segunda-feira, 20 de julho de 2009
1969, 20 de Julho, "Walking on the Moon" (Sting & The Police)
"Niel Armstrong pôs os pés na Lua
e a Humanidade saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.
Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até aos pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.
A cobrir tudo, enfim, como um balão ao vento,
um envólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas mãos penduradas, tentáculos programados,
luvas com luz nos dedos.
Numa cama de rede, penduradada
da parede do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.
Cá de longe, na Terra, num burburinho ansioso,
bocas de espanto e olhos de humidade,
todos se interpelavam e falavam,
do Homem Novo,
do Homem Novo,
do Homem Novo.
Sobre a Lua, Armstrong pôs finalmente os pés.
Caminhava hesitante e cauteloso,
pé aqui,
pé ali,
as pernas afastadas,os braços insuflados como balões pneumáticos,
o tronco debruçado sobre o solo.
Lá vai ele.
Lá vai o Homem Novo
medindo e calculando cada passo,
puxando pelo corpo como bloco emperrado.
Mais um passo.
Mais outro.
Num sobre-humano esforço
levanta a mão sapuda e qualquer coisa nela.
Com redobrado alento avança mais um passo,
e a Humanidade inteira,
com o coração pequeno e ressequido,
viu, com os olhos que a terra há-de comer,
o Homem Novo espetar, no chão poeirento da Lua, a bandeira
da sua Pátria,
exactamente como faria o Homem Velho."
A. Gedeão, "Novos Poemas Póstumos", Ed. Sá da Costa, 1990
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Chegada do Homem à Lua
40 anos da chegada do Homem à Lua - um acontecimento dos mais importantes do último século, marca um dos maiores feitos da humanidade.
"Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade", disse o astronauta Neil Amstrong ao pisar o mar da Tranquilidade, em 20 de Julho de 1969.
"Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade", disse o astronauta Neil Amstrong ao pisar o mar da Tranquilidade, em 20 de Julho de 1969.
domingo, 12 de julho de 2009
Julieta Monginho ganhou Grande Prémio da APE
"A Terceira Mãe", de Julieta Monginho, editado pela Campo das Letras, venceu o Grande Prémio de Romance e Novela APE/Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, no valor de 15.000 euros. Ao Prémio concorreram 101 obras, o maior número de sempre, de 101 escritores - 69 homens e 32 mulheres - tendo a chancela de 35 editoras.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Bookcrossing? O que é?
"O Bookcrossing é um clube de livros global, que atravessa o tempo e o espaço. É um grupo de leitura que não conhece limites geográficos. Os seus membros gostam tanto de livros que não se importam de se separar deles, libertando-os, para que possam ser encontrados por outros.
O objectivo do Bookcrossing é transformar o mundo inteiro numa biblioteca."
http://www.bookcrossing-portugal.com/
Neste site de apoio português procura-se esclarecer todos os bookcrossers de língua portuguesa sobre o movimento bookcrossing e as iniciativas desenvolvidas em Portugal.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
BYPASS
A BYPASS é uma publicação hiperdisciplinar anual, editada por Álvaro Seiça Neves e Gaëlle Silva Marques, que convida vários autores, de diversas áreas e nacionalidades, a apresentarem um trabalho escrito/visual sobre o tema proposto para cada número. O tema do número inaugural é ARQUITECTURA e é dado a conhecer hoje na Casa Fernando Pessoa .
