terça-feira, 16 de outubro de 2012

Biblioteca de Alexandria celebra 10 anos

A Biblioteca de Alexandria, no Egito, foi inaugurada a 16 de outubro de 2002, no local onde se pensa tenha existido a sua antecessora, fundada no século III a. C.
A atual biblioteca pretende ser um dos centros de conhecimento mais importantes do mundo.
A estrutura, que tem o nome oficial de Bibliotheca Alexandrina, integra, para além da principal, quatro bibliotecas especializadas, laboratórios, um planetário, um museu de ciências e um de caligrafia e uma sala de congressos e de exposições.
A Biblioteca Tahan Hussein é especializada em cegos, a dos Jovens é dedicada a pessoas entre os 12 e os 18 anos, a das Crianças é para quem tem entre seis e 12 anos, e a Multimédia está dotada com dispositivos para CD e DVD, cassetes de áudio e vídeo, diapositivos e fotografias. Há ainda uma sala de microfilmes, uma de manuscritos e outra de livros raros.
Inicialmente, a ideia era dotar a biblioteca de oito milhões de livros, mas, como foi impossível angariar essa quantidade, ficou pela metade. Assim, foi dada prioridade à criação de uma biblioteca cibernética. No local estão ainda guardados dez mil livros raros, cem mil manuscritos, 300 mil títulos de publicações periódicas, 200 mil cassetes de áudio e 50 mil de vídeo.
No total podem trabalhar na Biblioteca de Alexandria cerca de 3500 investigadores, que têm ao dispor 200 salas de estudo.
O teto da biblioteca é um disco com 160 metros de diâmetro reclinado, que parece estar, em parte, enterrado no solo. A entrada é feita pelo Triângulo de Calímaco, uma varanda de vidro triangular, assim chamada em homenagem ao bibliotecário que sistematizou os 500 mil livros da antiga biblioteca.
A sala de leitura tem vinte mil metros quadrados e é iluminada uniformemente por luz solar direta. Ao todo, a biblioteca tem onze pisos - sete à superfície e quatro subterrâneos - sustentados por 66 colunas de 16 metros cada uma.
As paredes sem janelas, revestidas a granito que sustentam a parte do círculo que fica à superfície, têm incrustados os símbolos utilizados pela Humanidade para comunicar, como os caracteres dos alfabetos, notas musicais, números e símbolos algébricos, códigos das linguagens informáticas, etc.
O projeto da biblioteca é da autoria de uma firma de arquitetos noruegueses, a Snohetta. A construção demorou sete anos, mas a ideia nasceu em 1974. Os principais financiadores da instituição foram a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e o governo egípcio, e o custo total da obra rondou os 200 milhões de euros.
A biblioteca original terá sido fundada por volta do ano 295 a. C. por Ptolomeu I Soter, rei do Egito, e desenvolvida pelo seu filho, Ptolomeu II. Na altura, terá albergado cerca de 500 mil obras. A biblioteca foi parcialmente destruída em 47 a. C., quando César incendiou a esquadra naval de Cleópatra. O fogo alastrou à cidade e cerca de 40 mil volumes foram destruídos. A biblioteca antiga sofreu ainda mais três incêndios, nos anos 272, 391 e 640. Nesta última ocasião, o responsável foi o califa Omar I, um muçulmano que reconquistou Alexandria aos romanos.

http://www.infopedia.pt/$biblioteca-de-alexandria

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Agustina Bessa-Luís faz hoje 90 anos

Imagem de : http://www.facebook.com/pages/Ler-Mais-Ler-Melhor/181197281906151

"O Que é Escrever?
Escrever é isto: comover para desconvocar a angústia e aligeirar o medo, que é sempre experimentado nos povos como uma infusão de laboratório, cada vez mais sofisticada. Eu penso que o escritor com maior sucesso (não de livraria, mas de indignação social profunda) é aquele que protege os homens do medo: por audácia, delírio, fantasia, piedade ou desfiguração. Mas porque a poética precisão de dum acto humano não corresponde totalmente à sua evidência. Ama-se a palavra, usa-se a escrita, despertam-se as coisas do silêncio em que foram criadas. Depois de tudo, escrever é um pouco corrigir a fortuna, que é cega, com um júbilo da Natureza, que é precavida."
Agustina Bessa-Luís, in "Contemplação Carinhosa da Angústia"

Três capas de livro portuguesas entre as 50 melhores do mundo











 
O atelier Ferrand, Bicker & Associados (Coimbra), do designer Fernando Bicker, criou três das 50 melhores caps de livros do mundo, no âmbito do concurso 50 Books/50 Covers: Celebratingo Book Design


 

Projeto «Newton gostava de ler!» vence primeiro prémio no concurso «Ciencia en Acción»

 

Dos dois projetos da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro selecionados para a final do concurso «Ciência en Acción», o projeto «Newton gostava de ler!», desenvolvido em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares, venceu o primeiro prémio em ex aequo na modalidade «Materiais Didáticos de Ciência». O evento decorreu de 5 a 7 de outubro, na CosmoCaixa de Alcobendas, em Madrid.
A nossa ecola tem participado neste projeto que promove, nas bibliotecas das escolas de vários agrupamentos em Aveiro, Estarreja e em Sintra, um programa anual de atividades que visa aproximar literatura e ciência, partindo de um primeiro momento de leitura de uma obra ou de um excerto literários, para a exploração de fenómenos, conceitos, experiências científicas simples. O júri valorizou especialmente a combinação, numa só proposta, de ciência/leitura/experiência, envolvendo diversas temáticas e materiais simples.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A nossa Biblioteca em outubro outubro, Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

“Uma chave para o passado, presente e futuro”



Que marcas vivem nos livros, esses objetos habitados?

