sábado, 2 de outubro de 2010

Centenário da morte de Mark Twain

O centenário da morte de Mark Twain é assinalado em Portugal com mais dois eventos relevantes.
A 8 de Outubro há um colóquio internacional na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento http://www.flad.pt/?no=3000001576:08102010
Entre 1 e 31 de Outubro, na Biblioteca Nacional, estará patente a exposição «Twain em Portugal» http://www.bnportugal.pt/

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Biblioteca de Babel… a utopia da sua criação

Eu, co-dinamizador deste blogue, frequento nestes momentos uma acção de formação sobre "Biblioteca Escolar, Literacias e Currículo". Numa sessão de reflexão abordou-se um artigo de Carlos Fiolhais, "O Futuro dos Livros e das Bibliotecas" que pode ser lido em
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/o-futuro-dos-livros-e-das-bibliotecas.html

Com o meu grupo de trabalho, engendrei um texto e quero partilhá-lo convosco. Leiam os dois textos e comentem também...

A Biblioteca de Babel, como foi dito no documento de reflexão, é tecnologicamente possível. Se a compararmos com uma estrutura semelhante à ONU, nas suas idiossincrasias, aperceber-nos-emos que a transposição do modelo transportaria consigo as virtudes, poucas, e os defeitos, muitos da ONU. Assim, o modelo de Babel é possível mas exige tolerância e respeito quer na construção do acervo que no acesso à informação disponibilizada. Como seria gerir as diferentes culturas e religiões, as diferentes formas de governo e suas ideologias e os reflexos que transportam para as políticas editoriais?

Dir-se-ia que um tal repositório só beneficiaria os mais desenvolvidos, os mais literatos, os mais tecnológicos, enfim ... os de sempre! Mas, e então? Os avanços da ciência e da tecnologia não acabam por estender-se a toda a humanidade? E aqui as bibliotecas continuarão a ter um papel fulcral na democratização e acessibilidade ao digital. A sua construção, se for expressão de uma vontade universal, possível, abriria uma fonte inesgotável de conhecimento, ao alcance de toda a Humanidade. Porém, dado o diferente estado de desenvolvimento dos povos, a fruição desse conhecimento seria desigual. Estaríamos então perante um aspecto que se nos afigura pertinente: a transposição das questões relativas às bibliotecas físicas para as bibliotecas digitais não será transpor velhos problemas para novos formatos? Referimo-nos a questões como direitos autorais, copyright, depósito legal e propriedade digital.

A biblioteca digital traz consigo a rapidez do acesso à informação, a partilha simultânea de documentos, a eliminação de barreiras físicas, a capacidade do copiar/colar e a actualização permanente do seu acervo. Traz ainda a capacidade singular da construção do seu conhecimento poder ser realizada externamente com o contributo dos utilizadores. Parece-nos, no entanto, que nesta modernidade, outras questões aguardam por uma solução conveniente: estarão os utentes preparados para lidar com a biblioteca digital (ou, ainda a biblioteca física), superando a barreira que as literacias da comunicação, da informação e da leitura lhes colocam?

As bibliotecas híbridas parecem-nos ser uma parte da solução: a complementaridade das suas características (físicas e virtuais) permitiria satisfazer utilizadores mais heterogéneos nas competências e capacidades de interacção.

Da nossa reflexão, julgamos que a “Biblioteca de Babel” é viável: basta ser razoável e exigir o (im)possível.

José Caseiro, Fátima Carreira, Teresa Lacerda, Teresa Neves

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Centenário da Implantação da República



Recursos digitais sobre a I República para o 1º e 2º CEB - http://nonio.eses.pt/eb1/professores/aula_1.asp?periodo=1
Página da Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da República - http://www.centenariorepublica.pt/

Secção das Escolas da página anterior - http://www.centenariorepublica.pt/lista-area/republica-escolas
Página da RTP sobre as Comemorações do Centenário da República - http://ww1.rtp.pt/wportal/sites/tv/centenariodarepublica/

Exposição «Letras e cores, ideias e autores da República» - http://www.iplb.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/exposicaorepublica2010.aspx

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Exposição "Letras e Cores, Ideias e Autores da República"




Está em Águeda, vai estar em Albergaria-a Velha a partir do próximo dia 27 e em Anadia e em Ovar a partir de 4 de Outubro; nas respectivas Bibliotecas Municipais.

http://www.iplb.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/exposicaorepublica2010.aspx

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Três portas principais



Ler e imaginar são duas das três portas principais — a curiosidade é a terceira — por onde se acede ao conhecimento das coisas. Sem antes ter aberto de par em par as portas da imaginação, da curiosidade e da leitura — não esqueçamos que quem diz leitura diz estudo—, não se vai muito longe na compreensão do mundo e de si mesmo.

