domingo, 11 de dezembro de 2011

LUIZ RANCISCO REBELLO (1924-2011)

Advogado, dramaturgo e crítico teatral, Luiz Francisco Rebello publicou também títulos nas áreas do ensaio e da história do teatro.

Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República, lamentou, esta sexta-feira, a morte do dramaturgo Luiz Francisco Rebello, referindo que a cultura nacional perdeu «um dos seus mais empenhados promotores».

«Com a sua morte, a cultura portuguesa e em particular as artes do palco perderam um dos seus mais empenhados promotores», refere Cavaco Silva na mensagem de condolências que enviou à família de Luiz Francisco Rebello e foi entretanto divulgada na página oficial da Presidência da República.

Já o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, salientou o pioneirismo de Luiz Francisco Rebello, na defesa dos direitos de autor. «Como vulto da cultura, foi pioneiro na defesa dos direitos de autor, deixando uma herança neste domínio que protege e enobrece diversas gerações que têm a produção cultural como ofício», afirma Francisco José Viegas, num comunicado enviado à Agência Lusa.

sábado, 10 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma oliveira carregada de poemas "para alimentarmos o mundo e sermos invencíveis"

Na véspera do 13.º Aniversário da entrega do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago e no dia em que a Fundação Saramago celebra a vida e a obra de Tomas Tranströmer, a oliveira que acolheu as cinzas do autor de Memorial do Convento acordou coberta por poemas do autor sueco e exemplares do Discurso de Estocolmo (proferido em Dezembro de 1998), em português, espanhol e inglês, «para que sejam lidos, levados e partilhados».

IN - http://bibliotecariodebabel.com/
- 10/dez/2011
VER MAIS EM
http://www.josesaramago.org/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"O teatro e as serras"

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=u0XJoCCEQvs

Grande Reportagem SIC sobre a encenação da peça "À manhã", de José Luís Peixoto, em Trás-os-Montes pelo Grupo de Teatro Filandorro; uma reportagem de Sofia Arêde e João Gomes (imagem), com edição de imagem de Ricardo Tenreiro.

Um trabalho que nos dá um retrato do encontro entre os actores e a população, entre a ficção e a realidade, um retrato do interior envelhecido e isolado de Portugal.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Os mais inteligentes deitam-se tarde?

As "corujas" são mais criativas e as "cotovias" mais organizadas. Entre cérebros "artísticos" e "pragmáticos" era essa a diferença imposta pelos ritmos de actividade. Mas agora um estudo veio quebrar este equilíbrio com uma conclusão, no mínimo, controversa: as pessoas que se deitam tarde têm tendência para ser mais inteligentes do que as outras.

Dizer, à luz das fábulas que nos habituámos a ouvir desde pequeninos, que as corujas são mais inteligentes do que as cotovias não é coisa que nos cause estranheza. Mas quando usamos estes equivalentes da fauna para caracterizar as pessoas consoante os seus padrões de sono e picos de actividade, então a coisa fia mais fino. Só que é exactamente o que defendem investigadores da London School of Economics and Political Science: os que se deitam mais tarde, as "corujas", são, tendencialmente, mais inteligentes do que os que acordam cedo, as "cotovias". A relação directa entre o QI (quociente de inteligência) e as horas a que somos mais produtivos intelectualmente é ainda olhada com alguma reserva por muitos especialistas. A neurologista Teresa Paiva, professora da Faculdade de Medicina de Lisboa, não conhece em pormenor as conclusões do trabalho da equipa liderada por Satoshi Kanazawa, mas, para já, deixa reticências quando instada a comentá-las. Teresa Paiva, reconhecida especialista do sono, destaca que há outras conclusões nesta área que estão bem sedimentadas: "Que afecta a personalidade, sim, está demonstrado. As pessoas mais activas de manhã tendem a ser mais organizadas, os noctívagos têm uma inteligência mais imaginativa. E também não ficam dúvidas de que as horas de sono influenciam o QI, porque um cérebro cansado tem pior desempenho." Mas o estudo da London School of Economics (LSE) não se debruçou sobre a quantidade ou a qualidade do sono, antes sobre as horas a que as pessoas se sentem mais activas a nível intelectual. Aparentemente, e a crer nas suas conclusões, os que se levantam e deitam cedo são menos inteligentes do que aqueles que prolongam a sua actividade pela noite. Satoshi Kanazawa fala mesmo de uma evolução da espécie: citado pelo jornal Winnipeg Free Press, ele lembra que os humanos ancestrais eram diurnos e que uma mudança progressiva para hábitos mais nocturnos configura uma "preferência evolucionária" para seres mais inteligentes, "com um nível mais elevado de complexidade cognitiva".