Que marcas nos deixam eles?

Sulcos vincados,

Subtis grãos de areia,

Dobras nas histórias dos dias que passam…

Caminhos na busca do conhecimento e da sabedoria.
(Maria Alice Pinho e Silva)



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A biblioteca mais sexy do mundo


"Em dia de decisão do Prémio Nobel da Literatura, nada melhor que dedicarmos um texto às bibliotecas. Na verdade, sobre aquela que será a mais sexy biblioteca do mundo.
Situada em Spijkenisse, perto de Roterdão, na Holanda, esta nova bibiloteca pública é uma gigantesca estante em espiral, um efeito que cria uma montanha de livros. A estrutura é coberta por uma cápsula de vidro, que permite uma visibilidade total dos livros e informação."

Ver mais aqui:
http://greensavers.sapo.pt/2012/10/11/a-biblioteca-mais-sexy-do-mundo-com-fotos/

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Série Mar Português: pode um navio contar a história da pesca do bacalhau?


Este navio teve duas vidas e está a caminho da terceira. Foi bacalhoeiro português nos bancos da Terra Nova e da Gronelândia. Foi cruzeiro turístico nas Caraíbas, quem sabe se não foi como um barco do amor. E agora, que regressou ao país de origem depois de ter sido resgatado do abate nas Antilhas Holandesas, a ideia é torná-lo num navio-memória da sua primeira vida. O Argus ficou célebre mundialmente, tudo por causa de um livro que apareceu em 1951 nas principais livrarias de Londres e Nova Iorque e, pouco depois, em Portugal: A Campanha do Argus — Uma Viagem na Pesca do Bacalhau.
http://www.publico.pt/Sociedade/serie-mar-portugues-pode-um-navio-contar-a-historia-da-pesca-do-bacalhau-1566203

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Invasão de cadeiras em Paredes

 
 
"Uma cadeira, uma ideia para o mundo" é o lema da megaexposição que reúne um acervo de mais de 150 cadeiras e peças artísticas de 100 designers de renome internacional, tendo por epicentro a cidade de Paredes.
O evento designado 'Art on chairs' (arte em cadeiras) tem exposições temáticas, em três locais do centro de Paredes, abertas ao público até 18 de novembro.
Na estação da CP é exibida a mostra "Stories of chairs" (histórias de cadeiras), enquanto a Casa da Cultura recebe a exposição "Design Maciço", dedicada à cadeira em madeira maciça ao longo dos tempos, concebidas por nomes consagrados como Wright, Gio Ponti e Gaudí ou mestres contemporâneos como Jasper Morrison e Naoto Fukasawa.

Cadeiras em forma de contos

Nos jardins da Casa da Cultura estão espalhadas dez cabines telefónicas onde se podem ouvir "10 contos para ler sentado", todos alusivos à icónica peça que é a cadeira e da autoria de 10 escritores lusófonos, entre os quais se contam Mia Couto, Vinicius Jatobá e João Tordo.

A mais mediática das nove exposições é de longe a "Duets" (duetos), a série de 11 cadeiras personalizadas desenhadas por conceituados designers para 11 personalidades nacionais e estrangeiras, onde se destacam nomes como Cavaco Silva, Manoel de Oliveira, Cristiano Ronaldo, José mourinho e Maria Bethânia.

Protótipos leiloados em Lisboa

Os 11 protótipos da "Duets" vão ser leiloados pela Christie´s, em finais de novembro, em Lisboa, revertendo as verbas para o Alto Comissariado das Nações Unidas.
O "Art on chairs" é um dos três eixos do Paredes-Polo do Design de Mobiliário, projeto da Câmara Municipal de Paredes que visa a valorização do tecido económico, social e cultural da autarquia e apoiado pelo QREN através de um investimento de 16 milhões de euros.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/invasao-de-cadeiras-em-paredes=f753303#ixzz28hUho4HB

VER imagens em  "Duets, uma ideia para o mundo numa cadeira" em :
http://expresso.sapo.pt/art-on-chairs-transforma-cadeiras-em-obras-de-arte=f738515

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Novos episódios da Química das Coisas disponíveis on line a partir de 1 de outubro

