Sejam, então, bem-vindos!
sexta-feira, 23 de março de 2012
DICKENS na ESJE
2º período letivo. Às 18.30 há um chá vitoriano.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
SEMANA DA LEITURA - II

O fim da manhã foi adoçado pelo Nuno Camarneiro, o seu "acordarumdia" e "No meu peito não cabem pássaros" - nos nossos peitos caberiam todos os pássaros, não acham? Parabéns ao 9º B, ao 10º I e ao 11º G pelas suas participações tão empenhadas.
A tarde foi surpreendida pelo David Costa, do TA, a representar os contos "O Tesouro" (Eça de Queirós), o "Alma Grande" (Miguel Torga) e a "Dama Pé-de-Cabra" (Alexandre Herculano), especialmente para o 7º B e o 7º C - quinta-feira será a vez do 7º A e do 7º D .
E viva a Literatura Portuguesa! E viva a leitura!
Aulas em cheio, hem, meninos!? Mas a escola não pode ser assim todos os dias!...
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Parabéns, Charles Dickens !
Para além da abordagem de obras de Dickens em todas as turmas de Inglês, várias iniciativas estão em curso, prevendo-se, entre outras, a realização de um chá seguido de sarau, a 23 de março, bem como um piquenique e mercado oitocentistas no dia 25 de maio, Dia da Escola. Hoje mesmo, a escola comemora o aniversário do autor vitoriano, mas foi já no dia 14 de dezembro que a sala multiusos se encheu para receber o Professor Doutor Anthony David Barker, estudioso de Dickens da Universidade de Aveiro, que apresentou o autor e a sua obra, numa palestra intitulada “Dickens on Film”.
A este propósito, apresentamos alguns exemplos do que os alunos do Curso de Línguas e Humanidades da turma G do 11º ano referiram sobre esta atividade:
“To celebrate the bicentenary of Charles Dickens's birth, our school decided to provide its students with a moment of discovery of his work, conducted by Professor Anthony David Barker. “Dickens on film” was a very interesting talk during which we learnt a lot about Charles Dickens’s life, work and inspiration.”
Bárbara Vilela
“Porfessor Barker showed us that although Dickens is a writer of the Victorian era, his work transcends time, language and culture. He remains an enormous influence throughout the modern world and his writings continue to inspire movies, TV, literature and art in general.”
Bianca Gerth
“Professor Barker showed us small excerpts of movies based on some of Dickens’s books, like “Great Expectations”, “Oliver Twist” and “A Christmas Carol”. (…) He told us tragic and interesting stories about Dickens’s life, most of them from his childhood, which are indirectly very present in his books. The fact that the Professor is English, fuelled my curiosity and attention, because I loved his accent and I was proud to have understood most of what he said.”
Luisa Francke Negreiros
“In conclusion, I think this kind of initiative is very important to motivate the students to the literary studies. I'd also like to say that I learned a lot of things about the outstanding author Charles Dickens and I especially liked the way Professor Barker interacted with the audience.”
Constança Casqueira
Também os alunos das turmas do Ensino Básico estudaram versões adaptadas das obras do autor inglês. As turmas dos 7º e 8º anos abordaram a história “A Christmas Carol” (Um Conto de Natal) e os alunos do 9º ano leram “Oliver Twist”, estando em fase de preparação a representação de três cenas do musical “Oliver” a apresentar pelas três turmas no dia 23 de março.
Escrevem os alunos sobre Charles Dickens:
“Charles Dickens foi o romancista mais conhecido do século XIX, e continua a sê-lo hoje em dia. Provavelmente muita gente pensa: “Charles Dickens? Sei, mas nunca li nada dele, nem os filmes vi…”, porque não conhecem o escritor, mas sim as obras: “Um conto de Natal? Claro que me lembro! Aquela história muito gira dos fantasmas do Natal…”.
