quinta-feira, 23 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
NATUREZA
Já há 300 cabras selvagens no Gerês , mas... Só resta uma águia-real
A cabra-montês foi extinta do único parque nacional do país no final do século XIX. Mas, em 1999, uma escapada de alguns animais de um cercado galego permitiu o seu regresso em força.
Tal como aconteceu com a cabra-montês, também a águia--real está à beira da extinção no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Ler mais na edição do jornal Público de hoje e em
http://jornal.publico.clix.pt/
A cabra-montês foi extinta do único parque nacional do país no final do século XIX. Mas, em 1999, uma escapada de alguns animais de um cercado galego permitiu o seu regresso em força.
Tal como aconteceu com a cabra-montês, também a águia--real está à beira da extinção no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Ler mais na edição do jornal Público de hoje e em
http://jornal.publico.clix.pt/
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO
Afinal, este dia também é pretexto para promoção da leitura e da literacia.
Logo de manhã, fomos surpreendidos pelos alunos do 7ºC que, assinalando na escola o Dia Mundial da Alimentação, distribuíram uma receita de creme de cenouras. À hora do almoço, pudemos saborear a dita sopa, cujo texto passamos a divulgar:
CREME DE CENOURAS
5 cenouras (lavadas e descascadas)
4 batatas (lavadas e descascadas)
1 cebola (descascada)
1 dente de alho (descascado)
1 colher (de sopa de arroz ou massinhas)
1 colher ( de sobremesa de azeite)
1 colher ( chá mal cheia de sal)
Põe a panela ao lume com dois litros de água. Junta o dente de alho, as cenouras, as batatas e a cebola, cortados aos pedacinhos.
Depois de tudo cozido, tempera com sal e azeite. Tritura com a varinha mágica.
Podes variar o creme, juntando uma colher de arroz ou de massinhas.
Deixa ferver até cozer.
Bom apetite!
Logo de manhã, fomos surpreendidos pelos alunos do 7ºC que, assinalando na escola o Dia Mundial da Alimentação, distribuíram uma receita de creme de cenouras. À hora do almoço, pudemos saborear a dita sopa, cujo texto passamos a divulgar:
CREME DE CENOURAS
5 cenouras (lavadas e descascadas)
4 batatas (lavadas e descascadas)
1 cebola (descascada)
1 dente de alho (descascado)
1 colher (de sopa de arroz ou massinhas)
1 colher ( de sobremesa de azeite)
1 colher ( chá mal cheia de sal)
Põe a panela ao lume com dois litros de água. Junta o dente de alho, as cenouras, as batatas e a cebola, cortados aos pedacinhos.
Depois de tudo cozido, tempera com sal e azeite. Tritura com a varinha mágica.
Podes variar o creme, juntando uma colher de arroz ou de massinhas.
Deixa ferver até cozer.
Bom apetite!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
JOSÉ CARDOSO PIRES
A cidade de Lisboa iniciou, este mês, uma série de iniciativas dedicadas a José Cardoso Pires, passada que está uma década sobre a sua morte. Entre as actividades a empreender destacam-se encontros de amigos do escritor, leituras de excertos das suas obras, exposições bibliográficas, de ilustrações e de cartazes de divulgação dos títulos publicados, conferências, visitas guiadas para estudantes do 2º, 3º ciclos, secundário e público em geral, lançamentos de obras dedicadas ao autor, ciclos de cinema e documentários.
Nomes (e só citando alguns) como António Lobo Antunes, Júlio Pomar, Inês Pedrosa, Rui Zink, Lauro António, José Fonseca e Costa, António Mega Ferreira, José Eduardo Agualusa, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, João Lobo Antunes e João Abel Manta e instituições como a Câmara Municipal de Lisboa, a Casa Fernando Pessoa, o Instituto de Ciência Sociais da Universidade de Lisboa, as Edições Nelson de Matos e o Centro Cultural de Belém participam (os primeiros) e apoiam (as segundas) esta justa homenagem ao escritor de Alexandra Alpha, A Balada da Praia dos Cães, Cartilha do Marialva, De Profundis: Valsa Lenta, Lavagante: encontro desabitado, O Delfim, entre outros. Mais informações nesta notícia Siconline.
