domingo, 18 de outubro de 2009

50 ANOS de "TELEJORNAL"

O "Telejornal", em emissões diárias e regulares, faz hoje meio século!
Os cinquenta anos do principal noticiário televisivo da estação pública portuguesa servem de pretexto para a inauguração do Museu do Telejornal, nas instalações da RTP, em Lisboa.
A RTP vai ter Portas Abertas a partir de 25 de Outubro para oferecer aos seus visitantes uma experiência única!
No âmbito das comemorações do 50º Aniversário do Telejornal, a RTP vai proporcionar uma visita às suas instalações, com diversos pontos de atracção.

O que pode visitar? http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/novidades/?k=RTP-Portas-Abertas-50-Anos-Telejornal.rtp&post=15491

- Estúdios de Informação: Aqui poderá conhecer os bastidores do Telejornal que diariamente chega à sua casa. Este é o maior e melhor equipado estúdio da Europa, funciona como open space, o que permite que aconteçam vários programas ao mesmo tempo.

- Colecção Museológica: Recentemente inaugurada a Colecção Museológica RTP, permitir-lhe-á desfrutar de um fantástica visita no tempo onde poderá apreciar as mais belas peças da história da RTP, segundo uma lógica cronológica, mostrando equipamentos de gravação, recepção e transmissão.

- Documentário: Preparámos para si um pequeno filme sobre a história do Telejornal e da RTP. Uma viagem feita de recordações, histórias e emoções.

- Primeiro Carro Exteriores RTP: Chegou em 1957 a Lisboa, magnífico, recheado da sofisticada tecnologia da época e constituindo um verdadeiro estúdio móvel, foi o primeiro veículo deste género em Portugal.

- Carro Exteriores Digital: Este veículo permite efectuar a cobertura de grandes eventos em território nacional e internacional. Esta unidade móvel permite albergar até 30 canais de câmara de Alta-Definição, sendo um dos maiores e mais avançados Carros de Exteriores existentes na Europa e no Mundo.


Local:
Sede da RTP
Avenida Marechal Gomes da Costa, 37
1849-030 LISBOA
Entrada gratuita

Na mesma semana a delegação da RTP Porto comemora, igualmente, 50 anos.

PRÉMIO JOSÉ SARAMAGO 2009 - JOÃO TORDO É O VENCEDOR

João Tordo, um jovem escritor de 34 anos, venceu o Prémio José Saramago 2009, que a partir do próximo ano será atribuído também em Espanha, de forma bianual.
Trata-se de umgalardão instituído pela Fundação Círculo de Leitores com o apoio do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas.

As edições anteriores do prémio contemplaram Paulo José Miranda (1999 - "Natureza Morta"), José Luís Peixoto (2001 - "Nenhum Olhar"), Adriana Lisboa (2003 - "Sinfonia em Branco"), Gonçalo M. Tavares (2005 - "Jerusalém") e Valter Hugo Mãe (2007 - "O remorso de Baltasar Serapião").

‘As Três Vidas’, romance do filho do cantor Fernando Tordo e de Isabel Branco, foi elogiado por Saramago, que criticou a "americanização" da língua portuguesa, apelando à defesa do nosso idioma. "Gostei do livro. Temos de defender e cultivar a nossa língua. A escrita tem de ser composta por 70% de linguagem, da mesma forma que o nosso corpo é composto por 70% de água", disse o Nobel da Literatura, no Museu Municipal de Penafiel, cidade que acolhe o Festival Escritaria, este ano dedicado a Saramago.

O jovem, que concorda plenamente com a receita de Saramago, explicou que a partir de agora sente mais responsabilidade enquanto escritor. "É um prémio que tem mais a ver com o futuro do que com o passado. Tem a ver com o que falta fazer. Saramago é um prémio ao qual temos de fazer jus", disse o premiado.

‘As Três Tidas’ é um romance que passa durante trinta anos, no Alentejo, em Lisboa e Nova Iorque. Leva o leitor a desvendar os mistérios que rodeiam a vida de um velho senhor, dono de um casarão de província.
nas palavras do autor, "(...) é um livro que pode ser lido por todos, desde os 17 aos 77 anos, que tem a ver com o mistério, a aventura, o policial, com momentos de tensão e também momentos de introspecção".