Eu já tinha visto um filme baseado numa obra de Dickens, mas nunca tinha lido nenhum livro nem conhecia a sua biografia. Nas aulas de inglês andámos a estudar a vida de Dickens e uma das suas obras: “Oliver Twist.” Foi muito bom termos lido a versão adaptada do romance na aula, porque aprendi bastante sobre a sociedade inglesa do século XIX.
Oliver Twist é a história de um órfão que vivia numa workhouse e que demonstra as dificuldades passadas pela classe baixa e o desprezo por parte das classes superiores. Por vezes, quando estava a ler o romance, imaginava-me como se fizesse parte do elenco da história e conhecesse o Oliver, vendo a perspetiva de todos os personagens.”
Sofia Garrucho, 9ºC
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Umberto Eco: "O excesso de informação provoca amnésia"
ÉPOCA - O senhor tem sido um dos mais ferrenhos defensores do livro em papel. Sua tese é de que o livro não vai acabar. Mesmo assim, estamos assistindo à popularização dos leitores digitais e tablets. O livro em papel ainda tem sentido?
ECO - Sou colecionador de livros. Defendi a sobrevivência do livro ao lado de Jean-Claude Carrière no volume Não contem com o fim do livro. Fizemos isso por motivos estéticos e gnoseológicos (relativo ao conhecimento). O livro ainda é o meio ideal para aprender. Não precisa de eletricidade, e você pode riscar à vontade. Achávamos impossível ler textos no monitor do computador. Mas isso faz dois anos. Em minha viagem pelos Estados Unidos, precisava carregar 20 livros comigo, e meu braço não me ajudava. Por isso, resolvi comprar um iPad. Foi útil na questão do transporte dos volumes. Comecei a ler no aparelho e não achei tão mau. Aliás, achei ótimo. E passei a ler no iPad, você acredita? Pois é. Mesmo assim, acho que os tablets e e-books servem como auxiliares de leitura. São mais para entretenimento que para estudo. Gosto de riscar, anotar e interferir nas páginas de um livro. Isso ainda não é possível fazer num tablet.
ÉPOCA - Apesar dessas melhorias, o senhor ainda vê a internet como um perigo para o saber?
ECO - A internet não seleciona a informação. Há de tudo por lá. A Wikipédia presta um desserviço ao internauta. Outro dia publicaram fofocas a meu respeito, e tive de intervir e corrigir os erros e absurdos. A internet ainda é um mundo selvagem e perigoso. Tudo surge lá sem hierarquia. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar. Vamos tomar como exemplo o ditador e líder romano Júlio César e como os historiadores antigos trataram dele. Todos dizem que foi importante porque alterou a história. Os cronistas romanos só citam sua mulher, Calpúrnia, porque esteve ao lado de César. Nada se sabe sobre a viuvez de Calpúrnia. Se costurou, dedicou-se à educação ou seja lá o que for. Hoje, na internet, Júlio César e Calpúrnia têm a mesma importância. Ora, isso não é conhecimento.
ÉPOCA - Mas o conhecimento está se tornando cada vez mais acessível via computadores e internet. O senhor não acha que o acesso a bancos de dados de universidades e instituições confiáveis estão alterando nossa noção de cultura?
ECO - Sim, é verdade. Se você sabe quais os sites e bancos de dados são confiáveis, você tem acesso ao conhecimento. Mas veja bem: você e eu somos ricos de conhecimento. Podemos aproveitar melhor a internet do que aquele pobre senhor que está comprando salame na feira aí em frente. Nesse sentido, a televisão era útil para o ignorante, porque selecionava a informação de que ele poderia precisar, ainda que informação idiota. A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes.
ÉPOCA - Há uma solução para o problema do excesso de informação?
ECO - Seria preciso criar uma teoria da filtragem. Uma disciplina prática, baseada na experimentação cotidiana com a internet. Fica aí uma sugestão para as universidades: elaborar uma teoria e uma ferramenta de filtragem que funcionem para o bem do conhecimento. Conhecer é filtrar.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Os mais inteligentes deitam-se tarde?