Os 13 novos episódios de «A Química das Coisas», começam a ser disponibilizados no site oficial do projeto, no Facebook, no Youtube e outros repositórios web, ao ritmo de dois por semana,já a partir do próximo dia 1 de outubro.
«A Química das Coisas», um projecto de divulgação de ciênciado Departamento de Química da Universidade de Aveiro, produzido pelo Science Office, desvenda a química escondida no nosso dia a dia e mostra como os desenvolvimentos recentes desta ciência contribuem para o nosso bem-estar.
Os novos episódios focam de novo temas relacionados com o nosso quotidiano e demonstram como a química está nele tão presente como a química das piscinas, das notas de euro, da investigação criminal, do fogo de artifício ou do delicioso chocolate.
Para além dos episódios, professores e alunos poderão aceder no website aquimicadascoisas.org a todos os recursos produzidos para este projeto, designadamente todos os vídeos, ilustrações científicas e textos e encontrarão certamente muitos material que poderão utilizar nas salas de aula ou na preparação de trabalhos. A «Química das Coisa» está também disponível em versão iPad.
A «Química das Coisas» foi produzida no âmbito do Ano Internacional da Química 2011 e é um dos 29 projetos financiados pelo Programa Media Ciência, uma iniciativa do COMPETE - Programa Operacional Fatores de Competitividade e Ciência Viva, lançado em 2010 para apoiar a produção de conteúdos para divulgação científica e tecnológica nos media.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Google estreia imagens panorâmicas subaquáticas no Maps

A partir de ontem o Google disponibiliza no seu serviço Maps as primeiras imagens subaquáticas registadas com tecnologia Street View, com base numa parceria estabelecida com o projeto Catlin Seaview Survey, que prevê o mapeamento com imagens a 360º de vários recifes e zonas dos oceanos à volta do globo.
As imagens já disponíveis abrangem a Grande Barreira de Coral na Austrália, os recifes de coral ao largo da Ilha Apo, nas Filipinas, bem como a zona da Cratera Molokini, no Havaii.


http://tek.sapo.pt/multimedia/google_estreia_imagens_panoramicas_subaquatic_1272022.htmlhttp://tek.sapo.pt/multimedia/google_estreia_imagens_panoramicas_subaquatic_1272022.html

HOJE É O DIA INTERNACIONAL DA MÚSICA

O Dia Internaconal da Música comemora-se anualmente a 1 de Outubro.
A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música.

O objetivo da celebração do Dia Internacional da Música é:
  • Promover a arte musical em todos os setores da sociedade;
  • Aplicar os ideais da UNESCO, como a paz e a  amizade entre as pessoas, ea volução das culturas e a troca de experiências.

domingo, 30 de setembro de 2012

‘Escritaria’ 2012 homenageia António Lobo Antunes

Entre 26 e 28 de Outubro, Penafiel receberá a quinta edição do festival literário Escritaria, este ano dedicado a António Lobo Antunes, que verá o seu último romance (Não É Meia Noite Quem Quer, Dom Quixote) ser apresentado por Ana Paula Arnaut. Como nas edições anteriores, em que foram homenageados Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís e Mia Couto, haverá teatro, arte de rua, colóquios e inúmeras actividades em torno da obra de Lobo Antunes.
http://bibliotecariodebabel.com

sábado, 29 de setembro de 2012

Joana Vasconcelos inspira-se no jubileu da rainha para exposição em Londres Ler mais: http://expresso.sapo.pt/joana-vasconcelos-inspira-se-no-jubileu-da-rainha-para-exposicao-em-londres=f756705#ixzz27yiiO2BB

A artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos vai inaugurar, no dia 10 de outubro, em Londres, uma exposição com novas peças cuja base de inspiração é o jubileu da rainha Isabel II.
"Valkyrie Crown", uma clara alusão à coroa real, dominará a galeria Haunch of Venison atá 17 de Novembro.
Trata-se do mais recente trabalho da série "Valquírias", que Joana Vasconcelos iniciou em 2004.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Cruzeiro Seixas condecorado pela SPA com a Medalha de Honra

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) vai atribuir hoje a Medalha de Honra ao pintor e poeta Cruzeiro Seixas, de 91 anos, cuja obra se destacou no movimento surrealista português. Na sessão será feita uma apresentação sobre a vida e a obra de Artur Cruzeiro Seixas pelo historiador de arte Rui Mário Gonçalves. Nascido na Amadora, em 1920, no final dos anos de 1940, Cruzeiro Seixas participou nas actividades dos surrealistas António Maria Lisboa, Mário Cesariny, Mário-Henrique Leiria, Pedro Oom, Fernando José Francisco, Risques Pereira, Fernando Alves dos Santos, Carlos Eurico da Costa, Carlos Calvet e António Paulo Tomaz. Foi um dos fundadores do grupo "Os Surrealistas", com Mário Cesariny, falecido em 2006, e Fernando José Francisco, falecido no início de 2009. (fonte: DN - )


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

VOLTA À BIBLIOTECA com os alunos do 7º ano

Quantos livros tem a nossa Biblioteca escolar? Que outros materiais possui? Para que servem os equipamentos que aí se encontram? Como tirar melhor proveito das suas potencialidades?  O que acontece nesse espaço tão especial da ESJE?  Como agir quando o habitamos, quando nele trabalhamos ou, simplesmente, quando o visitamos? 

Hoje, as cinco turmas do 7º ano saem da sala de aula e vêm "dar uma volta" à BE, isto é, vêm visitar-nos e conhecer-nos, pretexto para respondermos a estas e outras perguntas; porque este é um lugar com muitas histórias partilhadas, umas já feitas e outras por fazer - coletivamente.


Sejam, então, bem-vindos!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Portugal tem o melhor filme de turismo do mundo Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugal-tem-o-melhor-filme-de-turismo-do-mundo=f755416#ixzz27yhgWnyQ


"A Beleza da Simplicidade", filme promocional de Portugal, recebeu medalha de ouro no festival da Sérvia, depois de ser premiado em Cannes e Nova Iorque.