Algumas declarações do júri
IN http://www.josesaramago.org/noticias/noticiasDetalle.php?i=280

Das declarações do júri:

"O autor tem verdadeiras qualidades de ficcionista, sendo especialmente hábil na montagem das sequências narrativas e na caracterização de algumas personagens."

Vasco Graça Moura

"Trava-se, ao longo da narrativa, o contínuo questionamento de uma moral à qual o narrador estivera familiarmente cingido. E tece um discurso dolorido em que ele, perpétua primeira pessoa, ao mergulhar em uma série de acertos malignos, imerge em um desespero irrenunciável."

Nelida Piñón

"Romance assumidamente influenciado pela atmosfera melvilleana de Moby Dick, veicula uma poética fundamental na intertextualidade, espécie de jogo que o autor estabelece com o leitor, com a sua memória cultural e literária."

Maria Nazaré Gomes dos Santos

"Em cada mínomo ponto da estratégia narrativa se reflecte o essencial da complexa estruturação do romance (em abismo). Viver em cima de Três Vidas experimentam as personagens Camila, MP eos secretários, mas também cada um dos múltiplos participantes, como Ustinov ou o Dr. Watson."

Maria de Santa Cruz

"Este é, pois, um romance que cumpre as regras, relacionando os espaços e os tempos com o claro domínio da história que nunca se fecha de forma definitiva permitindo ao leitor uma infinidade de leituras."

Ana Paula Tavares

"Este é, por isso, um romance com a indesmentível força da clássica narrativa fechada, embora expansivamente aberta à representação multifacetada da experiência humana."

Manuel Frias Martins

"Temos escritor."

Pilar del Río




Biografia de João Tordo:

Escritor e jornalista português nascido em 1975, em Lisboa. Formou-se em Filosofia na Universidade Nova de Lisboa e, de seguida, optou por estudar jornalismo em Londres, Inglaterra. João Tordo viveu na capital inglesa durante três anos, entre 1999 e 2002, e durante este período escreveu artigos para publicações como o semanário O Independente e as revistas Ícon e Notícias Magazine, assim como para a BBC World Service. Entretanto, começou a produzir textos literários e em 2001 foi o vencedor do prémio de Jovens Criadores do Instituto Português da Juventude. Em 2002, após deixar Londres, João Tordo mudou-se para os Estados Unidos da América e em Nova Iorque participou em workshops de Escrita Criativa do City College. Regressou então a Lisboa para trabalhar como jornalista freelancer, nomeadamente para as revistas Sábado e Elle e para o semanário Expressoe o JL. Em finais de 2004 lançou o seu romance de estreia, "O Livro dos Homens Sem Luz", uma história de mistério cuja acção decorre em Londres e que é inspirada em autores como Edgar Allan Poe e nos ambientes dos contos góticos. "Hotel Memória" é outro romance seu, publicado em 2007.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PRÉMIOS LITERÁRIOS


O romance "Myra", de Maria Velho da Costa (edição da Assírio & Alvim), foi o escolhido pelo júri do PEN clube para o Prémio de Ficção.

O Prémio Fernando Namora, atribuído pelo Estoril Sol, teve como vencedor o escritor Mário de Carvalho, com o romance "A Sala Magenta" (Caminho).

João Paulo Borges Coelho foi o vencedor da segunda edição do Prémio Leya 2009, com o romance "Os Olhos de Hertzog".

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A CIDADE DEPOIS...

É um título de um livro de Pedro Paixão, escrito após o 11 de Setembro e constituído por 13 textos e um poema de Walt Whitman. Adequando-se a leitura pelos alunos do ensino secundário, o livro é recomendado pelo ME para o 10º ano. Uma vez que a obra se encontra esgotada, o autor passou a disponibilizá-la, via web, gratuitamente. Aqui:


http://www.pedropaixao.net/ACidadeDepois/PedroPaixao-ACidadeDepois.pdf.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Festival "A Língua Toda" - em Aveiro, de 16 a 19 de Outubro.



A Associação Oficinas Sem Mestre (OSM) une-se à Editora Alma Azul para celebrar, de 16 a 19 de Outubro em Aveiro, no festival comemorativo A LÍNGUA TODA, os 10 anos de existência da editora dedicados à literatura, à celebração dos seus autores e seus públicos, contribuindo para a facilitação do acesso de uns às palavras pensantes de outros.

