A POESIA VAI
A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
– Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? –
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NA BIBLIOTECA
O que não pode ser dito
guarda um silêncio
feito de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre demasiadamente tarde,
quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,
em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu também
virada para o lado de dentro,
as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.
Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
‘E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.’
[in Poesia, Saudade da Prosa - uma antologia pessoal, Assírio & Alvim, 2011]
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
PORTUGAL
Excerto do poema "Portugal", de Jorge Sousa Braga, dito por Miguel Borges.
http://vimeo.com/11921365
No mesmo sítio, há mais vídeos - e com óptimas interpretações.
http://vimeo.com/11921365
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Prémio Pritzker 2011
Discurso do Arquitecto Souto Moura ao receber o Prémio Pritzker (2011)
Exmo. Sr. Presidente dos EUA, Presidente do Júri, elementos do Júri, meus Amigos, minhas Senhoras e meus Senhores,
Só quando recebi o convite dizendo “Eduardo Souto de Moura of Portugal” é que acreditei que tinha ganho o Pritzker 2011. Não posso esconder que fiquei feliz, por mim, pela minha família, colaboradores, amigos e clientes. Em nome de todos, os meus sinceros agradecimentos.
Aprendi a desenhar na Escola Italiana do Porto, cidade onde nasci, e no liceu decidi ser arquitecto. Não é que tivesse alguma paixão especial pela disciplina, mas na crise agnóstica dos 15 anos, duvidei se Deus devia ter descansado ao 7º dia. É que, pensando bem, ficou por fazer uma geografia como a de Delfos, a Acrópole para receber o Parténon ou secar um pântano no Illinois, onde a Farnsworth pudesse ficar.
Em 1975 depois da Revolução dos Cravos, comecei a trabalhar com o Arqº Siza Vieira. Não só pela arquitectura, mas sobretudo pela pessoa em si, foi uma experiência excepcional que ainda hoje continuo a fazer com o mesmo prazer. Saí do seu escritório nos anos 80, para ser arquitecto. Foi difícil começar, mas usar a sua “linguagem” parecia-me uma traição e mesmo que o quisesse, não o conseguia fazer, por pudor.
Depois da Revolução, e restabelecida a Democracia, abriu-se a oportunidade de redesenhar um país, onde faltavam escolas, hospitais, outros equipamentos, e sobretudo meio milhão de casas. Não era certamente o Pós-Modernismo, na altura em voga, que nos poderia resolver a questão. Construir meio milhão de casas, com frontões e colunas seria uma perda de energia, pois a ditadura já o tinha ensaiado. O Pós-Modernismo chegou a Portugal, sem quase termos passado pelo Movimento Moderno. É essa a ironia do nosso destino: “antes de o ser já o éramos”.
Do que precisávamos era de uma linguagem clara, simples e pragmática para reconstruir um país, uma cultura, e ninguém melhor que o proibido Movimento Moderno poderia responder a esse desafio. Não era só um problema ideológico, mas sobretudo de coerência entre material, sistema construtivo e linguagem. Se “arquitectura é a vontade de uma época traduzida num espaço”, Mies van der Rohe abriu-nos as portas na redefinição da disciplina tão massacrada até aí, pela linguística, semiótica, sociologia e outras ciências afins. O importante é que a arquitectura fosse “construção”, assim com urgência, nos pedia o país.
Com 10 séculos de História, Portugal encontra-se hoje numa grande crise social e económica, como já aconteceu em vários períodos anteriores. Hoje, como ontem, a solução para a arquitectura portuguesa é emigrar. Como dizia Paul Claudel: “Le Portugal est un pays en voyage, de temps en temps il touche l’Europe”. Resta-nos a “mudança”, como quer dizer a palavra “crise” em grego. Resta-nos decifrar o significado dos dois caracteres chineses que compõem a palavra “crise”: o primeiro significa “perigo”, o segundo “oportunidade”. Em África e noutras economias emergentes não nos faltarão oportunidades, o futuro é já aí. “Trabalhar na transmutação, na transformação, na metamorfose é obra própria nossa.” (1)
Muito obrigado.