Só por curiosidade e com orgulho: Álvaro Seiça Neves foi aluno na nossa escola!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
“De Amadeo a Paula Rego, 50 Anos de Arte Portuguesa (1910-1960)”
Exposição no MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA – MUSEU DO CHIADO, até 31.10.2009
Esta exposição traça um percurso pelas práticas artísticas da primeira metade do século XX, em Portugal, e apresenta a sua lenta e complexa modernização num contexto cultural e politicamente adverso. Quando as distâncias entre os países europeus iniciaram o seu processo de colapso e a circulação da informação se constituiu como parte triunfante do novo mundo, a arte moderna portuguesa desenvolveu-se por episódios singulares e amplas descontinuidades. A reacção a este contexto foi a emigração de alguns dos mais relevantes artistas para Paris: primeiro Amadeo de Souza-Cardoso, situação interrompida pela Grande Guerra e sua morte prematura; posteriormente o caso maior e definitivo de Maria Helena Vieira da Silva, a quem Salazar viria a retirar a própria nacionalidade.
As dinâmicas das vanguardas sobre o incipiente contexto moderno permitiram construir um conjunto significativo de experiências, quer no início do século, quer na transição da década de 40 para 50s, com a terceira geração modernista. Também pela primeira vez se apresentam os desenvolvimentos da prática fotográfica desenvolvidos neste período. Quase sempre marginalizados pela História da Arte surgem agora como uma participação plena e em diálogo com as outras práticas artísticas. É para esta época e reconfiguração da modernidade então operada, que esta exposição presta especial atenção. Foram de facto os Abstraccionistas, os Neo-realistas e os Surrealistas que produziram essa modernidade prometida por Amadeo de Souza-Cardoso, passada como testemunho por Almada Negreiros e que estes artistas deram corpo e conflitualidade. No seu limite Joaquim Rodrigo e Paula Rego abriram outros caminhos para novas ficções.
Pedro Lapa, Director do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
http://www.mnac-museudochiado.imc-ip.pt/
Esta exposição traça um percurso pelas práticas artísticas da primeira metade do século XX, em Portugal, e apresenta a sua lenta e complexa modernização num contexto cultural e politicamente adverso. Quando as distâncias entre os países europeus iniciaram o seu processo de colapso e a circulação da informação se constituiu como parte triunfante do novo mundo, a arte moderna portuguesa desenvolveu-se por episódios singulares e amplas descontinuidades. A reacção a este contexto foi a emigração de alguns dos mais relevantes artistas para Paris: primeiro Amadeo de Souza-Cardoso, situação interrompida pela Grande Guerra e sua morte prematura; posteriormente o caso maior e definitivo de Maria Helena Vieira da Silva, a quem Salazar viria a retirar a própria nacionalidade.
As dinâmicas das vanguardas sobre o incipiente contexto moderno permitiram construir um conjunto significativo de experiências, quer no início do século, quer na transição da década de 40 para 50s, com a terceira geração modernista. Também pela primeira vez se apresentam os desenvolvimentos da prática fotográfica desenvolvidos neste período. Quase sempre marginalizados pela História da Arte surgem agora como uma participação plena e em diálogo com as outras práticas artísticas. É para esta época e reconfiguração da modernidade então operada, que esta exposição presta especial atenção. Foram de facto os Abstraccionistas, os Neo-realistas e os Surrealistas que produziram essa modernidade prometida por Amadeo de Souza-Cardoso, passada como testemunho por Almada Negreiros e que estes artistas deram corpo e conflitualidade. No seu limite Joaquim Rodrigo e Paula Rego abriram outros caminhos para novas ficções.
Pedro Lapa, Director do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
http://www.mnac-museudochiado.imc-ip.pt/
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
João Coração
Foi aluno na nossa escola, "O mais surpreendente compositor, cançonetista, humorista e anti-ícone pop nascido nesta desamada pátria nos últimos muitos anos" - João Coração é o seu nome artístico.
Teve hoje lançado o seu segundo álbum de estúdio, “Muda que Muda”. Guitarra, bateria, clarinete e teclas compõem a formação da banda que acompanha o vocalista (...) num "tratado pop onde cabem Talking Heads, Gainsbourg, palmas, coros desbragados, órgãos "kitsch", westerns, luso-honky-tonks e as canções que vão ganhar o Festival da Eurovisão. É o rei do charme tuga, é o disco pop deste Verão."