"Cotovias" inteligentes

Ou seja, a humanidade tenderia a ser cada vez mais nocturna, porque vai ficando mais inteligente e é esse o ritmo natural dos mais dotados intelectualmente. Mas esta conclusão é de longo prazo, até porque já foi demonstrado, nomeadamente em trabalhos realizados na Universidade de Bolonha, que as pessoas tendem a ser mentalmente mais "preguiçosas" de manhã entre os 17 e os 21 anos e que depois esse padrão se altera com a idade. O que encaixa bem na ideia de que os madrugadores são mais responsáveis. É claro que todas as regras terão excepções e a conclusão de que os mais noctívagos são intelectualmente superiores ainda nem sequer ganhou foros de regra. Teresa Paiva lembra, por exemplo, que Benjamin Franklin (um génio polivalente que se destacou em áreas do conhecimento tão diversas como a política, a ciência ou a literatura) era uma "cotovia". "Conheço cotovias muito inteligentes", insiste, embora pessoalmente, e por ser "noctívaga", as conclusões da LSE lhe possam soar simpáticas... Quem também se define como "mais coruja" é Prates Miguel, advogado e presidente da Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta. Mas também ele, e apesar de se ver assim colocado do lado dos mais inteligentes, mostra algumas reservas em aceitar as conclusões do estudo da LSE: "É ousado fazer uma afirmação dessa natureza, até porque há questões físicas que influenciam os padrões de sono e actividade..." Lamentavelmente, a importância da sesta não foi contemplada nestes estudos. Serão os praticantes da sesta mais inteligentes do que os outros? Resposta diplomática à provocação: "Não, nada disso!"

O sono de beleza

"A sesta é um sono depois do almoço, só faz sentido a essa hora. É um complemento, não substitui o sono perdido. E não é para todos: há pessoas cujo biorritmo é incompatível com o acto de dormir a meio do dia, não se dão bem", explica este advogado de comunicação fácil e assumido "dorminhoco". "Chego a dormir 12 horas à noite, mais uma sesta de hora e meia..." E quem dorme bem tem "mais agilidade mental contra o cansaço". Se dizer que as pessoas que se deitam e acordam mais tarde têm tendência para ser mais inteligentes do que as madrugadoras pode provocar reacções mais vivas, já as conclusões de outro estudo recente parecem vir apenas comprovar o que já todos sabíamos empiricamente. O Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia, decidiu dar base científica à noção do "sono de beleza". Voluntários foram fotografados duas vezes, com o mesmo enquadramento, o mesmo fundo e a mesma expressão - a primeira em condições normais e a segunda após 31 horas sem dormir. Depois, pediu-se a voluntários não treinados que escolhessem, entre os dois retratos, o mais agradável. Como seria de esperar, a foto inicial foi a escolhida. No seu artigo, publicado no British Medical Journal, os investigadores constatam que "as pessoas que não dormiram são vistas como menos atraentes, menos saudáveis e mais cansadas". Por isso, para quem quiser equilibrar o brilhantismo intelectual com a beleza física, a receita será deitar-se tarde, mas dormir as horas suficientes. Parece uma regra à prova de bala, embora deixe de fora dois factores decisivos. Primeiro: os ritmos de sono são fortemente influenciados por factores genéticos. Segundo: "Somos governados pelos que se levantam cedo", garante Teresa Paiva.

http://academico.rum.pt/index.php/internacional/999-os-mais-inteligentes-deitam-se-tarde

(jornal oficial da associação académica da universidade do Minho)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Rio Mondego e vida selvagem - um documentário sobre o Rio Mondego.

http://player.vimeo.com/video/31170389?autoplay=1

Vejam em écran cheio. É muito interessante e lindo!

(Trabalho Daniel Pinheiro no âmbito de umMestrado no Reino Unido).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Como é que sentimos a beleza?