“El concepto de utopía ha hecho más daño que bien”, La Prensa Gráfica, San Salvador, 1 de Junho de 2005


http://caderno.josesaramago.org/

terça-feira, 21 de setembro de 2010

"por onde me levam os livros?"

“(…) os livros levam-nos sempre, de uma maneira ou de outra, a outros livros, que nos levam por outra vez a outros livros, mesmo quando os links já se tornaram tão subtis, tão ténues ou ocultos, que já nem damos por eles.”
José Mário Silva , Póvoa do Varzim, Fev ./2009 – “Correntes d´Escritas” - In http://bibliotecariodebabel.com/geral/mesa-7/

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Por onde me levam os Livros?"

«A vários locais levam os livros. E esta viagem pode ser feita pelo leitor, que viaja por entre as paisagens e locais descritos, como pelo autor, que viaja dentro de si mesmo. O que realmente importa é que estejamos abertos a essa viagem, pelo tempo ou pelo espaço, por mundos reais ou imaginários.»
José Mário Silva , Póvoa do Varzim, Fev ./2009 – “Correntes d´Escritas” - In http://bibliotecariodebabel.com/geral/mesa-7/

"Por onde me levam os Livros?"

«Os livros não nos levam, porém, apenas a lugares que existem. Também nos conduzem a lugares impossíveis.»
José Mário Silva , Póvoa do Varzim, Fev ./2009 – “Correntes d´Escritas” - In http://bibliotecariodebabel.com/geral/mesa-7/

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

“Por onde me levam os livros?”


“Sinto-me tentado a dar a resposta mais óbvia: levam-me por todo o lado. A literatura é, foi e continuará a ser o mais completo dos passaportes. Aquele que nos permite viajar até aos confins do mundo sem sairmos do nosso quarto. Sim, um livro pode ser uma caravela, um TGV, uma nave espacial, uma máquina do tempo. Isto é, um meio de transporte, mas no sentido metafísico do termo. Quando o metemos no bolso, é uma multidão que metemos no bolso: dezenas de personagens, as suas vidas, as suas rotinas, os seus júbilos, a sua solidão. Quando o arrumamos na estante, arrumamos épocas inteiras, impérios, dinastias; ou então coisas pequenas, um cortejo de gestos, palavras por dizer, crepúsculos, amores perdidos. Um livro pode levar-nos à esquina de uma rua que não existe, mas é todas as ruas, ou ao fundo mais fundo do universo.
Posso dar exemplos. É sempre bom dar exemplos.”
José Mário Silva , Póvoa do Varzim, Fev ./2009 – “Correntes d´Escritas” - In http://bibliotecariodebabel.com/geral/mesa-7/

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Lauro Corado, um aveirense em Aveiro

Exposição no edifício da Capitania - acervo municipal de Lauro António

Até 12 de Setembro.
De 3ªa 6ª: 14h00-18h00; ao Sábado: 15h00-19h00 / 21h00-23h30; ao Domingo: 15h00-19h00
Entrada livre

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

PRONTOS PARA RECOMEÇAR?

Bom ano lectivo, bom trabalho!
Estamos à vossa espera no domuslibrorum.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

JOSÉ SARAMAGO (Azinhaga do Ribatejo, 1922 - Lanzarote, 2010)

http://www.josesaramago.org/


Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença.
O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila.

Fundação José Saramago
18 de Junho de 2010




http://caderno.josesaramago.org/
PENSAR, PENSAR
Junho 18, 2010 por Fundação José Saramago
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

sábado, 12 de junho de 2010

por Terras do Demo com Aquilino Ribeiro - "Ó cagaréus de Aveiro, vinde cá agora, vinde" ("O Malhadinhas")

É por aqui que vamos andar hoje: (Soutosa, a casa-museu, sede da Fundação; Carregal da Tabosa, a casa de nascimento e o Pátio Aquiliniano; Lapa, o colégio, o santuário, a nascente do Vouga; Trancoso ...)

A Beira Alta não tem símile no Mundo. Em poucas dezenas de quilómetros reproduz-se a terra toda: amenidade e braveza, a colina e o vale, a civilização e a selvajaria.
(A. R. , conferência no Brasil, 1952)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

O Lince, conversor para a nova ortografia, é lançado hoje pela Ministra da Cultura. Permitirá converter textos em formatos DOC, PDF, ODT, RTF e TXT; o produto dos textos inseridos em formato PDF será um documento noutro formato.