"Num momento em que voltou a ser cool cantar em português, João é mais uma prova de que alguma da melhor música portuguesa da actualidade tem um enorme Coração ."
http://ipsilon.publico.pt/musica/critica.aspx?id=235570
http://www.ruadebaixo.com/joao-coracao-maxime-19-de-junho.html
Teve hoje lançado o seu segundo álbum de estúdio, “Muda que Muda”. Guitarra, bateria, clarinete e teclas compõem a formação da banda que acompanha o vocalista (...) num "tratado pop onde cabem Talking Heads, Gainsbourg, palmas, coros desbragados, órgãos "kitsch", westerns, luso-honky-tonks e as canções que vão ganhar o Festival da Eurovisão. É o rei do charme tuga, é o disco pop deste Verão."
"Num momento em que voltou a ser cool cantar em português, João é mais uma prova de que alguma da melhor música portuguesa da actualidade tem um enorme Coração ."
http://ipsilon.publico.pt/musica/critica.aspx?id=235570
http://www.ruadebaixo.com/joao-coracao-maxime-19-de-junho.html
sábado, 4 de julho de 2009
LISBOA - Um miradouro para Sophia
Digo:
«Lisboa»
Quando atravesso – vinda do sul – o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do seu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas –
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
– Digo para ver
Sophia de Mello Breyner Andresen
Este poema está desde ontem numa placa, no miradouro da Graça que agora tem o nome da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen falecida há cinco anos.
Trata-se de parte de um projecto arquitectónico assinado por Gonçalo Ribeiro Telles (que já desenhara o jardim da casa de Sophia, na Travessa das Mónicas, ali perto).
Assistiram à homenagem familiares da escritora e vários amigos da família, membros da autarquia, escritores e editores, entre os quais Manuel Alegre, António Osório, Pilar del Río, Teresa Belo, Zeferino Coelho, Lídia Jorge, Inês Pedrosa, Jerónimo Pizarro, Maria Teresa Horta e um grupo de senhoras octogenárias, antigas vizinhas de Sophia.
Foi ainda inaugurado um busto de António Duarte, réplica de um original em bronze, esculpido nos anos 50. O rosto de Sophia olha de frente para a cidade «oscilando como uma grande barca», para o castelo, para o «corpo amontoado de colinas», para o rio ao fundo.
“Se tivesse sido membro da Academia Sueca, teria votado no nome de Sophia para Prémio Nobel em vez de Saramago” disse, não uma nem duas vezes, José Saramago, admirador de Sophia de Mello Breyner Andresen sobre quem escreveu também que havia alcançado como poeta a perfeição e a beleza da linha pura.
http://blogpt.josesaramago.org/2009/07/03/%c2%abao-olhar-sem-fim-o-sucessivo%c2%bb-homenagem-a-sophia/
http://bibliotecariodebabel.com/
«Lisboa»
Quando atravesso – vinda do sul – o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do seu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas –
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
– Digo para ver
Sophia de Mello Breyner Andresen
Este poema está desde ontem numa placa, no miradouro da Graça que agora tem o nome da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen falecida há cinco anos.
Trata-se de parte de um projecto arquitectónico assinado por Gonçalo Ribeiro Telles (que já desenhara o jardim da casa de Sophia, na Travessa das Mónicas, ali perto).
Assistiram à homenagem familiares da escritora e vários amigos da família, membros da autarquia, escritores e editores, entre os quais Manuel Alegre, António Osório, Pilar del Río, Teresa Belo, Zeferino Coelho, Lídia Jorge, Inês Pedrosa, Jerónimo Pizarro, Maria Teresa Horta e um grupo de senhoras octogenárias, antigas vizinhas de Sophia.
Foi ainda inaugurado um busto de António Duarte, réplica de um original em bronze, esculpido nos anos 50. O rosto de Sophia olha de frente para a cidade «oscilando como uma grande barca», para o castelo, para o «corpo amontoado de colinas», para o rio ao fundo.