(...) já agora, deixa-se uma sugestão: passear, por Lisboa, tendo como roteiro os lugares descritos em Lisboa: Livro de Bordo. Um excerto, para dar ânimo à empresa:
“A descer a Rua do Alecrim é que eu me quero pelas nove e tantas da manhã e no Outono, se possível. Deixo o Camões em bronze no meio do largo (sempre com uma pomba no ombro, nunca percebi porquê) e começo a descida. A poucos passos tenho o Eça, didáctico, a levantar o véu da fantasia a uma beldade desnuda como se alguém se deslumbrasse com semelhantes intimidades. Nem me volto, sigo em frente.Nisto, quando olho para o fundo da rua, descubro que os enormes guindastes da Lisnave da Outra Banda do rio se encontram quase do lado de cá, em cima do Cais do Sodré. Atravessaram o Tejo ou foi o Tejo que encolheu durante a noite?”
IN
http://oeiras-a-ler.blogspot.com/
Nomes (e só citando alguns) como António Lobo Antunes, Júlio Pomar, Inês Pedrosa, Rui Zink, Lauro António, José Fonseca e Costa, António Mega Ferreira, José Eduardo Agualusa, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, João Lobo Antunes e João Abel Manta e instituições como a Câmara Municipal de Lisboa, a Casa Fernando Pessoa, o Instituto de Ciência Sociais da Universidade de Lisboa, as Edições Nelson de Matos e o Centro Cultural de Belém participam (os primeiros) e apoiam (as segundas) esta justa homenagem ao escritor de Alexandra Alpha, A Balada da Praia dos Cães, Cartilha do Marialva, De Profundis: Valsa Lenta, Lavagante: encontro desabitado, O Delfim, entre outros. Mais informações nesta notícia Siconline.
(...) já agora, deixa-se uma sugestão: passear, por Lisboa, tendo como roteiro os lugares descritos em Lisboa: Livro de Bordo. Um excerto, para dar ânimo à empresa:
“A descer a Rua do Alecrim é que eu me quero pelas nove e tantas da manhã e no Outono, se possível. Deixo o Camões em bronze no meio do largo (sempre com uma pomba no ombro, nunca percebi porquê) e começo a descida. A poucos passos tenho o Eça, didáctico, a levantar o véu da fantasia a uma beldade desnuda como se alguém se deslumbrasse com semelhantes intimidades. Nem me volto, sigo em frente.Nisto, quando olho para o fundo da rua, descubro que os enormes guindastes da Lisnave da Outra Banda do rio se encontram quase do lado de cá, em cima do Cais do Sodré. Atravessaram o Tejo ou foi o Tejo que encolheu durante a noite?”
IN
http://oeiras-a-ler.blogspot.com/
Etiquetas:
literatura portuguesa
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Os Deolinda - sabe quem são?
"Oscilam entre a crónica de costumes e a desmontagem de clichés. (...)
O mal deles faz-nos tão bem."
Depois do album de estreia, em Novembro de 2007, "Canção ao Lado", no próximo dia 18 culminam a tournée pelo país com um concerto na Aula Magna , em Lisboa, e lançam agora um videoclip...
A leitura que hoje propomos é sobre esta "banda bipolar", cujo trabalho é marcado pelos "contrastes, as subversões, as luzes , as sombras", e encontra-se nas pp 124-126 do último nº da revista "VISÃO" (de 9 a 15 de Outubro de 2008):
O mal deles faz-nos tão bem."
Depois do album de estreia, em Novembro de 2007, "Canção ao Lado", no próximo dia 18 culminam a tournée pelo país com um concerto na Aula Magna , em Lisboa, e lançam agora um videoclip...
A leitura que hoje propomos é sobre esta "banda bipolar", cujo trabalho é marcado pelos "contrastes, as subversões, as luzes , as sombras", e encontra-se nas pp 124-126 do último nº da revista "VISÃO" (de 9 a 15 de Outubro de 2008):
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Dinis Machado (1930 - 2008)
Considerado um dos génios da Literatura Portuguesa do século XX, faleceu no passado dia 3.