Uma história, uma obra de arte, o design de um objeto - como é que sentimos que uma coisa é bela?Porque é que isso nos interessa tanto?
O designer Richard Seymour explora a nossa resposta e as nossas reações à beleza e o poder surpreendente dos objetos que a exibem.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YiXd_9DFCOQ

http://www.ted.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Os melhores livros de ciência 201, segundo Carlos Fiolhais

LinkArtigo no n.º 1 da revista "Século XXI. Ter Opinião"
Via http://dererummundi.blogspot.com/

Se houvesse um prémio para o melhor livro português de ciência de 2011 dava-o a Jorge Calado, Jorge Calado, professor de Química do Instituto Superior Técnico, autor de Haja Luz. Uma História da Química Através de Tudo, publicado pela IST-Press . Trata-se de uma extraordinária história cultural da química, ricamente ilustrada, escrita por um homem das duas culturas, que alia um enciclopédico saber científico com a paixão pelas artes (é especialista em ópera e em fotografia). Não podia ser mais oportuno: este ano, por determinação das Nações Unidas, celebra-se em todo o mundo o Ano Mundial da Química. Se houver, como deve haver, edição em inglês de Haja Luz, ela irá correr o mundo, iluminando muitos mais espíritos. Por falar em química e em luz, foi preciso esperar desde 1861 até ao Ano da Química para haver uma edição em Portugal de um dos maiores livros de divulgação científica de sempre, A História Química de uma Vela, do inglês Michael Faraday, que reúne algumas das suas lições populares na Royal Institution de Londres. A tradução, dos químicos Sérgio Rodrigues e Maria Isabel Prata, foi publicada pela Imprensa da Universidade de Coimbra.

Outro grande livro de ciência de 2011 é O Estatuto da Matemática em Portugal nos Séculos XVI e XVII, da autoria de Bernardo Mota, publicado pela Fundação Gulbenkian. Trata-se da sua tese de doutoramento em história da ciência, orientada por Henrique Leitão e Arnaldo do Espírito Santo, que foi distinguida em 2009 pela Academia Internacional de História das Ciências com o prémio Jovem Historiador para a melhor tese na área em causa em todo o mundo Abordando tanto o tempo de Pedro Nunes como o tempo subsequente dos jesuítas em Lisboa, Coimbra e Évora, discute a questão, que já vem da Antiguidade grega, do lugar da matemática no quadro das ciências.

Em 2011 assinalaram-se os 400 anos do nascimento do médico português João Rodrigues de Castelo Branco, mais conhecido por Amato Lusitano, “estrangeirado” em Itália devido à perseguição aos judeus. Em Dezembro de 2010 saiu dos prelos da Ordem dos Médicos uma edição moderna, em dois volumes, das Centúrias de Curas Medicinais, a sua obra maior (traduzida do latim por Firmino Crespo a partir da edição de Bordéus de 1620). Na mesma data e com segunda edição já em 2011 saiu na Gradiva uma biografia notável do nosso único Nobel na área das ciências: Egas Moniz. Uma biografia, do neurogirurgião João Lobo Antunes. E, em 2011, foi reeditado na Temas e Debates, revisto e com novo prefácio, O Erro de Descartes, de António Damásio, neurologista a trabalhar nos Estados Unidos (o original, que teve enorme êxito, tinha saído na Europa-América em 1994).

No oferta de divulgação da ciência são ainda de destacar o segundo livro de João Magueijo, físico do Imperial College, em Londres, O Grande Inquisidor, sobre a misteriosa vida do físico nuclear italiano Ettore Majorana, e a nova obra de Jorge Buescu, matemático da Universidade de Lisboa, Casamentos e Outros Desencontros, expondo de modo escorreito problemas matemáticos, os dois na colecção Ciência Aberta da Gradiva, quase a atingir as duas centenas de volumes.

domingo, 27 de novembro de 2011

Fado reconhecido como Património Imaterial da Humanidade

O fado, o fado que une todos os portugueses, o fado que não tem tradução, o fado que encanta os turistas, o fado que nos leva por todo o mundo, o fado que é fado, agora é também Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão foi hoje tomada durante o VI Comité Intergovernamental da UNESCO (Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura), cuja missão é ajudar a
proteger o património e as tradições que tornam cada país diferente e único no mundo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Como celebrar o Dia da Filosofia?