Eduardo Souto de Moura
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(1) Herberto Helder, “O Corpo. O Luxo, A Obra”
Exmo. Sr. Presidente dos EUA, Presidente do Júri, elementos do Júri, meus Amigos, minhas Senhoras e meus Senhores,
Só quando recebi o convite dizendo “Eduardo Souto de Moura of Portugal” é que acreditei que tinha ganho o Pritzker 2011. Não posso esconder que fiquei feliz, por mim, pela minha família, colaboradores, amigos e clientes. Em nome de todos, os meus sinceros agradecimentos.
Aprendi a desenhar na Escola Italiana do Porto, cidade onde nasci, e no liceu decidi ser arquitecto. Não é que tivesse alguma paixão especial pela disciplina, mas na crise agnóstica dos 15 anos, duvidei se Deus devia ter descansado ao 7º dia. É que, pensando bem, ficou por fazer uma geografia como a de Delfos, a Acrópole para receber o Parténon ou secar um pântano no Illinois, onde a Farnsworth pudesse ficar.
Em 1975 depois da Revolução dos Cravos, comecei a trabalhar com o Arqº Siza Vieira. Não só pela arquitectura, mas sobretudo pela pessoa em si, foi uma experiência excepcional que ainda hoje continuo a fazer com o mesmo prazer. Saí do seu escritório nos anos 80, para ser arquitecto. Foi difícil começar, mas usar a sua “linguagem” parecia-me uma traição e mesmo que o quisesse, não o conseguia fazer, por pudor.
Depois da Revolução, e restabelecida a Democracia, abriu-se a oportunidade de redesenhar um país, onde faltavam escolas, hospitais, outros equipamentos, e sobretudo meio milhão de casas. Não era certamente o Pós-Modernismo, na altura em voga, que nos poderia resolver a questão. Construir meio milhão de casas, com frontões e colunas seria uma perda de energia, pois a ditadura já o tinha ensaiado. O Pós-Modernismo chegou a Portugal, sem quase termos passado pelo Movimento Moderno. É essa a ironia do nosso destino: “antes de o ser já o éramos”.
Do que precisávamos era de uma linguagem clara, simples e pragmática para reconstruir um país, uma cultura, e ninguém melhor que o proibido Movimento Moderno poderia responder a esse desafio. Não era só um problema ideológico, mas sobretudo de coerência entre material, sistema construtivo e linguagem. Se “arquitectura é a vontade de uma época traduzida num espaço”, Mies van der Rohe abriu-nos as portas na redefinição da disciplina tão massacrada até aí, pela linguística, semiótica, sociologia e outras ciências afins. O importante é que a arquitectura fosse “construção”, assim com urgência, nos pedia o país.
Com 10 séculos de História, Portugal encontra-se hoje numa grande crise social e económica, como já aconteceu em vários períodos anteriores. Hoje, como ontem, a solução para a arquitectura portuguesa é emigrar. Como dizia Paul Claudel: “Le Portugal est un pays en voyage, de temps en temps il touche l’Europe”. Resta-nos a “mudança”, como quer dizer a palavra “crise” em grego. Resta-nos decifrar o significado dos dois caracteres chineses que compõem a palavra “crise”: o primeiro significa “perigo”, o segundo “oportunidade”. Em África e noutras economias emergentes não nos faltarão oportunidades, o futuro é já aí. “Trabalhar na transmutação, na transformação, na metamorfose é obra própria nossa.” (1)
Muito obrigado.
Eduardo Souto de Moura
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(1) Herberto Helder, “O Corpo. O Luxo, A Obra”
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
"Se estivermos atentos, todos os dias há matéria para histórias."
"A ficção é muito mais intensa que a vida"
Lídia Jorge, em entrevista ao "I" - 1/4/2011.
http://www.ionline.pt/conteudo/114485-lidia-jorge-a-ficcao-e-muito-mais-intensa-que-vida
"A Noite das Mulheres Cantoras" é o novo romance da autora algarvia que conta já com 30 anos de escrita.