Dos muitos testemunhos e das palavras de homenagem que sobre ele se publicaram, destacamos o texto de Francisco José Viegas em
http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/
Dos muitos testemunhos e das palavras de homenagem que sobre ele se publicaram, destacamos o texto de Francisco José Viegas em
http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/
Etiquetas:
literatura portuguesa
Nobel da Literatura para o escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio
Para saber mais, consultar notícia de última hora em
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345433&idCanal=14
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345433&idCanal=14
Eduardo Lourenço, "o homem que ensina Portugal a pensar"
Aos 85 anos, Eduardo Lourenço foi tema e figura central de um congresso internacional que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a 6 e 7 de Outubro.
Em destaque, estiveram o seu trabalho e as suas ideias nas áreas da Filosofia, dos Estudos Literários, da Teoria da Cultura, da História, da Teoria Política.
O autor do "Labirinto da Saudade" foi também homenageado na revista RELÂMPAGO, nº 22, lançada dia 29 de Setembro, na Casa Fernado Pessoa.
De igual modo, a última edição da revista LER apresenta uma extensa entrevista com Eduardo Lourenço, de que destacamos a seguinte reflexão acerca dos livros e da leitura:
" (...) Há sobretudo esse tempo que é transportado fisicamente pelos livros. Esse pó que fica nos livros. O pó do Tempo. Nos novos instrumentos não haverá pó. É só o que lhes falta. Esse pó quer dizer o tempo, quer dizer a própria essência da nossa vida."
Etiquetas:
cultura portuguesa
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Literatura
Em Lisboa, estão duas exposições a não perder:
Weltliteratur - "Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!", na Gulbenkian
e Os Desenhos dos Escritores, no CCB
Weltliteratur - "Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!", na Gulbenkian
e Os Desenhos dos Escritores, no CCB
Etiquetas:
exposições,
literatura
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
1 de Outubro, Dia Mundial da Música
A propósito, e porque todos os motivos são bons para celebrar este dia, aqui vai uma sugestão de uma boa biblioteca musical, onde se podem realizar buscas por ano, artista, género, sendo também possível criar a nossa própria lista pessoal:
Etiquetas:
comemorações,
cultura; música
terça-feira, 30 de setembro de 2008
PORTUGAL, UM PAÍS A ENVELHECER
Para debater o declínio populacional, desde ontem até 3 de Outubro, está a decorrer em Lisboa o III Congresso Português de Demografia.
Somos já o sétimo país mais envelhecido do mundo e nos últimos anos temos estado a aproximar-nos cada vez mais do Japão, a nação com maior percentegem de idosos. Possuímos hoje mais idosos (pessoas com 65 anos ou mais) do que jovens (menores de 15 anos). Para esta tendência contribuiu a emigração que se verificou a partir da década de 1960, mas sobretudo a diminuição da natalidade.
Prevê-se que em 2035 a imigração, solução de curto prazo, deixe de ser suficiente para assegurar o crescimento efectivo da população activa no nosso país, devendo os governos tomar medidas favoráveis ao acréscimo da natalidade, tais como licenças parentais e apoios à maternidade, incluindo incentivos financeiros.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
50 anos de CINEMATECA
A Cinemateca Portuguesa cumpre hoje 50 anos de actividade, a mostrar filmes portugueses e estrangeiros que, de outra forma, dificilmente passariam em salas de cinema. Considerada o "templo" do cinema em no nosso país, a Cinemateca guarda no seu Arquivo Nacional de Imagens em Movimento (ANIM) mais de 30.000 filmes; durante muito tempo, foi praticamente a única editora a criar bibliografia cinematográfica em Portugal; e tem uma Biblioteca com um vasto espólio de livros e iconografia.
Para saber mais, ler J.L. nº 991 ("Jornal de Letras, Artes e Ideias"), de 24 de Setembro a 7 de Outubro, pp 8-10
Para saber mais, ler J.L. nº 991 ("Jornal de Letras, Artes e Ideias"), de 24 de Setembro a 7 de Outubro, pp 8-10
Etiquetas:
cinema,
comemorações
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
DIA MUNDIAL DO MAR
Em Portugal, celebra-se hoje, 25 de Setembro, o DIA MUNDIAL DO MAR.
O tema deste ano é "IMO: 60 anos ao serviço da navegação".
IMO significa, em Português, "Organização Marítima Internacional".
