domingo, 11 de dezembro de 2011

LUIZ RANCISCO REBELLO (1924-2011)

Advogado, dramaturgo e crítico teatral, Luiz Francisco Rebello publicou também títulos nas áreas do ensaio e da história do teatro.

Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República, lamentou, esta sexta-feira, a morte do dramaturgo Luiz Francisco Rebello, referindo que a cultura nacional perdeu «um dos seus mais empenhados promotores».

«Com a sua morte, a cultura portuguesa e em particular as artes do palco perderam um dos seus mais empenhados promotores», refere Cavaco Silva na mensagem de condolências que enviou à família de Luiz Francisco Rebello e foi entretanto divulgada na página oficial da Presidência da República.

Já o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, salientou o pioneirismo de Luiz Francisco Rebello, na defesa dos direitos de autor. «Como vulto da cultura, foi pioneiro na defesa dos direitos de autor, deixando uma herança neste domínio que protege e enobrece diversas gerações que têm a produção cultural como ofício», afirma Francisco José Viegas, num comunicado enviado à Agência Lusa.

sábado, 10 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma oliveira carregada de poemas "para alimentarmos o mundo e sermos invencíveis"

Na véspera do 13.º Aniversário da entrega do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago e no dia em que a Fundação Saramago celebra a vida e a obra de Tomas Tranströmer, a oliveira que acolheu as cinzas do autor de Memorial do Convento acordou coberta por poemas do autor sueco e exemplares do Discurso de Estocolmo (proferido em Dezembro de 1998), em português, espanhol e inglês, «para que sejam lidos, levados e partilhados».

IN - http://bibliotecariodebabel.com/
- 10/dez/2011
VER MAIS EM
http://www.josesaramago.org/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"O teatro e as serras"

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=u0XJoCCEQvs

Grande Reportagem SIC sobre a encenação da peça "À manhã", de José Luís Peixoto, em Trás-os-Montes pelo Grupo de Teatro Filandorro; uma reportagem de Sofia Arêde e João Gomes (imagem), com edição de imagem de Ricardo Tenreiro.

Um trabalho que nos dá um retrato do encontro entre os actores e a população, entre a ficção e a realidade, um retrato do interior envelhecido e isolado de Portugal.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Os mais inteligentes deitam-se tarde?

As "corujas" são mais criativas e as "cotovias" mais organizadas. Entre cérebros "artísticos" e "pragmáticos" era essa a diferença imposta pelos ritmos de actividade. Mas agora um estudo veio quebrar este equilíbrio com uma conclusão, no mínimo, controversa: as pessoas que se deitam tarde têm tendência para ser mais inteligentes do que as outras.

Dizer, à luz das fábulas que nos habituámos a ouvir desde pequeninos, que as corujas são mais inteligentes do que as cotovias não é coisa que nos cause estranheza. Mas quando usamos estes equivalentes da fauna para caracterizar as pessoas consoante os seus padrões de sono e picos de actividade, então a coisa fia mais fino. Só que é exactamente o que defendem investigadores da London School of Economics and Political Science: os que se deitam mais tarde, as "corujas", são, tendencialmente, mais inteligentes do que os que acordam cedo, as "cotovias". A relação directa entre o QI (quociente de inteligência) e as horas a que somos mais produtivos intelectualmente é ainda olhada com alguma reserva por muitos especialistas. A neurologista Teresa Paiva, professora da Faculdade de Medicina de Lisboa, não conhece em pormenor as conclusões do trabalho da equipa liderada por Satoshi Kanazawa, mas, para já, deixa reticências quando instada a comentá-las. Teresa Paiva, reconhecida especialista do sono, destaca que há outras conclusões nesta área que estão bem sedimentadas: "Que afecta a personalidade, sim, está demonstrado. As pessoas mais activas de manhã tendem a ser mais organizadas, os noctívagos têm uma inteligência mais imaginativa. E também não ficam dúvidas de que as horas de sono influenciam o QI, porque um cérebro cansado tem pior desempenho." Mas o estudo da London School of Economics (LSE) não se debruçou sobre a quantidade ou a qualidade do sono, antes sobre as horas a que as pessoas se sentem mais activas a nível intelectual. Aparentemente, e a crer nas suas conclusões, os que se levantam e deitam cedo são menos inteligentes do que aqueles que prolongam a sua actividade pela noite. Satoshi Kanazawa fala mesmo de uma evolução da espécie: citado pelo jornal Winnipeg Free Press, ele lembra que os humanos ancestrais eram diurnos e que uma mudança progressiva para hábitos mais nocturnos configura uma "preferência evolucionária" para seres mais inteligentes, "com um nível mais elevado de complexidade cognitiva".

"Cotovias" inteligentes

Ou seja, a humanidade tenderia a ser cada vez mais nocturna, porque vai ficando mais inteligente e é esse o ritmo natural dos mais dotados intelectualmente. Mas esta conclusão é de longo prazo, até porque já foi demonstrado, nomeadamente em trabalhos realizados na Universidade de Bolonha, que as pessoas tendem a ser mentalmente mais "preguiçosas" de manhã entre os 17 e os 21 anos e que depois esse padrão se altera com a idade. O que encaixa bem na ideia de que os madrugadores são mais responsáveis. É claro que todas as regras terão excepções e a conclusão de que os mais noctívagos são intelectualmente superiores ainda nem sequer ganhou foros de regra. Teresa Paiva lembra, por exemplo, que Benjamin Franklin (um génio polivalente que se destacou em áreas do conhecimento tão diversas como a política, a ciência ou a literatura) era uma "cotovia". "Conheço cotovias muito inteligentes", insiste, embora pessoalmente, e por ser "noctívaga", as conclusões da LSE lhe possam soar simpáticas... Quem também se define como "mais coruja" é Prates Miguel, advogado e presidente da Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta. Mas também ele, e apesar de se ver assim colocado do lado dos mais inteligentes, mostra algumas reservas em aceitar as conclusões do estudo da LSE: "É ousado fazer uma afirmação dessa natureza, até porque há questões físicas que influenciam os padrões de sono e actividade..." Lamentavelmente, a importância da sesta não foi contemplada nestes estudos. Serão os praticantes da sesta mais inteligentes do que os outros? Resposta diplomática à provocação: "Não, nada disso!"

O sono de beleza

"A sesta é um sono depois do almoço, só faz sentido a essa hora. É um complemento, não substitui o sono perdido. E não é para todos: há pessoas cujo biorritmo é incompatível com o acto de dormir a meio do dia, não se dão bem", explica este advogado de comunicação fácil e assumido "dorminhoco". "Chego a dormir 12 horas à noite, mais uma sesta de hora e meia..." E quem dorme bem tem "mais agilidade mental contra o cansaço". Se dizer que as pessoas que se deitam e acordam mais tarde têm tendência para ser mais inteligentes do que as madrugadoras pode provocar reacções mais vivas, já as conclusões de outro estudo recente parecem vir apenas comprovar o que já todos sabíamos empiricamente. O Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia, decidiu dar base científica à noção do "sono de beleza". Voluntários foram fotografados duas vezes, com o mesmo enquadramento, o mesmo fundo e a mesma expressão - a primeira em condições normais e a segunda após 31 horas sem dormir. Depois, pediu-se a voluntários não treinados que escolhessem, entre os dois retratos, o mais agradável. Como seria de esperar, a foto inicial foi a escolhida. No seu artigo, publicado no British Medical Journal, os investigadores constatam que "as pessoas que não dormiram são vistas como menos atraentes, menos saudáveis e mais cansadas". Por isso, para quem quiser equilibrar o brilhantismo intelectual com a beleza física, a receita será deitar-se tarde, mas dormir as horas suficientes. Parece uma regra à prova de bala, embora deixe de fora dois factores decisivos. Primeiro: os ritmos de sono são fortemente influenciados por factores genéticos. Segundo: "Somos governados pelos que se levantam cedo", garante Teresa Paiva.

http://academico.rum.pt/index.php/internacional/999-os-mais-inteligentes-deitam-se-tarde

(jornal oficial da associação académica da universidade do Minho)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Rio Mondego e vida selvagem - um documentário sobre o Rio Mondego.

http://player.vimeo.com/video/31170389?autoplay=1

Vejam em écran cheio. É muito interessante e lindo!