Lídia Jorge, em entrevista ao "I" - 1/4/2011.
http://www.ionline.pt/conteudo/114485-lidia-jorge-a-ficcao-e-muito-mais-intensa-que-vida
"A Noite das Mulheres Cantoras" é o novo romance da autora algarvia que conta já com 30 anos de escrita.
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terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Wikiciências em português

Via http://dererummundi.blogspot.com/
Informação recebida da Casa das Ciências, projecto da Fundação Gulbenkian para o ensino das ciências, sobre o início do Wikiciências:
A internet é hoje um recurso de uso universal. É ali que todos procuramos a resposta às nossas questões, seja a simples hora do filme que tencionamos ir ver seja a última experiência em curso no CERN. Todas as revistas científicas estão hoje disponíveis, embora o acesso dependa do pagamento de uma assinatura. Está em curso um grande esforço para digitalização de livros mas o futuro é ainda incerto e a maioria dos livros recentes só pode ser acedida em papel. A realidade é que os estudantes fazem hoje um uso muito amplo da internet para o acompanhamento do seu estudo mas as têm muito poucas fontes de confiança em português. Para o ensino básico e secundário, esta é uma carência que foi identificada como muito relevante e a que a Casa das Ciências está a dar uma resposta.
Num estudo prévio, foram identificados os termos básicos presentes nos programas das disciplinas científicas e este constitui o acervo inicial que a Casa das Ciências se propõe reunir. Na fase inicial, a Casa das Ciências convidou cientistas reconhecidos a participar neste projecto como editores sectoriais. Todas as entradas ficam permanentemente registadas e disponíveis para consulta mesmo depois de substituídas. A identidade dos autores e dos editores será pública e servirá de primeiro garante da qualidade da entrada. Uma vez aprovada, fica livremente disponível e exposta à crítica havendo uma hierarquia de editores que lidarão com todas as sugestões de melhoria que sejam apresentadas.
Tendo como Editor-Chefe o Professor José Ferreira Gomes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e como Comissão Editorial a mesma da Casa das Ciências, o Corpo editorial tem 2 Editores de Geologia, 3 de Matemática, 2 de Física, 2 de Geologia, 3 de Química, 3 de Biologia e 2 de Ciências dos computadores.
Dispõe nesta primeira fase de cerca de 650 entradas das quais 250 já se encontram “abertas” para toda a gente. Todas as outras estão em fase de avaliação para poderem ser editadas e publicadas dentro dos prazos habituais nestas circunstâncias.
Estima-se que até ao fim do ano estejam disponíveis para leitura universal cerca de 1000 entradas que, segundo os estudos prévios que foram efectuados, correspondem a uma dimensão aceitável para o universo de conceitos essenciais que são utilizados nos níveis de ensino a que a WikiCiências prioritariamente se destina.
Segue-se um exemplo da Física, ilustrativo do tipo de entradas que se podem encontrar nesta componente da casa das Ciências: aqui
http://wikiciencias.casadasciencias.org/index.php/Lei_de_Coulomb
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sábado, 28 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
ACORDO ORTOGRÁFICO – Guia rápido para a aplicação da nova ortografia
Encontra-se disponível para consulta o Guia Rápido para a Aplicação da Nova Ortografia, uma edição dos Ministérios da Educação e da Cultura e da autoria do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC).
Sendo a língua portuguesa um elemento essencial do património cultural português, a sua protecção e valorização, bem como a sua defesa e promoção, são tarefas fundamentais do Estado.
O presente Guia tem como objetivo apresentar e contextualizar, de forma sucinta e acessível, as mudanças provocadas na ortografia usada em Portugal pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em 1990, e que se encontra em vigor, em Portugal, desde 13 de maio de 2009. A sua aplicação no sistema educativo português será efectuada a partir do ano lectivo de 2011/2012.
Fonte: DGIDC
http://www.dgidc.min-edu.pt/index.php?s=noticias¬icia=74
Sendo a língua portuguesa um elemento essencial do património cultural português, a sua protecção e valorização, bem como a sua defesa e promoção, são tarefas fundamentais do Estado.
