segunda-feira, 12 de novembro de 2012

150.º aniversário da publicação de Amor de Perdição e de Memórias do Cárcere

A Direção-Geral da Educação (DGE), associando-se às comemorações do 150.º aniversário da publicação de Amor de Perdição e de Memórias do Cárcere, de Camilo Castelo Branco, criou uma página dedicada ao escritor, alojada no sítio da DGE, em:
Solicitamos a sua ampla divulgação pela comunidade escolar, promovendo o acompanhamento quer das atualizações quer da fotonovela dos tempos modernos Amor de Perdição, a ser publicada de acordo com o seguinte calendário:
Mês/ano
nov. 2012
dez. 2012
jan. 2013
fev. 2013
mar. 2013
abr. 2013
mai. 2013
jun. 2013
Dia
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CNL 2012/2013

Tal como nos anos anteriores, a BE, em colaboração com a Área Disciplinar de Português, vai promover na escola mais uma edição do Concurso Nacional de Leitura.

Calendarização:

Inscrição dos alunos, na BE: 30 de novembro de 2012

Prova escrita: 9 de janeiro de 2013

Obras de leitura obrigatória:

Ensino Básico:
"O mundo em que vivi" - Ilse Losa
"O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá " - Jorge Amado

Ensino Secundário:
"Amor de Perdição" - Camilo Castelo Branco
"Uma Abelha na Chuva" - Carlos de Oliveira

A BE conta com o  empenho de todos na divulgação do CNL, estímulo e convite à participação dos nossos alunos. Insistam, relembrem as datas e divulguem as obras.

TEDxYouth@Aveiro

No próximo dia 17 de novembro vai realizar-se no Teatro Aveirense mais uma sessão do TEDxYouth@Aveiro.
A nossa Escola vai participar na conceção do palco (alunos de Design dos Cursos Profissionais) , com uma comunicação (Ana Luísa Carvalho, 12.ºA) e com uma performance realizada por 4 alunas (do 8.º A e do 10.ºJ).
No dia 13 de novembro, à semelhança das outras escolas secundárias de Aveiro, a organização vem à nossa escola apresentar o evento numa pequena sessão pública, com duração de 20 minutos, a realizar no nosso Polivalente, das 10h 10m às 10h 30m.
Para mais informações consultar:

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"Um chá para Alice"

O chapeleiro louco, o gato de Cheshire, a rainha de copas, personagens de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, foram retratados por 21 ilustradores internacionais que integram uma exposição patente até fevereiro na Fundação Calouste Gulbenkian,  em Lisboa.

Partindo do clássico de Lewis Carroll, a exposição “Um Chá para Alice” reúne as ilustrações originais de algumas das mais aclamadas versões contemporâneas deste conto intemporal, numa sugestiva diversidade de estilos, abordagens, sensibilidades, escolas e técnicas de ilustração.Este programa tem por pretexto o facto de se cumprirem 150 anos desde que Charles Dogson - matemático e escritor britânico que assinou com o pseudónimo Lewis Carroll - contou uma história de aventuras, num piquenique, em 1862, a uma menina de dez anos chamada Alice Liddell.

Três anos depois, em 1865, Lewis Carroll publicou "As aventuras de Alice no País das Maravilhas" e, mais tarde, uma sequela - "Alice do outro lado do espelho" -, que se tornaram clássicos da literatura e foram reinterpretados e adaptados dezenas de vezes até à atualidade.

"Um chá para Alice" apresenta uma centena de obras de ilustradores contemporâneos de vários países, como por exemplo, Anthony Browne e Helen Oxenbury e John Vernon Lord  (Reino Unido), Chiara Carrer e Lisa Nanni (Itália) Lisbeth Zwerger (Áustria) Alain Gauthier, Lucie Laroche, Nicole Claveloux e Rebecca Dautremer (França), Dusan Kallay (Eslováquia), Anne Herbauts (Bélgica), Iban Barrenetxea (Espanha), Joanna Concejo (Polónia), Klaus Ensikat (Alemanha), Narges Mohammadi (Irão), Maggie Taylor (EUA), Nelson Cruz (Brasil), Suzy Lee (Coreia do Sul), Vladimir Clavijo (Rússia) e Teresa Lima (Portugal).

A mesa está posta; há inclusivamente um serviço de porcelana comemorativo produzido pela Vista Alegre. 

