sexta-feira, 20 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Google homenageia Antero de Quental no 170º aniversário do seu nascimento
Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 18 de abril de 1842, cidade onde faleceu a 11 de setembro de 1891); foi filósofo, escritor, poeta. Líder da Geração de 70, teve um papel importante na Questão Coimbrã e nas Conferências Democráticas do casino.Oscilando entre o "Antero apolíneo" e o "Antero noturno", a poesia deste autor apresenta três faces distintas: a das experiências juvenis, em que coexistem diversas tendências; a da poesia militante, empenhada em agir como “voz da revolução”; e a da poesia de tom metafísico, voltada para a expressão da angustia de quem busca um sentido para a existência. Poesia de combate, dedicada ao elogio da acção e da capacidade humana, e poesia intimista, direcionada para a análise de uma individualidade angustiada e de questões universais do Homem são linhas temáticas constantes na obra madura de Antero. Antero atinge um maior grau de elaboração nos seus sonetos.
terça-feira, 17 de abril de 2012
LER e DAR A LER AS PALVRAS ESCRITAS POR KALAF
PRETO É O CARVÃO, TU ÉS NEGRO
Foi assim que em ensinaram quando a cor da minha pele passou a ser questão na minha jovem existência. Não me lembro exatamente quando foi, mas sei que veio lá de casa e como tudo o que vem de casa é assimilado sem mais porquês, aceitei isso como verdade e segui, colhendo aqui e ali o que os livros e a sociedade me ofereciam para fortalecer o meu sentido de identidade, que sempre teve mais ênfase nas questões nacionalistas do que propriamente raciais.
(…)
Sabemos que é da condição humana, conviver com o diferente sempre nos fez bastante comichão, seja ela a diferença intelectual, económica ou racial. Como tento ser uma pessoa melhor todos os dias, prefiro ser e ir além da cor, ser do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que as pessoas me enxergam (seguindo as palavras sábias de Carlos Drummond de Andrade).
Kalaf Angelo, “Estórias de Amor para Meninos de Cor”, p.165-166
OS ESTILOSOS
O meu fascínio pelo vestuário está, porventura, ligado a uma ideia romântica do passado: o tempo dos senhores de gestos nobres, das paixões avassaladoras e dos ideais pelos quais valia a pena dar a vida. O chapéu de coco que trago na foto no topo desta página carrega de certa forma esse simbolismo. A dedicação empregue no fabrico de determinadas peças do vestuário masculino, obedecendo a processos que remontam aos anos de mil novecentos e antigamente, são certamente a razão do meu entusiasmo pela arte do bem vestir.
Kalaf Angelo, “Estórias de Amor para Meninos de Cor”, p. 144
Poderia viver uma cidade sem mar, numa cidade sem lojas de sneakers, poderia até abdicar do sol durante todo o ano, mas certamente teria dificuldade em chamar de casa a um lugar onde nenhuma loja de vinis, nenhuma livraria existisse.
Kalaf Angelo, “Estórias de Amor para Meninos de Cor”, p. 77
Talvez seja a Europa, todos mudamos quando chegamos aqui: uns tornam-se ultra-africanos, outros ultra-europeus, vai-se lá saber porquê. E eu sou o primeiro a reconhecer que mudei! Mas na verdade não sinto que tenha escolhido um continente em detrimento de outro. Sinto-me qualquer coisa como entre… uma soma dos dois.
Kalaf Angelo, “Estórias de Amor para Meninos de Cor”, p. 233
O GAJO DOS BURAKA
(…)
Facto é que a questão da identidade, para além de ser um assunto recorrente, é algo a que dedico especial atenção. Fascina-me a multiplicidade de leituras que se podem fazer de uma. No meu círculo mais íntimo, o meu ser músico não se manifesta naturalmente com a mesma identidade com que se manifesta em público. A forma como interajo em privado difere da forma como me dou com os que me abordam na rua perguntando “Tu és o Kalaf dos Buraka?” ou com aqueles, na sua maioria jovens do liceu, que entoam tímidos “wegue wegue” quando passo diante deles. Por vezes, finjo que não os oiço, mas há dias em que me volto e aceno, divertindo-me quando tal reação lhes causa surpresa e os leva a acotovelar-se, dizendo “Eu disse-te que era ele, o gajo dos Buraka”.
Kalaf Angelo, “Estórias de Amor para Meninos de Cor”, p. 212
KALAF ANGELO, hoje na nossa Biblioteca
O GOSTO
Gosto do risco que correm os que acreditam na construção de coisas belas. Gosto do tempo que dedicam à procura da subtileza e da melodia das palavras simples, palavras que estão na boca de todos, mas que, quando reveladas pelas suas, parecem afetar-nos mais gravemente. Gosto do gosto luso pelas palavras, suas histórias sobre o amor, a perda e a saudade. Gosto de verbos redondos; gosto de formas, estilos. Sotaques, erros, hesitações. Gosto da certeza frágil e da certeza exata.