(Trabalho Daniel Pinheiro no âmbito de umMestrado no Reino Unido).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Como é que sentimos a beleza?

Uma história, uma obra de arte, o design de um objeto - como é que sentimos que uma coisa é bela?Porque é que isso nos interessa tanto?
O designer Richard Seymour explora a nossa resposta e as nossas reações à beleza e o poder surpreendente dos objetos que a exibem.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YiXd_9DFCOQ

http://www.ted.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Os melhores livros de ciência 201, segundo Carlos Fiolhais

LinkArtigo no n.º 1 da revista "Século XXI. Ter Opinião"
Via http://dererummundi.blogspot.com/

Se houvesse um prémio para o melhor livro português de ciência de 2011 dava-o a Jorge Calado, Jorge Calado, professor de Química do Instituto Superior Técnico, autor de Haja Luz. Uma História da Química Através de Tudo, publicado pela IST-Press . Trata-se de uma extraordinária história cultural da química, ricamente ilustrada, escrita por um homem das duas culturas, que alia um enciclopédico saber científico com a paixão pelas artes (é especialista em ópera e em fotografia). Não podia ser mais oportuno: este ano, por determinação das Nações Unidas, celebra-se em todo o mundo o Ano Mundial da Química. Se houver, como deve haver, edição em inglês de Haja Luz, ela irá correr o mundo, iluminando muitos mais espíritos. Por falar em química e em luz, foi preciso esperar desde 1861 até ao Ano da Química para haver uma edição em Portugal de um dos maiores livros de divulgação científica de sempre, A História Química de uma Vela, do inglês Michael Faraday, que reúne algumas das suas lições populares na Royal Institution de Londres. A tradução, dos químicos Sérgio Rodrigues e Maria Isabel Prata, foi publicada pela Imprensa da Universidade de Coimbra.

Outro grande livro de ciência de 2011 é O Estatuto da Matemática em Portugal nos Séculos XVI e XVII, da autoria de Bernardo Mota, publicado pela Fundação Gulbenkian. Trata-se da sua tese de doutoramento em história da ciência, orientada por Henrique Leitão e Arnaldo do Espírito Santo, que foi distinguida em 2009 pela Academia Internacional de História das Ciências com o prémio Jovem Historiador para a melhor tese na área em causa em todo o mundo Abordando tanto o tempo de Pedro Nunes como o tempo subsequente dos jesuítas em Lisboa, Coimbra e Évora, discute a questão, que já vem da Antiguidade grega, do lugar da matemática no quadro das ciências.

Em 2011 assinalaram-se os 400 anos do nascimento do médico português João Rodrigues de Castelo Branco, mais conhecido por Amato Lusitano, “estrangeirado” em Itália devido à perseguição aos judeus. Em Dezembro de 2010 saiu dos prelos da Ordem dos Médicos uma edição moderna, em dois volumes, das Centúrias de Curas Medicinais, a sua obra maior (traduzida do latim por Firmino Crespo a partir da edição de Bordéus de 1620). Na mesma data e com segunda edição já em 2011 saiu na Gradiva uma biografia notável do nosso único Nobel na área das ciências: Egas Moniz. Uma biografia, do neurogirurgião João Lobo Antunes. E, em 2011, foi reeditado na Temas e Debates, revisto e com novo prefácio, O Erro de Descartes, de António Damásio, neurologista a trabalhar nos Estados Unidos (o original, que teve enorme êxito, tinha saído na Europa-América em 1994).

No oferta de divulgação da ciência são ainda de destacar o segundo livro de João Magueijo, físico do Imperial College, em Londres, O Grande Inquisidor, sobre a misteriosa vida do físico nuclear italiano Ettore Majorana, e a nova obra de Jorge Buescu, matemático da Universidade de Lisboa, Casamentos e Outros Desencontros, expondo de modo escorreito problemas matemáticos, os dois na colecção Ciência Aberta da Gradiva, quase a atingir as duas centenas de volumes.

domingo, 27 de novembro de 2011

Fado reconhecido como Património Imaterial da Humanidade

O fado, o fado que une todos os portugueses, o fado que não tem tradução, o fado que encanta os turistas, o fado que nos leva por todo o mundo, o fado que é fado, agora é também Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão foi hoje tomada durante o VI Comité Intergovernamental da UNESCO (Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura), cuja missão é ajudar a
proteger o património e as tradições que tornam cada país diferente e único no mundo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Como celebrar o Dia da Filosofia?

Uma boa sugestão é, por exemplo, visitar a exposição de trabalhos dos alunos patente na nossa escola; ou ler algum texto de introdução à Filosofia e debater ideias reafirmando o valor desta disciplina.

Sugestão: o texto de Domingos Faria no Público (P3), de 14/11/2011 emhttp://p3.publico.pt/actualidade/educacao/1404/como-celebrar-o-dia-da-filosofia

A UNESCO indicou em 2002 a celebração internacional do Dia da Filosofia na terceira quinta-feira do mês de Novembro. Neste ano de 2011 será celebrado no próximo dia 17 de Novembro. Com este dia a UNESCO pretende promover a importância da reflexão filosófica e destacar o valor da filosofia para as nossas vidas quotidianas.

A filosofia é uma actividade crítica. Ao caracterizar-se a filosofia como crítica não se está a dizer que ela é uma actividade de “bota-abaixo”. Pelo contrário, significa que se procura em filosofia examinar se as ideias que os sujeitos cognitivos veiculam são plausíveis ou não. Com a crítica a filosofia destrói dogmas cristalizados, mostra ignorância onde se supunha um saber indisputável, nada aceita sem uma cuidadosa análise, e obriga constantemente a repensar ideias para as sustentarmos com melhores razões ou argumentos.

Esta actividade encetou-se fundamentalmente com Sócrates, na Grécia Antiga, ao estimular cada cidadão a examinar cuidadosamente as suas crenças em diálogo crítico com os outros, de modo a haver uma maior aproximação da verdade. É também isto que a filosofia nos convida a fazer hoje: a examinar e a discutir criticamente as nossas crenças.

A filosofia critica nomeadamente as crenças mais básicas que o ser humano possui e que dirigem a sua vida. Porém, pode-se levantar aqui uma objecção: a ciência também investiga criticamente crenças básicas, então qual é a relevância da filosofia? É preciso atender a uma diferença peculiar: a ciência trata daqueles problemas que podem ser analisados empiricamente, enquanto que a filosofia trata daqueles outros problemas que não podem ser analisados empiricamente e para os quais não existem métodos formais de prova.

Por exemplo, se nos limitarmos a usar metodologias empíricas nunca conseguiremos responder a problemas como os seguintes: Deve a eutanásia ser legalizada? A sociedade deve estar organizada segundo uma concepção libertarista (como pretende o nosso Governo) ou segundo outras concepções como o liberalismo-igualitário ou o comunitarismo? Será que Deus existe? Estas questões dizem respeito à filosofia, pois só se podem tentar resolver tais problemas recorrendo fundamentalmente ao pensamento, à argumentação cuidadosa e à discussão crítica.

Portanto, a filosofia é essencial pelo seu valor instrumental de facultar ao ser humano um pensamento crítico, mas também pelo seu valor cognitivo intrínseco de procurar encontrar boas respostas para problemas que são fundamentais para os seres humanos e que são insusceptíveis de resolução empírica e formal.

Nada melhor do que percepcionar a filosofia em acção para se compreender melhor a natureza e a relevância desta área do conhecimento humano. Por isso, uma boa sugestão para celebrar o dia internacional da filosofia poderá ser ler algum texto de introdução à filosofia. Que este dia seja, como a UNESCO recomenda, um dia para debater ideias e para reafirmar o verdadeiro valor da filosofia. No entanto, espera-se que a filosofia não fique circunscrita apenas a um dia, mas que seja uma presença constante na vida humana.