Ler mais:

http://expresso.sapo.pt/portugal-tem-o-melhor-filme-de-turismo-do-mundo=f755416http://expresso.sapo.pt/portugal-tem-o-melhor-filme-de-turismo-do-mundo=f755416

sábado, 22 de setembro de 2012

"O outono vem vindo" e já chegou à nossa BE

 
Equinócio - «[Do latim: aequinoctiu = noite igual; aequale = igual + nocte = noite]

ASTRONOMIA: momento em que o Sol, no movimento anual aparente, corta o equador celeste, fazendo com que o dia e a noite tenham igual duração.

Cada uma das duas épocas em que este momento acontece;

dias dos equinócios os dois dias do ano em que o Sol passa nos pontos equinociais e em que a noite é igual ao dia;

equinócio da primavera momento em que o Sol se desloca do hemisfério sul para o hemisfério norte, dando início ao outono no hemisfério sul e à primavera no hemisfério norte;

equinócio do outono momento em que o Sol se desloca do hemisfério norte para o hemisfério sul, dando início ao outono no hemisfério norte e à primavera no hemisfério sul

http://www.infopedia.pt/linguaportuguesa/


Num exemplar das Geórgicas
 
Os livros. A sua cálida,
terna, serena pele. Amorosa
companhia. Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas. Tão dóceis,
tão calados, tão leais.
Tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia.
 
Eugénio de Andrade


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

BOM REGRESSO À ESCOLA; BOM ANO LETIVO!

A Biblioteca escolar cá está, pronta para vos acolher.
Sejam bem-vindos. Sempre.

Seremos uma das estações do Peddypaper da receção dos alunos do 10º ano de Línguas e Humanidades, subordinado ao tema "Uma viagem pela Grécia Antiga". Querem saber que desafio propomos? Visitem-nos!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Exemplos admiráveis

Porque se aproxima a abertura dos Jogos 2012, já no dia 27, nada como recordar um dos maiores talentos mundiais de ginástica: neste dia, no ano de 1976, Nadia Comaneci, com 14 anos, atingiu pela primeira vez na História, a pontuação máxima (10), na competição olímpica.
Um exemplo de dedicação!


http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10150952110797475&set=a.393485087474.173954.265289297474&type=1&theater

 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

NELSON MANDELA DAY

 
NELSON MANDELA, representante máximo da liberdade e da defesa dos direitos humanos, completa 94 anos!
 Referência maior na luta contra o regime da segregação racial vivido na África do Sul,
Nelson Mandela, que se retirou da vida política em 2004, foi libertado em 1990 após 27 anos de prisão.
Foi o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999. Fez a sua última aparição pública em 2010, no Mundial de Futebol organizado pelo seu país.
O Mandela Day é reconhecido desde 2009 pela ONU como um apelo mundial de consagração de 67 minutos do nosso tempo a ajudar alguém como homenagem aos valores defendidos por Mandela (estes 67 minutos correspondem aos 67 anos que Mandela consagrou ao combate político).

terça-feira, 17 de julho de 2012

LITERATURA À MESA, DEPOIS DO JANTAR

http://dererummundi.blogspot.pt/


 A mesa em que nos reuníamos às refeições, com duas abas que se abriam, mal chegava para tanta gente, tantos braços mexer e bocas a comer e só algumas a falar, tanto banco e tanta cadeira a gemer. Ao todo éramos nove, pai, mãe, seis filhos e a tia Cecília, irmã da minha mãe, viúva e sem filhos, a viver connosco.

– Come, Lourdes! Está calado, Mário! Tem juízo, Chico, não irrites a tua irmã! Essas batatas são para comer até ao fim! Não ficam aí no prato! Não se come uma azeitona de uma só vez! Não se trata assim uma coisa que leva um ano a criar! À mesa não se fala! Tu, aí, põe-te direito na cadeira, e chega-te para a frente. – Era assim todos os dias, duas vezes ao dia.


Durante uma certa fase do nosso viver comum, depois do jantar e ainda à mesa, o pai lia-nos um capítulo de um livro que sabia escolher na nossa pequena biblioteca ou na da Sociedade Harmonia Eborense. Esta meia hora de leitura foi, durante muito tempo, o nosso folhetim radiofónico ou a nossa telenovela. Ouvimos, assim, diariamente e com a maior atenção, essas leituras que o pai fazia na perfeição, valorizando o texto com inflexões de voz e gestos a condizer.


Foi deste modo, que “lemos”, através dos seus olhos e da sua palavra, entre outras volumosas obras, “A Toutinegra do Moinho”, de Émile Richebourg, “A Execução dos Távoras”, de César da Silva, a “Guerra e Paz”, de Leon Tolstoi, e a “Revolução Francesa”, em três grandes volumes, cujo autor não fixei.


No final tinha lugar um ritual cumprido por todos os filhos que, após pedirem licença para se levantar, saíam do seu lugar e davam uma volta à mesa a desejar a cada um dos ainda sentados o tradicional «bom proveito», seguido de um beijo em cada face. 
Este ritual, que punha fim a um tempo de compostura controlada, marcava também o retomar da liberdade, das brincadeiras e das brigas, em crianças, e das discussões acaloradas ou das saídas à pressa dos rapazes, com destino ao seus próprios interesses, quando mais crescidos. As meninas ficavam em casa a estudar ou a ajudar a mãe e a tia. 