O presente Guia tem como objetivo apresentar e contextualizar, de forma sucinta e acessível, as mudanças provocadas na ortografia usada em Portugal pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em 1990, e que se encontra em vigor, em Portugal, desde 13 de maio de 2009. A sua aplicação no sistema educativo português será efectuada a partir do ano lectivo de 2011/2012.
Fonte: DGIDC
http://www.dgidc.min-edu.pt/index.php?s=noticias¬icia=74
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
AVEIRO, FEIRA DO LIVRO E DA MÚSICA 2011
No Rossio, de 26 de Maio a 5 de Junho
Horário:
2ª a 5ª feira – 17:00h às 23:00h
6ª feira – 17:00h às 24:00h
Sábado – 10:00h às 24:00h
Domingo – 10:00h às 23:00h
Dia 1 de Junho – das 10:00h às 23:00h
Horário:
2ª a 5ª feira – 17:00h às 23:00h
6ª feira – 17:00h às 24:00h
Sábado – 10:00h às 24:00h
Domingo – 10:00h às 23:00h
Dia 1 de Junho – das 10:00h às 23:00h
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domingo, 22 de maio de 2011
DIA DA ESCOLA, DIAS DE ESCOLA
Celebramos a 25 de Maio o dia do nosso patrono que é um dia especial de/para todos nós - consulta o programa, colabora e comparece!
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José Estêvão
domingo, 15 de maio de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
O Prémio Camões, o mais importante galardão de literatura portuguesa, foi atribuído por unanimidade a Manuel António Pina.
Nome: Manuel António Pina
Nascimento: 1943, Sabugal
Jornalista e escritor, Manuel António Pina nasceu no ano de 1943, no Sabugal, na Beira Alta. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1971, exerceu a advocacia e foi técnico de publicidade. Abraçou a carreira de jornalista no Jornal de Notícias, onde passou a editor. A sua colaboração nos "media" também se distribui pela rádio e pela televisão.
Autor de livros para a infância e juventude e de textos poéticos, a sua obra apresenta uma grande coesão estrutural e reflete uma grande criatividade, exige do leitor um profundo sentido crítico e descodificador."Brincando" com as palavras e os conceitos, num verdadeiro trocadilho, Manuel António Pina faz da sua obra um permanente "jogo de imaginação", tal labirinto que obriga a um verdadeiro trabalho de desconstrução para se encontrar a saída.
Afirmou-se como uma das mais originais vozes poéticas na expressão pós-pessoana da fragmentação do eu, manifestando, sobretudo a partir de Nenhum Sítio, sob a influência de T. S. Elliot, Milton ou Jorge Luis Borges, uma tendência para a exploração das possibilidades filosóficas do poema, transportando a palavra poética "quer para a investigação do processo de conhecimento quer para a investigação do processo de existência literária" (cf. MARTINS, Manuel Frias - Sombras e Transparências da Literatura, Lisboa, INCM, 1983, p. 72).
Transmissora de valores, muita da sua obra infantil e juvenil é selecionada para fazer parte dos manuais escolares, sendo também integrada em antologias portuguesas e espanholas.
Os seus textos dramáticos são frequentemente representados por grupos e companhias de teatro de todo o país e a sua ficção tem constituído o suporte de alguns programas de entretenimento televisivo, de que é exemplo a série infantil de doze episódios Histórias com Pés e Cabeça, 1979/80.
Como escritor, é autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia - Nenhum Sítio (1984), O Caminho de Casa (1988), Um Sítio Onde pousar a Cabeça (1991), Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância (1992); Farewell Happy Fields (1993), Cuidados Intensivos (1994), Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança (1999), Le Noir (2000), Os Livros (2003); em novela - O Escuro (1997); em texto dramático - História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas (1984), A Guerra Do Tabuleiro de Xadrez (1985); no ensaio - Anikki - Bóbó (1997); na crónica - O Anacronista (1994); e, finalmente, na literatura infantil - O País das Pessoas de Pernas para o Ar (1973), Gigões e Amantes (1978), O Têpluquê (1976), O Pássaro da Cabeça (1983), Os Dois Ladrões (1986), Os Piratas (1986), O Inventão (1987), O Tesouro (1993), O Meu Rio é de Ouro (1995), Uma Viagem Fantástica (1996), Morket (1999), Histórias que me contaste tu (1999), O Livro de Desmatemática e A Noite, obra posta em palco pela Companhia de Teatro Pé de Vento, com encenação de João Luís.