Uma boa sugestão é, por exemplo, visitar a exposição de trabalhos dos alunos patente na nossa escola; ou ler algum texto de introdução à Filosofia e debater ideias reafirmando o valor desta disciplina.

Sugestão: o texto de Domingos Faria no Público (P3), de 14/11/2011 emhttp://p3.publico.pt/actualidade/educacao/1404/como-celebrar-o-dia-da-filosofia

A UNESCO indicou em 2002 a celebração internacional do Dia da Filosofia na terceira quinta-feira do mês de Novembro. Neste ano de 2011 será celebrado no próximo dia 17 de Novembro. Com este dia a UNESCO pretende promover a importância da reflexão filosófica e destacar o valor da filosofia para as nossas vidas quotidianas.

A filosofia é uma actividade crítica. Ao caracterizar-se a filosofia como crítica não se está a dizer que ela é uma actividade de “bota-abaixo”. Pelo contrário, significa que se procura em filosofia examinar se as ideias que os sujeitos cognitivos veiculam são plausíveis ou não. Com a crítica a filosofia destrói dogmas cristalizados, mostra ignorância onde se supunha um saber indisputável, nada aceita sem uma cuidadosa análise, e obriga constantemente a repensar ideias para as sustentarmos com melhores razões ou argumentos.

Esta actividade encetou-se fundamentalmente com Sócrates, na Grécia Antiga, ao estimular cada cidadão a examinar cuidadosamente as suas crenças em diálogo crítico com os outros, de modo a haver uma maior aproximação da verdade. É também isto que a filosofia nos convida a fazer hoje: a examinar e a discutir criticamente as nossas crenças.

A filosofia critica nomeadamente as crenças mais básicas que o ser humano possui e que dirigem a sua vida. Porém, pode-se levantar aqui uma objecção: a ciência também investiga criticamente crenças básicas, então qual é a relevância da filosofia? É preciso atender a uma diferença peculiar: a ciência trata daqueles problemas que podem ser analisados empiricamente, enquanto que a filosofia trata daqueles outros problemas que não podem ser analisados empiricamente e para os quais não existem métodos formais de prova.

Por exemplo, se nos limitarmos a usar metodologias empíricas nunca conseguiremos responder a problemas como os seguintes: Deve a eutanásia ser legalizada? A sociedade deve estar organizada segundo uma concepção libertarista (como pretende o nosso Governo) ou segundo outras concepções como o liberalismo-igualitário ou o comunitarismo? Será que Deus existe? Estas questões dizem respeito à filosofia, pois só se podem tentar resolver tais problemas recorrendo fundamentalmente ao pensamento, à argumentação cuidadosa e à discussão crítica.

Portanto, a filosofia é essencial pelo seu valor instrumental de facultar ao ser humano um pensamento crítico, mas também pelo seu valor cognitivo intrínseco de procurar encontrar boas respostas para problemas que são fundamentais para os seres humanos e que são insusceptíveis de resolução empírica e formal.

Nada melhor do que percepcionar a filosofia em acção para se compreender melhor a natureza e a relevância desta área do conhecimento humano. Por isso, uma boa sugestão para celebrar o dia internacional da filosofia poderá ser ler algum texto de introdução à filosofia. Que este dia seja, como a UNESCO recomenda, um dia para debater ideias e para reafirmar o verdadeiro valor da filosofia. No entanto, espera-se que a filosofia não fique circunscrita apenas a um dia, mas que seja uma presença constante na vida humana.

Hoje é o DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA

“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” - John Stuart Mill, Sobre a Liberdade
Ciatção de um blogue a visitar:

duvida-metodica.blogspot.com/

O objectivo deste blogue é partilhar ideias e materiais com alunos, professores e outros eventuais interessados. Ideias e materiais úteis para o estudo e para o ensino da Filosofia no ensino secundário.

O blogue constitui também um instrumento de trabalho que os autores e os seus alunos utilizam, em casa e nas aulas, como complemento dos Manuais adoptados na escola.