Para saber mais , consultar
http://www.emam.com.pt
http://ec.europa.eu/research/research-eu
http://imarpor.pt/dmm_2008.htm
www.fabrica.cenciaviva.ua.pt
O tema deste ano é "IMO: 60 anos ao serviço da navegação".
IMO significa, em Português, "Organização Marítima Internacional".
Para saber mais , consultar
http://www.emam.com.pt
http://ec.europa.eu/research/research-eu
http://imarpor.pt/dmm_2008.htm
www.fabrica.cenciaviva.ua.pt
Etiquetas:
comemorações,
natureza
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Concurso - 12º ano
"Del8 - APAGA COM OS OBJECTIVOS DO MILÉNIO"
Consultar Regulamento na Biblioteca Escolar ou em
http://www.del8.com/
Consultar Regulamento na Biblioteca Escolar ou em
http://www.del8.com/
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Em Aveiro, "VARIAÇÕES DOS TEMPOS"
Na galeria dos Paços do Concelho, o aveirense Lopes de Sousa apresenta uma exposição de pintura representativa das suas mais recentes criações artísticas.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Design e Arquitectura
Turim está cheia de design e arquitectura.
Turim é, em 2008, a primeira Capital Mundial do Design, escolhida pelo International Council of Industrial Design em 2005. O P2 esteve em Turim e aponta as mostras essenciais, à mistura com a arquitectura.
(...)
À margem do design
Mole Antonelliana, o museu do cinema no topo de Turim
Já que se está em Turim, não se perca o Museu Nacional de Cinema, na antiga Mole Antonelliana. Foi ali que foram entregues os prémios Young? Creative? Chevrolet, entre os quais foram distinguidos estudantes portugueses - Ricardo Trindade e Rafael Gonçalves com o 2º lugar em artes visuais e Paulo Duarte com o terceiro lugar em fotografia. É como estar numa cena de A Biblía, rumo ao topo da Torre de Babel, ou no Gugenheim de Nova Iorque, mas numa espiral de uma sinagoga que nunca o foi. Desenhado por Alessandro Antonelli em 1863, já foi o edifício mais alto da Europa e hoje é um dos museus mais altos do mundo. A colecção está espalhada ao longo das paredes. É em espiral que se visita o museu, mas é na mais pura vertical que se apanha o elevador transparente que vai da cave até meio da torre metálica (que ascende até aos 167 metros) para ver um outro filme: o da panorâmica imbatível sobre a cidade de Turim. A imagem da Mole Antonelliana é tão icónica quanto a da memória cinematográfica que alberga e até foi desenhada por Hayao Miyazaki no filme The Crimson Pig. Lá dentro está o Alien de Ridley Scott, mais de 300 mil posters e cartazes de época do cinema italiano e mundial, entre os quais dois originais raros do Cinématographe Lumière que anunciam o nascimento do cinema. Do espólio também constam adereços e elementos de cenário (mais de 1500) de O Gigante a Casanova, passando por O Império Contra-Ataca, além de fotografias e dos primeiros aparelhos que fizeram a história do cinema. J.A.C.
In P2 - 17.09.2008, Por Joana Amaral Cardoso
Ler mais em http://jornal.publico.clix.pt/
Turim é, em 2008, a primeira Capital Mundial do Design, escolhida pelo International Council of Industrial Design em 2005. O P2 esteve em Turim e aponta as mostras essenciais, à mistura com a arquitectura.
(...)
À margem do design
Mole Antonelliana, o museu do cinema no topo de Turim
Já que se está em Turim, não se perca o Museu Nacional de Cinema, na antiga Mole Antonelliana. Foi ali que foram entregues os prémios Young? Creative? Chevrolet, entre os quais foram distinguidos estudantes portugueses - Ricardo Trindade e Rafael Gonçalves com o 2º lugar em artes visuais e Paulo Duarte com o terceiro lugar em fotografia. É como estar numa cena de A Biblía, rumo ao topo da Torre de Babel, ou no Gugenheim de Nova Iorque, mas numa espiral de uma sinagoga que nunca o foi. Desenhado por Alessandro Antonelli em 1863, já foi o edifício mais alto da Europa e hoje é um dos museus mais altos do mundo. A colecção está espalhada ao longo das paredes. É em espiral que se visita o museu, mas é na mais pura vertical que se apanha o elevador transparente que vai da cave até meio da torre metálica (que ascende até aos 167 metros) para ver um outro filme: o da panorâmica imbatível sobre a cidade de Turim. A imagem da Mole Antonelliana é tão icónica quanto a da memória cinematográfica que alberga e até foi desenhada por Hayao Miyazaki no filme The Crimson Pig. Lá dentro está o Alien de Ridley Scott, mais de 300 mil posters e cartazes de época do cinema italiano e mundial, entre os quais dois originais raros do Cinématographe Lumière que anunciam o nascimento do cinema. Do espólio também constam adereços e elementos de cenário (mais de 1500) de O Gigante a Casanova, passando por O Império Contra-Ataca, além de fotografias e dos primeiros aparelhos que fizeram a história do cinema. J.A.C.