A fotogaleria pode ser vista em
http://www.gulbenkian.pt/index.php?object=483&article_id=4010langId=1

Centenário do Museu de Aveiro



A AMUSA – Associação dos Amigos do Museu de Aveiro e o Museu de Aveiro promoveram no  dia 28 de outubro uma palestra sobre Santa Joana e a sua presença e memória secular no Mosteiro e em Aveiro; foi orador o vigário geral da Diocese, Monsenhor João Gaspar.
Seguiu-se um concerto na Igreja de Jesus, pelo Coro da Sé Catedral da cidade.
Esta iniciativa insere-se nas comemorações dos 100 anos do Museu de Aveiro, que se prolongam até dia 6 de junho de 2013.
Para dia 8 de dezembro, às 15H00, está agendada uma palestra, por Isabel Sousa Pereira, acerca dos 100 anos do Museu de Aveiro. Haverá ainda cinco pequenas palestras, pelos conservadores do museu, acerca das coleções de que são responsáveis.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

OUTONO


Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.


Miguel Torga, Diário X

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SILÊNCIO


Sugestão de Maria do Roasário Fardilha em
 http://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn#!/groups/180007792088369/

"Um dos requisitos fundamentais [para a leitura] é, também, o silêncio. À medida que a civilização urbana e industrial foi prevalecendo, o nível de ruído conheceu um aumento exponencial, estando hoje muito próximo da loucura. Para os privilegiados da idade clássica da leitura, o silêncio era ainda um bem acessível, cujo preço, entretanto, nunca mais parou de subir. Montaigne tinha a preocupação de mandar afastar da sua biblioteca-refúgio inclusivamente os familiares mais próximos. (...) O silêncio passou a ser um luxo. Só os mais afortunados podem ter esperança de conseguir escapar à invasão da gigantesca parafernália tecnológica. (...) O tempo acelerou espantosamente, como Hegel e Kierkegaard foram dos primeiros a fazer notar. Os vários momentos de tempo livre de que depende qualquer leitura séria, silenciosa e responsável tornaram-se apanágio quase exclusivo dos universitários e dos investigadores. Vamos matando o tempo, em vez ...

de nos sentirmos à vontade dentro dos seus limites.
(...)
No entanto, há execuções mais lentas e menos aparatosas. A censura é tão velha e omnipresente como a escrita.
(...)
A revolução electrónica (...). Qual será o efeito disso na leitura, na função dos livros tal como os conhecemos e amamos? (...) não há garantia nenhuma de que o número de livros impressos nos formatos tradicionais venha a diminuir. Parece até que o contrário é que está a acontecer. Na realidade, há uma quantidade incrível de novos títulos (...) - o que constitui talvez a maior ameaça a pesar sobre o livro..."

in GEORGES STEINER, O Silêncio dos Livros, Gradiva, 2007

Tema: SILÊNCIO

"Um dos requisitos fundamentais [para a leitura] é, também, o silêncio. À medida que a civilização urbana e industrial foi prevalecendo, o nível de ruído conheceu um aumento exponencial, estando hoje muito próximo da loucura. Para os privilegiados da idade clássica da leitura, o silêncio era ainda um bem acessível, cujo preço, entretanto, nunca mais parou de subir. Montaigne tinha a preocupação de mandar afastar da sua biblioteca-refúgio inclusivamente os familiares mais próximos. (...) O silêncio passou a ser um luxo. Só os mais afortunados podem ter esperança de conseguir escapar à invasão da gigantesca parafernália tecnológica. (...) O tempo acelerou espantosamente, como Hegel e Kierkegaard foram dos primeiros a fazer notar. Os vários momentos de tempo livre de que depende qualquer leitura séria, silenciosa e responsável tornaram-se apanágio quase exclusivo dos universitários e dos investigadores. Vamos matando o tempo, em vez de nos sentirmos à vontade dentro dos seus limites. 
(...)
No entanto, há execuções mais lentas e menos aparatosas. A censura é tão velha e omnipresente como a escrita.
(...)
A revolução electrónica (...). Qual será o efeito disso na leitura, na função dos livros tal como os conhecemos e amamos? (...) não há garantia nenhuma de que o número de livros impressos nos formatos tradicionais venha a diminuir. Parece até que o contrário é que está a acontecer. Na realidade, há uma quantidade incrível de novos títulos (...) - o que constitui talvez a maior ameaça a pesar sobre o livro..."

in GEORGES STEINER, O Silêncio dos Livros, Gradiva, 2007

400 anos a pintar o mar - exposição "As Idades do Mar"

Fundação Caloustee Gulbenkian, até 17 de janeiro

VER fotogaleria em

http://static.publico.pt/docs/cultura/400anosmar/

DIA NACIONAL DO LIVRO

Blog Livros e Afins

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

150 anos de "Amor de Perdição"

O livro foi seis vezes adaptado ao  cinema, entre elas:

 "CAMILO CASTELO BRANCO NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM  - As Paixões Juvenis e o Amor de Perdição" , de 22 a 27 de outubro
http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Ciclos/Documents/CCBnoCCB%20V22012.pdf