Hoje é o DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA

“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” - John Stuart Mill, Sobre a Liberdade
Ciatção de um blogue a visitar:

duvida-metodica.blogspot.com/

O objectivo deste blogue é partilhar ideias e materiais com alunos, professores e outros eventuais interessados. Ideias e materiais úteis para o estudo e para o ensino da Filosofia no ensino secundário.

O blogue constitui também um instrumento de trabalho que os autores e os seus alunos utilizam, em casa e nas aulas, como complemento dos Manuais adoptados na escola.

Mais raramente, também poderá surgir uma ou outra opinião sobre o estado a que isto chegou.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

POESIA na nossa Biblioteca

Correspondendo à solicitação dos professores de Português, foi já a terceira turma do 8º ano que recebemos no espaço de três semanas.
O "feed back"? Muito positivo e gratificante! Trabalhar assim é sempre um prazer, porque "há dias assim", muito especiais, "dias que ficam para a história"
(lembram-se da leitura inicial de "Um livro para todos os dias"?
)
Espreitem em
http://molharapalavra.wordpress.com/2011/11/11/ida-a-biblioteca/

Só a leitura salva

http://vimeo.com/31603360

(via http://lerebooks.wordpress.com/2011/11/10/manifesto-%e2%80%93-so-a-leitura-salva/)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

GENOMA HUMANO SEQUENCIADO em Portugal

Arrancou hoje, em Cantanhede, à 11horas e 11 minutos deste dia 11 do mês 11 de 2011; são 11 os cidadãos nacionais cujo genoma vai ser sequenciado - trata-se do projeto PORGENE.

à 11ª hora do 11º dia do 11º mês


de cada ano celebra-se o armistício da primeira guerra mundial.

Este dia é feriado em vários países da Europa.
Em Portugal, e na maioria dos países da Europa continental, chama-se Dia do Armistício. No Reino Unido, é chamado de Remembrance Day ou, também, Poppy Day . Nos EUA e no Canadá é conhecido por Veteran´s Day.
O hábito de usar papoilas (poppies) em homenagem aos mortos de guerra começou com o poema "Nos Campos da Flandres /crescem papoilas entre as cruzes", do oficial médico canadiano John McCrae. A mancha vermelha desta flor simboliza o sangue derramado.

A França comemora hoje os 93 anos do fim do conflito com a inauguração do Museu da Grande Guerra, em Meaux, perto de Paris. O edifício, construído no local onde ocorreu a Batalha do Marne, uma das mais sangrentas da guerra, celebra a paz num espaço futurista.
As homenagens aos combatentes começaram no Arco do Triunfo, na capital francesa. Foi a primeira cerimónia em que não houve a participação de um “poilu” (peludo, como ficaram conhecidos os soldados que lutaram no conflito), agora que todos os combatentes franceses faleceram. Sarkozy preferiu homenagear, então, todos os soldados mortos pela França e lembrou especialmente os 24 mortos do último ano no Afeganistão.
À tarde, o presidente foi ao Museu da Grande Guerra, construído em cimento, aço e vidro e desenhado pelo arquiteto Christophe Lab. Este projeto não é apenas um museu militar como os outros do país, mas aborda as causas e consequências políticas do conflito, que fez 8 milhões de mortos, a vida pessoal dos soldados e a destruição das populações civis atingidas pelos combates.
“Vamos tocar no sentimento do visitante, levando-o para uma trincheira, por exemplo, onde ele vai ver as imagens, o frio, o confinamento, o medo, a noite”, comentou Michel Rouger, diretor do museu.
http://www.portugues.rfi.fr

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Google lembra Marie Curie no seu 144º aniversário

O doodle dá-nos hoje uma ilustração, em estilo pontillista, de Marie Curie, a cientista polaca que ganhou duas vezes o Prémio Nobel: o primeiro foi o da Física, em 1903, dividido com seu marido, Pierre Curie, e Becquerel, pelas suas descobertas no campo da radioatividade; e o segundo Nobel foi o da Química, em 1911, pela descoberta dos elementos químicos rádio e polónio.

Ciberescola da Língua Portuguesa

Lançado oficialmente a 28 de outubro, é um serviço do Ciberdúvidas e já se encontra disponível; trata-se da Ciberescola da Língua Portuguesa, uma plataforma de ensino e apoio ao ensino do português, na componente de língua materna e na componente de língua não materna /estrangeira; contém recursos para professores, exercícios interativos e cursos à distância.

Sítio: www.ciberescola.com


domingo, 6 de novembro de 2011

O poder da matemática - 116 anos para arrumar 10 livros

http://www.youtube.com/watch?v=hVqq3nm0IHs&feature=player_embedded

Quantas seriam as combinações possíveis para arrumar 10 livros numa prateleira? E quanto tempo lhe levaria a concluir essa tarefa? Certamente seriam muitas. A análise combinatória esclarece...

Ler mais em :
http://bibliotequices.blogspot.com/#ixzz1cw9vjqye

sábado, 5 de novembro de 2011

TINTIM E A CIÊNCIA



Carlos Fiolhais, IN jornal "SOL", 4/outubro/2011

Agora, que Tintim saiu das páginas da banda desenhada para entrar, em três dimensões, no grande ecrã, através da câmara do realizador norte-americano Steven Spielberg, é oportuno lembrar que são muitas e variadas as conexões entre o famoso personagem criado pelo desenhador belga Hergé (pseudónimo de Georges Remi) e o mundo da ciência.

O álbum "A Estrela Misteriosa", que foi publicado em 1942, na Bélgica ocupada pela Alemanha nazi, trata da queda na Terra de um meteorito, no qual tinha sido detectado um elemento químico novo. Para o estudar é constituída uma Comissão Internacional de Sábios, que apenas inclui cientistas alemães e de países neutros, como era o caso de Portugal e da Suécia. A expedição, que viaja sob a bandeira de um Fundo Europeu de Pesquisas Científicas, muitos anos antes de haver instituições científicas pan-europeias, inclui um investigador português, o Prof. Pedro João dos Santos, que Hergé designa por “célebre físico da Universidade de Coimbra”. Como o autor de Tintim não raro se inspirava em factos e personagens reais, é curioso referir que na época ensinava em Coimbra o Prof. João de Almeida Santos (1906-1975), que mais tarde seria Director do Laboratório de Física. O rosto de outro membro da expedição, o sueco Erik Björgenskjöld, “autor de notáveis trabalhos sobre as protuberâncias solares”, parece inspirado no do Prof. Auguste Piccard (1884-1982), um notável cientista suíço que trabalhou em Bruxelas e que, conforme o próprio Hergé admitiu, foi o modelo para a criação do Prof. Girassol, personagem que só surgiu em "O Tesouro de Rackham o Terrível", sequela de "O Segredo de Licorne", o livro que deu o título ao filme de Spielberg. O argumento deste filme baseia-se precisamente no conjunto dessas duas obras, respectivamente de 1943 e de 1944, portanto imediatamente subsequentes à "Estrela Misteriosa" (Spielberg também usa O Caranguejo das Tenazes de Ouro). O Prof. Piccard protagonizou descidas submarinas a grande profundidade, a bordo de um batiscafo de sua autoria, e também ascensões à estratosfera, a bordo de balões especiais, pelo que foi, no seu tempo, um dos homens que mais fundo desceu e que mais alto subiu. Um batiscafo em forma de tubarão, pilotado por Tintim, aparece premonitoriamente n’ "O Tesouro de Rackham o Terrível".