In P2 - 17.09.2008, Por Joana Amaral Cardoso
Ler mais em http://jornal.publico.clix.pt/
Etiquetas:
arquitectura,
design,
exposições
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Recomecemos...com felicidade e votos de bom ano escolar
L I V R O S
Livros são bafos de vida
- Lições de formas de ser
Vindas da alma - à medida
De quem as queira aprender.
Por muito que eu saiba agora,
Sempre que leio outro livro
Aprendo mais, numa hora,
Do que, não lendo, consigo.
Todos os livros que li
Mais os que vou, ou não, ler
Dizem o que eu aprendi
E o que me falta saber.
Vítor Cintra
(In “ MURMÚRIOS”)
Livros são bafos de vida
- Lições de formas de ser
Vindas da alma - à medida
De quem as queira aprender.
Por muito que eu saiba agora,
Sempre que leio outro livro
Aprendo mais, numa hora,
Do que, não lendo, consigo.
Todos os livros que li
Mais os que vou, ou não, ler
Dizem o que eu aprendi
E o que me falta saber.
Vítor Cintra
(In “ MURMÚRIOS”)
domingo, 13 de julho de 2008
Há 50 nos
Portugal vivia sob uma ditadura que cerceava as liberdades e os direitos dos cidadão; surgem vozes na Igreja que vão questionar o tipo de regime ditatorial que não permitiam a liberdade de expressão, as liberdades de associação , que reprimia as oposições politicas, e controlava a Igreja Católica.Um dos principais polémicas com o regime de Salazar foi provocada pelo Bispo do Porto.Em 13 Julho de 1958 , o Bispo do Porto D. António Ferreira Gomes escreveu uma carta a Salazar, onde questionou o governante sobre a questão da liberdade de consciência , sobre a independencia da Igreja do Estado , sobre a liberdade sindical.Faz hoje 50 anos que o Bispo do Porto teve um acto de grande coragem e de consciência cívica. E deu um grande contributo para a tomada de consciencia de muitos católicos para o tipo de regime que existia em Portugal.
No jornal público de 6ª feira , 11 Julho, vinha um artigo sobre a apresentação de um livro com textos inéditos do Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes:" O caso do antigo bispo do Porto D. António Ferreira Gomes, que condenou aspectos da política de Salazar, revelou sobretudo "um notável desfasamento" entre o modo de ver de D. António e o dos restantes colegas de episcopado. A tese é do próprio bispo, que morreu em 1989, e está publicada em livro ontem apresentado no Porto, que reúne textos e documentos inéditos de Ferreira Gomes. Em Provas - A Outra Face da Situação e dos Factos do Caso do Bispo do Porto, que tinha sido organizado pelo próprio Ferreira Gomes mas que não chegou a publicar-se antes da sua morte, o bispo defende as suas posições e contesta as acusações do Estado Novo e do próprio Salazar.