Mais raramente, também poderá surgir uma ou outra opinião sobre o estado a que isto chegou.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

POESIA na nossa Biblioteca

Correspondendo à solicitação dos professores de Português, foi já a terceira turma do 8º ano que recebemos no espaço de três semanas.
O "feed back"? Muito positivo e gratificante! Trabalhar assim é sempre um prazer, porque "há dias assim", muito especiais, "dias que ficam para a história"
(lembram-se da leitura inicial de "Um livro para todos os dias"?
)
Espreitem em
http://molharapalavra.wordpress.com/2011/11/11/ida-a-biblioteca/

Só a leitura salva

http://vimeo.com/31603360

(via http://lerebooks.wordpress.com/2011/11/10/manifesto-%e2%80%93-so-a-leitura-salva/)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

GENOMA HUMANO SEQUENCIADO em Portugal

Arrancou hoje, em Cantanhede, à 11horas e 11 minutos deste dia 11 do mês 11 de 2011; são 11 os cidadãos nacionais cujo genoma vai ser sequenciado - trata-se do projeto PORGENE.

à 11ª hora do 11º dia do 11º mês


de cada ano celebra-se o armistício da primeira guerra mundial.

Este dia é feriado em vários países da Europa.
Em Portugal, e na maioria dos países da Europa continental, chama-se Dia do Armistício. No Reino Unido, é chamado de Remembrance Day ou, também, Poppy Day . Nos EUA e no Canadá é conhecido por Veteran´s Day.
O hábito de usar papoilas (poppies) em homenagem aos mortos de guerra começou com o poema "Nos Campos da Flandres /crescem papoilas entre as cruzes", do oficial médico canadiano John McCrae. A mancha vermelha desta flor simboliza o sangue derramado.

A França comemora hoje os 93 anos do fim do conflito com a inauguração do Museu da Grande Guerra, em Meaux, perto de Paris. O edifício, construído no local onde ocorreu a Batalha do Marne, uma das mais sangrentas da guerra, celebra a paz num espaço futurista.
As homenagens aos combatentes começaram no Arco do Triunfo, na capital francesa. Foi a primeira cerimónia em que não houve a participação de um “poilu” (peludo, como ficaram conhecidos os soldados que lutaram no conflito), agora que todos os combatentes franceses faleceram. Sarkozy preferiu homenagear, então, todos os soldados mortos pela França e lembrou especialmente os 24 mortos do último ano no Afeganistão.
À tarde, o presidente foi ao Museu da Grande Guerra, construído em cimento, aço e vidro e desenhado pelo arquiteto Christophe Lab. Este projeto não é apenas um museu militar como os outros do país, mas aborda as causas e consequências políticas do conflito, que fez 8 milhões de mortos, a vida pessoal dos soldados e a destruição das populações civis atingidas pelos combates.
“Vamos tocar no sentimento do visitante, levando-o para uma trincheira, por exemplo, onde ele vai ver as imagens, o frio, o confinamento, o medo, a noite”, comentou Michel Rouger, diretor do museu.
http://www.portugues.rfi.fr

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Google lembra Marie Curie no seu 144º aniversário

O doodle dá-nos hoje uma ilustração, em estilo pontillista, de Marie Curie, a cientista polaca que ganhou duas vezes o Prémio Nobel: o primeiro foi o da Física, em 1903, dividido com seu marido, Pierre Curie, e Becquerel, pelas suas descobertas no campo da radioatividade; e o segundo Nobel foi o da Química, em 1911, pela descoberta dos elementos químicos rádio e polónio.

Ciberescola da Língua Portuguesa

Lançado oficialmente a 28 de outubro, é um serviço do Ciberdúvidas e já se encontra disponível; trata-se da Ciberescola da Língua Portuguesa, uma plataforma de ensino e apoio ao ensino do português, na componente de língua materna e na componente de língua não materna /estrangeira; contém recursos para professores, exercícios interativos e cursos à distância.

Sítio: www.ciberescola.com


domingo, 6 de novembro de 2011

O poder da matemática - 116 anos para arrumar 10 livros

http://www.youtube.com/watch?v=hVqq3nm0IHs&feature=player_embedded

Quantas seriam as combinações possíveis para arrumar 10 livros numa prateleira? E quanto tempo lhe levaria a concluir essa tarefa? Certamente seriam muitas. A análise combinatória esclarece...