– Bom proveito, meu paizinho. – Era assim que dizíamos, com o pai ainda sentado, sempre mais pausado no final da refeição, para ele, também, uma oportunidade de repouso. À mãe e à tia, o mesmo acto de boas maneiras era dito já na cozinha ou a meio caminho, no levantar da mesa. Nessa mesa festejámos em conjunto não sei quantas, mas muitas, consoadas.

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Era a «mesa dos sessenta pés», como dizia o pai. Dezoito das pessoas que a ela se sentavam, mais trinta e seis dos nove bancos e cadeiras e, ainda, mais os seus próprios seis pés. Tudo somado, dava os ditos sessenta pés. Desses tempos ficou-me a mesa. Depois de tantos anos e de muitas voltas, veio parar às minhas mãos. Está hoje em casa de um dos meus filhos que a mandou consolidar e restaurar um dos pés, meio comido pelo caruncho, na convicção, quero imaginar, de que voltará um dia a ser mesa de muitos pés.



Galopim de Carvalho

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ouro, Prata, Bronze e Menção Honrosa para a Matemática Portuguesa no Pódio Olímpico



Miguel Santos volta a repetir o ouro conseguido em 2011.

O melhor resultado de sempre da matemática portuguesa em Olimpíadas Internacionais de Matemática (OIM): Uma medalha de Ouro, uma de Prata, duas de Bronze e uma Menção Honrosa.

A mais jovem equipa de sempre de matemáticos lusos que representou Portugal nas
53ª Olimpíadas Internacionais de Matemática (decorreram na Argentina, Mar da Prata, entre 8 e 15 do corrente mês), acaba de atingir um novo recorde numa prestação de excelência, a melhor de sempre:
Miguel Santos - medalha de OURO 
Miguel Moreira - medalha de PRATA 
João Nuno Lourenço - medalha de BRONZE 
Luís Duarte - medalha de BRONZE 
Francisco Andrade - Menção Honrosa

As 53ª OIM reuniram 550 participantes provenientes de uma centena de países.


MUITOS PARABÉNS A ESTA EQUIPA E À JOANA TELES 

Recorde-se a constituição da equipa portuguesa: Francisco Tuna de Andrade (9º ano - Escola Secundária do Padrão da Légua, Matosinhos), João Nuno Pereira Lourenço (12º ano - Escola Secundária Filipa de Vilhena, Porto), Miguel Moreira (10º ano - Escola Secundária Rainha D. Amélia, Lisboa) e Nuno Miguel Arala Santos (9º ano - Colégio Nossa Senhora de Lourdes, Porto), Miguel Martins dos Santos (11º ano - Escola Secundária de Alcanena) e Luís Pedro Lopes Duarte (11º ano - Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico de Alcains).


A equipa lusa foi seleccionada a partir de um grupo de 24 medalhados das categorias A (8º e 9º anos) e B (do 10º ao 12º ano) das XXX e das XXIX Olimpíadas Portuguesas de Matemática.


A participação nas 53ª OIM foi organizada pela Sociedade Portuguesa de Matemática, e a seleção e preparação dos alunos esteve a cargo do Projecto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Biólogo português vence prémio de Ambiente da Thomson Reuters