A 13 de Julho de 1958, o bispo escreveu um pró-memória ao presidente do Conselho de Ministros, que deveria servir de base para um encontro entre ambos. No final, a audiência não se realizou e a "carta do bispo do Porto a Salazar", como o documento ficaria conhecido, acabou profusamente divulgada. Por causa disso, o bispo viveu exilado dez anos. O texto foi escrito após as eleições presidenciais em que participou Humberto Delgado, que acabaria derrotado, com a oposição ao regime a falar de fraude eleitoral. D. António defendia a autonomia da Igreja Católica em relação ao Estado, o sindicalismo livre e a liberdade de consciência. E criticava "o já hoje exclusivo privilégio português do mendigo, do pé-descalço, do maltrapilho". O ditador acusava o bispo de ter sido este a divulgar a carta, para denegrir o regime e abrir brechas na "frente nacional", perturbando "muitas consciências, até agora tranquilas", como referiu num discurso. Embora não dissesse que era por causa da carta, o presidente do Conselho ameaçava mesmo denunciar a Concordata entre Portugal e a Santa Sé e dissolver a Acção Católica - que congregava milhares de pessoas. "
In
http://www.leiturapartilhada. blogspot.com
No jornal público de 6ª feira , 11 Julho, vinha um artigo sobre a apresentação de um livro com textos inéditos do Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes:" O caso do antigo bispo do Porto D. António Ferreira Gomes, que condenou aspectos da política de Salazar, revelou sobretudo "um notável desfasamento" entre o modo de ver de D. António e o dos restantes colegas de episcopado. A tese é do próprio bispo, que morreu em 1989, e está publicada em livro ontem apresentado no Porto, que reúne textos e documentos inéditos de Ferreira Gomes. Em Provas - A Outra Face da Situação e dos Factos do Caso do Bispo do Porto, que tinha sido organizado pelo próprio Ferreira Gomes mas que não chegou a publicar-se antes da sua morte, o bispo defende as suas posições e contesta as acusações do Estado Novo e do próprio Salazar.
A 13 de Julho de 1958, o bispo escreveu um pró-memória ao presidente do Conselho de Ministros, que deveria servir de base para um encontro entre ambos. No final, a audiência não se realizou e a "carta do bispo do Porto a Salazar", como o documento ficaria conhecido, acabou profusamente divulgada. Por causa disso, o bispo viveu exilado dez anos. O texto foi escrito após as eleições presidenciais em que participou Humberto Delgado, que acabaria derrotado, com a oposição ao regime a falar de fraude eleitoral. D. António defendia a autonomia da Igreja Católica em relação ao Estado, o sindicalismo livre e a liberdade de consciência. E criticava "o já hoje exclusivo privilégio português do mendigo, do pé-descalço, do maltrapilho". O ditador acusava o bispo de ter sido este a divulgar a carta, para denegrir o regime e abrir brechas na "frente nacional", perturbando "muitas consciências, até agora tranquilas", como referiu num discurso. Embora não dissesse que era por causa da carta, o presidente do Conselho ameaçava mesmo denunciar a Concordata entre Portugal e a Santa Sé e dissolver a Acção Católica - que congregava milhares de pessoas. "
In
http://www.leiturapartilhada. blogspot.com
Etiquetas:
cultura portuguesa,
ditadura,
história de Portugal
terça-feira, 8 de julho de 2008
MANOEL DE OLIVEIRA, o mais velho cineasta do Mundo ainda no activo, completa 100 anos em Dezembro
"Aniki-bébé / Aniki-bóbó / Passarinho Tótó / Berimbau, Cavaquinho / Salomão, Sacristão / Tu és Polícia, Tu és Ladrão".
"Aniki-Bóbó", fórmula mágica que, nas brincadeiras de crianças, permite determinar, sem discussão, quem é polícia e quem é ladrão. A caminho da escola, Carlitos, o sonhador, e Eduardo, o chefe do bando, levantam, ambos, os olhos para a pequena Teresinha que lhes faz sinal do alto da sua varanda... Quanto mais o tempo passa, mais "Aniki-Bóbó" se revela surpreendentemente moderno, pondo em questão sucessivos discursos críticos e sucessivas interpretações. Já então rotulado de "subversivo", inspirado no conto de Rodrigues de Freitas "Os meninos milionários", o filme não teve antecedentes no imaginário cinematográfico português e não teve consequentes a não ser os que - muitos, muitos anos depois - o próprio Oliveira lhes daria, como permanente perturbador das visões estabelecidas e permanente voyeur das visões proibidas.
A Casa da Música antecipou-se à data do centenário do nascimento do cineasta e programou um grande concerto; o espectáculo, dirigido pelo violoncelista e compositor Ernst Reijseger, resulta de um trabalho elaborado ao longo de vários meses, com a colaboração de cerca de 150 pessoas.