Ler mais em :
http://bibliotequices.blogspot.com/#ixzz1cw9vjqye

sábado, 5 de novembro de 2011

TINTIM E A CIÊNCIA



Carlos Fiolhais, IN jornal "SOL", 4/outubro/2011

Agora, que Tintim saiu das páginas da banda desenhada para entrar, em três dimensões, no grande ecrã, através da câmara do realizador norte-americano Steven Spielberg, é oportuno lembrar que são muitas e variadas as conexões entre o famoso personagem criado pelo desenhador belga Hergé (pseudónimo de Georges Remi) e o mundo da ciência.

O álbum "A Estrela Misteriosa", que foi publicado em 1942, na Bélgica ocupada pela Alemanha nazi, trata da queda na Terra de um meteorito, no qual tinha sido detectado um elemento químico novo. Para o estudar é constituída uma Comissão Internacional de Sábios, que apenas inclui cientistas alemães e de países neutros, como era o caso de Portugal e da Suécia. A expedição, que viaja sob a bandeira de um Fundo Europeu de Pesquisas Científicas, muitos anos antes de haver instituições científicas pan-europeias, inclui um investigador português, o Prof. Pedro João dos Santos, que Hergé designa por “célebre físico da Universidade de Coimbra”. Como o autor de Tintim não raro se inspirava em factos e personagens reais, é curioso referir que na época ensinava em Coimbra o Prof. João de Almeida Santos (1906-1975), que mais tarde seria Director do Laboratório de Física. O rosto de outro membro da expedição, o sueco Erik Björgenskjöld, “autor de notáveis trabalhos sobre as protuberâncias solares”, parece inspirado no do Prof. Auguste Piccard (1884-1982), um notável cientista suíço que trabalhou em Bruxelas e que, conforme o próprio Hergé admitiu, foi o modelo para a criação do Prof. Girassol, personagem que só surgiu em "O Tesouro de Rackham o Terrível", sequela de "O Segredo de Licorne", o livro que deu o título ao filme de Spielberg. O argumento deste filme baseia-se precisamente no conjunto dessas duas obras, respectivamente de 1943 e de 1944, portanto imediatamente subsequentes à "Estrela Misteriosa" (Spielberg também usa O Caranguejo das Tenazes de Ouro). O Prof. Piccard protagonizou descidas submarinas a grande profundidade, a bordo de um batiscafo de sua autoria, e também ascensões à estratosfera, a bordo de balões especiais, pelo que foi, no seu tempo, um dos homens que mais fundo desceu e que mais alto subiu. Um batiscafo em forma de tubarão, pilotado por Tintim, aparece premonitoriamente n’ "O Tesouro de Rackham o Terrível".

A dupla de detectives Dupond e Dupont, divertidas figuras dos livros de Hergé e do filme de Spielberg, também já aparece em "A Estrela Misteriosa", ainda que de relance. Os dois não têm nada, mas mesmo nada, de sábios, embora acompanhem Tintim e o Prof. Girassol na expedição à Lua, representada nos álbuns "Rumo à Lua" e "Explorando a Lua", publicados respectivamente em 1953 e 1954. Esses livros descrevem uma viagem ao nosso satélite natural a bordo de um foguetão aparentado ao V2 germânico, muitos anos antes do voo da Apollo 11.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

D de Drummond. Dia D

Uma sugestão para hoje:

http://diadrummond.ims.uol.com.br/
Espalhe-se a ideia, tão simples quanto ambiciosa: transformar o dia 31 de outubro, data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, num dia de grande comemoração do Poeta e da sua poesia.

Ouçamos o poema "No meio do caminho" em várias línguas:
http://www.youtube.com/watch?v=sO6TySzyygE&feature=player_embedded#!

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

in Carlos Drummond de Andrade, 60 Anos de Poesia, Antologia organizada e apresentada por Arnaldo Saraiva, Edições «O Jornal», Março de 1985

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MUSEU HERGÉ NA BÉLGICA


A Bélgica pode congratular-se por ser o país natal de dois grandes artistas do século XX: Hergé, criador do famoso personagem de banda desenhada Tintim, e René Magritte, o subversivo pintor surrealista. Ambos criaram imagens icónicas que são reconhecidas em todo o mundo, e ambos têm, desde o passado dia 2 de Junho, museus próprios no seu país, dedicados às suas respectivas obras e contribuições para a evolução da arte do século XX. Os museus traçam as fortes inovações e ideias que distinguiram o trabalho dos dois artistas, e revelam as suas perspectivas contrastantes.