A dupla de detectives Dupond e Dupont, divertidas figuras dos livros de Hergé e do filme de Spielberg, também já aparece em "A Estrela Misteriosa", ainda que de relance. Os dois não têm nada, mas mesmo nada, de sábios, embora acompanhem Tintim e o Prof. Girassol na expedição à Lua, representada nos álbuns "Rumo à Lua" e "Explorando a Lua", publicados respectivamente em 1953 e 1954. Esses livros descrevem uma viagem ao nosso satélite natural a bordo de um foguetão aparentado ao V2 germânico, muitos anos antes do voo da Apollo 11.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

D de Drummond. Dia D

Uma sugestão para hoje:

http://diadrummond.ims.uol.com.br/
Espalhe-se a ideia, tão simples quanto ambiciosa: transformar o dia 31 de outubro, data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, num dia de grande comemoração do Poeta e da sua poesia.

Ouçamos o poema "No meio do caminho" em várias línguas:
http://www.youtube.com/watch?v=sO6TySzyygE&feature=player_embedded#!

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

in Carlos Drummond de Andrade, 60 Anos de Poesia, Antologia organizada e apresentada por Arnaldo Saraiva, Edições «O Jornal», Março de 1985

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MUSEU HERGÉ NA BÉLGICA


A Bélgica pode congratular-se por ser o país natal de dois grandes artistas do século XX: Hergé, criador do famoso personagem de banda desenhada Tintim, e René Magritte, o subversivo pintor surrealista. Ambos criaram imagens icónicas que são reconhecidas em todo o mundo, e ambos têm, desde o passado dia 2 de Junho, museus próprios no seu país, dedicados às suas respectivas obras e contribuições para a evolução da arte do século XX. Os museus traçam as fortes inovações e ideias que distinguiram o trabalho dos dois artistas, e revelam as suas perspectivas contrastantes.

Situado na cidade belga de Louvain-La-Neuve, o Museu Hergé é uma admirável obra de arquitectura, projectada pelo atelier Christian de Portzamparc, vencedor do Pritzker Prize. Em betão, aço e vidro, o edifício lembra um grande navio, uma imagem que deliberadamente faz eco às várias proezas marítimas de Tintim. Implantado numa floresta, faz ligação à cidade através de uma ponte para peões. Largas e salientes janelas permitem a entrada de luz natural na área da recepção, a qual dá acesso a quatro amplos espaços expositivos, também ligados entre si através de pontes. Além das áreas de exposição, o museu inclui ainda um espaço para projecções de vídeo, uma cafetaria, lojas e ateliers.

O nome verdadeiro de Hergé era Georges Remi. O seu pseudónimo provém da pronúncia francesa das suas iniciais invertidas, R.G. Hergé tinha apenas 21 anos quando criou o famoso Tintim, cuja inspiração veio do seu irmão Paul. “As Aventuras de Tintim” tiveram a sua estreia em Janeiro de 1929, no jornal infantil Le Petit Vingtième e o seu sucesso foi imediato. Hergé escreveu-as e ilustrou-as até à sua morte, em 1983.

Conhecido como o Walt Disney Europeu, Hergé criou diversos personagens além de Tintim, tais como Jo, Zette, Jocko, Quick e Flupke, cujas histórias estão também em exibição no novo museu. Os seus álbuns são de uma precisão incrível, com todos os detalhes minuciosamente cuidados, e são lidos em mais de 40 línguas por todo o mundo. O seu estilo influenciou a criação de outros personagens de banda desenhada, como Asterix, Lucky Luke, Blake & Mortimer, entre muitos outros.
Fonte - http://dailymodalisboa.blogspot.com/2009/07/museu-herge-na-belgica.html
Para uma vista:
http://www.museeherge.com/


As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorn

A adaptação das aventuras de Tintin de Spielberg teve a antestreia nacional em Guimarães. Chega hoje a 117 ecrãs de todo o país.

Título original:
The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn
De:
Steven Spielberg
Com:
Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg
Género:
Animação, Comédia, Aventura
Classificação:
M/6
Outros dados:
Nova Zelândia/EUA, 2011, Cores, 102 min.
Links:
Site Oficial

Depois de, numa feira de antiguidades, encontrar uma réplica de um velho barco designado de "Licorne", o destemido Tintin (Jamie Bell) é arrastado para uma grande aventura em busca de algo inesperado. Ao investigar aquela miniatura, descobre o mapa de um tesouro muito antigo, frustrando os planos de Ivan Ivanovich Sakharine (Daniel Craig), um salteador que está convencido de que o jovem se terá aliado ao velho pirata Rackham. Com a ajuda de Milou, o seu fiel amigo de quatro patas, do capitão Haddock (Andy Serkis, o Gollum da trilogia "O Senhor dos Anéis"), um lobo-do-mar de péssimo feitio, e da dupla Dupond e Dupont (Simon Pegg e Nick Frost), dois polícias desastrados mas cheios de boas intenções, o repórter vai atravessar desertos e tempestades, na busca de um navio afundado, comandado por um antepassado de Haddock, que contém um valioso tesouro e uma terrível maldição.
Com realização de Steven Spielberg e produção de Peter Jackson e Kathleen Kennedy, o filme baseia-se na mais carismática personagem criada, em 1929, por Hergé (1907-1983), centrando a sua trama em três histórias independentes: "O Caranguejo das Tenazes de Ouro", "O Segredo do Licorne" e "O Tesouro de Rackham, o Terrível". Em versão animada, recorre às técnicas "performance capture" em 3D, que permite que os gestos e as emoções dos actores sejam reproduzidos nas suas personagens digitais. PÚBLICO

sábado, 22 de outubro de 2011

Lizt nasceu há 200 anos

Pianista e compositor maior da época do Romantismo, Franz Liszt , em húngaro, Liszt Ferenc, nasceu em Doborján, no reino da Hungria a 22 de Outubro de 1811; morreu em Bayreuth a 31 de Julho de 1886.
Liszt foi famoso pela genialidade de sua obra, pela revolução que imprimiu no estilo musical da época e por ter elevado o virtuosismo pianístico a níveis nunca antes imaginados. Ainda hoje é considerado um dos maiores pianistas de todos os tempos, especialmente pelo contributo e o legado que deu ao desenvolvimento da técnica do instrumento em que foi exímio.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação

Sugestão de sítios a visitar e que nos ajudam a adotar um estilo de vida saudável:

- Associação Portuguesa de Nutricionistas
http://www.apn.org.pt/scid/webapn/

- PASSE -Programa Alimentação Saudável em Saúde Escolar
http://www.passe.com.pt/

sábado, 15 de outubro de 2011

Centenário do nascimento de Manuel da Fonseca

Nasceu há 100 anos, em Santiago do Cacém; vira a falecer em Lisboa em 1993.
Foi poeta, cronista, contista, romancista, vulto destacado do Neorrealismo.
Obra Poética (1984), Cerromaior (1943), O Fogo e as Cinzas (1951) e Seara de Vento (1958) são algumas das suas obras mais emblemáticas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

OS PROFESSORES

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.

O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.

O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.

Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.

Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.

Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.

Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.

José Luís Peixoto, revista Visão de 13 de Outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Paz

Três mulheres foram laureadas com o Prémio Nobel da Paz de 2011 - a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman.

Segundo o Comité norueguês do Nobel, elas foram premiadas pela "luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz". A democracia e a paz duradoura no mundo não são viáveis a não ser que as mulheres tenham os mesmos direitos, defendeu o Comité, lembrando que o Conselho de Segurança da ONU aprovou em 2000 uma resolução nessa mesma linha.

Desde 1901, apenas doze mulheres receberam o Nobel da Paz. Estas três mulheres agora premiadas seguem-se à queniana Wangari Maathai - falecida há algumas semanas; esta foi laureada em 2004, por contribuir para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer – Nobel da Literatura 2011



Tomas Tranströmer escreve sobre a morte, a história, a memória e é conhecido pelas suas metáforas. É um poeta que tem uma produção pequena, "não é prolixo", disse no final do anúncio o secretário da Academia, o historiador Peter Englund, embora esteja traduzido em várias línguas. Em Portugal, Tranströmer tem poemas publicados em duas antologias, uma delas chama-se "Vinte e um poetas suecos" (Vega ,1987).