A sua obra tem merecido, frequentemente, destaque, tendo sido já homenageado com diversos prémios, como, por exemplo, o Prémio Literário da Casa da Imprensa, em 1978, por Aquele Que Quer Morrer; o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, em 1988, por O Inventão; o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, em 1988, pelo conjunto da obra; o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube de Jornalistas, em 1993, pelas suas crónicas; o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, em 2001, por Atropelamento e Fuga; e o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT, ambos pela obra Os Livros, recebidos em 2005.
Bibliografia: O País das Pessoas de Pernas para o Ar, Porto, 1973; Ainda Não É o Fim Nem O Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde, Lisboa, 1974; Gigões e Anantes, Porto, 1974; O Têpluquê, Porto, 1976; Aquele Que Quer Morrer, Lisboa, 1978; A Lâmpada do Quarto? A Criança?, Porto, 1981; O Pássaro da Cabeça, Lisboa, 1983; Os Dois Ladrões, 1983; Nenhum Sítio, Porto, 1984; Os Piratas, 1986; O Inventão: Aventuras do Maior Intelectual do Mundo, Porto, 1987; O Caminho de Casa, Lisboa, 1989; Um Sítio Onde Pousar a Cabeça, 1991; Farewell Happy Fields, 1992; Algo Parecido Com Isto, da Mesma Substância. Poesia Reunida 1974-1992, Porto, 1992; O Tesouro, 1993; Cuidados Intensivos, Porto, 1994; O Anacronista, 1994; O Meu Rio é de Ouro, Porto, 1995; Aquilo Que os Olhos Vêem ou O Adamastor, 1998; Histórias Que Me Contaste Tu, 1999; Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança, 1999; A Noite, 2001; Poesia Reunida 1974-2001, 2001; Atropelamento e Fuga, 2001; Pequeno Livro de Desmatemática, 2001; Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães, 2002; Porto, Modo de Dizer, 2002; Os Livros, 2003; Os Papéis de K., 2003; Queres Bordalo?, 2005, em parceria com Pedro Proença.
In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. http://www.infopedia.pt/
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Ruy de Carvalho na nossa escola
O actor participou na iniciativa "perCURSOS", com José Pedro Ramos, também actor, e o guitarrista Paulo Vaz de Carvalho
Ruy de Carvalho contou várias peripécias da sua longa carreira, notando que a sua profissão «parece fácil, mas exige que se tenha formação e cultura geral, e necessita de muito trabalho.» Revelou ainda ter muita esperança nas gerações mais novas, e aconselha, aos jovens que queiram seguir a sua profissão, que «comecem a conhecer pessoas do teatro e a mostrarem valor.»
José Pedro Ramos, um jovem actor e designer, falou do seu percurso diversificado, onde já conta com várias peças de teatro, filmes e até publicidade em televisão, incentivando os presentes a «agarrar as oportunidades que aparecem sempre, mais cedo ou mais tarde.» Também demonstrou um pouco da sua arte, juntamente com o guitarrista Paulo Vaz de Carvalho, que acompanhou a declamação de um poema pelo jovem actor com um solo de guitarra. No final da palestra, seguiu-se uma concorrida sessão de perguntas colocadas pelos alunos, que mostraram, assim, o interesse pelo percurso de vida e pela carreira dos convidados.
Emanuel Madalena, In "Diário de Aveiro", 6 de Maio de 2011, pág.5
Reportagem fotográfica de Henrique Oliveira em
http://www.prof2000.pt/users/secjeste/Secje11/Pg000900.htm
Ruy de Carvalho contou várias peripécias da sua longa carreira, notando que a sua profissão «parece fácil, mas exige que se tenha formação e cultura geral, e necessita de muito trabalho.» Revelou ainda ter muita esperança nas gerações mais novas, e aconselha, aos jovens que queiram seguir a sua profissão, que «comecem a conhecer pessoas do teatro e a mostrarem valor.»