Dizer, à luz das fábulas que nos habituámos a ouvir desde pequeninos, que as corujas são mais inteligentes do que as cotovias não é coisa que nos cause estranheza. Mas quando usamos estes equivalentes da fauna para caracterizar as pessoas consoante os seus padrões de sono e picos de actividade, então a coisa fia mais fino. Só que é exactamente o que defendem investigadores da London School of Economics and Political Science: os que se deitam mais tarde, as "corujas", são, tendencialmente, mais inteligentes do que os que acordam cedo, as "cotovias". A relação directa entre o QI (quociente de inteligência) e as horas a que somos mais produtivos intelectualmente é ainda olhada com alguma reserva por muitos especialistas. A neurologista Teresa Paiva, professora da Faculdade de Medicina de Lisboa, não conhece em pormenor as conclusões do trabalho da equipa liderada por Satoshi Kanazawa, mas, para já, deixa reticências quando instada a comentá-las. Teresa Paiva, reconhecida especialista do sono, destaca que há outras conclusões nesta área que estão bem sedimentadas: "Que afecta a personalidade, sim, está demonstrado. As pessoas mais activas de manhã tendem a ser mais organizadas, os noctívagos têm uma inteligência mais imaginativa. E também não ficam dúvidas de que as horas de sono influenciam o QI, porque um cérebro cansado tem pior desempenho." Mas o estudo da London School of Economics (LSE) não se debruçou sobre a quantidade ou a qualidade do sono, antes sobre as horas a que as pessoas se sentem mais activas a nível intelectual. Aparentemente, e a crer nas suas conclusões, os que se levantam e deitam cedo são menos inteligentes do que aqueles que prolongam a sua actividade pela noite. Satoshi Kanazawa fala mesmo de uma evolução da espécie: citado pelo jornal Winnipeg Free Press, ele lembra que os humanos ancestrais eram diurnos e que uma mudança progressiva para hábitos mais nocturnos configura uma "preferência evolucionária" para seres mais inteligentes, "com um nível mais elevado de complexidade cognitiva".
"Cotovias" inteligentes
Ou seja, a humanidade tenderia a ser cada vez mais nocturna, porque vai ficando mais inteligente e é esse o ritmo natural dos mais dotados intelectualmente. Mas esta conclusão é de longo prazo, até porque já foi demonstrado, nomeadamente em trabalhos realizados na Universidade de Bolonha, que as pessoas tendem a ser mentalmente mais "preguiçosas" de manhã entre os 17 e os 21 anos e que depois esse padrão se altera com a idade. O que encaixa bem na ideia de que os madrugadores são mais responsáveis. É claro que todas as regras terão excepções e a conclusão de que os mais noctívagos são intelectualmente superiores ainda nem sequer ganhou foros de regra. Teresa Paiva lembra, por exemplo, que Benjamin Franklin (um génio polivalente que se destacou em áreas do conhecimento tão diversas como a política, a ciência ou a literatura) era uma "cotovia". "Conheço cotovias muito inteligentes", insiste, embora pessoalmente, e por ser "noctívaga", as conclusões da LSE lhe possam soar simpáticas... Quem também se define como "mais coruja" é Prates Miguel, advogado e presidente da Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta. Mas também ele, e apesar de se ver assim colocado do lado dos mais inteligentes, mostra algumas reservas em aceitar as conclusões do estudo da LSE: "É ousado fazer uma afirmação dessa natureza, até porque há questões físicas que influenciam os padrões de sono e actividade..." Lamentavelmente, a importância da sesta não foi contemplada nestes estudos. Serão os praticantes da sesta mais inteligentes do que os outros? Resposta diplomática à provocação: "Não, nada disso!"