Situado na cidade belga de Louvain-La-Neuve, o Museu Hergé é uma admirável obra de arquitectura, projectada pelo atelier Christian de Portzamparc, vencedor do Pritzker Prize. Em betão, aço e vidro, o edifício lembra um grande navio, uma imagem que deliberadamente faz eco às várias proezas marítimas de Tintim. Implantado numa floresta, faz ligação à cidade através de uma ponte para peões. Largas e salientes janelas permitem a entrada de luz natural na área da recepção, a qual dá acesso a quatro amplos espaços expositivos, também ligados entre si através de pontes. Além das áreas de exposição, o museu inclui ainda um espaço para projecções de vídeo, uma cafetaria, lojas e ateliers.

O nome verdadeiro de Hergé era Georges Remi. O seu pseudónimo provém da pronúncia francesa das suas iniciais invertidas, R.G. Hergé tinha apenas 21 anos quando criou o famoso Tintim, cuja inspiração veio do seu irmão Paul. “As Aventuras de Tintim” tiveram a sua estreia em Janeiro de 1929, no jornal infantil Le Petit Vingtième e o seu sucesso foi imediato. Hergé escreveu-as e ilustrou-as até à sua morte, em 1983.

Conhecido como o Walt Disney Europeu, Hergé criou diversos personagens além de Tintim, tais como Jo, Zette, Jocko, Quick e Flupke, cujas histórias estão também em exibição no novo museu. Os seus álbuns são de uma precisão incrível, com todos os detalhes minuciosamente cuidados, e são lidos em mais de 40 línguas por todo o mundo. O seu estilo influenciou a criação de outros personagens de banda desenhada, como Asterix, Lucky Luke, Blake & Mortimer, entre muitos outros.
Fonte - http://dailymodalisboa.blogspot.com/2009/07/museu-herge-na-belgica.html
Para uma vista:
http://www.museeherge.com/


As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorn

A adaptação das aventuras de Tintin de Spielberg teve a antestreia nacional em Guimarães. Chega hoje a 117 ecrãs de todo o país.

Título original:
The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn
De:
Steven Spielberg
Com:
Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg
Género:
Animação, Comédia, Aventura
Classificação:
M/6
Outros dados:
Nova Zelândia/EUA, 2011, Cores, 102 min.
Links:
Site Oficial

Depois de, numa feira de antiguidades, encontrar uma réplica de um velho barco designado de "Licorne", o destemido Tintin (Jamie Bell) é arrastado para uma grande aventura em busca de algo inesperado. Ao investigar aquela miniatura, descobre o mapa de um tesouro muito antigo, frustrando os planos de Ivan Ivanovich Sakharine (Daniel Craig), um salteador que está convencido de que o jovem se terá aliado ao velho pirata Rackham. Com a ajuda de Milou, o seu fiel amigo de quatro patas, do capitão Haddock (Andy Serkis, o Gollum da trilogia "O Senhor dos Anéis"), um lobo-do-mar de péssimo feitio, e da dupla Dupond e Dupont (Simon Pegg e Nick Frost), dois polícias desastrados mas cheios de boas intenções, o repórter vai atravessar desertos e tempestades, na busca de um navio afundado, comandado por um antepassado de Haddock, que contém um valioso tesouro e uma terrível maldição.
Com realização de Steven Spielberg e produção de Peter Jackson e Kathleen Kennedy, o filme baseia-se na mais carismática personagem criada, em 1929, por Hergé (1907-1983), centrando a sua trama em três histórias independentes: "O Caranguejo das Tenazes de Ouro", "O Segredo do Licorne" e "O Tesouro de Rackham, o Terrível". Em versão animada, recorre às técnicas "performance capture" em 3D, que permite que os gestos e as emoções dos actores sejam reproduzidos nas suas personagens digitais. PÚBLICO

sábado, 22 de outubro de 2011

Lizt nasceu há 200 anos

Pianista e compositor maior da época do Romantismo, Franz Liszt , em húngaro, Liszt Ferenc, nasceu em Doborján, no reino da Hungria a 22 de Outubro de 1811; morreu em Bayreuth a 31 de Julho de 1886.
Liszt foi famoso pela genialidade de sua obra, pela revolução que imprimiu no estilo musical da época e por ter elevado o virtuosismo pianístico a níveis nunca antes imaginados. Ainda hoje é considerado um dos maiores pianistas de todos os tempos, especialmente pelo contributo e o legado que deu ao desenvolvimento da técnica do instrumento em que foi exímio.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação

Sugestão de sítios a visitar e que nos ajudam a adotar um estilo de vida saudável:

- Associação Portuguesa de Nutricionistas
http://www.apn.org.pt/scid/webapn/

- PASSE -Programa Alimentação Saudável em Saúde Escolar
http://www.passe.com.pt/

sábado, 15 de outubro de 2011

Centenário do nascimento de Manuel da Fonseca

Nasceu há 100 anos, em Santiago do Cacém; vira a falecer em Lisboa em 1993.
Foi poeta, cronista, contista, romancista, vulto destacado do Neorrealismo.
Obra Poética (1984), Cerromaior (1943), O Fogo e as Cinzas (1951) e Seara de Vento (1958) são algumas das suas obras mais emblemáticas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

OS PROFESSORES

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.

O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.

O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.

Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.

Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.

Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.

Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.

José Luís Peixoto, revista Visão de 13 de Outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Paz

Três mulheres foram laureadas com o Prémio Nobel da Paz de 2011 - a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman.

Segundo o Comité norueguês do Nobel, elas foram premiadas pela "luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz". A democracia e a paz duradoura no mundo não são viáveis a não ser que as mulheres tenham os mesmos direitos, defendeu o Comité, lembrando que o Conselho de Segurança da ONU aprovou em 2000 uma resolução nessa mesma linha.

Desde 1901, apenas doze mulheres receberam o Nobel da Paz. Estas três mulheres agora premiadas seguem-se à queniana Wangari Maathai - falecida há algumas semanas; esta foi laureada em 2004, por contribuir para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer – Nobel da Literatura 2011



Tomas Tranströmer escreve sobre a morte, a história, a memória e é conhecido pelas suas metáforas. É um poeta que tem uma produção pequena, "não é prolixo", disse no final do anúncio o secretário da Academia, o historiador Peter Englund, embora esteja traduzido em várias línguas. Em Portugal, Tranströmer tem poemas publicados em duas antologias, uma delas chama-se "Vinte e um poetas suecos" (Vega ,1987).

Tomas Tranströmer, 80 anos, psicólogo de formação, sofreu um AVC em 1990. Por isso perdeu as faculdades motoras e não consegue falar. Peter Englund disse à televisão sueca que falou com o laureado e ele se mostrou surpreendido pelo prémio. "Ele estava a escutar música", acrescentou o secretário da Academia. O Prémio Nobel da Literatura 2011 vive numa ilha e depois de ter ficado doente publicou três obras.

Desde 1973 que Tomas Tranströmer, que é o poeta sueco mais traduzido no mundo e recebeu o Prémio Literário do Conselho Nórdico em 1990, era candidato ao Nobel. Há 40 anos que um autor sueco não recebia este prémio.
http://www.publico.pt/Cultura/tomas-transtromer-e-o-premio-nobel-da-literatura--1515270


INSEGURANÇA NACIONAL

O subsecretário se inclina para frente e desenha um X
e as suas orelhas gotejantes balançam como espadas de Dâmocles.

Como uma borboleta sarapintada é invisível contra o chão
e então que o demónio se funde com o jornal aberto.

Um capacete usado por ninguém tomou o poder.
A mãe-tartaruga foge voando debaixo de água.

TOMAS TRANSTRÖMER
tradução inédita de Pedro Calouste

domingo, 2 de outubro de 2011

JOGO DA REFORMA ORTOGRÁFICA

Testa os teus conhecimentos:

http://fmu.br/game/home.asp


Reforma Ortográfica (Brasil) / Acordo Ortográfico (Portugal)

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO


http://www.priberam.pt/docs/NovaOrtografia.pdf