Centenário de Jorge Amado

É um dos escritores brasileiros mais conhecidos e lidos, nacional e internacionalmente; contribuiu para a complementação da identidade e do imaginário da Bahia, com as suas histórias ricas, cheias de personagens marcantes e com personalidades fortes, os cenários político, social e religioso do povo e com a afirmação da miscigenação que compõe o Brasil, principalmente no que se refere à relação afro-brasileira.
Jorge Amado foi um grande criador de tipos, de perfis, abordando tramas que misturam romance e comicidade. Isso, somado à sua capacidade descritiva, contribuiu bastante para que as suas produções fossem transpostas para outros meios, como o teatro, o cinema e a televisão. E foi exatamente através do cinema e da TV que algumas das suas obras chegaram ao grande público. Aliás, ele foi o escritor brasileiro mais adaptado para telenovelas: “Gabriela, Cravo e Canela”; “Dona Flor e Seus Dois Maridos”; “Tieta do Agreste”; “Capitães da Areia” e “Tenda dos Milagres”.
 
No Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, poderá visitar-se uma exposição alusiva ao escritor brasileiro.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Manuel António Pina (1943-2012), Prémio Camões 2011

Na  Biblioteca
O que não pode ser dito
guarda um silêncio
feito de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre demasiadamente tarde,

quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,

em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu  também
virada para o lado de dentro,

as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.

Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.
               Manuel António Pina, in Poesia Reunida, p. 181

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Terra é mesmo mãe da Lua

A Terra é mesmo mãe da Lua, pelo menos é o que confirmam três artigos acabados de publicar. Até agora, a teoria mais consensual sobre a origem da Lua diz que ela resultou de uma colisão com a Terra, mas os novos estudos, além de corroborarem esse nascimento violento, levantam dúvidas sobre a paternidade do nosso satélite natural.

http://publico.pt/Ciências/a-terra-e-mae-da-lua-mas-nao-se-sabe-bem-quem-e-o-pai-1567841http://publico.pt/Ciências/a-terra-e-mae-da-lua-mas-nao-se-sabe-bem-quem-e-o-pai-1567841

O PORTUGUÊS QUE TRABALHOU COM O NOBEL DA QUÍMICA 2012

 
 
David Aragão ficou todo satisfeito quando abriu, ontem, a sua caixa de correio eletrónico. Tinha uma mensagem de Brian Kobilka, um dos dois norte- americanos a quem a Real Academia das Ciências sueca atribuiu há dias o Prémio Nobel da Química 2012 – o outro foi Robert Lefkowitz. “Logo na quarta- feira, quando foi anunciado o prémio, mandei- lhe um e- mail a dar- lhe os parabéns e nem estava à espera que me respondesse tão depressa, porque deve ter recebido imensas mensagens”, conta o investigador português.
(....)
Atualmente investigador no Australian Synchrotron, em Melburne, David Aragão tem uma história em comum com Brian Kobilka. O jovem português trabalhou de perto com o novo Nobel da Química durante dois anos, e em janeiro de 2011, foi um dos coautores do artigo publicado na revista Nature que o comité Nobel considerou a “cereja no topo do bolo” do trabalho realizado pelo cientista norte- americano na busca dos recetores acoplados à proteína G, como são designados estes recetores celulares, que estão na base de algumas funções básicas do organismo e cuja descodificação foi o motivo do Nobel.
(...)
Já este ano, David Aragão publicou outro artigo na Nature, na sua própria linha de trabalho, e agora, na Austrália, continua a perseguir proteínas de membranas celulares que poderão dar respostas no combate a doenças por bactérias.
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Orquestra Gulbenkian tem 50 anos

Foi em 1962 que a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente, no início constituído apenas por doze elementos (Cordas e Baixo Contínuo), originalmente designada por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Esta formação foi sendo progressivamente alargada, contando hoje a Orquestra Gulbenkian (denominação adoptada desde 1971) com um efectivo de sessenta e seis instrumentistas, que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências dos programas executados.
Esta constituição, permite à Orquestra Gulbenkian a abordagem interpretativa de um amplo repertório que abrange todo o período Clássico, uma parte significativa da literatura orquestral do século XIX e muita da música do século XX. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem assim ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efectivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respectiva arquitectura sonora interior.Em cada temporada, a Orquestra realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música (maestros e solistas), actuando igualmente em diversas localidades do País, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora.No plano internacional, por sua vez, a Orquestra tem vindo a ampliar gradualmente a sua actividade, tendo até agora efectuado digressões na Europa, Ásia, África e Américas. Mais recentemente, a Orquestra Gulbenkian voltou a apresentar-se no Festival Enescu (13 de Setembro de 2011) e visitou pela primeira vez a Arménia, com duas atuações em Yerevan (15 e 16 de Setembro de 2011), ambos os projetos sob a direcção do Maestro Lawrence Foster. Estão em preparação novas digressões a realizar em 2013, nomeadamente, na Áustria (Março), Alemanha (Julho) e China (Outubro).