Biólogo português vence prémio de Ambiente da Thomson Reuters

Biólogo português vence prémio de Ambiente da Thomson Reuters

O biólogo português Diogo Veríssimo venceu o prémio da IUCN – Thomson Reuters Environmental Media Awards, cujo objectivo é honrar o jornalismo excepcional de ambiente. “Receber este prémio vai ajudar a promover a minha missão de melhorar o alcance e esforços de angariação de fundos para a conservação de biodiversidade. Estou muito grato a todos que me apoiaram, votaram e partilharam o meu texto”, explicou Diogo Veríssimo.
O prémio convidava todos os intressados a exporem a sua visão da sustentabilidade. Diogo Veríssimo, que está a terminar um doutoramento na área da conservação e marketing social, irá agora participar no próximo World Conservation Congress, que se realiza na Coreia do Sul. Este é o principal congresso de conservação na natureza do mundo e decorre apenas de quatro em quatro anos.
A Thomson Reuters recebeu 162 artigos de 48 países, num total de 24.274 votos registados. O biólogo português, que foi apoiado pelo Green Savers, recebeu 5.352 votos.
Recorde o artigo de Diogo.
O “verde” da crise: tornando um revés numa oportunidade (por Diogo Veríssimo)
“A CRISE económica traz dificuldades mas também cria oportunidades. Quer tenha de gerir uma empresa multinacional ou um orçamento familiar, há duas formas de balançar as contas: ou aumenta as receitas ou diminui as despesas. É neste contexto que a crise económica que atravessamos pode ser o incentivo que precisamos para combater aquele que, é porventura, o maior inimigo do desenvolvimento sustentável: o desperdício
A crise económica que presentemente atinge sobretudo a Europa e a América do Norte tem tido implicações desastrosas. Contudo, o corrente quadro económico apresenta, ao mesmo tempo e talvez mais do que nunca, um grande estímulo à eficiência, essa grande amiga da sustentabilidade. E é este impulso para ser mais eficiente que nos pode levar a finalmente lidar com o gigantesco desperdício que impera no estilo de vida da maioria de nós.
Se acha que isto do desperdício não é uma coisa assim tão importante, então continue a ler. Tomemos como exemplo duas das mais básicas necessidades humanas: comida e água. No ano passado 1,3 mil milhões de comida, o equivalente a 25 mil vezes o peso do Titanic e cerca de um terço da produção mundial, foi desperdiçado. Isto dá em média cerca de 200 kg por pessoa. Quanto à água, cerca de um terço da água potável que extraímos é desperdiçada devido a fugas nas canalizações, torneiras a pingar, etc. Um única torneira a pingar pode desperdiçar mais de 20 litros de água por dia. Nos Estados Unidos, as famílias desperdiçam cerca de 1 trilião de litros por ano, o suficiente para encher 40 mil piscinas olímpicas.
Este desperdício colossal, para além de pouco ético, tem um custo também ele colossal. Voltando aos Estados Unidos, o país para o qual há mais dados, €32 mil milhões (R$80,7 mil milhões) são gastos todos os anos em comida que nunca chegará a ser consumida. Isto é 40 vezes mais do que os lucros conseguidos pelo Facebook no mesmo período. A isto temos de juntar mais €600 milhões (R$1,5 mil milhões) por ano para que esta comida desperdiçada seja transportada e mantida em aterros sanitários ou incinerada. Em relação à água, os números são igualmente assustadores. Nos Estados Unidos as famílias gastam cerca de 10 mil milhões (R$25,2 mil milhões) por ano em água que nunca será usada. Isto é 26 vezes o lucro anual da companhia de material desportivo Nike.
Estes números podem inicialmente parecer avassaladores, mas não devem. A enorme quantidade de desperdício produzido pela sociedade em que vivemos é igualada por uma enorme oportunidade, e dado o contexto económico uma necessidade, para ser mais eficiente. Está nas nossas mãos fazer o nosso estilo de vida mais economicamente e ambientalmente sustentável. A diferença está em pequenos detalhes como ter a criatividade de organizar uma refeição com as sobras dos dias anteriores em vez de deitar tudo para lixo ou fechar a torneira enquanto escovamos os dentes poupando litros e litros de água. Podemos e devemos fazer desta crise uma oportunidade para a sustentabilidade ambiental”.

http://greensavers.sapo.pt/2012/07/02/biologo-portugues-vence-premio-de-ambiente-da-thomson-reuters/

domingo, 1 de julho de 2012

NO DIA MUNDIAL DAS BIBLIOTECAS

NO DIA MUNDIAL DAS BIBLIOTECAS

Robert Musil, "O Homem sem Qualidades"
«[…]— Nesse sentido arranjei um cartão de sócio da nossa ilustríssima biblioteca imperial e, guiado por um bibliotecário que se colocou amavelmente à minha disposição, mal soube quem eu era, penetrei nas linhas inimigas. Percorremos as fileiras desse colossal armazém e, posso afirmar-te sinceramente, não me senti de modo algum impressionado: aquelas prateleiras de livros não metem mais medo do que uma parada de guarnição. No entanto, passado um momento, comecei a fazer cálculos mentais e cheguei a um resultado bastante estranho. Imagina tu que eu dissera de mim para mim, antes de entrar, que, se me pusesse a ler um livro por dia, o que era sem dúvida muito cansativo, acabaria mesmo assim por os ler todos, mais tarde ou mais cedo, e poderia aspirar, depois, a uma certa posição na vida intelectual, mesmo que saltasse um ou outro de vez em quando. Mas tu imagina o que me disse o bibliotecário ao ver que o nosso passeio se prolongava e quando lhe perguntei quantos volumes continha exactamente aquela absurda biblioteca! «Três milhões e meio», respondeu ele! […] Vou dizer-te, meu caro, aquilo que eu já calculava: aquele homem passa a vida entre esses milhões de livros, conhece-os a todos, sabe o lugar exacto de cada um: devia portanto poder ajudar-me. […] «Ah!» Comecei eu. «Diga-me lá o senhor como é que consegue, no meio de tantos livros, encontrar sempre aquele de que precisa?» […] «Meu general! Quer saber como é que eu consigo conhecer cada um destes livros? Nada me impede de lho confessar: é porque nunca li nenhum!»
Maria Almira  Soares, no facebook

sábado, 30 de junho de 2012

Escritora Dulce Maria Cardoso condecorada em França



A edição dos livros “Campo de Sangue” (2002), “Os Meus Sentimentos” (2005) e “Até Nós” (2008), já traduzidos em França e noutras línguas, valeu à escritora Dulce Maria Cardoso (n. 1964) a condecoração francesa de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras.

O Ministério da Cultura francês justifica a distinção — a entregar em Lisboa, em data ainda a designar — pelo papel que a obra da escritora tem na “irradiação da cultura em França e no mundo”.


Criada em 1957, a condecoração da Ordem das Artes e das Letras corresponde a uma das mais altas distinções honoríficas da República Francesa e homenageia personalidades que se destacaram pela sua contribuição na difusão da cultura em França.