Tomas Tranströmer, 80 anos, psicólogo de formação, sofreu um AVC em 1990. Por isso perdeu as faculdades motoras e não consegue falar. Peter Englund disse à televisão sueca que falou com o laureado e ele se mostrou surpreendido pelo prémio. "Ele estava a escutar música", acrescentou o secretário da Academia. O Prémio Nobel da Literatura 2011 vive numa ilha e depois de ter ficado doente publicou três obras.

Desde 1973 que Tomas Tranströmer, que é o poeta sueco mais traduzido no mundo e recebeu o Prémio Literário do Conselho Nórdico em 1990, era candidato ao Nobel. Há 40 anos que um autor sueco não recebia este prémio.
http://www.publico.pt/Cultura/tomas-transtromer-e-o-premio-nobel-da-literatura--1515270


INSEGURANÇA NACIONAL

O subsecretário se inclina para frente e desenha um X
e as suas orelhas gotejantes balançam como espadas de Dâmocles.

Como uma borboleta sarapintada é invisível contra o chão
e então que o demónio se funde com o jornal aberto.

Um capacete usado por ninguém tomou o poder.
A mãe-tartaruga foge voando debaixo de água.

TOMAS TRANSTRÖMER
tradução inédita de Pedro Calouste

domingo, 2 de outubro de 2011

JOGO DA REFORMA ORTOGRÁFICA

Testa os teus conhecimentos:

http://fmu.br/game/home.asp


Reforma Ortográfica (Brasil) / Acordo Ortográfico (Portugal)

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO


http://www.priberam.pt/docs/NovaOrtografia.pdf

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

DIA DO DIPLOMA NA NOSSA ESCOLA

30 setembro 2011 , 18 h. 30 min.
sala polivalente


2010/2011
Melhor aluno - Ensino Secundário Regular
Ana Luísa R. de Matos
(Curso de Ciências e Tecnologias)
Melhor aluno - Ensino Profissional
Adriana Filipa da Graça Neves
(Curso Técnico Informática de Gestão)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

HOJE É O DIA EUROPEU DAS LÍNGUAS!

É dia de celebrarmos as líguas, a nossa língua portuguesa, a comunicação, a fala, a escrita, a leitura, enfim,

AS PALAVRAS

Que fizeste das palavras?
Que contas darás tu
dessas vogais
de um azul tão
apaziguado?


E das consoantes, que
lhes dirás,
ardendo entre o fulgor
das laranjas e o sol dos
cavalos?


Que lhes dirás, quando
te perguntarem pelas
minúsculas
sementes que te
confiaram?

Eugénio de Andrade

HOJE É O DIA EUROPEU DAS LÍNGUAS


O dia 26 de Setembro é consagrado às línguas europeias desde 2001. A Europa encerra um verdadeiro tesouro linguístico: 23 línguas oficiais e mais de 60 línguas regionais ou minoritárias, além das línguas faladas pelas pessoas de outros países e continentes que vivem na Europa. Precisamente para chamar a atenção para este imenso património linguístico, a União Europeia e o Conselho da Europa tomaram a iniciativa de comemorar o Ano Europeu das Línguas em 2001.
O Ano Europeu das Línguas chegou a milhões de pessoas nos 45 países participantes. Foram organizadas centenas de actividades em toda a Europa para comemorar a diversidade linguística e fomentar a aprendizagem das línguas. Para aproveitar esta dinâmica e visto que as línguas são um dos fundamentos da construção europeia, essa iniciativa deu origem ao Dia Europeu das Línguas, que tem três objectivos: sensibilizar o público para o plurilinguismo na Europa, cultivar a diversidade cultural e linguística e incentivar as pessoas a aprenderem línguas, dentro e fora do contexto escolar.

Um dia festivo com sonoridades multilingues
Além de prosseguir esses objectivos, o dia 26 de Setembro é também uma ocasião para celebrar. Todos os anos, são organizadas centenas de eventos em toda a Europa relacionados com as línguas: espectáculos, animações para crianças, jogos musicais, cursos de línguas, programas de rádio e de televisão, conferências… as possibilidades são infinitas!

http://ec.europa.eu/education/languages/orphans/doc3302_pt.htm



Também a nossa escola vai assinalar este dia; contamos comm a participação de todos!

domingo, 25 de setembro de 2011

Homenagem a Wangari Maathai

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifgpzCNH3mXIyt8ibJU4H5wu7hfI2-o1MN6cd721qx3q6ybwZslP2rOKAuHLVgHcTKMZhb7hyphenhyphenuHiEqT7Pa7wHWIlZHPrKeg7GHdEgKoqPkZnc2WZRhVo8-TjL4_ioGUWLlnKArRUcnrgc/s1600/Wangari_Maathai_portrait_by_Martin_Rowe.jpg">
Wangari Muta Maathai (Ihithe, Distrito de Nyeri, 1 de abril de 1940 - Nairóbi, 25 de Setembro de 2011) foi uma professora e ativista política queniana.
Líder do "Green Belt Movement", foi a primeira mulher africana a receber, em 2004, o Prémio Nobel da Paz, "pelo seu contributo para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz".
http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2004/

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Júlio Resende (23/outubro/1917-21/setembro/2011)

Um Grande Mestre das artes plásticas, a merecer a nossa homenagem


a visão do lugar
"A acumulação de pastas e blocos de desenhos, registos de vivências (quantas!) despertaram em mim o imperativo de uma reflexão desapaixonada quanto ao destino a dar a tais registos.

A distância do tempo e do espaço permitiu-me julgar a consistência de um material face a uma trajectória que me recaía por obscuras leis- E nada teve de "doloroso" da minha parte a destruição de grande quantidade desses desenhos; seria disso testemunha a velha mufla de aquecimento do atelier, se ela falasse....

A consciência mais aliciada levou-me a verificar que as hesitações de percurso uma vez eliminadas, tornavam mais claro o referido trajecto que, iniciado nos anos 30 cobriam 60 anos nos quais a dominante expressionista respondia necessariamente à minha, natureza de homem.
Confesso que na minha mente era consistente o desejo de manter o conjunto íntegro, e isso me bastava. Não entenderam assim o grupo de amigos com quem convivo normalmente, acordando que aquele material poderia constituir um exemplo, entre tantos outros, quiçá mais válidos, haveria de encontrar o modo e o espaço para a sua divulgação. Daí, o surgir o "Lugar do Desenho", daí surgir a Fundação com aquela carga de instituição que sempre esteve arredada dos meus propósitos. Porém se o "Lugar do Desenho" corresponder aos propósitos por que sempre me bati, então tudo bem! Que o Desenho seja entendido no seu mais amplo sentido. Não apenas restrito às Artes-Plásticas mas a todas atitudes criativas do Homem. Não é monopólio de qualquer época nem de qualquer sociedade.

O Desenho é expressão de um consciente que o particulariza"


http://lugardodesenho.org/

Biografia
1917 Nasceu no Porto a 23 de Outubro

1930/1936 Pratica ilustrações e banda desenhada para jornais e publicações infantis.
Aprendizagem do desenho e da pintura na Academia Silva Porto.

1937 Frequenta a Escola de Belas-Artes do Porto e é discípulo de Dórdio Gomes.

1943 Participa na organização do "Grupo dos Independentes".
Primeira exposição individual no Salão Silva Porto.

1944 Exerce docência no ensino secundário.

1945 Conclui o Curso na Escola de Belas-Artes com a pintura "Os Fantoches".
Visita o Museu do Prado.
Tem em Madrid um encontro com Vasquez Diaz.
Obtém os prémios da Academia Nacional e "Armando de Bastos".