http://www.musica.gulbenkian.pt/orquestra/index.html.pthttp://www.musica.gulbenkian.pt/orquestra/index.html.pt

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Biblioteca de Alexandria celebra 10 anos

A Biblioteca de Alexandria, no Egito, foi inaugurada a 16 de outubro de 2002, no local onde se pensa tenha existido a sua antecessora, fundada no século III a. C.
A atual biblioteca pretende ser um dos centros de conhecimento mais importantes do mundo.
A estrutura, que tem o nome oficial de Bibliotheca Alexandrina, integra, para além da principal, quatro bibliotecas especializadas, laboratórios, um planetário, um museu de ciências e um de caligrafia e uma sala de congressos e de exposições.
A Biblioteca Tahan Hussein é especializada em cegos, a dos Jovens é dedicada a pessoas entre os 12 e os 18 anos, a das Crianças é para quem tem entre seis e 12 anos, e a Multimédia está dotada com dispositivos para CD e DVD, cassetes de áudio e vídeo, diapositivos e fotografias. ainda uma sala de microfilmes, uma de manuscritos e outra de livros raros.
Inicialmente, a ideia era dotar a biblioteca de oito milhões de livros, mas, como foi impossível angariar essa quantidade, ficou pela metade. Assim, foi dada prioridade à criação de uma biblioteca cibernética. No local estão ainda guardados dez mil livros raros, cem mil manuscritos, 300 mil títulos de publicações periódicas, 200 mil cassetes de áudio e 50 mil de vídeo.
No total podem trabalhar na Biblioteca de Alexandria cerca de 3500 investigadores, que têm ao dispor 200 salas de estudo.
O teto da biblioteca é um disco com 160 metros de diâmetro reclinado, que parece estar, em parte, enterrado no solo. A entrada é feita pelo Triângulo de Calímaco, uma varanda de vidro triangular, assim chamada em homenagem ao bibliotecário que sistematizou os 500 mil livros da antiga biblioteca.
A sala de leitura tem vinte mil metros quadrados e é iluminada uniformemente por luz solar direta. Ao todo, a biblioteca tem onze pisos - sete à superfície e quatro subterrâneos - sustentados por 66 colunas de 16 metros cada uma.
As paredes sem janelas, revestidas a granito que sustentam a parte do círculo que fica à superfície, têm incrustados os símbolos utilizados pela Humanidade para comunicar, como os caracteres dos alfabetos, notas musicais, números e símbolos algébricos, códigos das linguagens informáticas, etc.
O projeto da biblioteca é da autoria de uma firma de arquitetos noruegueses, a Snohetta. A construção demorou sete anos, mas a ideia nasceu em 1974. Os principais financiadores da instituição foram a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e o governo egípcio, e o custo total da obra rondou os 200 milhões de euros.
A biblioteca original terá sido fundada por volta do ano 295 a. C. por Ptolomeu I Soter, rei do Egito, e desenvolvida pelo seu filho, Ptolomeu II. Na altura, terá albergado cerca de 500 mil obras. A biblioteca foi parcialmente destruída em 47 a. C., quando César incendiou a esquadra naval de Cleópatra. O fogo alastrou à cidade e cerca de 40 mil volumes foram destruídos. A biblioteca antiga sofreu ainda mais três incêndios, nos anos 272, 391 e 640. Nesta última ocasião, o responsável foi o califa Omar I, um muçulmano que reconquistou Alexandria aos romanos.

http://www.infopedia.pt/$biblioteca-de-alexandria

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Agustina Bessa-Luís faz hoje 90 anos

Imagem de : http://www.facebook.com/pages/Ler-Mais-Ler-Melhor/181197281906151

"O Que é Escrever?
Escrever é isto: comover para desconvocar a angústia e aligeirar o medo, que é sempre experimentado nos povos como uma infusão de laboratório, cada vez mais sofisticada. Eu penso que o escritor com maior sucesso (não de livraria, mas de indignação social profunda) é aquele que protege os homens do medo: por audácia, delírio, fantasia, piedade ou desfiguração. Mas porque a poética precisão de dum acto humano não corresponde totalmente à sua evidência. Ama-se a palavra, usa-se a escrita, despertam-se as coisas do silêncio em que foram criadas. Depois de tudo, escrever é um pouco corrigir a fortuna, que é cega, com um júbilo da Natureza, que é precavida."
Agustina Bessa-Luís, in "Contemplação Carinhosa da Angústia"

Três capas de livro portuguesas entre as 50 melhores do mundo











 
O atelier Ferrand, Bicker & Associados (Coimbra), do designer Fernando Bicker, criou três das 50 melhores caps de livros do mundo, no âmbito do concurso 50 Books/50 Covers: Celebratingo Book Design