José Pedro Ramos, um jovem actor e designer, falou do seu percurso diversificado, onde já conta com várias peças de teatro, filmes e até publicidade em televisão, incentivando os presentes a «agarrar as oportunidades que aparecem sempre, mais cedo ou mais tarde.» Também demonstrou um pouco da sua arte, juntamente com o guitarrista Paulo Vaz de Carvalho, que acompanhou a declamação de um poema pelo jovem actor com um solo de guitarra. No final da palestra, seguiu-se uma concorrida sessão de perguntas colocadas pelos alunos, que mostraram, assim, o interesse pelo percurso de vida e pela carreira dos convidados.
Emanuel Madalena, In "Diário de Aveiro", 6 de Maio de 2011, pág.5
Reportagem fotográfica de Henrique Oliveira em
http://www.prof2000.pt/users/secjeste/Secje11/Pg000900.htm
terça-feira, 3 de maio de 2011
Depois de amanhã, na nossa Escola, RUY DE CARVALHO, PAULO VAZ DE CARVALHO E JOSÉ PEDRO RAMOS
Estes três convidados vão estar connosco num painel dedicado às artes do espectáculo, integrado na semana dos PerCURSOS profissionais que tem estado a decorrer no Polivalente da ESJE.
Inserindo-se no âmbito da Semana das Profissões, esta iniciativa dos Cursos Profissionais, em articulação com os SPO, tem por objectivo a sensibilização da comunidade escolar e dos nossos alunos para a diversidade de percursos de vida/profissionais.
Inserindo-se no âmbito da Semana das Profissões, esta iniciativa dos Cursos Profissionais, em articulação com os SPO, tem por objectivo a sensibilização da comunidade escolar e dos nossos alunos para a diversidade de percursos de vida/profissionais.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Livros e Leituras
[NÃO GOSTO TANTO]
Não gosto tanto
de livros
como Mallarmé
parece que gostava
eu não sou um livro
e quando me dizem
gosto muito de seus livros
gostava de poder dizer
como o poeta Cesariny
olha
eu gostava
é que tu gostasses de mim
os livros não são feitos
de carne e osso
e quando tenho
vontade de chorar
abrir um livro
não me chega
preciso de um abraço
mas graças a Deus
o mundo não é um livro
e o acaso não existe
no entanto gosto muito
de livros
e acredito na Ressurreição
dos livros
e acredito que no Céu
haja bibliotecas
e se possa ler e escrever.
De Florbela Espanca espanca (1999)
Não gosto tanto
de livros
como Mallarmé
parece que gostava
eu não sou um livro
e quando me dizem
gosto muito de seus livros
gostava de poder dizer
como o poeta Cesariny
olha
eu gostava
é que tu gostasses de mim
os livros não são feitos
de carne e osso
e quando tenho
vontade de chorar
abrir um livro
não me chega
preciso de um abraço
mas graças a Deus
o mundo não é um livro
e o acaso não existe
no entanto gosto muito
de livros
e acredito na Ressurreição
dos livros
e acredito que no Céu
haja bibliotecas
e se possa ler e escrever.
De Florbela Espanca espanca (1999)
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
25 DE ABRIL

(na figura cartaz de Vieira da Silva
Elsa Ligeiro, editora da "Alma Azul", a propósito do 25 de Abril:
A história é conhecida.
Salazar recusou a nacionalidade portuguesa a Arpad Szenes, apátrida, pela sua ascendência judaica, e marido da pintora Maria Helena Vieira da Silva.
A pintora, que nasceu em Portugal, em 1908, morreu com passaporte francês para acompanhar o marido quando, em 1956, o governo de França tornou cidadão francês o meteco Arpad que tinha nascido na Hungria e desde jovem vivido em vários países, um pouco por todo o mundo.Também em Portugal, onde esteve com a mulher, com quem partilhou o resto da sua vida depois do casamento, em 1930.