“Se tivesse sido membro da Academia Sueca, teria votado no nome de Sophia para Prémio Nobel em vez de Saramago” disse, não uma nem duas vezes, José Saramago, admirador de Sophia de Mello Breyner Andresen sobre quem escreveu também que havia alcançado como poeta a perfeição e a beleza da linha pura.
http://blogpt.josesaramago.org/2009/07/03/%c2%abao-olhar-sem-fim-o-sucessivo%c2%bb-homenagem-a-sophia/
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
«Far other worlds and other seas»
A partir de amanhã e até sábado, a Universidade do Porto vai ser a capital da Utopia europeia. Durante estes quatro dias mais de 200 investigadores oriundos de universidades de todo o mundo vão reunir-se na Reitoria da Universidade do Porto para o 10º Congresso Internacional da Sociedade Europeia de Estudos Utópicos, que terá por título «Far other worlds and other seas».
De carácter eminentemente interdisciplinar, a área dos Estudos sobre a Utopia engloba temas tão diversos como a Arquitectura, o Planeamento Urbano, Ciência, Educação, Política, Literatura, Cinema ou Ambiente. Para abordarem todas estas matérias foram convidados mais de 200 investigadores que estarão divididos por 42 painéis.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=32868&op=all
O programa completo pode ser consultado na página http://web.letras.up.pt/uss2009.
De carácter eminentemente interdisciplinar, a área dos Estudos sobre a Utopia engloba temas tão diversos como a Arquitectura, o Planeamento Urbano, Ciência, Educação, Política, Literatura, Cinema ou Ambiente. Para abordarem todas estas matérias foram convidados mais de 200 investigadores que estarão divididos por 42 painéis.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=32868&op=all
O programa completo pode ser consultado na página http://web.letras.up.pt/uss2009.
domingo, 28 de junho de 2009
"O blog vai iluminando o caminho do seu autor. É essa a sua virtude."
“Um blogue não é mais do que a oportunidade de escrever na página infinita da internet, expressão que considero belíssima e a quem ninguém liga nenhuma”, disse ontem José Saramago na sessão de apresentação do livro "O Caderno", via internet, livro que reúne textos publicados pelo Nobel da Literatura no seu blogue, aberto em Setembro de 2008.
O encontro, moderado por José Mário Silva e Isabel Coutinho, teve a conversa aberta aos cibernautas, que puderam colocar perguntas ao autor.
http://rpc.blogrolling.com/redirect.php?r=891cac47db160a438190761908d31610&url=http%3A%2F%2Fbibliotecariodebabel.com
O encontro, moderado por José Mário Silva e Isabel Coutinho, teve a conversa aberta aos cibernautas, que puderam colocar perguntas ao autor.
http://rpc.blogrolling.com/redirect.php?r=891cac47db160a438190761908d31610&url=http%3A%2F%2Fbibliotecariodebabel.com
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sábado, 27 de junho de 2009
Rede de Bibliotecas Escolares: tempo de balanço.
13 anos, mais de duas mil bibliotecas escolares acessíveis a cerca de um milhão de alunos, um investimento de 40 milhões de euros na qualificação, remodelação e apetrechamento de bibliotecas escolares.
Há 13 anos, poucas escolas do país tinham biblioteca: havia apenas 164 bibliotecas na Rede de Bibliotecas Escolares. Em 2009, os 2.º e 3.º ciclos estão totalmente cobertos, o secundário está acima dos 90 por cento e só o 1.º ciclo continua com um défice de bibliotecas, com cerca de 40 por cento de cobertura. Actualmente, são 900 no 1.º ciclo e 1163 nos ciclos seguintes.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
valter hugo mãe, o escritor que também canta no Governo
Quer ouvir? É aqui:
http://vimeo.com/5177895
O Governo é a nova banda de António Rafael e Miguel Pedro (Mão Morta), Henriques Fernandes (Mécanosphère) e valter hugo mãe (voz e letras).