Entre os portugueses que já receberam esta condecoração estão os escritores Lídia Jorge e António Lobo Antunes, a fadista Mariza, o comendador Joe Berardo, o ensaísta Eduardo Lourenço, o editor Manuel Alberto Valente, o coreógrafo e bailarino Rui Horta, a actriz Leonor Silveira, o jornalista Carlos Pinto Coelho e o encenador Joaquim Benite.

Dulce Maria Cardoso, que em 2009 recebeu o Prémio Europeu de Literatura pelo romance “Os Meus Sentimentos”, é autora do livro de contos “Até Nós” e do romance “O Chão dos Pardais” publicado em Portugal em 2009. Em 2011 publicou “O retorno”, sobre a experiência dos retornados, da descolonização de Angola (de onde saiu na infância, via Ponte Aérea), do fim do Império e das suas consequências no Portugal contemporâneo. O romance foi considerado pela crítica como o melhor do ano e venceu ainda o prémio especial da crítica nos Prémios LER/Booktailors 2011.

A escritora nasceu em Trás-os-Montes em 1964, passou a infância em Angola e vive agora em Lisboa. Formou-se na Faculdade de Direito de Lisboa e o seu primeiro romance “Campo de Sangue” recebeu o Grande Prémio Acontece de Romance.


http://publico.pt/Cultura/franca-condecora-a-escritora-dulce-maria-cardoso-1552419

terça-feira, 12 de junho de 2012

Londres 2012 - Vida no campo invade cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos

http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1550025

Vacas, patos, cavalos, todos juntos num prado, ao som de "Underworld", e está criado o cenário para a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Danny Boyle, o director artístico, inspirou-se em "Frankenstein" mas chamou-lhe “Isles of Wonder”, numa alusão à "Tempestade" de Shakespeare.
Quando a 27 de Julho, pelas 21h, tocar o maior sino da Europa a assinalar a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, a atmosfera será invadida pelos ares do campo, pois o Estádio Olímpico da capital britânica vai ser transformado num prado, onde não vão faltar animais e outras surpresas.

A ideia para este cenário rural partiu do cineasta Danny Boyle, o director artístico do maior evento desportivo do ano, que encontrou no campo um ambiente comum aos quatro países que compõem o Reino Unido. “[A Grã-Bretanha rural] é real e reúne as quatro nações. É algo que se espalha por todas as nossas terras, mas também desapareceu, tal como uma memória de infância”, afirmou.

Além das 70 ovelhas, 12 cavalos, dez galinhas, nove gansos, três vacas, três cães pastores e duas cabras, também está planeado um jogo de críquete para a cerimónia de abertura, que deverá demorar três horas. “É um verdadeiro prado com relva e animais reais e é realmente algo de que nos orgulhamos”, referiu o cineasta que venceu um Óscar pela realização de “Quem quer ser bilionário”. No recinto, as famílias vão poder organizar piqueniques, fazer desporto e os agricultores cultivar o solo. Os atletas olímpicos vão desfilar à volta do prado, composto por pequenos campos separados por um rio e algumas sebes.

Os ritmos electrónicos de "Underworld" servirão de banda sonora ao evento e, nas duas extremidades do estádio, haverá áreas especialmente criadas para “moches”, onde, tal como nos concertos rock, o público dança de forma violenta. Um dos lados deverá evocar o espírito do festival de "pop" de Glastonbury, que se realiza numa leitaria do Sudoeste de Inglaterra e o outro deverá reflectir a última noite dos "Proms", uma celebração anual de música clássica.
Apesar de Boyle ter afirmado à revista Vogue que se inspirou em algumas ideias do romance “Frankenstein” de Mary Shelley, foi à peça “Tempestade”, de Shakespeare, que a cerimónia foi buscar o nome: “Isles of Wonder”, sendo que a cena de abertura se vai chamar “Green and Pleasant”.

A cerimónia, marcada para 27 de Julho, deverá prolongar-se até à meia-noite e custará cerca de 34 milhões de euros. Danny Boyle preocupou-se em afastar-se do elevado orçamento dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e aproximar-se do espírito de humanidade dos de Sidney, que, no ano 2000, receberam o título de jogos do Povo. Estima-se uma audiência televisiva de mais de mil milhões de pessoas.

domingo, 10 de junho de 2012

Artista plástica Maria Keil morreu aos 97 anos

http://www.publico.pt/Cultura/artista-plastica-maria-keil-morreu-aos-97-anos-1549729


Maria Keil, fotografada em 2007 Maria Keil, fotografada em 2007 (Nuno Ferreira Santos)
A artista plástica Maria Keil, 97 anos, autora de vários painéis de azulejos das primeiras estações do metropolitano da capital, morreu neste domingo em Lisboa.

Maria Keil definia-se como uma “mulher de várias artes”, mas notabilizou-se na azulejaria, o que lhe valeu em Maio o prémio especial SOS Azulejo Obra e Vida. Natural de Silves, era viúva do arquitecto Francisco Keil do Amaral.

Afirmava-se como “uma artista”: pintora, desenhadora, ilustradora, decoradora de interiores, designer gráfica e de mobiliário, ceramista, cenógrafa e figurinista, autora de cartões para tapeçaria “e, sobretudo, de composições azulejares”.

Em 2009, em declarações à agência Lusa, afirmou: “Trabalho com muito gosto, na realidade faço o que se faz há milhares de anos, uma técnica conhecida, o quadrado de 14X14 cm e com tintas de água”, disse, entre risos. “É um material pobre, talvez por isso não seja tão apreciado”, acrescentou.