O sono de beleza
"A sesta é um sono depois do almoço, só faz sentido a essa hora. É um complemento, não substitui o sono perdido. E não é para todos: há pessoas cujo biorritmo é incompatível com o acto de dormir a meio do dia, não se dão bem", explica este advogado de comunicação fácil e assumido "dorminhoco". "Chego a dormir 12 horas à noite, mais uma sesta de hora e meia..." E quem dorme bem tem "mais agilidade mental contra o cansaço". Se dizer que as pessoas que se deitam e acordam mais tarde têm tendência para ser mais inteligentes do que as madrugadoras pode provocar reacções mais vivas, já as conclusões de outro estudo recente parecem vir apenas comprovar o que já todos sabíamos empiricamente. O Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia, decidiu dar base científica à noção do "sono de beleza". Voluntários foram fotografados duas vezes, com o mesmo enquadramento, o mesmo fundo e a mesma expressão - a primeira em condições normais e a segunda após 31 horas sem dormir. Depois, pediu-se a voluntários não treinados que escolhessem, entre os dois retratos, o mais agradável. Como seria de esperar, a foto inicial foi a escolhida. No seu artigo, publicado no British Medical Journal, os investigadores constatam que "as pessoas que não dormiram são vistas como menos atraentes, menos saudáveis e mais cansadas". Por isso, para quem quiser equilibrar o brilhantismo intelectual com a beleza física, a receita será deitar-se tarde, mas dormir as horas suficientes. Parece uma regra à prova de bala, embora deixe de fora dois factores decisivos. Primeiro: os ritmos de sono são fortemente influenciados por factores genéticos. Segundo: "Somos governados pelos que se levantam cedo", garante Teresa Paiva.
http://academico.rum.pt/index.php/internacional/999-os-mais-inteligentes-deitam-se-tarde
(jornal oficial da associação académica da universidade do Minho)
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
OS PROFESSORES
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.
O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.
José Luís Peixoto, revista Visão de 13 de Outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Wikiciências em português

Via http://dererummundi.blogspot.com/
Informação recebida da Casa das Ciências, projecto da Fundação Gulbenkian para o ensino das ciências, sobre o início do Wikiciências:
A internet é hoje um recurso de uso universal. É ali que todos procuramos a resposta às nossas questões, seja a simples hora do filme que tencionamos ir ver seja a última experiência em curso no CERN. Todas as revistas científicas estão hoje disponíveis, embora o acesso dependa do pagamento de uma assinatura. Está em curso um grande esforço para digitalização de livros mas o futuro é ainda incerto e a maioria dos livros recentes só pode ser acedida em papel. A realidade é que os estudantes fazem hoje um uso muito amplo da internet para o acompanhamento do seu estudo mas as têm muito poucas fontes de confiança em português. Para o ensino básico e secundário, esta é uma carência que foi identificada como muito relevante e a que a Casa das Ciências está a dar uma resposta.
Num estudo prévio, foram identificados os termos básicos presentes nos programas das disciplinas científicas e este constitui o acervo inicial que a Casa das Ciências se propõe reunir. Na fase inicial, a Casa das Ciências convidou cientistas reconhecidos a participar neste projecto como editores sectoriais. Todas as entradas ficam permanentemente registadas e disponíveis para consulta mesmo depois de substituídas. A identidade dos autores e dos editores será pública e servirá de primeiro garante da qualidade da entrada. Uma vez aprovada, fica livremente disponível e exposta à crítica havendo uma hierarquia de editores que lidarão com todas as sugestões de melhoria que sejam apresentadas.
Tendo como Editor-Chefe o Professor José Ferreira Gomes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e como Comissão Editorial a mesma da Casa das Ciências, o Corpo editorial tem 2 Editores de Geologia, 3 de Matemática, 2 de Física, 2 de Geologia, 3 de Química, 3 de Biologia e 2 de Ciências dos computadores.