Eu quero ler. E tu? Este é o lema-convite da Alma Azul que deu o mote para o programa poético criado pela OSM.
Haverá diálogos improvisados ao vivo entre palavra dita e música (16 Outubro, 22h30, no Performas), conversas e debate sobre a Identidade Cultural Portuguesa, partindo de Eça de Queiroz e Eduardo Lourenço (17 de Outubro, 18h, na Binibag-guesthouse), projecção de filmes sobre Alberto Pimenta e Antero de Quental, com a presença dos seus realizadores (17 de Outubro, com Edgar Pêra e 19 de Outubro, com José Medeiros, às 22h na sala estúdio do Teatro Aveirense); um Workshop de Escrita Criativa com crianças (18 Outubro, 11h30, na Binibag-GuestHouse) e uma Oficina de Leitura da obra de Fernando Pessoa (18 de Outubro, 18h Mercado Negro) a que se segue uma tertúlia com a psicóloga Joana Amaral Dias e Elsa Ligeiro (Alma Azul), seguida de um jantar para alimentar a continuação das conversas.
Ao longo do fim-de-semana haverá também festas com DJ´s no Lobbie bar (17 Outubro, 24h) e Mercado Negro (18 Outubro, 22h) e poemas para todos, disponíveis na Pizzarte, Clandestino, Lobbie bar, Performas e Mercado Negro.

A Associação Oficinas Sem Mestre, sediada em Aveiro, é uma associação sem fins lucrativos que promove a reflexão pluridisciplinar sobre temas da Saúde Mental, actuando pela criação de actividades e eventos que contribuam para o desenvolvimento de sinergias na comunidade.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Prémio Nobel da Literatura 2009.



«Há roseiras em volta do monumento aos combatentes. Transformaram-se num matagal. Tão emaranhadas que asfixiam as ervas.Dão rosas brancas, pequenas e amarrotadas como papel. Rumoreja. Começa a amanhecer. Em breve será dia.
Todas as manhãs, no seu caminho solitário em direcção à azenha, Windisch regista o dia que começa.»
(In “O Homem é um Grande Faisão sobre a Terra”).

Escritora alemã, Herta Müller, oriunda de uma minoria suábia na Roménia, nasceu em 1953 na aldeia de Nitzkydorf, que hoje já se declarou em festa; estudou alemão e literatura romena na sua terra natal e trabalhou depois como tradutora numa fábrica de Timisoara; foi perseguida antes de ser demitida das suas funções, em 1979, por se ter recusado a colaborar com a polícia política de Nicolae Ceaucescu. Vive em Berlim desde 1987.

Segundo a Academia Sueca, a autora tem "uma escrita com a densidade da poesia e a franqueza da prosa, onde se retrata o universo dos desapossados".
Müller está publicada em Portugal com “O Homem é um Grande Faisão sobre a Terra”, editado pela Cotovia, e “A Terra das Ameixas Verdes”, editado pela Difel.

"Quem ganhou não fui eu, foram os livros, e não a minha pessoa, e julgo que é a melhor forma de lidar com a situação" - garantiu Herta Müller ao falar num conferência de imprensa sobre a distinção que hoje lhe foi atribuída.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Semana Nobel

Os vencedores do Nobel de Química de 2009 foram revelados nesta quarta-feira. Venkatraman Ramakrishnan, Thomas A. Steitz e Ada E. Yonath ganharam o prémio por pesquisas sobre a estrutura e a função do ribossoma.


Na terça-feira, dividiram o Nobel da Física, o chinês Charles Kuen Kao, que pesquisa a transmissão da luz através de fibras para fins de comunicação óptica, o canadiano Willard Sterling Boyle, e o americano George Elwood Smith, inventores de um circuito semicondutor para imagens .


Já o Nobel da Medicina, divulgado na última segunda-feira, foi para Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e Jack W. Szostak, pela descoberta dos mecanismos de protecção dos cromossomas por meio dos telómeros.