Há um filme de José Álvaro Morais, um dos maiores cineastas portugueses, que apesar de ter nascido em Coimbra, cresceu na Covilhã, onde está sepultado, que conta esta bela história de amor entre os dois. O filme tem como título Ma Femme Chamada Bicho. Durante os primeiros dez minutos até parece um filme sobre Arpad Szenes. É ele que fala de Viena e Berlim e do seu ambiente totalitário no início do século XX, pouco antes da I Grande Guerra Mundial (sábias as suas palavras, como inteligentes e cáusticas serão mais tarde quando fala de Portugal).
Mas aparece Vieira da Silva, a sua musa, e ela toma conta do filme. Passa a uma história de amor extraordinária. Talvez mais bela porque reúne um talentoso artista que encontra um génio. Até na postura.
O filme é de 1976, o que torna possível escutar da boca de Maria Helena Vieira da Silva como nasceram os cartazes sobre o 25 de Abril de 1974 que fixarão para sempre a imagem de um país com uma revolução ímpar. A forma como Vieira da Silva o conta, com uma felicidade genuína e desprendida, é um dos momentos mais sublimes do filme. Só superado pelas imagens em que a pintora tenta continuar um quadro em frente à câmara e, depois de duas pinceladas, abandona as tintas dizendo: “Não consigo, não parece autêntico, não é autêntico”. Nada há de mais autêntico para Vieira da Silva que os seus quadros, onde com o seu génio condensa cidades. Mas fazê-lo diante de uma câmara é uma ilustração que não lhe cabe. Exemplar.
O que não a impede de no final do filme, numa verdadeira pantomínia, pintar a cara de negro e de mão dada com Arpad Szenes, caminharem, como dois adolescentes apaixonados, diante da câmara de José Álvaro Morais. Num final verdadeiro e feliz. Como devem ter as grandes histórias.
http://dererummundi.blogspot.com/
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sábado, 23 de abril de 2011
HOJE É DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR
DIA MUNDIAL DO LIVRO
O cartaz da DGLB deste ano é da autoria do artista plástico e ilustrador João Vaz de Carvalho, premiado nacional e internacionalmente, editado em vários países.
Este é um dia emblemático para a literatura mundial, razão pela qual a UNESCO escolheu esta data para assinalar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Miguel de Cervantes e William Shakespeare morreram a 23 de Abril de 1616; em 1899, nasceu Vladimir Nabokov. Neste dia, segundo uma antiga tradição catalã, começou a generalizar-se por todo o mundo o hábito de os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge, recebendo em troca um livro.
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
HOJE É O DIA DA TERRA
Reciclagem marca Dia da Terra
O dia da Terra passa quase despercebido em Portugal. Criado em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Neson, manifesta-se essencialmente nas escolas do país.
O que começou, em 1970, como um protesto nacional contra a poluição, é assinalado à escala mundial, com iniciativas centradas na preservação do Planeta e na importância da reciclagem.
Por todo o país decorrem actividades que comemoram o Dia da Terra, assinalado mundialmente, a partir de 1990, no dia 22 de Abril.
No Porto o projecto "Together Green", vai oferecer flores na Rua S. Francisco Xavier. Se um dos 78 estudantes de “t-shirt” verde mobilizados para a campanha lhe oferecer flores não estranhe, não é "Impulse", é o Dia da Terra.
Em Águeda, 50 organizações de todo o município vão distribuir contentores de recolha selectiva de óleos. Há ainda actividades ligadas à reciclagem, visitas guiadas ao Parque da Alta Vila, actividades ao ar livre e jogos tradicionais. A transformação de resíduos, rastreios de saúde, peças de teatro e a sensibilização para boas práticas de poupança de água pretendem deixar, ainda, uma marca no Planeta.
Em Ferreira do Alentejo, a câmara municipal está a fazer campanhas de sensibilização ambiental através do projecto "Ferreira sustentável". Direccionado para alunos do jardim-de-infância e do 1º ciclo, promove oficinas de reciclagem e de instrumentos musicais, concebidos através da reutilazação de materiais.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1208826
Que impacto causa cada um de nós na terra?
A National Geographic convida-nos a fazer o teste:
http://www.natgeo.com.br/especiais/dia-da-terra/teste.asp
O dia da Terra passa quase despercebido em Portugal. Criado em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Neson, manifesta-se essencialmente nas escolas do país.