Kalaf Angelo, “Estórias de Amor para Meninos de Cor”, p. 36-37
terça-feira, 10 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
MUSEU ARTE NOVA - AVEIRO
De 29 de Março a 01 de Junho 2012
Museu da Cidade de AveiroTerça-feira › Sexta-feira 09h30 › 12h30 14h00 › 18h00
Sábado e Domingo 14h00 > 18h00Preço: 1€ visitas de estudo: 0,50€
Exposição de tapeçarias de artistas como Almada Negreiros, Vieira da Silva, Carlos Botelho, Júlio Pomar, entre outros, promovida pela Manufatura de Tapeçarias de Portalegre. O tema escolhido “Linha - D’Agua” prende-se com a íntima ligação da cidade de Aveiro ao elemento água. Integrada na exposição encontra-se a obra “Aveiro", sob cartão de João Tavares, pertença da Associação Comercial de Aveiro.
DICIONÁRIO ARTE NOVA
De 03 de Março a 31 de Agosto 2012
Museu Arte NovaTerça-feira › Sexta-feira 09h30 › 12h30 14h00 › 18h00
Sábado e Domingo 14h00 > 18h00Preço: 1€ visitas de estudo: 0,50€
No Museu Arte Nova de Aveiro, mais do que repor o ambiente ornamental de uma habitação Arte Nova (como outras casas-museu), pretende-se levar o visitante a reflectir sobre os pressupostos da revolução estética que a Arte Nova proporcionou, aí encontrando uma oportunidade para melhor compreender os reflexos deste movimento na actualidade. A exposição temporária patente no último piso resulta da edição da publicação “Dicionário Arte Nova”, um instrumento de pesquisa para os amantes e curiosos da temática Arte Nova.
domingo, 1 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
HOJE É O DIA NACIONAL DOS CENTROS HISTÓRICOS
terça-feira, 27 de março de 2012
Dia Mundial de Teatro
Mensagem do Dia Mundial de Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores assinada por Urbano Tavares Rodrigues
Com confiança em 2012 para que a mensagem do Dia do Teatro torne possível viver com alegria e amor.
A arte da comunicação por excelência, desde as tragédias gregas que, com o apoio da música e da dança, comentavam o vivido e anunciavam o futuro, o teatro interage com os espectadores, chama-os a uma apaixonada participação, que se traduz em aplausos, outras vezes, raramente, em assobios e pateadas.
Quando a barreira entre o público e a plateia desaparece, consuma-se a vivência profunda do teatro.
É assim o espectáculo teatral um instrumento riquíssimo de educação colectiva e até de formação dos espectadores.
O seu interesse pedagógico e vital mantém-se na passagem à televisão e mesmo ao cinema mas não há como a presença física, corporal que confere ao teatro o seu poder educacional e político. Arte da polis, da cidade ou, em termos muito correctos de formação do ser humano.
O teatro, o teatro verdadeiramente popular, na mais nobre acepção da palavra, é, deve ser, um meio de formação, desalienante, que acautela o espectador contra a propaganda mentirosa de uma sociedade sem valores que visa aliená-lo, para o utilizar como coisa ao serviço de uma máquina triturante de falsos valores económicos.
Vem o teatro ao encontro do povo, que saberá amiúde e por ele, com ele, transformar a vida, torná-la mais bela, mais humana, mais digna de ser vivida com alegria e amor.
Tal é o desejo profundo de Urbano Tavares Rodrigues
Março 2012
HOJE É O DIA MUNDIAL DO TEATRO
Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2012 por John Malkovich
O ITI – International Theatre Institute UNESCO, honrou-me ao convidar-me para redigir a mensagem comemorativa do 50º aniversário do Dia Mundial do Teatro. Vou dirigir estas breves palavras aos meus companheiros do teatro, colegas e amigos.
Que o vosso trabalho seja convincente e genuíno. Que seja profundo, tocante, comunicativo e incomparável. Que nos ajude a refletir sobre a questão do que significa ser humano e que essa reflexão seja conduzida pelo coração, pela sinceridade e pela bondade. Que superem a adversidade, a censura e a escassez algo que, na verdade, muitos de vocês são forçados a confrontar. Que sejam abençoados com talento e rigor necessários para ensinarem, em toda a sua complexidade, as causas pelas quais deve bater o coração Humano, tendo em conta a humildade e a curiosidade para fazer dessa tarefa a obra da vossa vida. E que seja o vosso melhor – porque o melhor que derem, mesmo assim, só acontecerá nos momentos únicos e efémeros – Em consonância com a pergunta mais elementar de todas:
“Porque vivemos?”
Merda!!!
Tradução – Rafael Amaral Vergamota
Presidente da Federação Portuguesa de Teatro (adaptado)