1946 Bolsa de estudo no estrangeiro do "Instituto Para a Alta Cultura".
Primeira exposição em Lisboa.

1947/1948 Estuda as técnicas de afresco e gravura na Escola de Belas-Artes de Paris.
Discípulo de Duco de La Haix.
Na Academia Grande Chaumière recebe lições de Othon Friesz.
Copia os Mestres no Museu do Louvre.
Visita os museus da Bélgica, Holanda, Inglaterra e Itália.

1949/1950 Professor na pequena escola de cerâmica em Viana do Alentejo.
Contactos com o escritor Virgílio Ferreira e com os artistas Júlio e Charrua.
Em Lisboa conhece Almada Negreiros e E. Viana.
Primeira viagem à Noruega onde é hospede de Oddvard Straume.
Permanência em Orstavik.

1951 Em Portugal fixa-se no Porto mantendo actividade docente no ensino secundário.
A gente do mar passa a constituir tema dominante da pintura.
Prémio Especial na Bienal de S. Paulo.

1952 Prémio na 7ª Exposição Contemporânea dos Artistas do Norte.
Permanece um mês na Noruega.
Executa o afresco da Escola Gomes Teixeira, Porto.
Investiga o desenho infantil.

1953 Cria as "Missões Internacionais de Arte", a primeira das quais ocorreu em Trás-os-Montes.

1954 Lecciona na Escola Secundária da Póvoa de Varzim.

1955 Promove a 2ª "Missão Internacional de Arte", na Póvoa de Varzim.

1956 Integra a equipa com o Arq. João Andersen para o projecto "Mar Novo" para Sagres que obtém o Primeiro Prémio em concurso internacional.
Prémio "Artistas de Hoje", Lisboa.
Conclui o curso de Ciências Pedagógicas na Universidade de Coimbra.

1957 Organiza a exposição "4 Artistas Portugueses" em Oslo e Helsínquia. 2º prémio de Pintura da Fundação
Calouste Gulbenkian, Lisboa.

1958 Executa um painel para a "Exposição de Bruxelas". Prémio "Columbano" da Câmara Municipal de Almada.
Promove a 3ª "Missão Internacional de Arte", Évora.
Convidado para a docência na Escola de Belas-Artes do Porto.
Executa vários painéis de azulejo para a estação de fronteira de Vilar Formoso.

1959 Menção Honrosa na 5ª Bienal de S. Paulo.
Cria dois painéis cerâmicos para o Hospital de S. João, Porto.
Executa oito painéis de azulejo para a pousada de Miranda do Douro.

1960 Prémio "Diogo de Macedo" no Salão de Arte Moderna do SNBA, Lisboa. Painel cerâmico para a Pousada de Bragança.

1962 Presta provas públicas para a Cadeira de Professores na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.
Mural afresco no Palácio de Justiça do Porto.

1964 Executa cinco painéis cerâmicos para obras de arquitectura.

1965 Cria cenários e figurinos para o "Auto da Índia" de Gil Vicente, encenação de Carlos Avilez para o TEP, Porto.

1966 Realiza um afresco para o Tribunal de Justiça em Anadia.

1967 Cria cenários e figurinos para "Fedra" de Racine, encenação de Carlos Avilez para o Teatro Experimental de Cascais.

1968 Ilustra "Aparição" de Virgílio Ferreira. Realiza cenário e figurinos para o bailado "Judas",
coreografia de Agueda Sena e Companhia da Fundação C. Gulbenkian, Lisboa.

1969 Prémio "Artes Gráficas" na Bienal de Artes de S. Paulo, com ilustrações do romance "Aparição". Cria cenários e figurinos para o "Auto da Alma" de Gil Vicente no TEP, Porto.
Realiza seis painéis em grés para o Palácio de Justiça de Lisboa.

1970 Orienta o visual estético do Espectáculo de Portugal na "Exposição Mundial de Osaka".
Cria cenários e figurinos para "Antígona" no Teatro Experimental de Cascais.

1971 Primeira viagem ao Brasil encontrando-se com Jorge Amado e Mário Cravo Filho.

1972 Nomeado Membro da Academia real das Ciências, Letras e Belas-Artes Belgas, Bruxelas, onde
fez uma comunicação.

1973 Ilustra a obra de Fernando Namora "Retalhos da Vida de um Médico". Nova viagem ao Brasil. recebe o grau de Oficial da Ordem de Santiago da Espada.

1974 Exerce funções de gestão na ESBAP.
Realiza cenário para o filme "Cântico Final" de Manuel Guimarães, adaptação do romance de Virgílio Ferreira.

1975/1976 Dedica-se a tempo inteiro à gestão da ESBAP.

1977 Viagem ao Nordeste Brasileiro.
Encontro com os artistas Sérgio Lemos e Francisco Brennand.

1978 Cria cenários e figurinos para o bailado "Canto de Amor e Morte" coreografia de Patrick Hurde, inspirado na obra musical de Lopes Graça para a Companhia Nacional de Bailado.
Visita às Faculdades de Belas-Artes de Espanha.

1981 Executa os vitrais para a Igreja Nª Sª da Boavista, Porto.
Viagem a Pernambuco e Baía.
Profere uma palestra na Fundação Joaquim Nabuco, Recife.

1982 Recebe as insígnias de Comendador de "Mérito Civil de Espanha" atribuídas pelo Rei de Espanha.

1984 Realiza o painel mural "Ribeira Negra".

1985 É-lhe atribuído o Prémio AICA.

1986 Executa em grés o grande mural "Ribeira Negra" no Porto.

1987 Profere a última lição na ESBAP.

1989 Exposição retrospectiva na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

1992 Viagem a S. Vicente e Stº Antão (Cabo Verde).

1993 É criado o "Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende".

1994/1995 Realiza painéis cerâmicos para a estação do Metropolitano de Lisboa, "Sete Rios".

1996 Viagem a Goa

1997 Viagem a Santiago e Fogo (Cabo-Verde).
Recebe a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Realiza a decoração de azulejos da estação do Metropolitano de Lisboa, "Sete Rios".

1999 Viagem à Ilha de Moçambique.

2000 Viagem a Recife, Brasil.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Provérbios com livros - Plano pessoal de leitura

Em Janeiro,
Leio o primeiro.

Em Fevereiro, é Carnaval.
Leio outro, afinal.

Em Março, marçagão,
Leio de manhã, à tarde e ao serão.

Em Abril,
Chego à página mil.

Em Maio,
Pego noutro livro e descontraio.

Em Junho, começa o Verão.
Saio pró campo, com um livro na mão.

Em Julho, faz muito calor.
Ponho-me à sombra e leio com fervor.

Nas férias de Agosto,
Leio ainda com mais gosto.

Chega o mês de Setembro
E já li tantos que nem me lembro.

Em Outubro, começa a chover.
E eu continuo a ler.

Em Novembro, chega o frio.
Leio mais um, de fio a pavio.

Em Dezembro, vem o Natal.
Dar e receber livros é o ideal.

--
Publicada por Carlos A. Silva em A Vida Secreta dos Livros a 4/04/2011


http://avidasecretadoslivros.blogspot.com/2011/04/plano-de-leitura.html

domingo, 4 de setembro de 2011

BOM ANO LETIVO PARA TODOS!

Estamos em setembro, mês de recomeço e de regresso.
Setembro é mês de boas-vindas.
Setembro é mês de traçar planos, de reencontrar os amigos, de imaginar aventuras; e por vezes, setembro também traz consigo as despedidas.
Em setembro parece que nos sentimos mais disponíveis e temos mais tempo, mais vontade de fazer tudo certo desde o início do ano letivo. As estantes limpas e organizadas, as mochilas preparadas, a escola a chegar, o verão a esconder-se...
Mais do que uma marca na passagem do tempo, setembro é mês de encher o peito de ar e respirar fundo, de tomar decisões, de (re)pensar novidades; é mês de promessas, esperanças e sonhos...
Setembro cheira a livros que apetece abrir, a cadernos de folhas limpas e a lápis por afiar.
E em setembro temos aquela sensação feliz de iniciarmos um caderno novo e fazermos a letra muito bem feitinha, na certeza de o mantermos organizado, sem rabiscos feios e desnecessários.
Vem aí um ano novinho em folha para convivermos, ensinarmos, aprendermos, crescermos...
Vamos fazer do regresso à escola um longo dia do mês de setembro cheio de cadernos novos prontos a estrear!

domingo, 24 de julho de 2011

A LEITORA, de PAULA REGO


A BE deseja-vos umas boas férias e ... boas leituras!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

HOJE É DIA INTERNACIONAL DA AMIZADE

Em plena expansão de redes sociais, a palavra amigo desdobra-se em sentidos diferentes. Recordemos o motivo desta efeméride, que liga a amizade para todo o sempre ao epaço sideral e à... Lua!