O que começou, em 1970, como um protesto nacional contra a poluição, é assinalado à escala mundial, com iniciativas centradas na preservação do Planeta e na importância da reciclagem.
Por todo o país decorrem actividades que comemoram o Dia da Terra, assinalado mundialmente, a partir de 1990, no dia 22 de Abril.
No Porto o projecto "Together Green", vai oferecer flores na Rua S. Francisco Xavier. Se um dos 78 estudantes de “t-shirt” verde mobilizados para a campanha lhe oferecer flores não estranhe, não é "Impulse", é o Dia da Terra.
Em Águeda, 50 organizações de todo o município vão distribuir contentores de recolha selectiva de óleos. Há ainda actividades ligadas à reciclagem, visitas guiadas ao Parque da Alta Vila, actividades ao ar livre e jogos tradicionais. A transformação de resíduos, rastreios de saúde, peças de teatro e a sensibilização para boas práticas de poupança de água pretendem deixar, ainda, uma marca no Planeta.
Em Ferreira do Alentejo, a câmara municipal está a fazer campanhas de sensibilização ambiental através do projecto "Ferreira sustentável". Direccionado para alunos do jardim-de-infância e do 1º ciclo, promove oficinas de reciclagem e de instrumentos musicais, concebidos através da reutilazação de materiais.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1208826
Que impacto causa cada um de nós na terra?
A National Geographic convida-nos a fazer o teste:
http://www.natgeo.com.br/especiais/dia-da-terra/teste.asp
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
Top 20 das pessoas mais influentes da história
Tendo procurado na Net uma lista das pessoas mais influentes da história deparei com esta curiosa, embora controversa (não o serão todos), lista da autoria do astrofísico e jurista norte-americano Michael H. Hart, que a apresentou no livro "The 100: A Ranking of the Most Influential Persons in History", primeira edição, 1978 (Carol Publishing, um verdadeiro best-seller!), edição ligeiramente revista 1992 (desceram, entre outros, Marx e Lenine). O autor defende o primeiro lugar que atribuiu a Maomé por ele ter sido ao mesmo tempo um líder religioso e civil, tendo impulsionado uma nova religião, o islamismo, quase sozinho (a evangelização cristã foi muito obra de S. Paulo). Aqui vai a lista, que indica a religião e a actividade de cada um, que poderá suscitar interessantes comentários:
• 1 Maomé, Profeta do Islão, conquistador da Arábia
• 2 Isaac Newton, Anglicano, físico
• 3 Jesus Cristo, Cristianismo, Fundador do Cristianismo
• 4 Buda, Hinduísmo, Fundador do Budismo
• 5 Confúcio, Confucianismo, fundador do Confucianismo
• 6 S. Paulo, Cristianismo, prosélito do Cristianismo
• 7 Ts'ai Lun, Religião tradicional chinesa, inventor do papel
• 8 Johann Gutenberg, Católico, impressor
• 9 Cristóvão Colombo, Católico, explorador
• 10 Albert Einstein, Judeu (só nominalmente), físico
• 11 Louis Pasteur, Católico, cientista
• 12 Galileu Galilei, Católico, astrónomo e físico
• 13 Aristóteles, Platonismo / Filosofia Grega, filósofo
• 14 Euclides, Platonismo / Filosofia Grega, matemático
• 15 Moisés, Judaísmo, maior profeta do Judaísmo
• 16 Charles Darwin, Anglicano (tornou-se agnóstico), biólogo
• 17 Shih Huang Ti, Religião tradicional chinesa, imperador
• 18 César Augusto, Paganismo romano, líder romano
• 19 Nicolau Copérnico, Católico (cónego), astrónomo
• 20 Antoine Laurent Lavoisier, Católico, químico.
Nos 20 encontram-se 9 cientistas (contando Aristóteles entre estes), 2 inventores (papel e tipografia de tipos móveis) e 1 explorador (descobridor da América). Há 7 líderes religiosos e apenas dois líderes civis. A religião dominante é o Cristianismo.
(Carlos Fiolhais) IN http://dererummundi.blogspot.com/
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