O Nobel da Paz será atribuído nesta sexta-feira, em Oslo, na Noruega.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

OUTUBRO - Mês das Bibliotecas Escolares


Já repararam que desde o início do mês a nossa Biblioteca se vestiu com alguns adereços diferentes?
Aqui e ali, esperam-nos muitas surpresas - diversas em formatos, cores, tamanhos, cheiros, texturas, finalidades,... grandes, pequenas, coloridas, mais ou menos brilhantes, aos grupinhos, à unidade, à vista, meio escondidas,...
São dezenas de objectos tão díspares e inesperados quanto a nossa imaginação ditou - espalhados entre os livros, quer dizer, estrategicamente colocados nas estantes, a ilustrar as áreas do conhecimento e do saber, a reforçar visualmente a arrumação pela ordem da CDU.
Quando grande parte da escola está em obras, quem diria que no sossego da Biblioteca continuam a nascer encantos e curiosidades que se oferecem à descoberta de novas leituras?

A razão?

Desde o ano passado que se comemora em Outubro o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares por decisão da IASL (Dezembro de 2007).
Este ano as comemorações estão subordinadas ao tema "School Libraries: The Big Picture"
O dia 26 de Outubro será, por excelência, o dia das Bibliotecas Escolares em Portugal.


Mais informações no sítio RBE http://www.rbe.min-edu.pt/np4/616.html

e em IASL http://www.iasl-online.org/events/islm/index.htm

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

«Ler - Para Quê? Ler - Porquê?»



“O livro deve ser um instrumento de mudança de velocidade. Deve mudar a velocidade do leitor, travá-la ou aumentá-la. Vou ler um livro: vou mudar de velocidade. Ou não: não estou contente, nem com a minha velocidade, nem com a velocidade do mundo, vou pois ler um livro.”
(Gonçalo M. Tavares, “Ípsilon”, jornal “Público”, 18/Abril/2008)

Afirma-se com frequência que os jovens não gostam de ler, substituindo um livro por um programa de televisão, por exemplo.
Ao depararmo-nos com este grave problema, nós, os leitores, temos obrigação de dizer aos não-leitores o porquê de se ler e para quê ler um livro.
Em primeiro lugar, um livro não é apenas um pequeno ou grande maço de folhas escritas com histórias inúteis e cansativas; um livro é um passaporte para um mundo de fantasia onde se vive o real e o irreal, onde se percebe o inexplicável. E o melhor é que cada livro é um passaporte para um mundo de fantasia diferente.
Só por isso, um livro já deve ser lido, para despertar em cada uma das viagens o sentido aventureiro de cada leitor, a procura de universos e realidades diferentes do nosso quotidiano, o conhecer de novos sentimentos e mesmo a compreensão de muitos outros que nunca tínhamos entendido.
Mais razões? Sim mais ainda… Para quê ler? Para brincar com as palavras, para sorrir com cada episódio, para sonhar com o desconhecido, para conhecer o passado e descobrir o futuro, para misturar todas as sensações…
E porquê? Porquê ler? Porque temos necessidade de experimentar sentimentos e sensações, de sentir a felicidade e a dor, de sorrir e chorar e, principalmente, temos necessidade de correr em busca do desconhecido de cada viagem que nos é proporcionada por cada leitura.


Teresa Nunes, nº13, 11ºH
Escola Secundária José Estêvão, 17 de Setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Camilo Pessanha na web

A Biblioteca Nacional (BN) fez no dia 24 de Setembro a apresentação pública do sítio Web sobre Camilo Pessanha, um incentivo para se revisitar este autor. Representante do simbolismo português, o «exilado da beleza», deu-nos, num só livro, "Clepsidra", uma poética de símbolo, sugestão e música, construída com ânsia, abulia e sentido de diluição, de inutilidade da vida.

Fernando Pessoa considerou-o seu mestre; António Ferro disse, sobre "Clepsidra", o único livro do poeta, publicado em 1897: «a nossa geração tem um missal. Saiu o livro de Camilo Pessanha. A alma de todos nós, desnorteada, tem, enfim, um relógio».

Com efeito, o título "Clepsidra" funciona ele próprio como símbolo de uma poesia de símbolos: no grego significa "relógio de água"; a terminação "–idra" remete para "hidra", mitológico monstro marinho, serpente de inúmeras cabeças que nascem e se desenvolvem à medida que são cortadas, símbolo da impotência humana perante os obstáculos, manifesto sobre a fragilidade da condição humana, a efemeridade das coisas e da existência.

sábado, 26 de setembro de 2009

Hoje é o Dia Europeu das Línguas


“Uma língua é o lugar de onde se vê o Mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.”