A origem do Dia Internacional da Amizade é controversa. Isto é, ninguém sabe ao certo como foi que surgiu a idéia de se criar um dia especialmente dedicado aos amigos. Entretanto, acredita-se que a idéia tenha partido de um dentista argentino, chamado Enrique Febbaro. Segundo histórias contadas na Internet, esse dentista, entusiasmado com a corrida espacial da década de 60, decidiu prestar uma homenagem a toda a Humanidade por seus esforços em estabelecer vínculos para além do planeta Terra.

Durante um ano, Febbaro teria divulgado o seguinte lema: "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro". Algum tempo depois, com a chegada do homem à Lua em 20 de julho de 1969, ele escolheu esta data para fazer uma festa dedicada à amizade. A comemoração tornou-se oficial em Buenos Aires, capital da Argentina em 1979 e, devagarinho, acabou sendo adoptada em outras partes do mundo.
--
Publicada por Maria José Vitorino em ALFINete http://alfinete2008.blogspot.com/2011/07/20-julho-dia-internacional-da-amizade.html

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pessoa interessou-se pelo cinema?

Fernando Pessoa escreveu argumentos para filmes e sonhou criar uma produtora. Patricio Ferrari e Claudia J. Fischer coligiram todo esse material num livro lançado hoje em Lisboa.

Os autores pesquisaram todo o espólio de Fernando Pessoa, incluindo a sua biblioteca, e recolheram tudo o que dissesse respeito ao cinema. O resultado é "Fernando Pessoa - Argumentos para Filmes", segundo número da nova série das Obras de Fernando Pessoa que a Ática (chancela que hoje integra o grupo Babel) está a publicar, sob a coordenação de Jerónimo Pizzaro.

Embora o título destaque os argumentos que Pessoa escreveu para cinema - alguns deles já divulgados por Patrick Quillier em "Courts-Métrages" (2007) -, a ambição do livro, que será lançado às 20h00 na FNAC do Chiado, é bastante mais vasta. Ferrari e Fischer coligiram as (poucas) reflexões que Pessoa deixou sobre o cinema em apontamentos soltos, reuniram todos os papéis em que o poeta rascunhou os vários projectos que chegou a acalentar relacionados com o cinema, incluindo a criação de uma produtora, e compilaram as cartas trocadas com José Régio e com a revista Presença a propósito de um inquérito sobre cinema ao qual Pessoa acabaria por não responder.

No que respeita ao núcleo principal do livro, que reúne os argumentos escritos por Pessoa, esta obra acrescenta também enriquecimentos significativos ao que Patrick Quillier já divulgara. "Courts-Métrages" inclui cinco argumentos: dois escritos em inglês, um em inglês e português, e dois em francês, sendo que Pessoa não assume expressamente estes dois últimos como argumentos para cinema. E dos primeiros, Quillier oferece apenas a tradução francesa.

Ferrari e Fischer descobriram mais dois argumentos redigidos em inglês, e incluem a versão original e a tradução portuguesa de todos os textos, dando ainda as cotas dos documentos, bem como as suas características, o que confere a este volume características de edição crítica que "Courts-Métrages" não pretendeu ter. O livro abre com uma introdução dos autores e encerra com um excelente posfácio de Fernando Guerreiro, que coloca o caso específico de Pessoa no contexto da relação que mantiveram com o cinema as gerações de Orpheu e da Presença e, em particular, algumas das principais figuras de ambos os movimentos.

Bandidos & nobreza

Os dois novos argumentos agora descobertos são apresentados pelo próprio Pessoa, respectivamnte, como "Note for a silly thriller or a film" e "Note for a thriller, or film". Ambos narram peripécias em navios - um tópico muito da predilecção de Álvaro de Campos (pense-se em "Opiário" ou "Ode Marítima") -, centradas em objectos preciosos cobiçados por bandidos, mas que afinal nunca estiveram a bordo.

Dos restantes argumentos redigidos em inglês (um deles parcialmente em português), e que Quillier já traduzira, dois tratam de trocas de identidades e envolvem marqueses e duques. O mais completo dos dois é "The Multiple Nobleman", ao qual Pessoa deu título, e para o qual chegou a redigir vários diálogos.

Ainda em inglês, o autor escreveu "The Three Floors", uma ideia para um filme concentrada em dois parágrafos. Pessoa imagina um edifício de três andares, cujos ocupantes têm um estatuto social tanto mais alto quanto mais elevado é o piso que habitam. Mas em todos os andares se repete, com pequenas variações, a mesma cena.

Nos textos redigidos em francês, possivelmente datados dos fins de 1917, em plena época do cinema mudo, o poeta alterna, em duas colunas, descrições de cenas e interpretações delas. Por exemplo: numa coluna escreve "o actor fuma", fazendo-lhe corresponder, na coluna paralela: "Triunfo sobre os seus inimigos, elevação, comando, satisfação". Quillier inventou para estes fragmentos o neologismo "cinématonirique" e aproxima-os das posteriores experiências cinematográficas dos surrealistas.

A par destas incursões literárias, Pessoa ponderou criar uma empresa - a Cosmopolis - que substituiria a Sociedade de Propaganda Portugal e que auxiliaria a indústria do turismo, servindo, ao mesmo tempo, de "centro de propaganda superior do paiz". O cinema seria uma das linhas de actuação da Cosmopolis, que para tanto deveria incorporar uma produtora que efectivamente existia então em Lisboa. Este projecto parece depois ter sido integrado por Pessoa numa nova ideia, a criação do Grémio de Cultura Portuguesa, ao qual atribui uma secção cinematográfica. Finalmente, ainda no âmbito destas possíveis utilizações comerciais e propagandísticas do cinema, concebe uma produtora, a Ecce Film, para a qual chega a esboçar vários logótipos, que Ferrari e Fisher reproduzem. Não menos interessantes são algumas notas soltas, como aquela em que escreve (em inglês): "Na medida em que as coisas são não podem deixar de ser. As coisas passam na medida em que não são. (Símbolo cinematográfico)." Ou ainda a sua afirmação de que o único cinema onde existe arte é o russo e o alemão, o que parece consistente com os trechos em que critica o cinema comercial de Hollywood e as suas estrelas.

Finalmente, a breve correspondência com a Presença que este volume transcreve abre com uma carta a Régio, na qual Pessoa se dispõe a responder a um inquérito sobre cinema. Mas logo na carta seguinte emenda a mão: "Ao inquérito sobre o cinema não responderei. Não sei o que penso do cinema".

Nova poesia das imagens

A primeira conclusão a retirar do abundante material, maioritariamente inédito, que este livro reúne, defendem os autores, é a de que "a ideia de que Pessoa não se interessou pela cinema estava completamente errada". E recordam que esta tese era ainda defendida em 2008, na entrada sobre cinema do Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português, coordenado por Fernando Cabral Martins e editado pela Caminho. Joana Matos Frias, autora da dita entrada, afirma expressamente que "Pessoa nunca se interessou pelo cinema", o que, segundo Ferrari, sugere que não teria tido conhecimento atempado da edição de Quillier, publicada no ano anterior.