O timbre vocal, a letra e o vídeo são muito curiosos e interessantes
"Meio bicho e fogo" é o título da primeira música da nova banda portuguesa que faz parte da colectânea «Novos Talentos Fnac 2009».
As letras do albúm "Geração Matilha", dos Mundo Cão, já tinham a mão do autor de "letras minúsculas".
http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1266892&seccao=M%FAsica
Na próxima edição da LER, o autor de "O remorso de baltazar serapião" e de "O apocalipse dos trabalhadores" revela os outros novos projectos em que está envolvido.
http://vimeo.com/5177895
O Governo é a nova banda de António Rafael e Miguel Pedro (Mão Morta), Henriques Fernandes (Mécanosphère) e valter hugo mãe (voz e letras).
O timbre vocal, a letra e o vídeo são muito curiosos e interessantes
"Meio bicho e fogo" é o título da primeira música da nova banda portuguesa que faz parte da colectânea «Novos Talentos Fnac 2009».
As letras do albúm "Geração Matilha", dos Mundo Cão, já tinham a mão do autor de "letras minúsculas".
http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1266892&seccao=M%FAsica
Na próxima edição da LER, o autor de "O remorso de baltazar serapião" e de "O apocalipse dos trabalhadores" revela os outros novos projectos em que está envolvido.
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
" No mundo de Sophia"
«É a paisagem mais maravilhosa que vi na minha vida»
«Piso às quatro e meia a terra grega. Entrada maravilhosa à saída de Patras. Vamos rente ao mar entre oliveiras e ciprestes e montanhas azuladas. Calor leve, ar perfumado. As montanhas ligam a terra ao Olimpo. Paramos e vou molhar os pés, as mãos, os braços e a cara no mar. A água é maravilhosa, transparente e fresca. Bebo-a. É muito salgada. É a paisagem mais maravilhosa que vi na minha vida.»
Diário de viagem de Sophia de Mello Breyner Andresen, 11 de Setembro de 1963.
Cinco anos depois da morte de Sophia de Mello Breyner, a escritora que faria 90 anos em Novembro, o P2 visitou o seu espólio e revela diários, poemas e cartas, entre histórias contadas por dois dos filhos, Maria e Miguel Sousa Tavares.
Alexandra Lucas Coelho (texto) e Daniel Rocha (fotos) - "Público", 21.06.2009
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main2.asp%3Fdt%3D20090621%26page%3D4%26c%3DC
«Piso às quatro e meia a terra grega. Entrada maravilhosa à saída de Patras. Vamos rente ao mar entre oliveiras e ciprestes e montanhas azuladas. Calor leve, ar perfumado. As montanhas ligam a terra ao Olimpo. Paramos e vou molhar os pés, as mãos, os braços e a cara no mar. A água é maravilhosa, transparente e fresca. Bebo-a. É muito salgada. É a paisagem mais maravilhosa que vi na minha vida.»
Diário de viagem de Sophia de Mello Breyner Andresen, 11 de Setembro de 1963.
Cinco anos depois da morte de Sophia de Mello Breyner, a escritora que faria 90 anos em Novembro, o P2 visitou o seu espólio e revela diários, poemas e cartas, entre histórias contadas por dois dos filhos, Maria e Miguel Sousa Tavares.
Alexandra Lucas Coelho (texto) e Daniel Rocha (fotos) - "Público", 21.06.2009
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main2.asp%3Fdt%3D20090621%26page%3D4%26c%3DC
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
A Vida nos Mares
Abriu ontem o SEA LIFE do Porto, na zona do Castelo do Queijo - 31 aquários, 5.600 animais marinhos de uma centena de diferentes espécies, uma viagem temática contando uma história que começa da nascente do Douro e vai até ao Oceano Atlântico...
www.sealifeeurope.com
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Os Mistérios de Lisboa or What the Tourist Should See
O filme "Os Mistérios de Lisboa or What the Tourist Should See", que o realizador José Fonseca e Costa rodou a partir de uma obra de Fernando Pessoa, foi exibido, em ante-estreia, em Lisboa no cinema São Jorge, ontem, dia do 121º aniversário do nascimento do poeta.