Vergílio Ferreira (texto “À voz do Mar”. In “ Fotobiografia”)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bartolomeu de Gusmão

Luso-brasileiro, um dia sonhou construir um "instrumento de andar pelo ar"; esse singelo balão movido a ar quente, arquitectado pelo prodigioso espírito inventivo do "padre voador" permitiu-lhe subir suavemente à altura da sala das embaixadas no pátio da Casa da Índia, em Lisboa, há 300 anos (8 de Agosto de 1709), diante de sua Majestade D. João V, muita fidalguia e outras gentes.
A saga ficcionada da construção da "máquina voadora", sonho intimamente ligado ao saber e à matéria, faz parte da rede temática de "Memorial do Convento", de José Saramago.

"Quem foram os Pioneiros da Ciência na Grécia Antiga?"

Euclides, Aristarco, Apolónio, Pitágoras, Erasístrato, Arquimedes, Hipócrates, Teofrasto, Eratóstenes, Hiparco...
Na "Superinteressante" de Setembro (pp. 68-69) podemos aprender o essencial sobre muitas das descobertas destes sábios pioneiros de um dos períodos de ouro da História da Ciência na Hélade dos séculos VI a II a. C.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"Leituras Recomendadas"

"Fútil é aquele que ultrapassa livros como se fossem obstáculos. No entanto, quem lê com atenção os obstáculos que tem à sua frente acabará por cair, pois os obstáculos, de uma forma geral, não são legíveis. Deve ler livros e ultrapassar obstáculos. Nunca o inverso. "

(Gonçalo M. Tavares, Crónica "Recomendações para Setembro - Horóscopo Geral" - revista "Máxima", Setembro de 2009)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

LER: Mistérios, nas horas do recomeço!







É sempre bom recomeçar um ano lectivo, apesar das preocupações e dos constrangimentos.
Estamos em obras num edifício que já leva mais de 50 anos de idade física e numa escola que já conta mais de um século e meio. Por estes dias e durante muitos meses, vamos ter de conviver com andaimes, ruídos, pó, adaptações, problemas, soluções - de um lado, escola, contentores, aulas,alunos, professores, funcionários.... do outro, obras, operários, arquitectos... Ofícios vários, a mão e o espírito em zonas contíguas, artificialmente separadas por barreiras improvisadas. Por isso nos lembrámos do "Operário em Construção", de Vinícius de Moraes , e das "Perguntas de Um Operário Letrado", de Bertolt Brecht. Sophia ajudou-nos:


"{ A casa}

Os homens a constroem com materiais
Que vão buscar à terra
Pedra vidro metal cimento cal
Com suas mãos e pensamento a constroem
Mãos certeiras de pedreiro
Mãos hábeis de carpinteiro
Mão exacta do pintor
Cálculo do engenheiro
Desenho e cálculo do arquitecto
Com matéria e luz e espaço a constroem
Com atenção e engenho e esforço e paixão a constroem

Esta casa é feita de matéria para habitação do espírito
Como o corpo do homem é feito de matéria e manifesta o espírito"

(Sophia de Mello Breyner Andresen, excertos de um poema inédito, 1990)

Então, com entulho, tijolos, pedras, uma janela velha da velha escola que em breve será nova, com livros que contam um bocadinho da nossa história e objectos variados de trabalho, fizemos, na sala de leitura da nossa Biblioteca, a primeira instalação de abertura do ano, aquela com que vos acolhemos e damos as boas-vindas.
Está à vossa espera, para ser vista e...lida. Porque "Todas as coisas têm em si um halo de mistério. E não apenas aquelas em que o mistério está visível, como no olhar de um cão a interrogar. Mas mesmo nas coisas mais positivas e crassas e materiais como uma pedra.(...)" (Vergílio Ferreira, "Pensar")

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Hoje é o Dia internacional da Literacia - 2009

por declaração da UNESCO, em 1965.

"Literacia e Empowerment" é o tema para o biénio 2009-2010, no contexto da Década da Literacia proclamada pelas Nações Unidas.



Read more: http://bibliotequices.blogspot.com/#ixzz0QY3fv9RF

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Recomecemos...com felicidade e votos de bom ano escolar

Recomeça


Recomeça...

Se puderes,

Sem angústia e sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro,

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.



E, nunca saciado,

Vai colhendo

Ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar

E vendo,

Acordado,

O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças.

(Miguel Torga, "Diário" XIII)