Mas Ferrari e Fisher também admitem que o que encontraram não basta para se "construir uma teoria" da relação de Pessoa com o cinema, e lembram que este "não escreveu ensaios sobre o assunto, como António Ferro ou Casais Monteiro". Acham que o seu livro demonstra que Pessoa se interessava pelo cinema, mas não que "se interessava imenso por cinema".

De facto, é difícil defender, mesmo perante estas novas evidências, que a atenção de Pessoa pelo cinema suplantasse a que seria de esperar de qualquer cidadão europeu culto da época. Se o cinema apaixonou boa parte dos presencistas, o único que, na geração de Orpheu, se interessou seriamente pelo cinema parece ter sido António Ferro.

O que não quer dizer que, de um modo difícil de detectar em evidências textuais, o cinema, como algo que impregnava a cultura da época, não tenha tido importância na obra poética de Pessoa ou Sá-Carneiro. Mas, para darmos a devida dimensão a estas escassas e dispersas reflexões de Pessoa, basta pensarmos, por exemplo, em Guillaume Appolinaire, oito anos mais velho do que o poeta português, que, pela mesma altura, via no cinema a síntese de todas as artes e decretava que o livro ia desaparecer e ser substituído pelo filme. Uma mudança que Appolinaire saudava, acreditando que essa nova poesia das imagens, dispensando a palavra, daria aos poetas "uma liberdade até hoje desconhecida".

In http://www.publico.pt/Cultura/dois-mil-exemplares-de-argumentos-para-filmes-de-fernando-pessoa-lancados-esta-semana_1502365?all=1

sábado, 9 de julho de 2011

FLIP- Festa Literária Internacional de Paraty

No blogue da editora Cosac Naify podem acompanhar o que tem andado valter hugo mãe a fazer em Paraty
http://editora.cosacnaify.com.br/blog/
Aqui fica o texto que valter hugo mãe pediu para ler no final da sua mesa e que levou às lágrimas o público que estava na Tenda dos Autores.

“Quando eu tinha uns 8 anos, veio morar para a casa ao lado da dos meus pais um casal de brasileiros com duas filhas moças. Ao chegar, o casal ofereceu uma ambulância ao quartel de bombeiros da nossa vila e toda a vila se emocionou. Foram os primeiros brasileiros que eu vi fora da tv, fora das novelas. Eu e os meus amigos fomos ao quartel dos bombeiros apreciar a ambulância nova, bem pintada, que se mostrava a todos como prova bonita da bondade de alguém. O meu pai tinha um carro pequeno, velho, difícil de levar a família inteira dentro. A ambulância era enorme, um luxo, como se fosse para transportar doentes felizes. Eu e os meus amigos ficamos estupefactamente felizes.

Depois, algumas mulheres e alguns homens mais delicados reuniam-se diante da senhora e das moças brasileiras e faziam perguntas sobre as novelas. Naquele tempo, passavam com muito atraso em relação ao Brasil, e todos queriam avidamente saber quem casava com quem na ‘Gabriela’.

A senhora e as suas duas filhas, porque sabiam o que ia acontecer nas novelas, eram aos olhos de todos como adivinhas, gente que via coisas do futuro, gente que viveu o futuro e que se juntou a nós para reviver o passado. Por causa disto, eram mágicas e as pessoas queriam a opinião delas para cada decisão.

A minha mãe pediu à nova vizinha a receita para fazer pizza, porque ainda não havia pizzarias e só víamos nas revistas como deviam ser bonitos e saborosos aqueles círculos de pão e queijo coloridos pousados nas mesas. Passámos a comer uma pizza de atum com muitas azeitonas pretas. Ainda hoje peço nos restaurantes pizza de atum com a esperança de que seja exactamente igual à da minha infância, mas nunca é.

As moças brasileiras eram mais velhas do que eu e ficaram amigas das minhas irmãs. As minhas irmãs saíam com elas à rua inchadas de orgulho, porque as pessoas todas, sempre comovidas com a ambulância, faziam vénia e sorriam. Havia gente que dizia que as moças brasileiras eram as mais belas de todas. Elas eram, na verdade, sorridentes, e eu senti que também seriam muito felizes na nossa pequena vila.

Um dia a minha irmã mais velha fez anos e foi festejá-los com uma festa na garagem das brasileiras. Na noite desse dia, ali pelas oito horas, uma outra menina, filha de um vizinho português, mostrou-me tudo. Não foi a primeira vez, mas eu queria sempre ver, embora ela não quisesse sempre mostrar. Um amigo meu surpreendeu-nos e quis ver também, mas a menina respondeu que não. Ela disse que mostrava apenas a mim porque eu era amigo das brasileiras. Entendi que as brasileiras eram como um toque de midas que me transformava num menino de ouro.

Aos dezoito anos, aquele que é o meu amigo mais irmão chegou do Brasil e ingressou na minha escola. Eu instintivamente corri atrás dele. Queria ser amigo dele como se fosse vital para mim. Ele mostrou-me Titãs e Legião Urbana. Eu achava que o Renato Russo ia salvar a minha vida com aquela canção do ‘Tempo perdido’. Quando o Renato Russo morreu, chorei muito e passei só a chorar quando ouço o ‘Tempo perdido’. Eu não sei se a arte nos deve salvar, mas tenho a certeza de que pode conduzir ao melhor que há em nós, para que não nos desperdicemos na vida.

O Alexandre, esse meu amigo brasileiro, mudou tudo em mim para melhor. Adorava viajar de comboio com ele quando entalávamos as meias mal cheirosas nas janelas para que arejassem durante a marcha. Nesse tempo, o Alexandre ensinou-me a perder aquela vergonha que só atrapalha. Porque os portugueses sempre foram meio envergonhados.

Hoje, temos quase quarenta anos, ele casou com uma portuguesa e tem filhos. Eu, não. Fiquei para tio a escrever romances e os romances tornaram-se fundamentais na minha vida, como a máquina de fazer espanhóis. Sonhei sempre vir ao Brasil e vim várias vezes, faltava vir como escritor, publicado e recebido, pois aqui estou, a FLIP fez isso, não esquecerei nunca, sinto que fazem de mim um homem de ouro, agradeço a todos muito por isso.”

valter hugo mãe, Paraty 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Calendário escolar 2011/2012

As aulas começam entre 8 e 15 de Setembro.
Pré-escolar: o termo das actividades acontece a 6 de Julho de 2012. As interrupções das atividades educativas nestes estabelecimentos para a Páscoa e o Natal correspondem a cinco dias úteis seguidos ou não, entre 19 e 30 de Dezembro e 28 de Março e 9 de Abril, respectivamente. No Carnaval a pausa é 20 e 22 de Fevereiro.
Ensino Básico e Secundário: o 1.º período termina a 16 de Dezembro. As aulas recomeçam no dia 03 de Janeiro e voltam a terminar a 23 de Março para as férias da Páscoa.
A 10 de Abril pcomeça o último período.
A 8 de Junho terminam as aulas para o 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos.
A 15 de Junho, entram de férias os alunos dos restantes anos de escolaridade.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

ROSA ALICE BRANCO

Hoje, às 22h30, Rosa Alice Branco (n. Aveiro, 1950)lança o seu novo livro no Espaço Maus Hábitos, no Porto, intitulado "Gado do Senhor" (& Etc). A VISÃO conversou com a poetisa sobre a obra onde "o homem é a doença mortal do animal e Deus é a doença mortal do Homem" e dá conta da paixão das revistas literárias norte-americanas pela escritora.

LEIA A ENTREVISTA PUBLICADA NA VISÃO DESTA SEMANA E OUÇA AQUI EM BAIXO 4 POEMAS LIDOS PELA AUTORA

http://aeiou.visao.pt/gado-do-senhor-o-livro-da-rosa=f610383


Para mais informações sobre a autora, Ver
http://www.revista.agulha.nom.br/jprabranco1.html#biografia

OUTROS TEMPOS, OUTRAS FERRAMENTAS, OUTRA ESCOLA!


Humor da BiblioZARC, da Escola JGZARCO em Matosinhos