"O Lince é uma ferramenta de apoio à implementação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que converte o conteúdo de ficheiros de texto para a grafia neste momento a ser introduzida em vários países do espaço da CPLP. Suporta vários formatos e permite converter em simultâneo um número elevado de ficheiros de qualquer dimensão."


Endereço para download:
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=lince

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Morreu o autor do "Bando dos Quatro" - João Aguiar [1943-2010]

"O escritor João Aguiar, de 66 anos, morreu hoje, em Lisboa, vítima de cancro, disse à Lusa fonte próxima da família.
A doença que veio a provocar-lhe a morte impediu-o de concluir o livro que preparava sobre a revolução de 1383 (DR - David Nogueira e Ernesto Faísca)

João Casimiro Namorado de Aguiar escreveu mais de duas dezenas de romances e criou duas séries de televisão destinadas ao público mais jovem - “Sebastião e os Mundos Secretos” e o “Bando dos Quatro”, no qual ele próprio figura na personagem do Tio João.

João Aguiar foi um dos cultores em Portugal do chamado romance histórico, com “A Voz dos Deuses”, publicado em 1984.

João Casimiro Namorado de Aguiar nasceu a 28 de Outubro de 1943 e viveu a infância entre Lisboa - a sua cidade-natal - e a Beira, em Moçambique. A mãe ensinou-o a ler para mantê-lo sossegado na cama, durante um longo período de doença, e de leitor interessado passou rapidamente a aspirante a escritor.

Aos oito anos, tentou ditar um livro de aventuras à irmã Maria João mas o sentido crítico dela arrasou-lhe as pretensões. Insistiu com novas obras que foi deitando para o lixo e teve mesmo um “primeiro” livro que só não viu a luz do dia porque a editora faliu antes. Só depois dos 40 anos publicou o primeiro romance, na Perspetivas & Realidades de João Soares: “A Voz dos Deuses”, uma ficção histórica centrada na figura de Viriato.

Seguiram-se duas dezenas de romances que o levaram a estudar a história mais remota de Portugal - regressou aos primórdios para falar de Sertório e publicou até um trabalho não ficcionado sobre o menino do Lapedo. Viajou para Macau com a ficção para escrever “Os Comedores de Pérolas” e “O Dragão de Fumo”.

Pelo meio, João Aguiar criou duas séries destinadas ao público mais jovem - “Sebastião e os Mundos Secretos” e o “Bando dos Quatro” e fez também o libreto para a ópera “A Orquídea Branca” de Jorge Salgueiro, estreada em 2008.

A doença que veio a provocar-lhe a morte impediu-o de concluir o livro que preparava sobre a revolução de 1383.

João Aguiar frequentou em Lisboa os cursos superiores de Direito e Filosofia mas foi em Bruxelas que se licenciou em Jornalismo, profissão que entretanto tinha começado a exercer. Na Bélgica, fez um pouco de tudo, desde lavar escadas a trabalhar no Turismo de Portugal.

De regresso a Portugal, fez o serviço militar e uma comissão em Angola no sector da acção psicológica, produzindo rádio para as tropas.

Considerou-se sempre jornalista, mesmo passados largos anos desde que abandonara a actividade profissional. Começou pela RTP - onde também coordenou uma série da Rua Sésamo - e passou depois por jornais como "Diário de Notícias", "A Luta", "O País". Fez rádio no Canadá, onde trabalhou com Henrique Mendes.

Dizia-se um “monárquico não tradicionalista”, justificava-o “por uma questão pragmática”. O último romance que publicou - “O Priorado do Cifrão” - era uma “charge” ao mundo criado por Dan Brown.

Numa autobiografia irónica que escreveu para o "Jornal de Letras" em 2005, João Aguiar concluía: “A minha vida não dava um livro, e ainda bem. Em compensação, o facto de os meus livros darem uma vida -- boa ou má, não importa para o caso - , esse facto devo-o, em grande parte, aos momentos de não-glória que acabo de relatar. E estou-lhes muito grato.”


http://www.publico.pt/Cultura/morreu-o-escritor-joao-aguiar_1440364?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+International

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ferreira Gullar - Prémio Camões 2010




Um instante


Aqui me tenho
Como não me conheço
nem me quis

sem começo
nem fim

aqui me tenho
sem mim

nada lembro
nem sei

à luz presente
sou apenas um bicho
transparente



Ferreira Gullar (pseudónimo de José Ribamar Ferreira) é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro nascido em São Luís do Maranhão, a 10 de Setembro de 1930 .

terça-feira, 1 de junho de 2010

HOJE É O DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

A 8 de Junho passam 80 anos sobre a inauguração do Portugal dos Pequenitos.
Por isso, entre os dias 1 e 10, há programação especial neste que é um dos mais famosos parques temáticos infantis.