35 mm - pb - 1937 mt - 70 mn. Realização: - Manoel de Oliveira. Produção: - António Lopes Ribeiro. Obra Original: - "Meninos Milionários". Autor Original: - João Rodrigues de Freitas. Fotografia: - António Mendes.
Elenco: - Nascimento Fernandes, Fernanda Matos, Horácio Silva, António Santos, António Morais.
Primeira longa metragem ficcional de Manoel de Oliveira, com que prosseguiu a produção contínua de António Lopes Ribeiro. Fábula para adultos, interpretada por jovens. Além dos exteriores processados no Porto – bairros da Sé, Ribeira, Massarelos e Foz, ou no Monte do Seminário –, a rodagem dos interiores decorreu em Lisboa, nos estúdios da Tobis Portuguesa.Um dos precursores do neo-realismo, exemplo clássico pela dimensão poética, a consistência visual e a coerência estética, sobressai em Aniki-Bobó o testemunho amável - extracção da sociedade, sob uma matriz infantil, desvendando o Porto, pelo intenso pitoresco da zona ribeirinha. Houve dois títulos prévios: Corações Pequeninos em sinopse, Gente Miúda como projecto. Admirado já pela competência e sensibilidade, Oliveira fez ensaios prévios em 9,5 mm, e participou com 150 contos, um quinto do orçamento global. Em 1931, Lopes Ribeiro havia já proporcionado a Oliveira a sonorização de "Douro, Faina Fluvial".
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/cinema/longas/lon011.html
"Aniki-Bóbó", fórmula mágica que, nas brincadeiras de crianças, permite determinar, sem discussão, quem é polícia e quem é ladrão. A caminho da escola, Carlitos, o sonhador, e Eduardo, o chefe do bando, levantam, ambos, os olhos para a pequena Teresinha que lhes faz sinal do alto da sua varanda... Quanto mais o tempo passa, mais "Aniki-Bóbó" se revela surpreendentemente moderno, pondo em questão sucessivos discursos críticos e sucessivas interpretações. Já então rotulado de "subversivo", inspirado no conto de Rodrigues de Freitas "Os meninos milionários", o filme não teve antecedentes no imaginário cinematográfico português e não teve consequentes a não ser os que - muitos, muitos anos depois - o próprio Oliveira lhes daria, como permanente perturbador das visões estabelecidas e permanente voyeur das visões proibidas.
A Casa da Música antecipou-se à data do centenário do nascimento do cineasta e programou um grande concerto; o espectáculo, dirigido pelo violoncelista e compositor Ernst Reijseger, resulta de um trabalho elaborado ao longo de vários meses, com a colaboração de cerca de 150 pessoas.
35 mm - pb - 1937 mt - 70 mn. Realização: - Manoel de Oliveira. Produção: - António Lopes Ribeiro. Obra Original: - "Meninos Milionários". Autor Original: - João Rodrigues de Freitas. Fotografia: - António Mendes.
Elenco: - Nascimento Fernandes, Fernanda Matos, Horácio Silva, António Santos, António Morais.
Primeira longa metragem ficcional de Manoel de Oliveira, com que prosseguiu a produção contínua de António Lopes Ribeiro. Fábula para adultos, interpretada por jovens. Além dos exteriores processados no Porto – bairros da Sé, Ribeira, Massarelos e Foz, ou no Monte do Seminário –, a rodagem dos interiores decorreu em Lisboa, nos estúdios da Tobis Portuguesa.Um dos precursores do neo-realismo, exemplo clássico pela dimensão poética, a consistência visual e a coerência estética, sobressai em Aniki-Bobó o testemunho amável - extracção da sociedade, sob uma matriz infantil, desvendando o Porto, pelo intenso pitoresco da zona ribeirinha. Houve dois títulos prévios: Corações Pequeninos em sinopse, Gente Miúda como projecto. Admirado já pela competência e sensibilidade, Oliveira fez ensaios prévios em 9,5 mm, e participou com 150 contos, um quinto do orçamento global. Em 1931, Lopes Ribeiro havia já proporcionado a Oliveira a sonorização de "Douro, Faina Fluvial".
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/cinema/longas/lon011.html
Subscrever:
Mensagens (Atom)