Escrito, adaptado e realizado por José Fonseca e Costa, o filme estrutura-se em torno de um guia que Fernando Pessoa escreveu em 1925 sobre Lisboa. Descoberto apenas em 1988 no espólio do autor, o livro destinava-se a mostrar Lisboa aos turistas que visitassem a capital e foi redigido originalmente em inglês.
Mais do que mostrar monumentos, jardins, praças e ruas de Lisboa como um postal ilustrado, José Fonseca e Costa quis, sobretudo, prestar homenagem a Fernando Pessoa, num percurso que dá a conhecer não só a cidade, mas também Portugal. (fonte: DN, Público)
Escrito, adaptado e realizado por José Fonseca e Costa, o filme estrutura-se em torno de um guia que Fernando Pessoa escreveu em 1925 sobre Lisboa. Descoberto apenas em 1988 no espólio do autor, o livro destinava-se a mostrar Lisboa aos turistas que visitassem a capital e foi redigido originalmente em inglês.
Mais do que mostrar monumentos, jardins, praças e ruas de Lisboa como um postal ilustrado, José Fonseca e Costa quis, sobretudo, prestar homenagem a Fernando Pessoa, num percurso que dá a conhecer não só a cidade, mas também Portugal. (fonte: DN, Público)
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sábado, 13 de junho de 2009
Digitalizada Biblioteca de Fernando Pessoa
Digitalizar integralmente a biblioteca de Fernando Pessoa? Projecto ambicioso e demorado!
1400 livros, digitalizados ao ritmo de 30 por dia, ao longo de um ano...
Vamos agora poder folhear os livros do poeta, encontrando notas que ele foi deixando nas margens.
Um contributo valioso para sabermos mais sobre Fernando Pessoa (que hoje festejaria o seu aniversário) e as "pessoas" que o habitaram. Basta ir ao site da Casa Fernando Pessoa:
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/
Leia mais sobre o assunto:
http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/3614.html
1400 livros, digitalizados ao ritmo de 30 por dia, ao longo de um ano...
Vamos agora poder folhear os livros do poeta, encontrando notas que ele foi deixando nas margens.
Um contributo valioso para sabermos mais sobre Fernando Pessoa (que hoje festejaria o seu aniversário) e as "pessoas" que o habitaram. Basta ir ao site da Casa Fernando Pessoa:
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/
Leia mais sobre o assunto:
http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/3614.html
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Bicentenário de José Estêvão
Há 100 anos (26/12/1909), em Aveiro, na Praça de Joaquim Melo Freitas (antiga Praça do Comércio), foi inaugurado o OBELISCO DA LIBERDADE, para comemorar o primeiro centenário do nascimento do Dr José Estêvão Coelho de Magalhães e também para evocar a colaboração notável que esta cidsade teve nas lutas liberais, em particular os aveirenses condenados à morte por terem sido pioneiros na revolução de 16 de Maio de 1828. Esta iniciativa pertenceu ao "Clube dos Galitos"; o monumento, com cariz da chamada "Arte Nova", é da autoria de Ernesto Korrodi. Durante a cerimónia, tocou pela primeira vez a "Banda de José Estêvão", organizada e dirigida por António Santos Lé.
(João Gonçalves Gaspar, In "AVEIRO 2009, Recordando Efemérides"; edição da Diocese de Aveiro, 2009)
(João Gonçalves Gaspar, In "AVEIRO 2009, Recordando Efemérides"; edição da Diocese de Aveiro, 2009)
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