Dispõe nesta primeira fase de cerca de 650 entradas das quais 250 já se encontram “abertas” para toda a gente. Todas as outras estão em fase de avaliação para poderem ser editadas e publicadas dentro dos prazos habituais nestas circunstâncias.
Estima-se que até ao fim do ano estejam disponíveis para leitura universal cerca de 1000 entradas que, segundo os estudos prévios que foram efectuados, correspondem a uma dimensão aceitável para o universo de conceitos essenciais que são utilizados nos níveis de ensino a que a WikiCiências prioritariamente se destina.
Segue-se um exemplo da Física, ilustrativo do tipo de entradas que se podem encontrar nesta componente da casa das Ciências: aqui
http://wikiciencias.casadasciencias.org/index.php/Lei_de_Coulomb
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Top 20 das pessoas mais influentes da história
Tendo procurado na Net uma lista das pessoas mais influentes da história deparei com esta curiosa, embora controversa (não o serão todos), lista da autoria do astrofísico e jurista norte-americano Michael H. Hart, que a apresentou no livro "The 100: A Ranking of the Most Influential Persons in History", primeira edição, 1978 (Carol Publishing, um verdadeiro best-seller!), edição ligeiramente revista 1992 (desceram, entre outros, Marx e Lenine). O autor defende o primeiro lugar que atribuiu a Maomé por ele ter sido ao mesmo tempo um líder religioso e civil, tendo impulsionado uma nova religião, o islamismo, quase sozinho (a evangelização cristã foi muito obra de S. Paulo). Aqui vai a lista, que indica a religião e a actividade de cada um, que poderá suscitar interessantes comentários:
• 1 Maomé, Profeta do Islão, conquistador da Arábia
• 2 Isaac Newton, Anglicano, físico
• 3 Jesus Cristo, Cristianismo, Fundador do Cristianismo
• 4 Buda, Hinduísmo, Fundador do Budismo
• 5 Confúcio, Confucianismo, fundador do Confucianismo
• 6 S. Paulo, Cristianismo, prosélito do Cristianismo
• 7 Ts'ai Lun, Religião tradicional chinesa, inventor do papel
• 8 Johann Gutenberg, Católico, impressor
• 9 Cristóvão Colombo, Católico, explorador
• 10 Albert Einstein, Judeu (só nominalmente), físico
• 11 Louis Pasteur, Católico, cientista
• 12 Galileu Galilei, Católico, astrónomo e físico
• 13 Aristóteles, Platonismo / Filosofia Grega, filósofo
• 14 Euclides, Platonismo / Filosofia Grega, matemático
• 15 Moisés, Judaísmo, maior profeta do Judaísmo
• 16 Charles Darwin, Anglicano (tornou-se agnóstico), biólogo
• 17 Shih Huang Ti, Religião tradicional chinesa, imperador
• 18 César Augusto, Paganismo romano, líder romano
• 19 Nicolau Copérnico, Católico (cónego), astrónomo
• 20 Antoine Laurent Lavoisier, Católico, químico.
Nos 20 encontram-se 9 cientistas (contando Aristóteles entre estes), 2 inventores (papel e tipografia de tipos móveis) e 1 explorador (descobridor da América). Há 7 líderes religiosos e apenas dois líderes civis. A religião dominante é o Cristianismo.
(Carlos Fiolhais) IN http://dererummundi.blogspot.com/
terça-feira, 1 de março de 2011
"A melhor Ciência está próxima da Poesia"
IN JL nº 1053, de 9 a 22 de Fevereiro, p. 26
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Sítios úteis para o estudo - nunca é demais relembrar!
http://ciberduvidas.sapo.pt/
http://www.conjuga-me.net/ - conjugador de verbos
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa-ao/ - Dicionário da Língua Portuguesa
http://web.educom.pt/escolovar/lp.htm - Língua Portuguesa, gramática , ortografia, literatura
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Pesquisas
http://www.pdfgeni.com/