Maia Keil a partir da década de 1950 e ao longo da seguinte dedicou-se especialmente ao azulejo, tendo realizado gratuitamente a decoração azulejar de todas as estações do Metropolitano de Lisboa inaugurado em finais de 1959.

Contou que o marido, responsável pela rede do metropolitano de Lisboa, “chegou a casa preocupado com falta de dinheiro para acabar o projecto” quando ela lhe sugeriu os azulejos.

“É uma arte barata, mas vistosa, e muito adequada aos espaços públicos. Por ordem do [Presidente do Conselho] Oliveira Salazar, os azulejos não podiam ser figurativos, daí ter optado pelo abstracto”, contou.

Em 2009 voltou a trabalhar no metropolitano, desta feita com o arquitecto Tiago Henriques, na extensão da estação de S. Sebastião da Pedreira, para a qual fizera os primeiros painéis, em 1959.

Também nesse ano, foi distinguida com o Grande Prémio Aquisição pela Academia Nacional de Belas Artes. Na ocasião, o presidente da Academia, António Valdemar afirmou: “Maria Keil tem um lugar muito representativo no panorama português do século XX da pintura, do desenho, da cerâmica, da ilustração e ‘design’ do livro e até da filatelia”

Maria Keil estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde frequentou as aulas do pintor Veloso Salgado. Iniciou a actividade aos 20 anos, dedicando-se sobretudo ao retrato, naturezas-mortas e também à decoração.

Em 1937, executou um motivo decorativo na “Salle IV - Outremer” do Pavilhão de Portugal, na Exposition Internationale de Paris e dois anos mais tarde, realizou a primeira exposição individual de pintura e desenho na Galeria Larbom, em Lisboa.

Em 1940 foi uma das artistas da Exposição do Mundo Português, e ao longo dessa década realizou vários projectos de decoração mural, mobiliário, cenários e figurinos para o Grupo de Bailados Verde Gaio, e cartões para tapeçarias, designadamente as de Portalegre.

Uma outra actividade paralela que manteve foi a de ilustradora para publicidade.

Em 1941 foi distinguida com o Prémio de revelação Souza-Cardoso pelo seu “Auto-Retrato”. Em 1970 esteve presente na exposição “Maioliche Portoghesi”, em Florença (Itália).

Na década seguinte com bolseira da Fundação Gulbenkian, concretizou um projecto de estudo sobre as tendências da ilustração para crianças.

Como autora e ilustradora publicou cinco livros: “O Pau-de-Fileira”, “Os presentes”, “As três maçãs”, para crianças, e “Árvores de Domingo” e “Anjos do mal”, para adultos. Ilustrou numerosas obras, nomeadamente livros para crianças, de autores como Matilde Rosa Araújo ou Aquilino Ribeiro de quem dizia “gostar particularmente”.

Fez desenhos para as colectâneas sobre Bernardim Ribeiro, Castro Alves, Olavo Bilac e Tomás António Gonzaga, integradas na colecção “As mais belas poesias da língua portuguesa”.

É também autora de ilustrações para revistas, entre as quais Panorama, Seara Nova, Vértice, Ver e crer e Eva.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia da nossa Escola

"Viagem ao século XIX, a era de Dickens revisitada" - eis o tema deste ano. 
Vejam o programa no "site" da ESJE. 
De manhã, a  BE vai dinamizar duas sessões do projeto "Newton Gostava de Ler"; de tarde, vai ter "Livros à Mesa" [que surpresa é esta?]... Às 16h, estaremos na sessão solene a entregar os prémios do CNL (fase de escola). Numa instalação que já preparámos, homenageamos o nosso patrono, ele próprio, um ilustre português oitocentista
Vamos estar em festa; apareçam, a partir das 13.30!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Camões, Saramago e Lobo Antunes entraram na Biblioteca de Xangai, a maior do mundo

O poema épico “Os Lusíadas”, de Camões, entrou esta semana numa das maiores bibliotecas do mundo, acompanhado pelos romances “A viagem do Elefante”, de José Saramago, e “O Esplendor de Portugal”, de António Lobo Antunes, contou nesta sexta-feira fonte diplomática.

Ler mais em
 http://www.publico.pt/Cultura/camoes-saramago-e-lobo-antunes-entraram-na-biblioteca-de-xangai-a-maior-do-mundo-1545606

sábado, 5 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Maria Filomena Mónica na nossa escola

No dia 4 de Maio, às 15 horas, Maria Filomena Mónica discute o seu ensaio “A morte”, com alunos e professores da escola secundária José Estevão, em Aveiro. Há quem defenda a tese de que a moda dos vampiros é o compromisso possível entre a c...rescente secularização da sociedade e a vontade de conservar a ideia da vida eterna, que é reconfortante. Por outras palavras, os filmes, séries e livros de vampiros, bem como o restante universo gótico, são sobretudo histórias de morte contadas como se fôssemos crianças. O ensaio de Filomena Mónica é também um produto do tempo que vivemos, mas a julgar pelo tom literalmente desassombrado com que a autora discute de que modo a sociedade deve encarar a morte, desta vez é provável que os adolescentes da secundária José Estevão sejam tratados como adultos.

http://youtu.be/XWyPWnR6hBY